quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sutilmente

Pois anteontem eu voltava de um outro bairro e, no ônibus, ouvia algumas músicas pelo celular. Enquanto olhava a paisagem envidraçada da Bento Gonçalves, ouvia uma voz conhecida em uma letra que chamou minha atenção.
Hoje, coloquei uma parte do que ouvira no Google e voilá! Skank , Samuel Rosa e Sutilmente...



Adorei o clipe oficial e, ao vê-lo fiquei pensando que o melhor remédio para alguns males é produzir algo, ter o que fazer, construir algo interessante e significativo. E, enquanto eu pensava no que tinha sido muito bom, encontrei outro clipe que fez o "muito bom" ficar melhor ainda.

Surreal



Tá pensando que vou falar alguma coisa a respeito da imagem, aí ao lado? Se enganou!!! Não vou!
Vou falar de uma ida à dentista e da loucura das coisas. Ou, não...
O fato é que muita gente que andava por aqui , se foi. Um enfartou e se escapou, outra infartou e foi cantar em outros palcos , um se despediu e descansou bem no Dia do Amigo e o mais recente está ensinando em outras constelações, acredito. Tudo isso eu pensava na cadeira da dentista. De boca aberta, com o aparelho de sucção sendo colocado pela auxiliar, observando os óculos de proteção da dentista , inclinada com a cabeça para baixo e pés confortavelmente elevados pela poltrona eu revia situações e pessoas e concluia: este semestre tem um quê de surreal.
Por conta de uma das despedidas, meu marido resolveu que já era hora de retornarmos ao programa "Faça musculação e tenha saúde". Detesto musculação! Sou tão atrapalhada que penso em fazer um manual que ensine como "subir" em algumas daquelas máquinas... Depois de instalada e começar a fazer a série de exercícios fico antevendo o tempo em que estarei dolorida.
Pensei em tudo isso antes de pendurar um meio sorriso no rosto e concordar com ele: ok, vamos voltar.
Brincando com a personal eu chamo as máquinas de instrumento de tortura. Mas, já fazia os exercícios há duas semanas e nada de sentir uma dor mais específica. Cheguei a pensar: hum...estou melhorando... Engano. E pra comprovar, fui à dentista.
Instalada na cadeira, ouvindo-a repassar sua agenda do dia com a auxiliar eu refletia sobre outras loucuras: sobre "o se achar estar no lugar do outro" sendo caricato, sobre comprar mansões com recursos indevidos, sobre estar afundando numa areia movediça de corrupção e ter a cara de pau de chamar uma classe, de torturadores...
Comecei a sentir um leve incômodo na lombar enquanto era relembrada de que ficaria mais ou menos uma hora na cadeira.
Estou em férias.
No momento, férias é o espaço que eu tenho na agenda para estar em casa e fazer (em duas semanas) tudo que eu não consegui, durante estes primeiros meses: arrumar, costurar, reparar, ficar mais com os cachorros e gatas e, claro, dormir até tarde, andar de pantufas pela casa e olhar pela janela sem preocupar-me com o horário...
É o tempo que tenho, teoricamente, para fazer algo que não faço durante o resto do ano: estar em casa sem ter horário pra sair. E é quando TODAS as pessoas amigas me cobram aquele tempinho em que preciso me encontrar com elas (pois não consegui , durante o semestre, por motivos que cansei de relatar-lhes).
Eu organizo uma agenda de encontros durante todos os dias possíveis ou me faço de louca? Claro! Eu me faço de louca! Mandei uma foto para o email de uma de minhas amigas mais queridas e que me conhece muito bem, dizendo: Saudades? Por hora, só olhando a foto. Telefono. Beijos.
Para outra, a quem considero uma irmã, liguei, conversei por quase duas horas e me despedi relembrando que conversáramos tanto por telefone que nem havia a necessidade de nos encontrarmos. Mas se quisesse me ver, sempre havia a possibilidade de uma foto.
Como ambas são muito amigas , nem ligaram . Amanhã, vamos almoçar juntas.
O incômodo na lombar já se transformara em dor. Saí da cadeira da dentista conjugando mentalmente o verbo entrevar.
Lembrei do email que a professora Íris nos enviou intitulado "blog, blog, blog". Relacionei algumas falas da postagem do blog Navegantes com o último vídeo postado na página "Para pensar".
Outra coisa que detesto são as correntes e emails muito cara de paus que dizem "na dúvida, resolvi repassar..." Ora, na dúvida, não repasse!!! Eu vou agradecer.
Há tempos atrás, recebi um e-mail de uma colega do Pead que dizia "se não repassar em 24 horas, sua sorte estará prejudicada, você vai perder amigos...." Bem, perdi aquela que, talvez viesse a ser, mas não será: quem mandou o email. Escrevi de volta perguntando se não tinha outra coisa mais importante a fazer: estudar , por exemplo. Nunca mais escreveu e eu não sinto falta e nenhuma culpa. Nesse momento penso que poderia escrever algo tipo "Como perder quase-amigos? Sendo sincero com eles... quem resiste...."
Agora estou em casa, escrevendo, lendo, assistindo/ouvindo a TV, comendo bolinhos de chuva, me envergonhando por um governo enlameado e pensando de que forma fazer com que "a minha parte" seja significativa, de que forma possa fazer diferença...
Na certeza , começo repassando o link do Marcos Weissheimer.
Ah! Mais uma coisinha para além das férias: ir ao médico; minha lombar está em "pandarecos".

domingo, 12 de julho de 2009

Inté...

Adri,
Fica em paz, canta e te diverte...
Olha... onde quer que seja tua nova casa, acho que vai ser palco de muita festa. Não deixo de pensar que o "outro lado" está ficando cada vez melhor, com tanta gente boa...
Abraços em alguns, da turma que já chegou.