





Pois é... acho que estou cansada demais para escrever de outra forma que não seja Fluxo de Consciência . Sinto, para alguns... Acho que encerrei as postagens propostas. Acho que uma nova fase do blog inicia. Acho. Acho que descobri que ainda posso ser muitas coisas, a partir desse curso. Acho que posso ser perita criminal, professora que já sou, pedagoga envolvida com as tecnologias, posso encontrar encanto e generosidade entre as paredes de um hospital e lá contar muitas histórias, posso contar em muitos lugares... Acho que consigo voar. Tenho achado tanta coisa sobre tantos lugares e tanta gente... Acho que em outro momento, provavelmente depois da apresentação do TCC, poderei voltar e analisar (mais ainda???) outras questões. Acho que, durante os dois últimos semestres, fui como o arbusto que um dia, em minha infância, meu padrinho me mostrara salientando que "vergava mas não quebrava". Acho que foi assim, nesse ano. Foi. Mas fiquei cansada.



Quem são? Quantos são? Onde estão? Meu nome não tem Fraser mas assisti a todos os Retornos da Múmia. E outros melhores, até. Madonna continua. Talvez porque esteja em um estúdio. Não sou Fraser nem Madonna mas fui a um estúdio. E fiz Cocoricó. Também não sou galinha mas cantei que nem galo. O que eu gosto é de contar histórias... E, às vezes, o óbvio é desnecessário. "Não subestimar a capacidade do leitor", já disse o professor Luís Antônio Assis Brasil. Nunca fui aluna de Madonna ou de nenhum Fraser. Mas fui aluna do Assis...
Quem é Joe Peci? Quantos eram e onde estavam antes? O que faziam? O que liam e ouviam?
Mas ele conseguiu ou não? O mérito está principalmente na caminhada. A chegada, já disse antes, é apenas outro recomeço. Peguei o clipe oficial e troquei o áudio. Madonna é Norma Fraser. Norma Fraser é o outro Fraser, aquele que me conta, me mostra e me diz o que eu desejo para todos.
Ao colocar a palavra discriminar no Google esta é uma das imagens surgidas. Então, vamos refletir:
No trabalho sobre grupos, por um espaço de tempo, eu e uma das colegas nos dedicamos a ler um pouco mais sobre Jim Jones. Tínhamos curiosidade em saber como ele conseguiu incitar, manipular um grupo de pessoas até levá-las ao suicídio coletivo. E, de certa forma, novamente eu fazia pequenas relações com leituras de outra disciplina.

Através deste PA, entramos em contato com a Dra. Hilda Alevato que, gentilmente, respondeu-nos algumas questões sobre o tema estudado por nosso grupo. Ao final do email que nos enviou, a Dra Hilda relembrava Ligia Fagundes Teles: 
Retomando minhas lembranças percebo o quanto estas 3 disciplinas, através de suas propostas e de seus professores foram importantes para mim. Em meu trabalho, buscava cada vez mais resignificar minha prática.
Analisar 2008 é relembrar a pergunta de um aluno sobre os motivos de ser como é, relembrar de professores inesquecíveis e aqueles inesquecíveis para lembrar de "como não ser", falas ingênuas, evidências, o ofício de escrever...é falar de números, idéias românticas sobre trabalho com alunos especiais, redescobrir e relembrar de um estudo de caso com a ajuda de Naruto e, amorosamente, recordar de meu grande companheiro de adolescência e idade adulta: Beethoven. ..é relembrar do BatPostePreto, de como cursei e porque abandonei a Faculdade de Letras, é , acima de tudo, refletir sobre qual o meu papel, nesta vida e sobre segundas chances...



minha mãe Judith
meus padrinhos Ilka e Alfredo e eu
minha mãe , eu( bebê e pré adolescente) e o cachorro Jaques
" 
Apesar de termos uma disciplina, em 2006, chamada de Tecnologias da Informação foi ao longo de todo o curso, de acordo com as necessidades surgidas que o domínio de diferentes Tecnologias e mídias se configurou. Desde o primeiro semestre, as professoras Íris e Bea muito auxiliaram também nesse aspecto. e aqui, ao falar nessas duas mestras relembro outra questão que me é muito importante...




Revisitando os espaços virtuais daquele primeiro semestre da faculdade, reencontrei os vídeos em que todos os alunos retratavam, de alguma forma, o que pensavam de um curso à distancia.
Casualmente, mas não tanto, o título escolhido por meu grupo se chamava Compartilhar. Surgia aí, a primeira referência que antecedia uma competência muito trabalhada durante o curso e, especialmente enfocada em meu estágio curricular: a cooperação.
A idéia do blog como espaço de registro de reflexões veio ao encontro de algo que eu gostava : o registro de idéias. a possibilidade de contar alguma coisa.
Surpreendi-me ao constatar que, naquela época, para corrigir um erro de grafia eu pensava ser necessário realizar outra postagem retomando o erro e, aí sim, o corrigindo. Não havíamos ainda conhecido as possibilidades de configuração, de postagem e edição de imagens e texto. Na verdade, nem imaginava o que seriam...
Palmilhando o primeiro semestre do blog, percebo que minhas postagens iniciais eram breves e emocionais (relacionadas à satisfação de fazer parte do novo grupo). Uma questão que me acompanharia até o final do curso e, tenho certeza, mais além ainda não se manifestara: a estética do Blog. Estava eu vivenciando um encantamento ao aprender a selecionar, copiar e postar imagens e escrever com cores diferentes cada texto. Em setembro deste ano, percebo um indício da questão estética ao observar que a cor das letras da postagem combinava com a imagem. Entretanto, ainda não conseguia relacionar a estética da imagem, da cor das letras com o todo da ferramenta. Só muito tempo depois eu optaria em favor de uma estética onde o elemento principal seria o conteúdo do que fora escrito. Encontrar gifs, postá-los, mexer nas configurações do blog ainda me atraía muito.
As ferramentas oferecidas ao grupo de alunos eram o blog, o espaço ROODA e todas as suas possibilidades e o pbwiki.
Um dos primeiros e mais importantes textos no primeiro semestre foi a entrevista da doutora em Educação Andrea Ramal, disponibilizada no Rooda. Segundo ela, mais do que recursos sofisticados, o essencial é a qualidade das relações entre as personagens da Educação. Utilizar as tecnologias a favor de uma aprendizagem que respeite valores, diferenças e semelhanças:
"É preciso melhorar a qualidade das relações. Muitas pessoas criticam a educação a distância porque se perde o contato físico. Mas já vi inúmeras aulas presenciais que são mais distância do que muitos cursos desta modalidade. Isto porque o distanciamento entre professor e aluno é grande e o nível de afetividade é zero. Acho que a sala de aula do futuro vai ser um lugar comunicativo, o espaço da polifonia, da diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir conhecimento."
A partir desse texto e de sua análise, escrevi que tipo de professora eu buscava ser. E a escrita organizada no fórum, naquele agosto de 2006 se tornou eco de minhas ações durante toda a trajetória neste curso e, especialmente, em meu estágio realizado em 2010 com uma turma de EJA de alunos Portadores de Necessidades Especiais.