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sábado, 8 de dezembro de 2007

Papai Noel foi nos buscar




A noite de nossa formatura começou assim: Papai Noel, dirigindo um táxi que produz neve, foi nos buscar. Fomos pela 24 de outubro, Parcão, até o local da formatura participando como atores coadjuvantes da alegria proporcionada pelo taxista: janelas de carros se abriam, mãos risonhas abanavam, adultos enfatiotados dentro de seus carros voltavam a ser criança sorrindo e pedindo um aceno natalino. Mãe e dois filhos quase pularam para o táxi rindo, falando da lista de presentes. Da janela de um camburão da polícia , um fotógrafo registrou alguns acenos. Kátia, Lu e eu ríamos e, vez por outra, abanávamos, também.
Na chegada ao restaurante, a despedida perfeita: uma chuva de flocos imitando neve. E Papai Noel (na verdade, nosso vizinho Nilton) foi embora em seu "truno" (mistura de trenó com fiat uno) buscar duas crianças que haviam solicitado uma volta pela cidade com o vizinho, digo, velhinho.
Essa foi a Parte Um: digna de registro, com certeza.
A Parte Dois é no Massiolini di Fiori: nossa entrega de jalecos.
A partir deste momento Kátia e eu formaremos uma dupla e, todas as semanas, estaremos contando histórias no Hospital Santo Antônio.
Pensei que conseguiria, com facilidade, descrever o nosso processo de visitação nos quartos, na UTI, a contação de histórias e a reação das crianças e famílias. Enganei-me: é quase indescritível a sensação obtida ao conseguir que uma criança esqueça, por alguns momentos, suas dores e sorria ou preste atenção na história e no contador. Da mesma forma, sensibiliza-nos a satisfação de algumas famílias ao abrirem a porta dos quartos e deixarem passar quem traz um pouco de alento.
O Viva e Deixe Viver faz um lindo e competente trabalho e orgulhamo-nos em poder participar!
A noite foi bela e as companhias muito mais: Pessoas muito especiais estavam conosco: nossa amiga Mosqueteira Lú Sobotyk e o Erik (seu filho, que tem um sorriso cativante), Irene ( nossa amiga em comum) e Silvinha , minha grande parceira de trabalho e carinhosa amiga . Claro que não posso deixar de falar no Lu: meu marido-amigo-parceiro de vida.
Em certo momento, observei todos à mesa... Sílvia, Irene, Kátia, Lú, Erik e Lu... observei as novas pessoas que , de alguma forma, entram em minha vida para ajudar a transformá-la e me certifiquei de como estou feliz. E posso partilhar esta felicidade com pessoas que precisam descobrir que vale a pena estar aqui.
Com certeza, vale muito !

domingo, 2 de dezembro de 2007

Bom dia, Sr. Shlomi

Acordei pensando neste filme.
O personagem central da história é um rapaz desconsiderado por sua família. Com exceção do avô, os outros o acham idiota, um aluno medíocre sem condições de aprendizagem. Até uma de suas professoras concorda.
Shlomi transforma o ato de cozinhar em algo mais e, sem que percebam, auxilia a todos que o olham, mas não enxergam.
Shlomi também acredita ser um idiota e demonstra nervosismo nas tarefas escolares. A curiosidade do diretor escolar ao analisar a resposta (considerada errada ) de Shlomi a uma prova começa a modificar a vida do jovem...
Acompanhar o florescer de Shlomi, testemunhar a insistência, ética e visão do diretor da escola possibilita que tenhamos fé, que acreditemos que é possível fazer mudanças através de nosso trabalho, de nossos valores e da forma como "nos postamos" neste mundo.
Fica a dica .

domingo, 7 de outubro de 2007

Prazeres e mudanças

Depois que tirei a primeira destas fotos, lembrei-me da releitura sobre o quadro de Velásquez.
O espelho é peça fundamental em nossa sala de aula. Achei interessante a imagem retratada: a fotógrafa e o fotografado ambos sendo personagens principais e secundários do cenário que se reflete.
Outra coisa que temos, minha colega Sílvia e eu, observado é como o "retratar" já é rotina para nosso grupo. Fotografar e filmar os vários momentos já é parte do trabalho e da vivência de todos nós.

Do ano ano passado até agora , noto uma grande diferença: em 2006, na escola, quando falava em blog, postagens e no que poderíamos fazer com os alunos, a maior parte do grupo se interessava inicialmente, mas não se dispunha a saber mais ou participar.Hoje, temos o blog da escola que é visitado por professores, alunos (turma Ct1) , familiares e pessoas interessadas. Minhas colegas pedem muitas vezes " Bia, tira foto pro nosso blog!" As turmas do terceiro ciclo vão até a Informática e visualizam os blogs. Uma de minhas colegas pediu minha ajuda para criar o seu blog. " Assim, Bia, vou ensinar o grupo. Nossa turma vai ter um blog." Depois dos JOMEEX, alguns familiares vieram falar comigo pedindo orientações para, na escola, "acharem o blog" no computador. Começo a perceber que, de mansinho, todas as minhas colegas do turno da tarde principalmente, pensam em "Ah, isso podemos registrar no nosso blog"... Pois é...o que era, no passado, meu...agora começa a ser de todos. Tudo tem seu tempo, sua hora, sua duração. Valeu esperar, não insistir, mas acompanhar a mudança... Outras propostas estão pra chegar... Algo que acho bem interessante salientar é que uma das assessoras responsáveis pela criação do site das escolas municipais, ao visualizar o nosso blog entrou em contato comigo. A partir daí, estamos fazendo uma parceria com o site e blog da escola. As fotos selecionadas para este slide tiveram como critério de escolha a relação com o lúdico, a literatura, com artes, com a alegria e o prazer .