Se espalhe. Como poeira no vento. Deixe o rastro de alegria, conhecimento e inegável competência.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
"Estarei bem ao seu lado..."
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Por onde ando...
- continuo trabalhando com Educação Especial, no município de POA . Na escola, além do trabalho com todas as turmas , administro o blog Lucenorges e faço a Coordenação do Programa Adote Um Escritor
- estou cursando Pós Graduação na PUCRS : Educação à Distância com ênfase em Docência e Tutoria em EAD ( mas aguardo a nossa, da UFRGS)
- fotografo, monto vídeos e, lógico, escrevo.


Mas antes do retorno de Bob, bem numa terça feira de carnaval, eu adotei a Samantha Elisa, um filhote amedrontado e doente. - pneumonia
- cirurgia no joelho esquerdo
- necessidade urgente de emagrecer (problemas circulatórios, hipertensão ...)
- Nossa Shena morreu depois de 11 anos nos acompanhando. Bem no dia de minha cirurgia..
- Continuo fotografando muito e tenho planos para fazer cursos de extensão na Fabico, em 2012. Alguns de meus alunos fotografam com prazer e, cada vez mais, com cuidadosa intencionalidade. Este trabalho vem sendo realizado devagarinho, com poucos alunos, mas já trouxe resultados positivos como a participação no FESTIFOTO POA, neste ano.
sábado, 15 de outubro de 2011
Vozes Bonitas
Vozes bonitas acalentam, confortam, chegam como um sol na juventude e nos fazem diminuir o passo, desacelerar o coração...só para ouví-las.
Em minha infância, a boniteza da voz estava nas palavras de minha mãe, de meu padrinho, do meu primo Antônio... estava também, com minhas professoras Sônia e Leda, com a vicediretora da escola em que eu estudava e com o Carlinhos, seu filho e meu coleguinha.
Sobre o Carlinhos já tentei escrever diversas vezes mas nunca consegui produzir um escrito que desse conta da singeleza daquela criança especial e tão querida. Passados mais de 40 anos, em 2009, ele me encontrou no centro da cidade e me chamou como sempre: "coleguinha Beatriz!"
Na adolescência, as vozes bonitas estavam no rádio, nos LPs, nas gargantas de vocalistas de conjuntos musicais. Mas foram vozes efêmeras, perderam sua intensidade com o tempo.
Depois de adolescer, aos poucos, fui aprimorando conceitos e o bonito se tornou maior, complexo, instigante.
Vozes bonitas estão em qualquer lugar...
Eu esperava, no saguão da emergência de um hospital quando o motorista da ambulância que nos levara até lá, caminhou até a cadeira onde eu estava e perguntou "não quer que eu lhe busque uma água"? Sua voz de conforto ecoou em mim. Eu sabia que ele estava penalizado e via uma adolescente sozinha e apavorada tentando se equilibrar na incerteza do que seria uma longa espera. Naquele dia, o mesmo motorista trouxera outras pessoas enfermas e, em todas as vezes que o fizera, fora até onde eu estava e conversara comigo. Sua voz era do tipo de beleza mais inesquecível: era uma voz bonita de generosidade.
E eu fui crescendo e, acredito que minha voz ficou bonita pra muita gente.
As risadas, os choros, os gritos, as perguntas, as gargalhadas de todos os alunos com quem convivi poderiam encher uma caixa de vozes, poderiam ser levadas para um planeta distante e povoá-lo... Ali, haveria todos os tipos, todas as cores, todos os perfumes que as vozes bonitas podem oferecer.
Quando conheci o Lu, sua voz era veludo, bonita em todos os tons... Hoje, sua voz é diferente mas ainda traz muita beleza.
Vozes bonitas também encontrei na faculdade. Vozes bonitas desafiadoras, confortantes, questionadoras como as de Íris e Bea, professoras do meu curso, amigas e companheiras da jornada que foi o tempo de PEAD. Vozes bonitas como a da Lu Sobotyk, da Ilsa, Neusa... da Denise Comerlatto.
Vozes amigas, companheiras e engraçadas como a voz da Vainir, da Márcia de Sapucaia, da Regilene "siberiana"...rs
Vozes irmãs como as de minhas queridas Ada, Gi, Luísa, Sílvia, Carmen, Carla e Judite...
Aprendi, com o tempo, que as vozes mais bonitas sempre estão entrelaçadas com um gesto, uma idéia, uma intenção, tão belos quanto a sonoridade que os antecede ou acompanha...
Agora, começo a sentir saudades de vozes bonitas que ainda não conheci...
Que a espera seja breve e o encontro seja belo...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
De novo..

Suas conversas me proporcionavam aguçar a curiosidade e a vontade de buscar mais, querer mais, ser mais...
Eu crescia e o observava envelhecer ...mas sempre com o mesmo jeito perspicaz de ver o mundo e a extrema generosidade com animais.
Bob, Guria, Samantha, Nath, eu e Zuleica, que o encontrou.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
De repente eu entendo
A Vida é mesmo uma Salada de Frutas...
E conseguimos decifrar?
Bem que eu queria ter feito esses dois clipes. Encontrei o primeiro quando buscava o segundo. Ambos foram temas de propagandas de uma determinada operadora.
Entre uma escrita e outra, li email enviado por Íris, sobre a Vírgula e o quanto a sua utilização modifica um texto, uma afirmação, negação ou intenção. Sempre tive muito respeito pela tal da Vírgula. E lembrar da Íris, do email da vírgula me faz lembrar do querido professor Assis Brasil e também de um dos belos escritos do escritor Graciliano Ramos:
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Gosto disso. Gosto de lapidar um texto, de buscar as palavras, de utilizá-las por um tempo, depois agradecer sua contribuição e trocar por uma mais adequada. Gosto de entender a palavra viva, pulsante de significados, de sutilezas.
Mas voltando ao que era antes, aguardo o curso de PÓS da UFRGS para o segundo semestre. Ainda fico pensando se o mais coerente não seria oferecerem um PÓs em Mídias... mas... parece que teremos Psicopedagogia.
Gosto de descobrir coisas. E de estabelecer relações. Gosto de buscar conceitos, gosto de Salada de Frutas.
sábado, 4 de junho de 2011
Oremos
Quanto mais tempo vou vivendo mais tenho a certeza de que estamos de passagem. Mais penso que fazemos parte de uma oficina, de um laboratório... alguns vieram para aprender, outros para auxiliar ou ensinar. Ah! Não importa! O fato é que a passagem nos torna aptos para outra etapa.O Tempo nos molda e nos envolve. Nos acaricia e bate em nossa face, algumas vezes. Mas o Tempo é Senhor, é personagem importante em cada uma das histórias que realizam diferentes trajetórias nesse mundo.
Fico pensando se já encontrei o meu verdadeiro fazer, o meu foco e compromisso. Penso que sim e fico feliz ao perceber que, de alguma forma, ao longo da vida, vamos encontrando as pessoas que nos preenchem, que completam os espaços que nos faltam à medida que vamos existindo. E, para ser bem sincera, não me refiro somente a pessoas, mas também a lugares, animais e momentos.
Dia desses, participei de um momento em que todos se despediam de uma querida amiga e irmã. E enquanto eu ia falando com uma pessoa, falando com outra, acenando e abraçando várias, pensava e revia momentos vividos com todas elas. E quem partia, acredito, já fizera a sua parte. Deixava saudades e a tristeza da despedida, é claro. Mas completara o seu ciclo.
Bem, na verdade, eu queria falar sobre outras coisas, dar outras notícias, fazer outras reflexões.
Mas hoje, agora...o Tempo se faz Senhor e me diz que o importante é esticar os braços e tocar todos aqueles que fazem parte de Minha Grande Rede. E com eles, mentalmente, juntar energias para todos os momentos necessários. A quem foi, a quem fica, a quem hoje celebra, a quem já encontrei, àqueles que um dia vou encontrar, a todos com quem ainda vou celebrar... o meu carinho.
Amém
domingo, 22 de maio de 2011
Shena
sábado, 2 de abril de 2011
Olhos de quem vai morrer, olhos de quem vai viver
Samanta Elisa, depois de um mês em seu novo lar... sexta-feira, 4 de março de 2011
Então...
Betat)
Lu Sobotyk foi e é minha grande companheira deste curso. Sua alegria, na cerimônia de formatura, foi a minha também. A alegria de Lu Betat, foi minha também. E tantas outras colegas que ali estavam, no palco, partilhando a conquista de um sonho. Valeu !
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dei a primeira folga ao blog nesses quatro anos e meio de existência: em janeiro e fevereiro fiquei mais ativa no Facebook. E gostei pois, por ali, tive boas notícias de gente que eu não via há muito tempo.
Reencontrei uma querida amiga, mãe de uma de minhas aluninhas do jardim. Fui professora da Nina há mais de 23 anos!!! E quando a reencontro, através de sua mãe e do Facebook, ela ainda me chama com carinho de Tia Bia. Pelos deuses, que coisa boa reencontrá-las!
Nina, para o orgulho de sua família e de sua "Tia Bia", passou em primeiro lugar no concurso para professora de... FOTOGRAFIA e Iluminação, Universidade Federal Fluminense!
Pois é... vale a pena... ( lembrei da Neusa e de alguns de seus questionamentos)
Ao reencontrar Nina lembrei da "festa de formatura" realizada para sua turma de jardim. Na verdade, combinei com os pais uma surpresa: depois de uma caçada ao tesouro pela PUC, as crianças e eu chegaríamos em uma das salas da escola que estaria devidamente enfeitada para a festa. E como o nome da turma era Turma da Bruxinha e do Gregório, a decoração era bruxesca, com muitos morcegos, aranhas e suas teias, abóboras e caldeirões. Para cada criança fora feito um chapéu de bruxa ou feiticeiro. E aquela festa foi a formatura do grupo. Gostei muito disso...
Tempos depois, como assessora , eu estava sentada na platéia do salão de uma das creches que acompanhava. Naquela noite, enquanto assistia os pequenos do jardim, recebendo diplomas com suas togas e roupas detalhadamente idênticas eu me surpreendia com o tímido relato de uma das humildes mães da platéia, ao meu lado: sua preocupação era pagar o empréstimo que fizera para "produzir" de acordo com o solicitado pela creche, os filhos gêmeos para a solenidade. Mais surpresa eu ficava ao constatar que muitas famílias haviam feito o tal empréstimo, com a mesma pessoa. "Desnovelando a linha", encontrei um grupo que agia da mesma forma todos anos, encontrei pessoas que eram emaranhadas no sentimento de que "precisavam fazer como os outros..."
Ao questionar o dirigente da instituição sobre a necessidade de organizar uma solenidade tão rígida para crianças que concluiam o Jardim B ouvi como resposta que "muitos deles, nem vão concluir o primeiro grau...que dirá uma faculdade! Que tenham uma formatura, agora." Pois é... não gostei nada disso. Tempos difíceis, aqueles...
Às vezes, a frase "Para isso somos feitos.", ressurge e ecooa em mim. E eu transformo em dúvida: "Para isso, somos feitos? Para o que somos feitos?"
2011 chegou e pude fechar os olhos, em minhas férias, com a maior preocupação de descansar. E aí, fiquei pensando em escolhas e em seus motivos.
Optei, por motivos bem conhecidos das pessoas que me acompanham e acompanharam o meu 2010, em não participar da cerimônia de formatura. E, hoje, me dou conta que, respaldando minha decisão estavam lembranças adormecidas. Pois é... a caminhada de todo o grupo do PEAD foi longa e, certamente gratificante. Para muitas, estar no palco é a concretização de um sonho, de uma batalha difícil, é a culminância e o certificado de que tudo valeu a pena. Para outros, talvez o ápice não seja este. Entretanto, o mais importante é que cada um de nós faz o que acredita, respeitando as diferentes opiniões.
Estarei na platéia da Reitoria, muito feliz, aplaudindo meus colegas que, bravamente , encerraram o curso e com alegria dividem sua vitória coletivamente. E não posso deixar de dizer que minha felicidade se completa com minhas escolhas e minha coerência. Receberei meu diploma no dia seguinte. Gosto disso.
E se pensar no "para isso somos feitos..." acho que fomos feitos para muitas coisas. Entre elas, para propiciar que nossos alunos sejam críticos, que saibam escolher, para que saibam dizer não, para que reclamem quando necessário, partilhem e manifestam afeto.
Penso que nossa trajetória se justifica, principalmente, quando recebemos o retorno de uma aluna que foi além. Mas também se justifica no momento em que percebemos que podemos auxiliar a "dar voz a quem não a tem".
E, para encerrar, por agora, deixo imagens que me fazem feliz, pessoas que se tornaram importantíssimas...
Entre tantas pessoas que levarei comigo, algumas não posso deixar de destacar pelo carinho, amizade, compreensão e presença. A todas elas, meus agradecimentos.





