sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Arquitetando

Como a colega Luciene relatou em seu blog, com a proposta de trabalho com as Arquiteturas Pedagógicas, por parte do Seminário Integrador, tivemos a possibilidade de iniciar um trabalho cooperativo.
No Victor Issler temos uma dupla querida. No Lucena, temos o nosso querido Bob.
Antes mesmo de nossa organização para as Arquiteturas, Bob já estava em nossa escola provocando reações diversas.
Sua permanência conosco, até este momento, é uma conquista de todas as pessoas que gostam, respeitam e valorizam os animais. É uma conquista de professores, funcionários e de sensiveis diretora e coordenadora. Sobretudo , é uma conquista de alunos de uma turma e do trabalho realizado.
As histórias das Escolas Victor, Lucena e Roque vão se entrelaçar... aguardem.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
O VÔO DOS TURIXANTANS

O fato é que, depois de 5 xalapecos (unidade de medida de tempo dos Turixantans), o grupo estava preparado para o grande vôo.
Nos últimos terços de xalapecos, os bichinhos estavam alvoroçados... temerosos alguns, confiantes, outros.
Várias estratégias foram sendo observadas ao longo do tempo: asas pouco usadas durante o período de aprendizagem agora faziam questão de mostrar o máximo de movimento não perdido..
Turixantans, procurando grasnar o mais alto possível, acreditavam que o barulho de suas vozes facilitaria o vôo.
Outros, ao contrário, já não se importavam com fantásticos sons: preocupavam-se com a concentração interna necessária. Um ou outro ainda não tinha se dado conta da data marcada e corria risco de realizar um vôo mais difícil.
Os Mursiatans (equivalente a mestres, orientadores) participavam do alvoroço de diferentes formas.
Durante todos os xapalecos foram responsáveis pelo desafio de proporcionar as competências para que o vôo fosse realizado. O interessante é que sabiam que não bastava apenas planar no espaço. O recuo buscando espaço para a corrida antes do salto, a posição da cabeça, o momento em que as asas eram abertas (e de que forma; seguramente, tropegamente), a inclinação do corpo no espaço, tudo era observado. E o principal: a rota era diferente, cheia de curvas, elevações e desafios.
Sabiam, os Mursiatans, que a grande maioria completaria o vôo, que talvez alguns desistissem de voar e outros, fariam aquela rota apenas para encerrar o vôo e depois, voltariam ao caminho já trilhado antes da chegada àquele grupo.
Sabiam, os Mursiatans que, no vôo, surpresas poderiam acontecer, imprevistos, desconfortos e também muitas satisfações.
Sabiam, que alguns dos Turixantans trocariam as penas mais uma vez e voltariam diferentes, pelo mesmo caminho...
Sabiam que tanto eles como seus pássaros discípulos não eram mais os mesmos.
Ao contrário do que os mais ingênuos Turixantans pensavam, o grande vôo não era uma competição.
Cada pássaro voava para diferentes lados, a pressa não estava associada ao tempo do outro mas ao tempo de cada um.
Cada Turixantan buscava os limites de seu corpo, de sua mente, da junção de ambos. Esquecidas as confusões e os grasnados destoantes, a preocupação de muitos era levar consigo tudo que se tornara positivo: amizades, palavras de conforto, limites oferecidos quando necessário, cutucões, conselhos , orientação e uma nova e desafiadora forma de voar.
O que, inicialmente, era o final de uma etapa se transforma no começo de outra.
Cada um a trilhará de acordo com o que vivenciou, do que percebeu e enxergou.
O tempo e o espaço não são os mesmos para todos. A aprendizagem é contínua e permanente.
O dia do vôo é nublado para alguns, ensolarado para outros. Tempestuoso, quem sabe.
O vôo linear é aceito mas não tão comemorado. As elevações pelo caminho impedem a continuidade de um voô deste tipo. A adequação do vôo com os desafios propostos no caminho e a originalidade ao enfrentá-los são muito consideradas.
"Ele é um Turixantan. Um pouco mais antigo, com penas não tão brilhantes, já chegara ao grupo, como muitos, sabendo voar. Mas aprendeu mais, descobriu outras formas e capacidades. Agora, pouco antes de seu recuo para o salto, pensa que, se não sabe tudo, pelo menos tem a certeza de que pode investigar e procurar... e que pode fazer isso com e por outros Turixantans. Descobre um receio bem escondido de que seu vôo seja conturbado. Afasta-o, trocando-o pelo sentimento de que é capaz. Com carinho e gratidão vira a cabeça e observa os colegas turixantans e, especialmente , os Mursiatans que o acompanharam até aquele momento. De certa forma, aqueles mestres estariam junto, no vôo e mais além. Ele retoma à posição inicial, balança as asas, recua, corre e salta! Quem permanece na linha de saída pode ler a mensagem enviada pelo bater de suas asas: obrigada, obrigada, obrigada. Fui!"

domingo, 1 de novembro de 2009
Pequenos paraísos

Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca."
(Jorge Luís Borges)
Desde pequena aprendi a utilizar as prateleiras de uma biblioteca como passaporte para grandes viagens.
Conseguir uma nova carteirinha de sócia era motivo de muito festejo, em minha casa.
Na infância, palmilhei por muitas bibliotecas: do SESI, da AABB, ASBac, a biblioteca da casa dos meus padrinhos, da casa dos pais de meu amigo Mathias.. Mais tarde, Biblioteca Central, Lucília Minssen, CCMQ, Faculdade de Letras, Bibliotecas da Smed e FAPA.
Entrar em uma Biblioteca, observar as prateleiras, folhear os livros, escolher aquele que mais interessa, circular pelo espaço sempre foram motivos de muito prazer.
Neste ano, com a aposentadoria da professora responsável por este espaço, a equipe diretiva de minha escola convidou-me a assumir a vaga existente. Este convite foi motivo de muita alegria: tinha a certeza de que poderia, de alguma forma, retribuir tudo o que eu conquistara através deste espaço, realizando hora do conto, estimulando o manuseio dos livros, oportunizando que todos os alunos fizessem retiradas e, na sequência, seus familiares também.
É bem verdade que, além da turma de terceiro ciclo, à tarde, ainda partilho com uma querida colega a coordenação cultural da Escola. Entretanto, entre ter a possibilidade de realizar um novo e mais instigante trabalho, oferecendo uma diferente "filosofia de Biblioteca" , beneficiando muitos alunos e continuar me dedicando quase integralmente a uma coordenação onde já havia uma pessoa também responsável, naturalmente, voltei maior parte de minha atenção para o novo desafio. Porém, por várias questões, ainda não pude me desligar, como é meu desejo, da Coordenação Cultural.
Atualmente, na escola, realizo o trabalho na Biblioteca, sou responsável pela coordenação do Projeto Adote um Escritor, atuo com uma turma de adolescentes (maravilhosos! Tanto a turma como a parceira.) e, de forma não tão intensa quanto antes, acompanho minha colega da Coordenação Cultural. 

Nos entremeios, administro o blog da Escola e me "enturmo" cada vez mais com as Tic's.
Chego à conclusão de que tenho bastante com o que me ocupar, fora o PEAD, Cursos de Extensão, cuidados com turma canina e felina, vida pessoal e saúde.
Não trago essas observações como um lamento, ao contrário. Sinto-me desafiada (ok, ok...por vezes cansada, sonolenta...) e instigada a testar os meus limites.
Mas o que faz com que eu "aguente" quase beirando e ultrapassando certos limites? A parceria , o prazer de fazer o que gosto e a compreensão de que nada é permanente.
Em relação aos parceiros, descubro que tenho vários em diferentes níveis: marido, amigas e colegas da Turma e da Coordenação, a equipe diretiva de minha escola, minhas colegas e amigas do PEAD, minhas professoras, orientadoras, tutoras, cachorros, gatos, livros...
E, se por alguns momentos, estiver mais cansada, rabugenta ou , como diz uma colega da Escola, " já estou tomando sorvete pela testa" vou tentar lembrar do que disse a Neusa: "a cada dificuldade surgida, encontro um jeito de..." contorná-la, enfrentá-la, ultrapassá-la , acrescento eu.
Vou conseguir, sempre? Acho que não. Mas uma bela tentativa já é um bom caminho.
Alguns paraísos podem parecer pequenos mas a luminosidade que irradiam nos afeta por uma vida inteira, não é?
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