sexta-feira, 26 de novembro de 2010



Pois conheci esta música agora, apesar do tempo de existência. Meu Lulu pediu que eu colocasse no blog. Segundo ele, ao ouvir essa música sempre lembra de mim. Então, tá: gostei, postei, amei! Beijocas Lulu.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fraser..



Ouvi uma música chamada Dreams Come True, de Norma Fraser. Gostei da música, nem tanto da letra. Mas não importa: o Fraser é igual. Fraser. Lembrei de Madonna cantando I'll Remember. Não gostei da música, nem da letra. Pensei em trocar o áudio. Sabe, que troquei?

Quem são? Quantos são? Onde estão? Meu nome não tem Fraser mas assisti a todos os Retornos da Múmia. E outros melhores, até. Madonna continua. Talvez porque esteja em um estúdio. Não sou Fraser nem Madonna mas fui a um estúdio. E fiz Cocoricó. Também não sou galinha mas cantei que nem galo. O que eu gosto é de contar histórias... E, às vezes, o óbvio é desnecessário. "Não subestimar a capacidade do leitor", já disse o professor Luís Antônio Assis Brasil. Nunca fui aluna de Madonna ou de nenhum Fraser. Mas fui aluna do Assis...
Em um semestre, por ocasião do Portfólio, achei um unicórnio. E a professora Bea pensou que eu dissera querendo dizer mas eu não dissera, nem queria: era outra coisa. Demos risada. Mas a música e o clipe eram lindos! Postei no blog! Neste semestre surgiu a questão "que conceitos você observa nesta...?"



Também gosto de visualizar uma espiral, quem sabe, ouvindo ENIGMA, retornando para os mesmos lugares e vendo tudo diferente. Talvez, porque esteja eu, assim. E, na verdade, em 2009, era novembro como agora.
O 3 me lembra minutos, minutos me lembram vídeo, me lembram 3 minutos que esqueci. Mas falei e escrevi de ZEN e a Arte da Manutenção de Motocicletas. (bem pouco, é verdade...)
O pensamento é falsamente incoerente desejando manifestar o manifesto. Cansaço?

Realmente gosto de muitas músicas da Madonna. Mas desisti do clipe oficial porque esta não valia a pena, apesar de ter seu Mérito. Com ou sem, comecei a escrever para desejar algo a muitos alguéns. Daí lembrei do filme e por mais incrível que pareça, ao ligar a TV, era ele que passava.



Quem é Joe Peci? Quantos eram e onde estavam antes? O que faziam? O que liam e ouviam?
No outro , que fica entre os muros, uma jovem nos convida a relembrar Platão: Tens certeza que pensas o que pensas? Tens certeza de que fazes o que fazes? Eu gosto de trabalhar com imagens, de relembrá-las, associá-las, desvendá-las... Gosto de observar as pessoas, ouví-las, tentar decifrá-las. Mas só tentar, porque o processo é valoroso. Mas, as vezes, até consigo, um pouco...
Também gosto do Graciliano, (do Ramos!!!) pelo que ele fala da escrita. Não pela Baleia... Na verdade, ele matou a tadinha e eu gostaria que ela sobrevivesse. Mas já escrevi sobre isso quando falei de outra vítima, a Eloá. E começo a pensar que serei, minimamente, obrigada a linkar. Coisa que não queria.
E o Fraser? Conseguiu o que queria ou foi além? Olho para a tela da TV e, neste exato, momento assisto ao salto de Billie Elliot, na sua primeira apresentação para as pessoas que amava. Nem sempre estamos com quem amamos mas estamos com muita gente. E com elas, com essas pessoas, aprendemos alguma coisa, mesmo que seja para fazer o oposto. A tecnologia está no estúdio com a Madonna mas não na história do Fraser. Se fôssemos nós, teríamos cópias e cópias, salvas no computador e em pendrives.
Mas ele conseguiu ou não? O mérito está principalmente na caminhada. A chegada, já disse antes, é apenas outro recomeço. Peguei o clipe oficial e troquei o áudio. Madonna é Norma Fraser. Norma Fraser é o outro Fraser, aquele que me conta, me mostra e me diz o que eu desejo para todos.
Mas quem são os todos? Resumo ou amplio a minha vida? Amplio a minha vida investindo no Resumo. Ok.



Não gosto muito de de Reggae. Mas da voz da Fraser que eu coloquei para o outro Fraser...esta adorei! Afinal, quem somos? O que queremos? Quem são os outros?
Acho que estão em mim. Há muitos outros em mim... Levo todos, aconchego alguns, me entrelaço com outros, desisto de alguns e os deixo no caminho...cumpriram sua parte.
Não sou Fraser, nem Madonna, nem Joe Peci, nem Bea, Íris, Assis , Lu, Denise, Ilsa, Silvia, Eloá, Graciliano, nem meus alunos eu sou. Mas todos estão em mim.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

O que pode morar ao lado...

Ao colocar a palavra discriminar no Google esta é uma das imagens surgidas. Então, vamos refletir:
    presume-se que a discriminação congelada pela imagem está no fato de 5 personagens estarem de mãos dadas , formando uma roda e apenas um outro personagem se encontrar à parte, excluído do grupinho, não é?
Mas e se o personagem aparentemente solitário estiver participando de uma brincadeira onde é necessário que um dos participantes se afaste?E, se ele estiver à frente de seu grupo, virado para uma platéia, durante a apresentação de um show? A imagem pode indicar mas não consegue comprovar, não é? Vejo bonequinhos de papel. Mas não consigo enxergar mais nada além disso. (considerando apenas a imagem, lógico) Agora, deixemos a foto e passemos ao vídeo:
Esse vídeo foi enviado ao grupo por um dos colegas da faculdade, evidentemente, durante o semestre em que tivemos uma disciplina voltada para questões étnico-raciais. Com o título em português, propaganda racismo nunca mais, foi enviado com um comentário tipo "olhem que bacana" . Na verdade, acredito que quem o enviou pensava estar contribuindo para reflexões antiracistas.
Mas nem tudo é o que parece, não? Ao assistir ao vídeo, surpreendi-me com o "tom" do mesmo. Fiquei impactada. Penso que foi idealizado e produzido com muita raiva. E a raiva não é um bom indicador para ações antidiscriminatórias.
Que conceitos aparecem neste vídeo?
Ironia, a afirmação de que o narrador faz parte de uma supremacia não ignorante e que o Outro É ignorante ("eis algumas coisas que você deve saber" )e violência. (através das imagens e da frase dúbia, pois se trata de racismo no futebol americano: "vamos chutar o racismo...")
Racismo, segundo as entrelinhas da propaganda, está no Outro, no branco. Então, a quem a propaganda incita a chutar?

Em 2009, o primeiro semestre teve as disciplinas de Seminário Integrador, Etnias, Ed. de Pessoas com Necessidades Especiais e Filosofia como desencadeadoras das questões trabalhadas.
E quando necessito relembrar desse período penso na palavra Barbárie, em Adorno, no PA sobre grupos e nas teorias de Pichon e na insatisfação com a disciplina de Etnias. Sobre a última ,mais em especial, penso na palavra perigo. O quão perigoso pode ser a forma de conduzir ou indicar um trabalho. Pela primeira vez no curso , recusei-me a levar adiante uma proposta indicada por uma disciplina. Ofereci outro trabalho, outras reflexões de acordo com o que eu acreditava e acredito.
Mas, por outo lado, conheci Adorno e suas idéias. Gostei muito e vi relações do que ele escreveu com a atualidade. A Filosofia vai além do senso comum e nos incita a refletir, questionar e não aceitar o que é mais fácil, esperado e desejado por alguns. As propostas da disciplina e as leituras oferecidas foram prazerosas e desafiadoras.

No trabalho sobre grupos, por um espaço de tempo, eu e uma das colegas nos dedicamos a ler um pouco mais sobre Jim Jones. Tínhamos curiosidade em saber como ele conseguiu incitar, manipular um grupo de pessoas até levá-las ao suicídio coletivo. E, de certa forma, novamente eu fazia pequenas relações com leituras de outra disciplina.
Mas há um outro aspecto do qual relembro ou, agora, começo a perceber: o grupo que construia um PA sobre o tema grupos estava, de certa forma, buscando entender que tipo de relações se fortaleciam ou, não em um grupo. Aparentemente lidamos bem com esse tema. Hoje, acredito que , naquele momento em que trazíamos a Teoria e a associávamos com nossa prática, construíamos uma espécie de "divisor de águas": as relações que se encaminhavam para um fortalecimento ultrapassaram a ventania. Outras, apenas perderam a nitidez.
Semestre difícil, complicado, com ganhos e perdas. Mas acredito que o saldo foi muito positivo. Com certeza!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Imagens


Em um dos capítulos de meu TCC falo da fotografia e de como o fotografar se tornou importante para mim. Dia desses, fui à Alvorada e fotografei a parte de fora do Pólo, as ruas, algumas casas, os caminhos que palmilhei nos últimos anos. Pensava em fazer um slide com estas imagens. E, talvez, o faça. Mas por hora coloco uma das fotos tiradas no caminho. Foto editada com a minha nova descoberta: o PHOTOSCAPE
Estou bem cansada... Retorno com escritas reflexivas em outro momento. Em breve, brevíssimo...Bjs