
Bem...promessas à parte, tenho muita coisa para relembrar...
Se todo o curso fosse um TCC acredito que algumas das minhas palavras chaves seriam: evidências, argumentos, Projetos de Aprendizagem, CMap Tools, Stress, Distress, Eustresse, perguntas, cooperação, investigação, redes, Arquiteturas Pedagógicas e "olhos brilhando..."
Uma das propostas mais instigantes(adoro essa palavra) se refere à construção de nosso primeiro
PA em grupo.
Depois do
choque inicial causado pela Professora Íris ao relatar-me que já vira muitas vezes filhotes de pomba e que, por conseguinte , minha sugestão de aprofundarmos o que sabíamos sobre os bichinhos não renderia muito, busquei com meu grupo, outro tema. Na verdade, fomos encontradas por ele": estávamos estressadas e o próprio stress se transformou em nosso objeto de pesquisa. Foi muito bom!
Dúvidas, certezas provisórias... nosso trabalho gerou conhecimento, cooperação, conflitos e superação.
Hoje, quando falo ou ouço a palavra stress faço inúmeras associações que antes nem imaginava: cortisol, eustresse, distresse. O meu stress, agora, é carregado de significados e de conceitos entrelaçados em rede.
Diverti-me nos relatos do trabalho e reconheci o bom-humor como fundamental em minha vida. Bom humor é um excelente remédio.
O trabalho com mapas conceituais se instalou em minha rotina. Além da faculdade, é no planejamento de meu trabalho que o utilizo com frequência.
Através deste PA, entramos em contato com a Dra. Hilda Alevato que, gentilmente, respondeu-nos algumas questões sobre o tema estudado por nosso grupo. Ao final do email que nos enviou, a Dra Hilda relembrava Ligia Fagundes Teles: 
Além das propostas das Professoras Bea e Íris, as disciplinas de Ciências e Estudos Sociais muito me mobilizaram.
Em Estudos Sociais, cada atividade proposta , ao ser encerrada, deixava uma expectativa: "o que será de bom, que vem , agora?"
Será que não existem outras formas de percepção do EU e que podem se expressar em um “mero estar”, dispondo-se ao movimento do universo? Talvez seja isso que teus alunos querem nos mostrar. Porém, a escola, para construir esse conhecimento, esse currículo, criou um conceito de normalidade, excluindo tudo e todos que saem dos seus parâmetros de pretensa homogeneidade."
"Lendo teu trabalho me perguntei: e se o certo é o que consideramos errado? Concordo que Estudos Sociais tem que ter a temática da vida, o tempo e o espaço que é constituído e constituinte de cada sujeito que ali está. E creio que esse Estudos Sociais se expressa nas belas atividades que exemplificam a tua proposta: 1) o varal de fotos; 2) o grande calendário; 3) o dialogar com o silêncio e muito mais, suportar o silêncio. Bia, nos encontraremos mais adiante, na interdisciplina que discute as questões étnico-raciais, situação em que retomaremos novamente esse tema e, talvez, questionados por outras diferenças, ver como tudo isso se implica com os Estudos Sociais na escola."
(
transcrito do webfólio de Estudos Sociais)Que pena não tê-la reencontrado na outra disciplina...
Mas sua postura,suas propostas, seu diálogo e respeito com os alunos são inesquecíveis.
Em Ciências, durante algum tempo, dialoguei através de emails com o professor, que também gosta de Filosofia e de Música, sobre minha diferente realidade com alunos PNEE. Gostei.

Retomando minhas lembranças percebo o quanto estas 3 disciplinas, através de suas propostas e de seus professores foram importantes para mim. Em meu trabalho, buscava cada vez mais resignificar minha prática.
Naquele semestre, tive a impressão inicial de que , com certa surpresa, alguns professores percebiam que não só suas alunas deveriam resignificar sua prática a partir da vivência de seus grupos mas, também eles...a partir de uma diferente vivência de uma professora de Educação Especial..
Escrevi muito neste semestre e relembro, com carinho, da postagem
Surfista de Pátios.
Diferentes disciplinas e professores...e eu conseguia enxergar relações entre as propostas e questionamentos.
E com certeza, uma coisa posso afirmar : Bea, Íris, Maria Aparecida, José, Eliane, Maura... todos eles tinham os olhos brilhando!