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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Do Livro dos Abraços, um mar de fogueirinhas

"Um homem da aldeia de Négua, no litoral
da Colômbia, conseguiu subir aos céus.
Quando voltou, contou.
Disse que tinha contemplado lá do alto
a vida humana.
E disse que somos uma mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso - revelou - um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre
todas as outras.
Não existem duas fogueiras iguais.
Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas
e fogueiras de todas as cores.
Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento,e gente de fogo louco,
que enche o ar de chispas.
Alguns fogos, fogos bobos,
não alumiam nem queimam;
mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar,
e quem chegar perto pega fogo".


Eduardo Galeano


Pois fiquei pensando, ontem,antes de dormir, na manhã de domingo, Dia de Valores no hospital. Relembrei da alegria dos familiares nos quartos, dos agradecimentos emocionados de alguns, do abanar de cabeça triste de um "jovem talvez pai" ao lado de uma criança na UTI, do início de choro de um menino ao ver a bruxa (o que fez com que eu saísse de mansinho...sim, ela era eu.), de outro menino que nos seguiu durante as apresentações em um dos andares, da família castelhana que abriu a porta do seu quarto com restrições, para que pudéssemos, do corredor, encenar nossa peça, cantar, brincar e deixar uma mensagem de alegria.



Com uma pintada a mais de satisfação, também resgatei imagens de uma de minhas afilhadas do Viva participando como Rena, em outro grupo de Valores. Ao mesmo tempo, fixei em minha mente o sorriso generoso de minha própria dinda: Madalena,que entrava em cada quarto apresentando todos os personagens e coordenando a brincadeira.





Nosso grupo tinha como Valores-Tema a Alegria e a Felicidade. Nossa peça durava menos de 2 minutos mas era tempo suficiente para que vilões e mocinhos de histórias infantis surgissem abraçados, comemorando o Natal e enfatizando que o mais importante é a união, alegria , felicidade e amizade. Assim, Eu-Bruxa, fiquei boazinha e entrei em cada quarto, após o chamado de um lindo palhacinho, de braços dados com a Fada . E o porquinho e a Chapeuzinho entravam abraçados ao lobo cantando "ninguém tem medo do Lobo Mau , Lobo Mau, Lobo Mau..."



Por último, nos despedíamos cantando um funk de Natal.






Dormi com o propósito de realizar no outro dia, uma postagem sobre nosso dia de Valores. Ao acordar, relembrei de um fato que mobilizou todo o grupo: no saguão da UTI, assistindo a nossa mensagem, uma mãe chorava. E foi no abraço que fiz questão de oferecer-lhe, assim como as colegas, que senti um pouco do seu desespero e de sua dor.



Abraços não precisam vir acompanhados de palavras, em alguns momentos... mas, se elas, as palavras buscam forças para se fazer presente...



Lembrei do Livro dos Abraços e de uma passagem que diz sermos um mar de fogueirinhas. Olhando nossas fotos, observando cada uma participante do grupo, confirmo as palavras escritas por Galeano: "não existem duas fogueiras iguais".



Mas, a união, o conjunto das labaredas pode ser um bonito espetáculo e trazer felicidade aos olhos de quem precisa. Participar como voluntária do Viva e estar próxima de chamas tão intensas, me preenche, me satifaz e me "encharca" de alegria.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"Jalecos contadores"


"A formatura dos novos contadores de histórias do Viva Porto Alegre aconteceu no dia 7 de dezembro, no Restaurante Massolin Di Fiori.

Na abertura, nosso coordenador, Denis Escudero transmitiu uma forte mensagem de parabéns a todos os formandos, pelo empenho com o qual chegaram ao final do processo de formação e seleção.
Logo em seguida e mais uma vez, Jorge André leu a história “Um Ponto de Luz Chamado Brilhante”, para emoção e reflexão de todos.
E então chegou o momento mais aguardo por todos: a entrega dos jalecos e crachás,
a qual foi extensamente fotografada pelos familiares e amigos dos novos contadores de histórias."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Escrevendo novas histórias

Encerrei meu estágio, hoje.
Sob a supervisão de um dos voluntários veteranos, contei histórias em dois quartos, no Santo Antônio. Interessante também foi o fato de , enquanto aguardava a chegada do veterano, no saguão , resolvi contar a história da Casa dos Beijinhos e do Grúfalo para três crianças e seus acompanhantes.
Acho que o Grúfalo está ficando conhecido, no Hospital.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Formação no Hospital Santo Antônio




Começamos a participar da Formação para Contadores de Histórias em setembro. Estamos nas últimas semanas antes de nosso estágio, nos quartos, com as crianças. Hoje, tivemos um encontro muito "bacana" com uma das contadoras do Hospital que falou sobre "Como contar histórias para crianças hospitalizadas".


Processo de seleção de novos contadores de histórias da Associação Viva e Deixe Viver – 2007
Agenda


1. Sensibilização – Equipe Viva e Deixe Viver
22/09 às 14h
24/09 às 19h

2. Mestre do Tempo – Denis Escudero + preencher questionário
01/10 às 19h30min

3. Pensamento Positivo – Organização Brahma Kumaris
08/10 às 19h30min

4. O que é ser voluntário – Flávia Pimentel
15/10 às 19h30min

5. Ambientação Hospitalar – Controle de infecções e Serviço de Psicologia
Raquel Bauer e Juliana Potter
22/10 às 19h30min

6. A arte da contação de histórias para crianças hospitalizadas – Naraiana Nunes
29/10 às 19h30min

7. Aprendendo a perder – Equipe de Psicologia
05/11 às 19h30min - A confirmar

8. Vivência Prática – Voluntários Viva
Todo mês de novembro - Cronograma a ser definido

9. Formatura
A confirmar

domingo, 28 de outubro de 2007

Contando histórias na "Província de Shiga"

Parte do nosso grupo de trabalho para a Disciplina de Literatura se encontrou no sábado, dia 27, na Província de Shiga. Nosso objetivo era darmos encaminhamento ao trabalho de conclusão da disciplina, que envolverá contação de história utilizando diversos recursos. Na verdade, iniciamos o trabalho, contamos histórias e até conseguimos uma platéia da praça para assistir a contação. Foi divertido, produtivo e, com certeza, prazeroso. Encontrar colegas e amigas em um ambiente como esta Praça, que tem uma história peculiar, foi um dos bons momentos de meu fim de semana. Não posso deixar de me exibir um pouco dizendo que sou vizinha deste espaço. Impossivel deixar de contar que ali, na Praça Província de Shiga foram depositadas as cinzas de minha mãe. O encontro de Kátia e Bruna, Lu Sobotyk, Maria Gabriela e Bia pode ser considerado como "anti-stress pedagógico". Que tal?

domingo, 30 de setembro de 2007

Contando histórias


Pois é... como disse a Kátia, algumas coisas conspiram a nosso favor...eu acrescento que nada é por acaso. Explico uma parte: além de ser professora de uma turma de terceiro ciclo, sou uma das responsáveis pelo Projeto Adote um Escritor, em minha escola. Portanto, literatura faz parte do meu dia-a-dia e de minhas tarefas. Faço contação de Histórias há algum tempo para crianças e adultos. Faltava-me contar histórias em hospitais, meu desejo há anos. Graças ao convite da colega Selva pude contar histórias para um grupo de crianças, pais e profissionais do Clínicas. E, agora, através da Mosqueteira Kátia, finalmente, inicio o processo de tornar-me parte da equipe de contadores do Hospital Santo Antônio. Minha escola, a faculdade, o Hospital... tudo entrelaçado...Por hora, encerro. Hoje desejo brevidade. Mas com algum registro fotográfico...