domingo, 25 de novembro de 2007

Temeridade ou O Depois do "Por que não te calas?"

Sempre procurei, em minhas postagens, isentar-me de opiniões pró ou contra algum candidato, político ou semelhante. Obedeço a alguns critérios internos que me auxiliam a tornar este espaço isento de ideologismos políticos. Ponto.
Há algum tempo venho sendo acompanhada de uma sensação estranha e indesejada. Sensação que se agiganta, se remexe, sibila sempre que escuto um telejornal ou leio alguma reportagem sobre nosso presidente e seu "companheiro de profissão", Hugo Chavez.
"Por que não te calas?"; "Por que não te calas?" Por que será que eu lembro dessa frase, já célebre, com a mesma insistência que recordo do Caco Antibes, vivido por Miguel Falabella, dizendo "Salvem a professorinha!", "Salvem a professorinha!" ?
O "basta" do Rei Juan Carlos imortalizou-se até em chamadas de celulares. Muitas pessoas acharam graça, brincaram, imitaram, elogiaram ou criticaram.
Considero-me uma pessoa razoavelmente esclarecida e informada sobre algumas questões de âmbito mundial.
Relembro que Chavez foi personagem principal de uma tentativa(frustrada) de golpe em seu país, em 1992. Logo após ser eleito , destituiu o Congresso de seu país. O novo parlamento tinha a maioria de seus aliados. Ministros que o questionavam foram aposentados; a emissora de televisão que fazia oposição ao seu governo foi "fechada".( não houve renovação da concessão da RCTV) Atualmente, reforça suas tropas, investindo pesadamente em material bélico.
Fico pensando e tentando imaginar como é "ser professor" em um país como a Venezuela...
Mas aí... meu sono desaparece quando ouço e leio o seguinte:
"Podem criticar o Chavez por qualquer outra coisa, inventem uma coisa para criticá-lo: mas por falta de democracia na Venezuela, não é." Palavras do nosso presidente Lula. "Jeeeesuíta" , como diz minha amiga Kátia!
Nosso presidente, há tempos vem afirmando que não sabe de muita coisa: um mensalão aqui, um mensalinho ali, troca de favores acolá... Ele não sabia de nada... Não sabe...
Pois percebo que, quem não sabia, eram muitos eleitores.
Como será "ser professor", daqui a pouco tempo, no Brasil?
Como é ser um pesquisador do IPEA e discordar da política do governo Lula?
Ruth de Aquino, da revista Época, escreve em seu artigo "Falou por quê?":
"Na Venezuela chavista, quem se opõe aos delírios de poder do presidente está sendo calado à força, pela censura pura e simples ou por conflitos armados nas universidades. Televisões, estudantes, manifestantes, jornais. Basta discordar de Chavez, e você será colocado na mesma categoria de José Aznar, o ex-primeiro ministro espanhol. Será chamado de fascista. No Brasil, existe uma televisão pública em gestação. Em seminário internacional em Lima, um dos mais importantes ideólogos da política externa de Lula..., acusou a mídia brasileira de "despolitizar a população" e de controlar os excluídos "pela distração". No Rio de Janeiro, quatro pesquisadores que discordavam da política do governo Lula acabam de ser afastados de um instituto, o IPEA.E se Lula apoiou Chavez não por pragmatismo, mas por convicção, por estarem irmanados em idéias e projetos?"
Quem foram os mestres de muitos dos presidentes que estão por aí? Quem foram os mestres do Senador Renan Calheiros? Quem foram os mestres do faxineiro do aeroporto que, há tempos atrás, encontrou e devolveu uma maleta cheia de dólares ao seu dono? Quem foram os mestres dos pesquisadores que ousaram discordar de uma política vigente em nosso país? Quem foram e são os NOSSOS mestres?
E, nós? Somos mestres de alguém?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

"Um galo sozinho não tece uma manhã"

"Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos".

[João Cabral de Melo Neto, in Tecendo a Manhã"]

A rede aumenta a cada dia e é tecida em nossas casas, no Pólo, em casas de parentes, em praças de POA. Para o trabalho de Literatura , organizamo-nos de forma a nos encontrarmos em diferentes locais (Praça Província de Shiga, QG da mãe da Lú e, por último, na Praça Leonardo Macedônia.) Outros trabalhos e lugares virão. Mas fica a constatação de que nosso grupo aumenta, prazerosamente, a cada dia: filhos, maridos, cachorros nos acompanham e nos auxiliam com idéias ou com sua presença.
No dia 19, finalmente, nosso grupo realizou a tarefa combinada e prometida. DIVERTÍMO-NOS MUUUUITO! Valeu!

sábado, 17 de novembro de 2007

Relato de "Relatos" - Maduridade

A atividade do SeminárioIntegrador III propõe que escolhamos uma postagem no Blog Relato de Experiências e, a partir da mesma, realizemos leitura analítica e façamos uma postagem em nossos blogs observando alguns aspectos salientados.
Escolhi o relato do Projeto Maduridade por tratar-se de uma proposta que beneficiou pessoas que, geralmente, não são consideradas prioridade: os idosos.
Mafalda Canarim da Silva identificou uma problema quando esperava em uma fila de banco: "observei com que dificuldade as pessoas idosas retiravam, dos caixas eletrônicos, os seus vencimentos de aposentadoria. Às vezes, humildemente, confiavam suas senhas e números de contas bancárias à estranhos para poder fazê-lo".
Percebeu as dificuldades de pessoas que não compreendiam nem como usar um cartão telefônico.
Identificada a evidência de que algumas pessoas, da "maior idade", demonstravam desconhecimento e atrapalhação no manuseio de máquinas, de recursos tecnológicos, Mafalda
concentrou seus esforços para criar um projeto de Inclusão Digital para a terceira idade, o MADURIDADE.
Seus argumentos para tal projeto salientavam que pessoas acima de 55 anos fazem parte de uma geração que tem pouca "intimidade" com o uso das tecnologias, precisando, portanto, de auxílio para fazê-lo. também utilizou o critério de "pessoas com até a quarta série do ensino fundamental" pois, seriam de uma classe menos favorecida em relação às tecnologias.
A autora do projeto relatou, brevemente, a dificuldade inicial referente ao uso da língua inglesa bem como, as soluções encontradas pelo grupo. Evidenciou com fotos e relato a alegria dos participantes e as mudanças em seus comportamentos: aprenderam a utilizar o computador e alguns de seus recursos, usar com mais segurança celular, caixa eletrônico e outros aparelhos.
Eu diria que este pequeno grupo, no período de três meses iniciou sua alfabetização digital.
Digo "iniciou" porque acredito que, a partir destas ações, muitas outras poderiam e podem ter sido realizadas.
O último parágrafo da postagem-relato dá uma impressão de nostalgia: "Alguns deles ganharam computadores dos familiares e outros compraram seus próprios computadores com recursos que tinham na poupança, e até hoje trocamos e-mails de vez em quando." O "de vez em quando" final indica que outras coisas poderiam acontecer. Acredito que limitar-se à troca de e-mails, após o término do projeto" é uma grande perda de possibilidades. Os idosos podem "viajar" pela internet, participar de comunidades, criar seus blogs, pesquisar, estudar, transformar... Torço para que o "grupo dos nove" tenha ido muito além dos e-mails...

sábado, 3 de novembro de 2007

No QG Pedagógico da Lú Sobotyk

Pois é... lembrei-me de uma postagem que fiz no início do curso e que fazia referência à mãe da Lú Sobotyk e sua casa... Hoje, nosso grupo passou uma tarde divertida e produtiva no QG já mencionado anteriormente! Adiantamos bastante o trabalho para apresentação no dia 19. Prazer, trabalho, risadas e um maravilhoso chá! Tudo de bom! Agora, o QG da Lú se transformou no QG da turma! Um abraço pra mãe da Lú e toda a família.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Feira do Livro



O Lu e eu fomos até a Feira do Livro. Como sempre, ficamos um tempão na área infantil. Aproveitei e aumentei mais o meu acervo para contação de histórias na escola e, futuramente, no hospital. Reencontrei uma pessoa que foi minha colega na SMED por muitos anos: Evinha.
Os livros que vieram aqui para casa: Grúfalo, O filho do Grúfalo, Vacas não voam, A galinha Xadrez; todos da Editora Brinque Book.
Também comprei Não Confunda, da Eva Furnari; A almofada que não dava tchau, de Celso Guttfreind. Pra encerrar, "A menina que roubava livros" e "Quando Nietzche chorou".