Domingo, 21 de Junho de 2009

Depois dos 3, só mesmo 20:01!

VIVA!

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Receita Forundesca de chocolate

Você não tem muito tempo mas se comprometeu em participar "daquela" Feira de Gastronomia e oferecer um lindo prato ao grupo participante. Então, escolhe a Forundesca de Chocolate. Está otimista pois além da receita tem um estudante de Gastronomia para acompanhá-la. Tudo será perfeito.Vamos lá:
Coloque uma pergunta aromática na panela. Mexa devagar, criando expectativas. Aos poucos os ingredientes vão chegando. Você dá uma olhada e pensa: está tudo encaminhado. Vou sair e volto logo. Mas avisa os ingredientes que serão acompanhados pelo futuro Chef: o estudante de Gastronomia.
O tempo vai passando, o futuro Chef vai mexendo e misturando os ingredientes, vez por outra. Você, está ocupadíssima, mas pensando na receita. Para que os ingredientes também se ocupem ainda mais e "cresçam" (pois você associa "acúmulo de ocupação" com aprendizagem) , oferece uma infinidade de temperos para serem misturados.
Ah! Você não esquece de salientar qual o tempo de dedicação à tarefa de misturar os ingredientes. Isso é de fundamental importância: mesmo que você não consiga acompanhar sua receita em todos os momentos necessários, alguém o fará: o futuro Chef. E se os ingredientes não conseguirem dar conta de misturar-se a tantos temperos? Hum...isso parece ser irrelevante!
Você dá uma corrida e volta ao seu estande. Vê que os ingredientes salgados e doces precisam e merecem um pouco mais de seu talento culinário. Então, fica um pouco, dá uma mexidinha na panela, mostra que está por perto... Mas, depois, sai voando , não sem antes deixar mais temperos para a mistura e salientar que os ingredientes tem um determinado tempo para concluirem essa tarefa.
Os ingredientes salgados começam a acumular ao seu redor, na panela, vários temperos. A mistura vai crescendo, os aromas mudam. Hum..eu já falei que os ingredientes fazem parte de outras receitas, também?
Ah...você chega para observar e participar! Fala com seu parceiro culinário que relata como o cozimento está funcionando.
Então, agora já é hora de lançar na panela outra pergunta aromática. Mas, antes, você dá uma lembrada básica aos ingredientes que não cumpriram o esperado: estão atrasados meus queridos. Precisam de ajuda na mistura? (ah, tá...)É claro, que a Receita Forundesca tem suas vantagens: os ingredientes, muitas vezes sozinhos, sem aquela mexidinha básica da colher, fazem a sua parte, misturam-se a temperos, criam novos aromas... Você precisa ter sorte, também. (às vezes, a mistura não é de fácil paladar) Mas isso importa?
Hum...você esqueceu de relatar... Deixou para os "partingredientes" a tarefa de construir um lindo livro de receitas. A cada momento possível e indicado, este livro deverá ser abastecido. Você estará acompanhando e auxiliando esse processo. (Mesmo?) Para isso (surpresa!) você está oferecendo muitos outros temperos...que beleza!
E assim, de pergunta em pergunta, de tempero em tempero a Feira vai chegando ao final.
Nossa... Ainda há ingredientes tentando misturar temperos! Mas você pensou que, em algum momento, talvez, quem sabe, a "desenvoltura" de alguns ingredientes poderia estar relacionada ao que você ofereceu? Ah! Claro! A receita está pronta! Tem gente que provou e gostou.
Concordo, há gosto para tudo. Mas eu percebi que na Forundesca de Chocolate faltou uma coisa: chocolate!
PS: Quando a Forundesca de Chocolate é feita com chocolate, dá certo pra muita gente.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Encantamentos



Há muitos anos, entrei em uma sala de berçário de uma escola municipal na Ilha da Pintada. Ali, acompanhei encantada, a professora e o desenvolvimento do seu trabalho. Durante semanas, nos dias de assessoria à Escola, eu voltava à sala e observava o que se passava.


Em cada retorno à Secretaria, nas reuniões, eu falava da professora , da sua relação com os alunos e do seu comprometimento pedagógico.


Foi então, que percebi que ela poderia multiplicar o que fazia: beneficiar não apenas os seus alunos mas, muitos outros, através de um outro tipo de trabalho: assessoria pedagógica na SMED. E assim , Simone saiu de sua escola, a convite de minha coordenadora, e começou um trabalho também de encantamento com os professores e educadores de escolas municipais e creches comunitárias. Mais do que uma colega , descobri ter levado para SMED, uma grande e querida amiga. E essa amiga que tanto gostava de seu trabalho, de suas crianças, que tanto encantava grandes e pequenos tinha o sonho de ser mãe. Após muito tempo, o sonho foi realizado. Já não somos colegas de assessoria, não estamos na SMED , não nos falamos frequentemente mas, continuamos amigas. Olhando as fotos, percebo como o tempo corre e confirmo mais um, entre tantos encantamentos.


Mapas Conceituais



Tivemos aula presencial de Psicologia e, em clima descontraído, "fomos para o chão" criar mapas conceituais com temas já trabalhados na disciplina. As Mosqueteiras e cia, logicamente, se reuniram. (Só faltou a nossa amiga e Mosqueteira Lu Sobotyk)

Com a apresentação, pudemos acomodar alguns conceitos e certificarmo-nos de que os mapas nos auxiliam bastante .





Sábado, 6 de Junho de 2009

O que preconizam as falas significativas

Dando continuidade ao curso de capacitação que estou fazendo, neste sábado tivemos aula com a PROCEMPA, na Usina do Gasômetro. Fora o frio, a aula foi tranquila, com conteúdos básicos como navegação na Internet, cópia de imagens, pesquisas. Entre um exercício e outro, chamo o professor e pergunto coisas que realmente podem trazer novidades, no meu caso.


Palestras com profissionais da Santa Casa, curso com a PROCEMPA...tudo ótimo. Entretanto, falta uma coisa. E isso me preocupa. Há duas semanas atrás, questionei a coordenadora do curso: "Nós não vamos ter um módulo que fale da postura do voluntário, dentro do Hospital? Dos seus limites?" A resposta veio rápida e foi correndo mudar de assunto: "Sim, claro..." Huuuummm...

Comecei a sentir certa inquietação ao ouvir comentários de colegas deste curso de capacitação:

"...agora que me aposentei quero ajudar os outros a ter valores melhores." (COMO ASSIM? Estaremos na Estação Digital, como VOLUNTÁRIAS de Informática! Qual é, mesmo o nosso papel, ali??? E quanto aos valores...mas o que são valores melhores pra esta pessoa?)

"...hoje em dia, as pessoas não têm Deus no coração...quero ajudar..." (Ah, tá...e como voluntária de INCLUSÃO DIGITAL a criatura vai ajudar as famílias dos pacientes a colocarem Deus no coração? SOCORRO!!!)

"...bah, professora, vi uma menininha linda com um olho roxo, na rua, com uma senhora bem humilde. Fui lá e perguntei o que tinha acontecido, se a menina tinha sido encaminhada a um atendimento..." (Se a pessoa "ataca" alguém, no meio da rua, imagine dentro do hospital, como voluntária...)

"A gente nunca sabe, às vezes, os abusos acontecem dentro de casa..." (Sim, eu concordo. Mas, neste caso, NÃO SABEMOS E NEM DEVEREMOS SABER pois HÁ PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS dentro do Hospital que tem como função trabalhar estas questões! Não nos cabe, como Voluntárias de Inclusão Digital, interferir no trabalho de assistentes sociais, médicos ou enfermeiras.) Harebaba! Ado, ado, ado...

Quando a Kátia Diehl e eu cursamos a capacitação para trabalharmos como voluntárias contadoras no Santo Antônio, assistimos a várias palestras, conversamos com a psicóloga do hospital, fizemos testes e tivemos a certeza de que participáramos de uma seleção com critérios bem definidos: sabíamos qual nosso papel, até onde ir, o que fazer, como entrar em cada quarto, como saudar as famílias, como lidar com algumas situações delicadas... tivemos e temos todo o apoio do VIVA E DEIXE VIVER, ong responsável por este trabalho. Atualmente, por diversos motivos, não estou tão presente na Contação. Mas, quando entro no Hospital, me sinto segura, sei o que e como fazer e a quem solicitar auxílio, se preciso.

Creio que, se não tivermos momentos específicos para trabalhar questões pontuais do voluntário no hospital, haverá bastante dificuldade. Infelizmente, há colegas muito equivocados...

E como voluntária já atuante no Hospital não posso deixar de relembrar que as relações com a equipe de enfermagem, médicos e todo o pessoal do Santo Antônio foram crescendo, ficando mais fortes e acrescidas de confiança devido ao fato de cada um, voluntário e profissional do hospital, saber o seu papel e respeitar o outro, reconhecendo que o trabalho de um jamais invalidará o do outro: ao contrário,na soma, contribuirá para que o paciente esteja , de alguma forma, melhor.

Ainda preocupada, partilho imagens deste sábado...

PS: Lu Sobotyk!!! Finalmente... olha o título! rs

Domingo, 31 de Maio de 2009

Tributos e entrelaçamentos


Por conta dos textos sobre Adorno e reflexões sobre barbárie, sobre questões étnico-raciais, questões e relações grupais, tenho lembrado do poema em homenagem à Maiakóviski. Que, na realidade, por muitos é atribuido ao próprio Maiakóviski, mas não é de sua autoria. Eduardo Alves da Costa é o autor.
No caminho com Maiakóvski

"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz,
e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"