terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A volta dos que não foram



O fato é que durante os últimos quatro anos, ocasionalmente, eu ouvia alguém perguntar "E o Argh? Desistiu dele e dos outros personagens?"
Meu marido me incentivava a trazer meu amigo de volta. Carmela, amiga de tantos anos e primeira leitora do Argh, também demonstrava a falta do pequeno mutante. rs E dela também ,pois outro personagem, chamado Bizet, é a própria...
Na verdade, estive especialmente ocupada na última meia década. E continuarei nas próximas, espero. Argh nunca foi a lugar algum diferente de onde sempre esteve: comigo. Mas agora, aos poucos, começo a partilhar esse personagem criado com tanto carinho.

Acho que foi por volta de 1997, que o criei. Nas férias, deste ano, para ser mais exata.
Os motivos de sua criação estão relacionados ao período que precisava ficar esperando minha mãe realizar exames hospitalares, nos corredores com seus bancos repletos em emergências, na espera durante suas internações. Enquanto esperava, pensava em diversas situações que poderiam ser vivenciadas por um personagem com um humor bem característico... então, ARGH surgiu.
E, agora, vai morar neste blog. Bom recomeço, ARGH!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Preparem-se


"Poetas, seresteiros, namorados..." É chegada a hora ! Preparem-se! ARGH está de volta! Temei e rezai!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E para completar...

apenas a certeza de que a imagem é tudo...

Pois é... acho que estou cansada demais para escrever de outra forma que não seja Fluxo de Consciência . Sinto, para alguns... Acho que encerrei as postagens propostas. Acho que uma nova fase do blog inicia. Acho. Acho que descobri que ainda posso ser muitas coisas, a partir desse curso. Acho que posso ser perita criminal, professora que já sou, pedagoga envolvida com as tecnologias, posso encontrar encanto e generosidade entre as paredes de um hospital e lá contar muitas histórias, posso contar em muitos lugares... Acho que consigo voar. Tenho achado tanta coisa sobre tantos lugares e tanta gente... Acho que em outro momento, provavelmente depois da apresentação do TCC, poderei voltar e analisar (mais ainda???) outras questões. Acho que, durante os dois últimos semestres, fui como o arbusto que um dia, em minha infância, meu padrinho me mostrara salientando que "vergava mas não quebrava". Acho que foi assim, nesse ano. Foi. Mas fiquei cansada.
Sinto dor nos pés.
Acho que estou cansada. Acho que preciso descansar para voltar a caminhar. Acho que todos esses anos, que agora não analisarei, me trouxeram a confiança necessária para que eu siga em frente. E para que volte atrás, vá para os lados , para que eu me espalhe e para que eu me recolha. Acho que percebo outros pés, também, e consigo oferecer apoio. Ou pedir, se necessário. Acho que tenho a certeza da necessidade de continuar estudando e procurando. Acho que mudei, que preciso mudar e que vou mudar ainda mais. Acho que amanhã não serei a mesma. Nem depois. Nem ontem eu fui. Acho que, pensando nos semestres que agora não analisarei, vivenciei a cooperação, a investigação, trabalhei com Arquiteturas Pedagógicas, Projetos de Aprendizagem, conheci pessoas maravilhosas pelo que traziam de contribuição ao estudo, à pesquisa e à formação e outras, bem chatinhas, também. Acho normal.
Pois também sou chata em muitos momentos. Acho que se alguém quiser mais do que lê, não vai conseguir pois eu já cansei de me despedir. Agora, o movimento é outro, não linear...o que me permite, a qualquer hora, mesmo diferente, voltar.


sábado, 4 de dezembro de 2010

2010, o ano dos paradoxos


No semestre anterior ao estágio tivemos as disciplinas de :

  • Didática, Planejamento e Avaliação;
  • Educação de Jovens e Adultos no Brasil;
  • Língua Brasileira de Sinais - Libras
  • Linguagem e Educação;
  • Seminário Integrador VII.

Destaco o trabalho realizado com Arquiteturas Pedagógicas, a partir das propostas da disciplina de Seminário integrador. Nosso projeto se constituiu na criação de um blog coletivo onde 3 escolas conversavam e trocavam idéias sobre o mesmo tema: os mascotes que possuiam. Em meu caso, na minha escola, parte do grupo havia adotado um cachorrinho abandonado. Bob era seu nome.
Este trabalho trouxe satisfações em relação ao fato de diferentes escolas iniciarem uma nova rede e, também, frustrações à medida em que, na escola em que trabalhava começava a perceber o quanto muitas de minhas colegas não aceitavam incluir um animal abandonado. E para isso, criavam muitas justificativas com pouca fundamentação.


E, novamente, eu revia conceitos estudados em Filosofia: a barbárie se apresentava nas mãos das pessoas que promoveram o desaparecimento de nosso mascote. Acredito, que esta foi a minha grande e pior perda durante este curso. Ainda hoje, relembro das idas ao veterinário, com os alunos, do carinho que Bob ofertava e da incompreensão e desapego de algumas de minhas colegas.

Durante este tempo, fiquei imaginando se realmente sabiam o que era inclusão, mesmo trabalhando na área.

Pois é...iniciei o ano de 2010 com a perda de nosso mascote. E logo, iniciou o estágio...
E eu seria desonesta ao afirmar que foi um bom período. Não foi. O trabalho realizado com os alunos, a possibilidade de trabalhar com EJA, conhecer nova escola e, ali, promover algumas mudanças, foi ótimo. Entretanto, paradoxalmente, o curso que se mostrava inovador, ágil através de sua coordenação e das propostas de muitas das disciplinas falhou onde mais era necessário: no acompanhamento burocrático à esta acadêmica. A partir das confusões, das demoras, indecisões e desorganização de quem era responsável pelos trâmites legais e burocráticos do curso, fui atingida e prejudicada. Foi um horror! E realmente não desejo reviver este período lamentável. Por isso, coloco à disposição os links que retratam o que aconteceu.

FERRAZ MATOU O CARA
EM REPOUSO COM ROY ORBISON
HÃ?

Para encerrar e falar de coisas mais agradáveis necessito ir direto para o período de organização do TCC. Assim, poderei relatar com maior tranquilidade e prazer os bons momentos vivenciados com meus alunos do estágio. O resto é o resto.