Em alguns momentos, é mais fácil dizer "não sei"...
Acordei pensando em várias coisas. Acordei "com cabeça de caleidoscópio"...
Entre várias, abri meus olhos matinais com a sensação de ter morrido e voltado: "ok, você tem mais um tempinho...vá lá e conserte as coisas..." Aí, realmente, acordei: acertar, consertar o quê??? Fazer o quê??? Dizer o quê???
Ser super sincera, talvez? Geralmente sou, excetuando momentos que percebo ser melhor ficar calada... pensando e observando...
Quem sabe, devo começar escrevendo sobre a "bronca" que tenho com a palavra "Gratidão", tão usada em redes sociais, em emails, reportagens, etc... Será? Não sei...
Mas antes da palavra ( e apenas isso mesmo...a palavra) relembro da pergunta feita em pouco espaço de tempo por duas pessoas a quem muito gosto e admiro . Ambas, de jeito e intensidade diferentes me perguntavam " Mas Bia...não achas que está na hora de parar? Mudar o foco?"
Qual é o meu foco? Alguém sabe? Eu sei?
Bom, se olhar a postagem anterior deste mesmo blog eu diria que sei. Mas um tempo já passou e agora, talvez deva dizer que já não sei...
Bem, vamos refletir sobre o uso da palavra Gratidão, inicialmente.
Há tempos atrás, confidenciei à Adri, uma de minhas fiéis amigas, que ler Gratidão, Gratidão, Gratidão, nas redes, me incomodava. Sinto falta do pronome aí, sabe... Do pronome pessoal: EU. Eu agradeço. Eu te agradeço. Eu te agradeço por isso, isso e isso...
Tenho a impressão, usando a lógica do simples uso dessa palavra , que poderia entrar em uma lanchonete e dizer a um atendente: "Fome" E ele responderia "Pizza? Sanduíche? Suco? Refri?" "Pizza . Calabresa ... Suco. Abacaxi...Quanto?"
Ao pagar, talvez dissesse "Gratidão".
Então eu penso sobre a tal da rapidez, da necessidade de nos comunicarmos com o maior número de pessoas (leitores , expectadores, seguidores...) Conheço pessoas maravilhosas que fecham suas postagens com a Gratidão. E conhecendo-as pessoalmente , sei de todo o sentimento e significado generoso e de reconhecimento que trazem na escrita dessa palavra. Ela se transforma e, sim, é a manifestação de um genuíno sentimento. "Enxugam" as palavras, as frases com a percepção de que a escrita da única , basta. Ok, percebo e funciona.
Mas também observo que, para alguns é muito mais fácil usar uma , talvez, falta de comprometimento...na verdade não consigo dizer "obrigada por isso, por isso e mais isso... porque , se o fizer, vou me comprometer ou, simplesmente, porque não aprendi a agradecer olhando nos olhos, dando aquele abraço e dizendo "conta comigo"... Estarei louca? Mas quando leio Gratidão estampada nas postagens de algumas pessoas que conheço fico pensando e repensando...
rs Acho mesmo que morri e estou na antesala de alguma coisa, esperando a minha vez de ser chamada. Para "matar" o tempo, os Anjos (minha esperança é que sejam...) me ofereceram a oportunidade de escrever pela última vez em meu blog. Acho que devo olhar para eles, sorrir e dizer "Gratidão", afinal são Anjos e me acompanham há tempos. não necessito explicar nada...
Há algum tempo atrás, pensei ser professora de Português. Desisti. Mas admiro essa turma, que sim, considero heróica.
"Quem não se comunica, se trumbica. " Essa frase é do Cacrinha, não é?
E a gente se comunica, como? Mas eu preciso pensar sobre isso? Agora? na antesala do "alguma coisa"? Não sei...
O que sei é que tenho o sentimento de inacabado. A percepção de que posso fazer alguma coisa...e o que eu posso fazer está relacionado intimamente com o OUTRO. E, fazendo com e pelo outro, faço por mim. Porque, talvez, eu seja isso mesmo: uma parte incompleta que busca caminhar ereta. E a tal da, digamos completude, se dá quando compartilho o que sei, o que penso, o que desejo, o que sonho com alguém...e quando isso faz diferença.
"o que sei, o que penso..." oras, então eu sei, não é? Não sei se sei...
Sou incompleta, inacabada mesmo, mal humorada, bem humorada, insistente, alegre , triste, solitária na multidão (e gostando de ser), ...lembro da Sandra e das meninas amigas de minha antiga escola e penso na frase "é difícil evoluir..." rs
Agora eu percebo que já morri, mesmo. E que a "antesala de ..." é aqui em casa, onde estou, sentada ao lado da Nith, da Samantha, ouvindo Loreena McKennitt e escrevendo em meu notebook. Já morri diversas vezes e sei que muitas outras virão. Afinal, precisamos evoluir, não é?
E o que eu faço, o foco, a falta de foco, a insistencia, o silêncio, a observação o sentimento de impotência por vezes...tudo isso faz parte de meu aprendizado "nessa lição".
Interessante ter certezas e dúvidas...e entrelaçá-las...
Eu agradeço por ter amigas que me entendem e me atendem. Eu agradeço por trabalhar com o que gosto, tendo prazer . diariamente. Agradeço por eu ter o que acredito que me sustenta em momentos chatos, complicados ...agradeço por ter Fé. Espero, que como os Anjos, nunca me abandone. "Vamoquevamo", como diz a Juli.
rs Mas aí, releio o que escrevi e penso "mas eu sei ser uma peste, também..." Bom... existe a possibilidade de evolução... Vamos trabalhar nisso...
Acho que , agora aos costumes, vou telefonar para Vainir... afinal, amigas já aposentadas são para isso também, não é? Ouvir as elucubrações alheias, com afeto e tolerância, nas horas mais estapafurdias. (mas agora, nem é...) rs Vainir!!! Atende aí!!!
PS: Mas não posso deixar de roubar a idéia da Carmen, outra querida amiga: depois que sair da antesala, ao ser chamada pelo "Coordenador dos Trabalhos" , vou puxar um banquinho, sentar, olhar firmemente e perguntar "Mas Senhor...pra que tanta bagunça, lá embaixo? Não daria para facilitar um pouco...?" Putz! Lá vou eu evoluir , outra vez! Faz parte.