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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por onde ando...

Para os "ligeirinhos", a informação é básica:
  • continuo trabalhando com Educação Especial, no município de POA . Na escola, além do trabalho com todas as turmas , administro o blog Lucenorges e faço a Coordenação do Programa Adote Um Escritor
  • estou cursando Pós Graduação na PUCRS : Educação à Distância com ênfase em Docência e Tutoria em EAD ( mas aguardo a nossa, da UFRGS)
  • fotografo, monto vídeos e, lógico, escrevo.
Para aqueles que têm um tempinho a mais, as notícias trazem detalhes...



Depois do término do curso na UFRGS saí em busca de um Pós que, minimamente, desse continuidade ao que muito me interessa: A Educação à Distância e as Tecnologias
Na verdade, em minha singela opinião, este deveria ser o Pós oferecido aos alunos do PEAD.
Tenho a consciência de que o encerramento do curso não se tratou, no meu caso, de despedidas de blog, tecnologias e acompanhamentos. Então, encontrei esse Pós na PUCRS e, lá estou junto com a Lu Sobotyk.
Ampliei a rede, na verdade. Conheci novas e queridas colegas e algumas disciplinas bem interessantes. O fórum é muito utilizado e, apesar de, no passado não gostar muito da utilização desta ferramenta, ela é usada pelos alunos do Pós, com adequação.


Para quem acompanhou nosso PA sobre Mascotes e ficou sabendo do desaparecimento de Bob Borges, a notícia é ótima: ele foi encontrado!
O Natal de 2010 foi melancólico por conta de seu desaparecimento . Para minha alegria, neste Natal ele estará em casa, comigo, com o Lu e com as meninas.
Disponibilizo alguns links interessantes sobre ele, seu desaparecimento, notícias de jornal, notícias na Internet e, finalmente, seu retorno.



Mas antes do retorno de Bob, bem numa terça feira de carnaval, eu adotei a Samantha Elisa, um filhote amedrontado e doente.
Samantha se recuperou e mostrou uma característica especial: uma extrema docilidade, particularmente com crianças. E lá se foi ela conhecer meus alunos. Tirando os "xiliques internos de algumas pessoas " que não sabem e nem gostam de lidar com animais, foi muito bom. Muitos, aproveitaram.
Samantha e Bob fazem uma dupla interessante pois gostam de estar entre as crianças e têm uma grande tolerância.
Eles têm me acompanhado em diferentes locais e, no próximo ano, realizarão um trabalho junto aos alunos da escola onde fiz estágio. Em dezembro, farão adestramento específico.
Bob, que ia para Fortaleza com minhas queridas amigas Ada e Gi, vai ficar. Mas sei que ele sempre terá um lugarzinho no coração e na casa das duas.

Coisas não agradáveis:

  • pneumonia
  • cirurgia no joelho esquerdo
  • necessidade urgente de emagrecer (problemas circulatórios, hipertensão ...)
  • Nossa Shena morreu depois de 11 anos nos acompanhando. Bem no dia de minha cirurgia..
Coisas mais agradáveis:

  • Continuo fotografando muito e tenho planos para fazer cursos de extensão na Fabico, em 2012. Alguns de meus alunos fotografam com prazer e, cada vez mais, com cuidadosa intencionalidade. Este trabalho vem sendo realizado devagarinho, com poucos alunos, mas já trouxe resultados positivos como a participação no FESTIFOTO POA, neste ano.
Espero, como já escrevi anteriormente, o Pós da UFRGS. Enquanto ele não chega, penso em outras formas de continuar estudando.

Por ora, é só. Volto em outro momento... Tchau!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De novo..




Pois lá vou eu de novo, querendo explicar fatos e ações de hoje a partir das recordações do que já se foi...







Uma das mais significativas personagens de minha infância, seguramente, foi meu padrinho.Recebi os primeiros gizões, as primeiras folhas para desenhar através de suas mãos. Era em sua biblioteca que eu realizava viagens ao redor do mundo na companhia de dragões, príncipes, anões, mágicos...

Suas conversas me proporcionavam aguçar a curiosidade e a vontade de buscar mais, querer mais, ser mais...

Eu crescia e o observava envelhecer ...mas sempre com o mesmo jeito perspicaz de ver o mundo e a extrema generosidade com animais.


Acho que já contei em algum espaço nessa rede que ele tinha dois cachorros. Todos os domingos , soltava-os para que dessem uma volta na quadra. Um dia, o mais festeiro e manso dos dois foi dar sua volta e não retornou.



Procuramos e esperamos pelo seu retorno e nunca aconteceu. Mesmo criança que era e, talvez, exatamente por esse motivo, percebi que no momento do desaparecimento de seu cachorro algo mais acontecera: foi ali que meu padrinho começou a entristecer e a morrer aos pouquinhos, de saudade. O outro companheiro canino foi mais rápido: em dois meses morrera de tristeza.



Minhas perguntas eram as mesmas: onde ele está? Por que ele foi? Alguém o levou? Por quê? Ele está bem? Será que ele volta?



Enquanto eu crescia, acimentava internamente aquele sentimento de perda, de incompreensão e incompletude. E, embora nunca mais falássemos neste assunto, vez por outra eu encontrava o olhar vago de meu padrinho e sabia que ele estava longe, em busca de um grande companheiro que partira.



Muitos anos mais tarde, quando eu já acompanhava os pequenos passos de meus alunos, meu padrinho viajara em busca de uma temperatura mais cordial, em busca do calor. Poucos dias antes de sua ida para outro estado almoçamos juntos e relembramos episódios felizes de minha infância. Antecipávamos muitas coisas naquele almoço, como o dia em que eu terminaria a faculdade, como seriam minhas chances profissionais e o que eu produziria no futuro. Meu padrinho adorava planejar.



O tempo foi passando e seu retorno não acontecia como esperava. Por telefone, ele me contava de como estava aproveitando o clima do outro estado e como teria coisas a contar e mostrar, quando retornasse.



Então, um telefonema vindo do distante anunciou que a espera se transformara em despedida: em outro ponto do mapa meu padrinho morrera. E, no momento em que ouvia a notícia de sua morte uma voz infantil do passado sussurava em meu pescoço: Onde ele está? Por que ele foi? Ele está bem? Por quê?



E foi ali, naquele momento que eu aprendi aquilo que testemunhara . Aprendi a chorar por dentro, mantendo o olhar sereno, um sorriso no rosto acompanhado de palavras sem muito significado. Aprendi a acalentar quem procurava espaço para me acalmar.



Mas eu lembrei disso por quê?




Então o tempo passou bem mais... diferente e vagaroso, seletivo... e era uma vez um cachorro que apareceu em minha escola.



Algumas colegas e eu resgatamos o bichinho que tinha fome, frio e medo. Tornamo-nos responsáveis por ele e em troca o mascote começou a interagir com alunos e familiares do jeito que sabia: brincando, oferecendo carinho e companhia. Mas ele não era unanimidade entre as professoras. Algumas não gostavam de suas patas alegres, de seu pelo viralata com border collie, de sua alegria exuberante para muitos. E embora não auxiliassem com o mascote criticavam quem por ele tinha afeição. Então, um dia, misteriosamente, Bob Borges desapareceu.



A tristeza de uns era a satisfação disfarçada de outros. Como muitas coisas na vida, penso eu.





E novamente, silenciosamente eu enterrava a saudade e agigantava o olhar...



Em quase dois anos do desaparecimento de Bob, nunca deixei de renovar a solicitação de ajuda em sites de buscas. Assim como eu, algumas colegas relembravam do mascote. Eu tinha a certeza de que algum dia iria reencontrá-lo. A história de Bob tem mais contornos do que se pensa ou espera. Mas o que importa é que no dia 5 de janeiro de 2010 ele sumiu e em 23 de julho de 2011 , finalmente, foi encontrado. Está mais medroso, mais magro, mais descrente... mas está de volta. Enquanto escrevo, está deitado em meus pés. Saiu da clínica veterinária onde está hospedado e sendo tratado para permanecer comigo e com meu marido, por algumas horas. Ainda não está saudável, mas um dos remédios principais é o carinho e companhia de quem se gosta e confia.



Onde ele esteve? Por que ele foi? Agora, o importante é uma resposta: Sim, ele voltou.




Bob, Guria, Samantha, Nath, eu e Zuleica, que o encontrou.

domingo, 17 de janeiro de 2010


Talvez eu não quisesse escrever a primeira postagem do ano com um sentimento de perda. Talvez não quisesse escrever sobre sentimentos confusos, sobre pessoas perdidas e outras que vivem pelo medo e covardia .
No início deste ano o cachorrinho que foi cuidado por algumas professoras e funcionárias da escola, por alguns alunos e por mim, desapareceu.
Bob foi tema de um trabalho realizado pela professora de Ed. Ambiental e, claro, por minha turma . Trabalho este que, certamente, não poderia ser realizado por algumas pessoas devido a sua delicadeza e fundamento: estávamos tratando com uma vida. Não humana, é verdade, mas , indiscutivelmente , uma vida. E infelizmente, convivemos com pessoas que acreditam que um carro, uma roupa ou uma viagem são superiores a sentimentos relacionados com vidas não humanas. A incompreensão e ignorância geram a ironia e, por vezes, o desrespeito. Por outro lado, também muita pena por parte de quem consegue fazer esta leitura.
O fato mais importante, entretanto, é que denúncias indicam que nosso mascote foi roubado. Atualmente, depois de registro de BO, de cartazes espalhados pela região e até de notícia veículada no jornal, aguardamos informações e a volta de nosso Bob.
Sua chegada na escola provocou algumas mudanças que não foram percebidas pela maioria. Graças a ele pude enxergar melhor algumas pessoas e situações. Graças a ele, aproximamo-nos de outras pessoas e descobrimos quão belas e corajosas sabem ser,principalmente, no silêncio.
A história de Bob não tem um final. Está na parte das reticências. Mas em breve, poderei escrever mais sobre o que ele provocou e ainda provoca em certas pessoas...
Salve o cachorrinho que nos presenteou com amor, alegria e gratidão! Que ele esteja bem e que possamos nos reencontrar um dia!