


Lenine canta Bichos do Mar from Projeto Tamar on Vimeo.



Lenine canta Bichos do Mar from Projeto Tamar on Vimeo.
Entre uma escrita e outra, li email enviado por Íris, sobre a Vírgula e o quanto a sua utilização modifica um texto, uma afirmação, negação ou intenção. Sempre tive muito respeito pela tal da Vírgula. E lembrar da Íris, do email da vírgula me faz lembrar do querido professor Assis Brasil e também de um dos belos escritos do escritor Graciliano Ramos:
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Gosto disso. Gosto de lapidar um texto, de buscar as palavras, de utilizá-las por um tempo, depois agradecer sua contribuição e trocar por uma mais adequada. Gosto de entender a palavra viva, pulsante de significados, de sutilezas.
Mas voltando ao que era antes, aguardo o curso de PÓS da UFRGS para o segundo semestre. Ainda fico pensando se o mais coerente não seria oferecerem um PÓs em Mídias... mas... parece que teremos Psicopedagogia.
Gosto de descobrir coisas. E de estabelecer relações. Gosto de buscar conceitos, gosto de Salada de Frutas.
Quanto mais tempo vou vivendo mais tenho a certeza de que estamos de passagem. Mais penso que fazemos parte de uma oficina, de um laboratório... alguns vieram para aprender, outros para auxiliar ou ensinar. Ah! Não importa! O fato é que a passagem nos torna aptos para outra etapa.
Quem são? Quantos são? Onde estão? Meu nome não tem Fraser mas assisti a todos os Retornos da Múmia. E outros melhores, até. Madonna continua. Talvez porque esteja em um estúdio. Não sou Fraser nem Madonna mas fui a um estúdio. E fiz Cocoricó. Também não sou galinha mas cantei que nem galo. O que eu gosto é de contar histórias... E, às vezes, o óbvio é desnecessário. "Não subestimar a capacidade do leitor", já disse o professor Luís Antônio Assis Brasil. Nunca fui aluna de Madonna ou de nenhum Fraser. Mas fui aluna do Assis...
Quem é Joe Peci? Quantos eram e onde estavam antes? O que faziam? O que liam e ouviam?
Mas ele conseguiu ou não? O mérito está principalmente na caminhada. A chegada, já disse antes, é apenas outro recomeço. Peguei o clipe oficial e troquei o áudio. Madonna é Norma Fraser. Norma Fraser é o outro Fraser, aquele que me conta, me mostra e me diz o que eu desejo para todos.
Analisar 2008 é relembrar a pergunta de um aluno sobre os motivos de ser como é, relembrar de professores inesquecíveis e aqueles inesquecíveis para lembrar de "como não ser", falas ingênuas, evidências, o ofício de escrever...é falar de números, idéias românticas sobre trabalho com alunos especiais, redescobrir e relembrar de um estudo de caso com a ajuda de Naruto e, amorosamente, recordar de meu grande companheiro de adolescência e idade adulta: Beethoven. ..é relembrar do BatPostePreto, de como cursei e porque abandonei a Faculdade de Letras, é , acima de tudo, refletir sobre qual o meu papel, nesta vida e sobre segundas chances...



minha mãe Judith
meus padrinhos Ilka e Alfredo e eu
minha mãe , eu( bebê e pré adolescente) e o cachorro Jaques
"
Neste ano, por um período, a Música me abandonou. Foi um tempo de incerteza, muita raiva e um gigantesco sentimento de impotência. Até um determinado momento...

Foi em 2006 que postei essa imagem, no blog.
Enquanto isso, ofereço o meu melhor ,no lugar onde estou e para aqueles que me cercam.