quinta-feira, 20 de dezembro de 2007


Fiquei pensando em várias formas de apresentar meu portfólio. Algumas idéias interessantes, outras "uma viagem" , como diria uma de minhas colegas. Há dias penso sobre o assunto e sempre coloco uma determinada música para me acompanhar. Essa música é a culpada por alguns de meus devaneios. Ela é quem me faz esquecer a proposta inicial e traz lembranças de um passado não tão distante.
Quando realizava oficinas de contação de histórias com os educadores da rede , algumas vezes perguntava se uma melodia poderia contar uma história. Apenas o instrumental, sem letra nenhuma... Depois das considerações dos participantes eu colocava a música pedindo que fechassem os olhos e escutassem. Incrivelmente, algumas pessoas não associavam a melodia ao filme, o que era muito bom, naquele momento. Após terem escutado eu pedia que me contassem como era a música, do que ela parecia estar falando, que história ela poderia estar contando. Quase sempre as pessoas falavam de crescimento, de caminhadas, escolhas, cansaço e superação deste cansaço, de vida...
Mas como?, eu perguntava. Se não há palavras dizendo o que nos conta? (Sabem, podemos fazer isso com nossos alunos, também.)Em que parte identificamos as caminhadas, escolhas? Qual o trecho da música que nos dá a idéia de cansaço e superação? Aí, começávamos a buscar os trechos que identificavam.
Ao mesmo tempo, eu relembrava o filme para as pessoas realizando as associações que mais me instigavam.
Gosto desta música porque acho que ela realiza, com maestria, o seu propósito: é trilha de um filme e mesmo que não o fosse, contaria a mesma história: de coisas e momentos que vêm e que se vão, de alegrias, tristezas, dúvidas, de luta, superação e conquista. Uma das educadoras participantes disse-me, certa vez, que a música a empurrava para frente, dava-lhe a impressão que ela poderia conseguir o que quisesse na vida...desde que soubesse que é preciso dar um passo de cada vez...
Esta melodia tem uma canção, uma letra. E foi imortalizada por um cantor a quem admiro bastante. No youtube, encontrei um clipe com cenas deste cantor e de momentos de criação, em um estúdio, com um desenhista e seu modelo principal.
Ainda não sei como apresentar o portfólio, nem que aspecto enfocar. Mas a música que vamos escutar...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Marcelo Médici

Hoje, não resisti...Gosto muito desse cara.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"Jalecos contadores"


"A formatura dos novos contadores de histórias do Viva Porto Alegre aconteceu no dia 7 de dezembro, no Restaurante Massolin Di Fiori.

Na abertura, nosso coordenador, Denis Escudero transmitiu uma forte mensagem de parabéns a todos os formandos, pelo empenho com o qual chegaram ao final do processo de formação e seleção.
Logo em seguida e mais uma vez, Jorge André leu a história “Um Ponto de Luz Chamado Brilhante”, para emoção e reflexão de todos.
E então chegou o momento mais aguardo por todos: a entrega dos jalecos e crachás,
a qual foi extensamente fotografada pelos familiares e amigos dos novos contadores de histórias."

domingo, 9 de dezembro de 2007

Contribuição do pbwiki sobre o ato de escrever

No mundo das vírgulas
Nilson Souza (Zero Hora, 1º/9/1994)


Tive outro dia uma conversa com acadêmicos de Comunicação da PUC e notei certa ansiedade da garotada em relação a uma rotina da vida jornalística, que é a obrigatoriedade de escrever sob a pressão do horário e nos limites do espaço disponível. Tentei tranqüilizá-los: sempre é possível e, com a prática, todo o mundo consegue, não é preciso ter nenhum dom especial. Difícil mesmo é escrever bem. Para isso, não basta ter tempo, espaço ou vontade; é necessário, acima de tudo, persistência. Nunca tive a pretensão de orientar ninguém sobre esta matéria, até mesmo porque também suo diariamente para dar uma forma apresentável a meus textos - e nem sempre consigo. Mas recolhi das leituras da madrugada (leiam, leiam, leiam, mas também procurem escrever e submeter o texto à apreciação de leitores qualificados!) alguns ensinamentos que agora retransmito, na esperança de que sejam úteis a quem se interessa pelo tema.O primeiro deles é de Isaac Bashevis Singer, para quem o melhor amigo do escritor é a lata de lixo. Pode parecer um tanto desestimulante, mas é um admirável conselho. Lembra que a boa redação - aliás, como tudo na vida - só pode ser alcançada com humildade, com o reconhecimento da má obra. Fazer, cortar e refazer repetidamente: este é o ciclo. Trabalhoso, mas necessário. O que é escrito sem esforço, disse Samuel Johnson, geralmente é lido sem prazer.O escritor tem que se preocupar com os mínimos detalhes de sua obra, e especialmente com estes. Tom Campbell andou certa vez dez quilômetros até a gráfica que imprimia um dos seus livros (e dez quilômetros de volta) para mudar uma vírgula num ponto e vírgula. E é exatamente nas vírgulas que tropeçam os redatores iniciantes, separando o que não deve ser separado e unindo o que não pode estar junto. A pontuação é o cimento do texto. Querem um exemplo? Leiam a historinha abaixo, que retirei de uma coletânea de pensamentos de Mansour Challita:Foi encontrado o seguinte testamento: "Deixo os meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres". Quem tinha direito ao espólio? Eram quatro os concorrentes. O sobrinho assim pontuou o texto: "deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres". A irmã pontuou assim: "deixo os bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres." O alfaiate fez a sua versão. "Deixo os bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres". O procurador dos pobres pontuou assim: 'Deixo os meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!".O anônimo moribundo, como podem perceber os leitores, não era um bom redator. Ou então tinha - por motivos óbvios - a pressa dos jornalistas nos minutos que precedem ao fechamento da edição.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Papai Noel foi nos buscar




A noite de nossa formatura começou assim: Papai Noel, dirigindo um táxi que produz neve, foi nos buscar. Fomos pela 24 de outubro, Parcão, até o local da formatura participando como atores coadjuvantes da alegria proporcionada pelo taxista: janelas de carros se abriam, mãos risonhas abanavam, adultos enfatiotados dentro de seus carros voltavam a ser criança sorrindo e pedindo um aceno natalino. Mãe e dois filhos quase pularam para o táxi rindo, falando da lista de presentes. Da janela de um camburão da polícia , um fotógrafo registrou alguns acenos. Kátia, Lu e eu ríamos e, vez por outra, abanávamos, também.
Na chegada ao restaurante, a despedida perfeita: uma chuva de flocos imitando neve. E Papai Noel (na verdade, nosso vizinho Nilton) foi embora em seu "truno" (mistura de trenó com fiat uno) buscar duas crianças que haviam solicitado uma volta pela cidade com o vizinho, digo, velhinho.
Essa foi a Parte Um: digna de registro, com certeza.
A Parte Dois é no Massiolini di Fiori: nossa entrega de jalecos.
A partir deste momento Kátia e eu formaremos uma dupla e, todas as semanas, estaremos contando histórias no Hospital Santo Antônio.
Pensei que conseguiria, com facilidade, descrever o nosso processo de visitação nos quartos, na UTI, a contação de histórias e a reação das crianças e famílias. Enganei-me: é quase indescritível a sensação obtida ao conseguir que uma criança esqueça, por alguns momentos, suas dores e sorria ou preste atenção na história e no contador. Da mesma forma, sensibiliza-nos a satisfação de algumas famílias ao abrirem a porta dos quartos e deixarem passar quem traz um pouco de alento.
O Viva e Deixe Viver faz um lindo e competente trabalho e orgulhamo-nos em poder participar!
A noite foi bela e as companhias muito mais: Pessoas muito especiais estavam conosco: nossa amiga Mosqueteira Lú Sobotyk e o Erik (seu filho, que tem um sorriso cativante), Irene ( nossa amiga em comum) e Silvinha , minha grande parceira de trabalho e carinhosa amiga . Claro que não posso deixar de falar no Lu: meu marido-amigo-parceiro de vida.
Em certo momento, observei todos à mesa... Sílvia, Irene, Kátia, Lú, Erik e Lu... observei as novas pessoas que , de alguma forma, entram em minha vida para ajudar a transformá-la e me certifiquei de como estou feliz. E posso partilhar esta felicidade com pessoas que precisam descobrir que vale a pena estar aqui.
Com certeza, vale muito !

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Escrevendo novas histórias

Encerrei meu estágio, hoje.
Sob a supervisão de um dos voluntários veteranos, contei histórias em dois quartos, no Santo Antônio. Interessante também foi o fato de , enquanto aguardava a chegada do veterano, no saguão , resolvi contar a história da Casa dos Beijinhos e do Grúfalo para três crianças e seus acompanhantes.
Acho que o Grúfalo está ficando conhecido, no Hospital.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Bom dia, Sr. Shlomi

Acordei pensando neste filme.
O personagem central da história é um rapaz desconsiderado por sua família. Com exceção do avô, os outros o acham idiota, um aluno medíocre sem condições de aprendizagem. Até uma de suas professoras concorda.
Shlomi transforma o ato de cozinhar em algo mais e, sem que percebam, auxilia a todos que o olham, mas não enxergam.
Shlomi também acredita ser um idiota e demonstra nervosismo nas tarefas escolares. A curiosidade do diretor escolar ao analisar a resposta (considerada errada ) de Shlomi a uma prova começa a modificar a vida do jovem...
Acompanhar o florescer de Shlomi, testemunhar a insistência, ética e visão do diretor da escola possibilita que tenhamos fé, que acreditemos que é possível fazer mudanças através de nosso trabalho, de nossos valores e da forma como "nos postamos" neste mundo.
Fica a dica .