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sábado, 14 de janeiro de 2012

"Deixa"


Recebi pelo Facebook, um compartilhamento muito especial: Anice me mostrava fotos de Banzé, um cachorrinho que resgatou, de uma caixa de papelão abandonada em uma praça, filhotinhos de gato. Banzé fora abandonado naquele mesmo lugar e, agora, já adotado levou para sua casa perto dali, todos os filhotes rejeitados por algum humano.
Interessante, não é? Então eu me lembrei de outra foto em que gatos e cachorros foram resgatados após um tsunami e permaneceram quietinhos, aconchegados uns aos outros, no banco traseiro do carro da protetora que os salvou.
E agora, lembrei da faculdade, em 2009... um dos focos do semestre fora o filme Entre os Muros da Escola. E em minha apresentação de portfólio, coloquei um slide com as perguntas que considero vitais para a trajetória de muitos (ou todos):

Ah! E por isso, lembrei do Lenine, também... mas ainda não conto o porquê. Deixa... voltemos ao Banzé, aos gatinhos, ao tsunami, às protetoras anônimas...
O Banzé nos mostrou que, ao levar os bichanos para sua casa e aconchegá-los estava fazendo o que foi feito com ele, após um período de sofrimento: estava partilhando a generosidade.
E os animais são irracionais, não é o que dizem? E nós, os humanos, temos mais condições de fazer muitas outras coisas, não temos?
Bah! E agora, ao reler o que escrevi, fui "jogada" há um tempo atrás, quando assistia Paulo Freire dizer em sua última entrevista, que todos somos seres inacabados. E que há um movimento de busca, do "ser mais"... E nesse processo, alguns se perdem, distorcem os objetivos iniciais e mergulham em um processo chamado de desumanização...
Quem sou eu? O que faço e como faço? Por que eu faço? O que eu quero, afinal?
Aí, chega o Lenine e canta que é preciso ter consciência pra poder mudar, que nunca teve pressa mas que agora tem... que "deixa... deixa..."
Pois eu acho que sempre tive pressa. Talvez, por isso, tenha deixado de usar relógio...
Durante todos os anos em que lecionei acreditei estar auxiliando a formar consciências, acreditei estar possibilitando mudanças... Eu quero que meus alunos possam mudar, que participem de transformações, que se sensibilizem ao enxergar algum abandonado...Eu quero, acima de tudo, que saibam vivenciar a generosidade.
Sempre tive pressa...mas aprendi a esperar... E enquanto espero, aproveito pra fazer alguma coisa.

Mas retornando ao Banzé, fico pensando no quanto de desumanização assistimos por aí, de quantas distorções , quanta gente sem noção, sem objetivos, sem foco... quanta gente perdida em um "trágico acidente em busca do ser mais"...
"Deixa, deixa os bichos do mar, deixa as tartarugas, deixa a natureza", canta o Lenine. Ele sabe...
2012 vai ser diferente em quê, para você? Você que me lê, vai fazer o quê? Tem certeza de que pensa o que pensa? Tem certeza de que faz o que faz? E que é o suficiente? Será que você também não precisa mudar?

Lenine canta Bichos do Mar from Projeto Tamar on Vimeo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

"Estarei bem ao seu lado..."

Não sei bem o porquê mas, sempre que ouço essa música lembro de uma imagem recebida há tempos, por uma pessoa querida.
Na foto, sua filha está sorridente, olhando para a lente da câmera. Em suas costas, um bebê africano aconchegado e seguro por um tecido , acredito eu, artesanal. Aquele instante registrado me contou muitas coisas: da jovem que estava em outro país, fazendo sua trajetória..da felicidade que sentia em fazer ajudando, multiplicando, e da alegria em partilhar seu momento com a família, aqui no Brasil. Sua mãe, pelo chat do Skype, me contava do trabalho que a filha realizava.
Sabe a expressão "fiquei feliz pela felicidade do outro"? Pois é, naquela noite, ao olhar aquela foto fiquei feliz pela felicidade da filha de minha querida mestra.
Pois há poucos dias, na final do programa The X Factor, lá estava a música conhecida com sua talentosa intérprete...



Então, fui buscar os versos da música e alguns me chamaram a atenção.
Mas é a partir daquela foto que quero refletir...
Algumas vezes, somos obrigados a fazer opções difíceis, que não são compreendidas de imediato...
Algumas pessoas seguem nesta vida batalhando para que a mesma se transforme, que lhe traga benefícios, comodidades e descanso. Sucesso e realização pessoal. Algumas pessoas, fazem tudo isto e acrescentam um importante diferencial: o fazer não apenas por si mas, também, por outros.
E acredito que, quando você faz o que gosta e isto pode beneficiar alguém...puxa, você está voando alto...
Aquela foto e a música me fazem pensar no Natal e nos melhores presentes. E, um pouco surpresa, considero que o melhor não vem embrulhado e, muito menos, no Natal: vem aos poucos, bem devagarinho vai se construindo, se formando em nossas mentes e em nossas ações.
São nossas escolhas, nossa postura pela vida, nossa capacidade de olharmos e sentirmos bem além de nós...nossa capacidade de optarmos pela generosidade e, de alguma forma, sempre estarmos ao lado, próximos de quem precisa...isto é que faz diferença!
E o Natal se transforma, se ressignifica como sendo Morte e Vida ao mesmo tempo. Morte do que já não importa, do que não faz diferença e renascimento de novas oportunidades, de nova trajetória com espaço para muitas outras vidas.
Meus presentes chegaram há tempos mas só agora os reconheço como tal: a parceria de uma querida amiga na causa animal, o conhecimento e vontade de mais descobrir através da postura profissional de uma querida colega que parte, o acréscimo de novas parcerias ; gente que gosta de "fazer para", gente que sabe ensinar a estender a mão...
O retorno de Bob Borges, sua presença em nossa casa, a rede que se solidifica a partir do que seu anterior desaparecimento ocasionou... tudo é presente, tudo é graça obtida. E , por isso e muito mais eu agradeço.
O olhar daquela foto recebida há vários anos, o olhar que retorna quando ouço esta música é o olhar que eu mais desejo e admiro: um olhar de Natal. Um olhar que diz, "estou fazendo o que gosto, auxiliando a todos que posso e, acima de tudo, aprendendo. E , não importa onde esteja e quanto tempo passe, estarei bem ao seu lado."
Abençoada caminhada em direção a todos os Natais...

sábado, 15 de outubro de 2011

Vozes Bonitas




Nos últimos meses, por motivos diversos, tenho procurado gravar, em minha memória, vozes bonitas.

Uma voz bonita é dessa cantora inglesa, Adele. Gosto de ouví-la. Penso que as letras de suas músicas são especificamente para amores perdidos, confusos, arrependidos. Nem sempre gosto, mas não questiono a qualidade da intérprete.
Vozes bonitas acalentam, confortam, chegam como um sol na juventude e nos fazem diminuir o passo, desacelerar o coração...só para ouví-las.
Em minha infância, a boniteza da voz estava nas palavras de minha mãe, de meu padrinho, do meu primo Antônio... estava também, com minhas professoras Sônia e Leda, com a vicediretora da escola em que eu estudava e com o Carlinhos, seu filho e meu coleguinha.
Sobre o Carlinhos já tentei escrever diversas vezes mas nunca consegui produzir um escrito que desse conta da singeleza daquela criança especial e tão querida. Passados mais de 40 anos, em 2009, ele me encontrou no centro da cidade e me chamou como sempre: "coleguinha Beatriz!"
Na adolescência, as vozes bonitas estavam no rádio, nos LPs, nas gargantas de vocalistas de conjuntos musicais. Mas foram vozes efêmeras, perderam sua intensidade com o tempo.
Depois de adolescer, aos poucos, fui aprimorando conceitos e o bonito se tornou maior, complexo, instigante.
Vozes bonitas estão em qualquer lugar...
Eu esperava, no saguão da emergência de um hospital quando o motorista da ambulância que nos levara até lá, caminhou até a cadeira onde eu estava e perguntou "não quer que eu lhe busque uma água"? Sua voz de conforto ecoou em mim. Eu sabia que ele estava penalizado e via uma adolescente sozinha e apavorada tentando se equilibrar na incerteza do que seria uma longa espera. Naquele dia, o mesmo motorista trouxera outras pessoas enfermas e, em todas as vezes que o fizera, fora até onde eu estava e conversara comigo. Sua voz era do tipo de beleza mais inesquecível: era uma voz bonita de generosidade.
E eu fui crescendo e, acredito que minha voz ficou bonita pra muita gente.
As risadas, os choros, os gritos, as perguntas, as gargalhadas de todos os alunos com quem convivi poderiam encher uma caixa de vozes, poderiam ser levadas para um planeta distante e povoá-lo... Ali, haveria todos os tipos, todas as cores, todos os perfumes que as vozes bonitas podem oferecer.
Quando conheci o Lu, sua voz era veludo, bonita em todos os tons... Hoje, sua voz é diferente mas ainda traz muita beleza.
Vozes bonitas também encontrei na faculdade. Vozes bonitas desafiadoras, confortantes, questionadoras como as de Íris e Bea, professoras do meu curso, amigas e companheiras da jornada que foi o tempo de PEAD. Vozes bonitas como a da Lu Sobotyk, da Ilsa, Neusa... da Denise Comerlatto.
Vozes amigas, companheiras e engraçadas como a voz da Vainir, da Márcia de Sapucaia, da Regilene "siberiana"...rs

Vozes de Léo, de Adriana...
Vozes irmãs como as de minhas queridas Ada, Gi, Luísa, Sílvia, Carmen, Carla e Judite...
Aprendi, com o tempo, que as vozes mais bonitas sempre estão entrelaçadas com um gesto, uma idéia, uma intenção, tão belos quanto a sonoridade que os antecede ou acompanha...
Agora, começo a sentir saudades de vozes bonitas que ainda não conheci...
Que a espera seja breve e o encontro seja belo...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

De repente eu entendo



A Vida é mesmo uma Salada de Frutas...
E conseguimos decifrar?
Bem que eu queria ter feito esses dois clipes. Encontrei o primeiro quando buscava o segundo. Ambos foram temas de propagandas de uma determinada operadora.



O segundo me chamou a atenção especialmente por me lembrar de um programa que tenho assistido nessas manhãs em que estou de "molho" em casa: " So you think you can dance"


Tenho apreciado as performances da décima temporada e já sou fã de dois ou três bailarinos. Então, a cena onde os dois personagens dançam em um hiato, criado durante um tranquilo assalto a um banco, me lembra a Bea.


A Bea? Pois é... na verdade essa cena do clipe me remete ao programa, que me remete aos jurados, que me remetem a fala de um deles, o Nigel. O Nigel , algumas vezes, muito empolgado, fala no "nível de excelência" exigido para aquele momento da competição.


A nossa professora do PEAD, Bea, também usa essa expressão, "nivel de excelência", quando procura extrair o máximo de que somos capazes de produzir. Lembro muito bem de seus comentários durante o curso e, principalmente, quando acompanhou minhas apresentações de portfólio. E saber que ainda não chegamos a tal nível mas que somos muito capazes de alcançá-lo se torna um grande estímulo e desafio. Penso que as queridas Bea e Íris são peritas em aceitar desafios e trabalhar com eles.


Mas o primeiro clipe, além da voz, é todo repleto de conceitos (outra palavra muito utilizada pela Bea e pela Íris) que muito me atraem. Eu teria feito algo assim.



Bem antes do curso PEAD encerrar eu já elaborava a certeza de que o que para alguns era um fim (receber o diploma, continuar trabalhando na sua área, aposentar-se daqui a algum tempo...), era uma bifurcação para mim.


É claro que recebi diploma, vou me aposentar daqui a algum tempo, continuo trabalhando na mesma escola, etc, etc... Mas esse curso me possibilitou saber que posso mudar, que devo mudar. A questão das imagens, da Fotografia, dos vídeos, dos programas de edição estudados nas madrugadas começou a tomar forma. As tecnologias, a Educação à Distância , as possibilidades infinitas de um trabalho inovador com os alunos... tudo isso se agigantava em mim.



Ao terminar o curso de graduação, me inscrevi em outros dois cursos: um PÓS em Docência e Tutoria em EAD e outro curso de extensão em Tecnologias Assistivas. O PÓS, talvez em breve, consiga fisgar-me e entrelaçar às suas propostas o que considero essencial: o meu prazer. Por ora, nada se compara ao que vivenciei na UFRGS. Então vou buscando mais...


O curso de Tecnologias Assistivas tem como seu ponto fraco o próprio ambiente virtual: o Teleduc. Incrível como a existência de links facilitam a vida de muita gente. O Teleduc bem que poderia descobrir isso em sua totalidade. Mas, enfim... o conteúdo é interessante embora o ambiente e recursos deixem a desejar.


E isto me leva a outra questão, relacionada aos clipes, ao curso, aos cursos e a mais outras coisas: Quando assisto ao clipe que postei inicialmente, reconheço a bela melodia, a afinação da voz, a beleza das cores, o conjunto da obra. Acho que algumas pessoas param por aí, não é? Pois eu quero saber como foi feito, quais as relações que foram realizadas, muitas vezes linko para saber quem fez e saber um pouco da vida dessas pessoas, o que acreditam, o que buscaram, o que tentam encontrar. Acho que assim, também eu vou me buscando, recolhendo peças e as encaixando...



Mas lembrar dos clipes , do programa, dos comentários do Nigel também me fizeram recordar outro programa : O American Idols. Eu assisti a algumas temporadas e confesso que o que mais chamava a minha atenção eram os comentários, por vezes acompanhados de sarcasmo, do Simon. O Simon era quem sabia das coisas. E saber das coisas fazia toda a diferença. Os candidatos queriam ouví-lo pois sabiam de sua clareza, tinham a certeza de que seus comentários buscavam a excelência.


Pois o Simon, amado e odiado por muitos, reconhecido em sua excelência por todos, saiu do programa quando parecia estar no auge. "Como assistir o Americam Idol sem o polêmico Simon?"


O próprio Simon deu a dica ao falar que preferia sair em momento muito bom, o American Idol não era o Simon por isso continuaria com suas características próprias. E ele, Simon, estava tranquilo (aparentemente) ao partir para outros desafios.



Durante a construção do meu TCC me dei conta de quanta coisa eu ainda não havia lido, do quanto ainda precisaria descobrir. Decidi que PÓS, mestrado e doutorado serão caminhos naturais para mim. Gosto de estudar, de me sentir especialmente pressionada e ser capaz de fazer algo bem melhor.







Entre uma escrita e outra, li email enviado por Íris, sobre a Vírgula e o quanto a sua utilização modifica um texto, uma afirmação, negação ou intenção. Sempre tive muito respeito pela tal da Vírgula. E lembrar da Íris, do email da vírgula me faz lembrar do querido professor Assis Brasil e também de um dos belos escritos do escritor Graciliano Ramos:




“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”



Gosto disso. Gosto de lapidar um texto, de buscar as palavras, de utilizá-las por um tempo, depois agradecer sua contribuição e trocar por uma mais adequada. Gosto de entender a palavra viva, pulsante de significados, de sutilezas.



Mas voltando ao que era antes, aguardo o curso de PÓS da UFRGS para o segundo semestre. Ainda fico pensando se o mais coerente não seria oferecerem um PÓs em Mídias... mas... parece que teremos Psicopedagogia.



Gosto de descobrir coisas. E de estabelecer relações. Gosto de buscar conceitos, gosto de Salada de Frutas.

sábado, 4 de junho de 2011

Oremos

Quanto mais tempo vou vivendo mais tenho a certeza de que estamos de passagem. Mais penso que fazemos parte de uma oficina, de um laboratório... alguns vieram para aprender, outros para auxiliar ou ensinar. Ah! Não importa! O fato é que a passagem nos torna aptos para outra etapa.
O Tempo nos molda e nos envolve. Nos acaricia e bate em nossa face, algumas vezes. Mas o Tempo é Senhor, é personagem importante em cada uma das histórias que realizam diferentes trajetórias nesse mundo.
Fico pensando se já encontrei o meu verdadeiro fazer, o meu foco e compromisso. Penso que sim e fico feliz ao perceber que, de alguma forma, ao longo da vida, vamos encontrando as pessoas que nos preenchem, que completam os espaços que nos faltam à medida que vamos existindo. E, para ser bem sincera, não me refiro somente a pessoas, mas também a lugares, animais e momentos.
Dia desses, participei de um momento em que todos se despediam de uma querida amiga e irmã. E enquanto eu ia falando com uma pessoa, falando com outra, acenando e abraçando várias, pensava e revia momentos vividos com todas elas. E quem partia, acredito, já fizera a sua parte. Deixava saudades e a tristeza da despedida, é claro. Mas completara o seu ciclo.
Bem, na verdade, eu queria falar sobre outras coisas, dar outras notícias, fazer outras reflexões.
Mas hoje, agora...o Tempo se faz Senhor e me diz que o importante é esticar os braços e tocar todos aqueles que fazem parte de Minha Grande Rede. E com eles, mentalmente, juntar energias para todos os momentos necessários. A quem foi, a quem fica, a quem hoje celebra, a quem já encontrei, àqueles que um dia vou encontrar, a todos com quem ainda vou celebrar... o meu carinho.
Amém


domingo, 21 de novembro de 2010

Fraser..



Ouvi uma música chamada Dreams Come True, de Norma Fraser. Gostei da música, nem tanto da letra. Mas não importa: o Fraser é igual. Fraser. Lembrei de Madonna cantando I'll Remember. Não gostei da música, nem da letra. Pensei em trocar o áudio. Sabe, que troquei?

Quem são? Quantos são? Onde estão? Meu nome não tem Fraser mas assisti a todos os Retornos da Múmia. E outros melhores, até. Madonna continua. Talvez porque esteja em um estúdio. Não sou Fraser nem Madonna mas fui a um estúdio. E fiz Cocoricó. Também não sou galinha mas cantei que nem galo. O que eu gosto é de contar histórias... E, às vezes, o óbvio é desnecessário. "Não subestimar a capacidade do leitor", já disse o professor Luís Antônio Assis Brasil. Nunca fui aluna de Madonna ou de nenhum Fraser. Mas fui aluna do Assis...
Em um semestre, por ocasião do Portfólio, achei um unicórnio. E a professora Bea pensou que eu dissera querendo dizer mas eu não dissera, nem queria: era outra coisa. Demos risada. Mas a música e o clipe eram lindos! Postei no blog! Neste semestre surgiu a questão "que conceitos você observa nesta...?"



Também gosto de visualizar uma espiral, quem sabe, ouvindo ENIGMA, retornando para os mesmos lugares e vendo tudo diferente. Talvez, porque esteja eu, assim. E, na verdade, em 2009, era novembro como agora.
O 3 me lembra minutos, minutos me lembram vídeo, me lembram 3 minutos que esqueci. Mas falei e escrevi de ZEN e a Arte da Manutenção de Motocicletas. (bem pouco, é verdade...)
O pensamento é falsamente incoerente desejando manifestar o manifesto. Cansaço?

Realmente gosto de muitas músicas da Madonna. Mas desisti do clipe oficial porque esta não valia a pena, apesar de ter seu Mérito. Com ou sem, comecei a escrever para desejar algo a muitos alguéns. Daí lembrei do filme e por mais incrível que pareça, ao ligar a TV, era ele que passava.



Quem é Joe Peci? Quantos eram e onde estavam antes? O que faziam? O que liam e ouviam?
No outro , que fica entre os muros, uma jovem nos convida a relembrar Platão: Tens certeza que pensas o que pensas? Tens certeza de que fazes o que fazes? Eu gosto de trabalhar com imagens, de relembrá-las, associá-las, desvendá-las... Gosto de observar as pessoas, ouví-las, tentar decifrá-las. Mas só tentar, porque o processo é valoroso. Mas, as vezes, até consigo, um pouco...
Também gosto do Graciliano, (do Ramos!!!) pelo que ele fala da escrita. Não pela Baleia... Na verdade, ele matou a tadinha e eu gostaria que ela sobrevivesse. Mas já escrevi sobre isso quando falei de outra vítima, a Eloá. E começo a pensar que serei, minimamente, obrigada a linkar. Coisa que não queria.
E o Fraser? Conseguiu o que queria ou foi além? Olho para a tela da TV e, neste exato, momento assisto ao salto de Billie Elliot, na sua primeira apresentação para as pessoas que amava. Nem sempre estamos com quem amamos mas estamos com muita gente. E com elas, com essas pessoas, aprendemos alguma coisa, mesmo que seja para fazer o oposto. A tecnologia está no estúdio com a Madonna mas não na história do Fraser. Se fôssemos nós, teríamos cópias e cópias, salvas no computador e em pendrives.
Mas ele conseguiu ou não? O mérito está principalmente na caminhada. A chegada, já disse antes, é apenas outro recomeço. Peguei o clipe oficial e troquei o áudio. Madonna é Norma Fraser. Norma Fraser é o outro Fraser, aquele que me conta, me mostra e me diz o que eu desejo para todos.
Mas quem são os todos? Resumo ou amplio a minha vida? Amplio a minha vida investindo no Resumo. Ok.



Não gosto muito de de Reggae. Mas da voz da Fraser que eu coloquei para o outro Fraser...esta adorei! Afinal, quem somos? O que queremos? Quem são os outros?
Acho que estão em mim. Há muitos outros em mim... Levo todos, aconchego alguns, me entrelaço com outros, desisto de alguns e os deixo no caminho...cumpriram sua parte.
Não sou Fraser, nem Madonna, nem Joe Peci, nem Bea, Íris, Assis , Lu, Denise, Ilsa, Silvia, Eloá, Graciliano, nem meus alunos eu sou. Mas todos estão em mim.


sábado, 2 de outubro de 2010

Parte QUATRO em 2008

Analisar 2008 é relembrar a pergunta de um aluno sobre os motivos de ser como é, relembrar de professores inesquecíveis e aqueles inesquecíveis para lembrar de "como não ser", falas ingênuas, evidências, o ofício de escrever...é falar de números, idéias românticas sobre trabalho com alunos especiais, redescobrir e relembrar de um estudo de caso com a ajuda de Naruto e, amorosamente, recordar de meu grande companheiro de adolescência e idade adulta: Beethoven. ..é relembrar do BatPostePreto, de como cursei e porque abandonei a Faculdade de Letras, é , acima de tudo, refletir sobre qual o meu papel, nesta vida e sobre segundas chances...
Pois então, vamos lá...

Faz pouquinho, acordei com a imagem vista em alguns filmes de ficção: abertura de um portal.
Sabe aqueles filmes em que um Portal do Tempo se abre, permitindo que alguns personagens saiam de sua dimensão e vão para outra? Pois é...



Se eu usar este artifício de imagem posso afirmar que , em 2008, tive a possibilidade de me tornar uma pessoa...digamos, melhor. Um portal se abriu...

Mas para explicar isso devo relembrar de agora, 2010, quando estava no Laboratório de Informática com os meus alunos do estágio. (alunos que revejo todas as terças feiras, por conta de meu voluntariado na escola)
Estava sentada entre dois alunos, buscando entender o que um deles me dizia. Com dificuldade de fala, o adolescente repetia pausadamente o título de uma novela que muito o comovera. Queria rever imagens e ouvir a trilha sonora. Depois de algumas tentativas e questionamentos de nossa parte, chegamos a conclusão (eu e a outra aluna) de que a novela era do SBT e falava de irmãs gêmeas que trocaram de lugar e de vidas. Com a ajuda do Google descobrimos: Cúmplice de um Resgate.
Eu nunca ouvira falar de tal novela mas, naquele momento, assisti interessada o quanto ela mobilizava meu aluno que, visivelmente emocionado, observava as cenas de abertura, no youtube.


Enquanto eu pensava que teria de pesquisar mais a respeito para entendê-lo melhor , mais um portal se abriu... o rapaz desviou os olhos da tela e me buscou perguntando:

Bia, por que a gente é assim?

Hã? Assim, como?
Assim como eu, Bia...deficiente!

Pronto! A resposta e conversa que tivemos eu vou contar. Mas antes, fui sugada pelo portal... Relembrar 2008 é escrever sobre algumas disciplinas que me mobilizaram positivamente e nem tanto. Inicio por uma "nem tanto": Matemática.
Mas para dissecá-la, retorno a outra disciplina e seu professor, desta vez na Faculdade de Letras...

Estávamos no meio do semestre e o professor solicitara uma monografia sobre determinado assunto.
A maior parte dos alunos, no primeiro semestre daquela faculdade nunca fizera uma monografia. Alguns nunca tinham ouvido falar.
Inicialmente curiosa, eu aguardava que o professor nos indicasse um caminho. Apenas ouvimos "Pesquisem..." e assistimos o seu movimento característico: voltar os olhos para um livro.
Em suas aulas eu assistia o interesse que ele tinha pelos livros, pelo que continham e a dificuldade que possuia de enxergar além dos mesmos: de enxergar seus alunos.
Àqueles que eram considerados alunos exemplares, que já haviam lido os mesmos livros, pensado igual e que demonstravam isso facilmente, o professor dedicava um pouco de seu tempo. Aos outros, relembrava as tarefas colocadas no quadro .
O interessante é que , aquele professor era uma grande referência: tinha livros publicados e reconhecidos nacionalmente, fora mestre de muitos dos professores da própria faculdade e participava de palestras e debates sobre a sua área em várias cidades do estado. Representava muito bem, a faculdade, portanto.
Alguns colegas e eu o procuramos, durante o intervalo, para perguntarmos sobre o trabalho: apressado, dísse-nos que fízéssemos o nosso melhor e que só depois de entregue, faria comentários. Mas não desejávamos comentários, queríamos ajuda. Dias depois, surge um aluno de outro semestre com a solução para muitos: "copiem do livro tal, páginas x, x, x e y... ele nem vai perceber...pede a mesma coisa todo o ano e acho que nem lê. Eu copiei tudo e tirei A!"
Fiquei horrorizada!
Mas o fato é que, pouco tempo mais tarde, eu abandonava a disciplina. Muitos colegas fizeram o sugerido e passaram. Sem nenhum louvor.

Durante anos eu refleti sobre aquele "famoso mestre escritor de livros" que tinha dificuldade de enxergar seus alunos, de vê-los não apenas como peças de uma pesquisa mas, como pessoas, que necessitavam interagir com ele. O conteúdo de sua disciplina era mais importante que o seu grupo...

Fiz, na época da Faculdade de Letras, algo que não teria coragem para fazer novamente: assistia todas as aulas das disciplinas cujos mestres eu admirava,mesmo não tendo conseguido vaga para tal. Explico-me relembrando de uma professora que tinha paixão por sua disciplina e profundo respeito por seus alunos: Maria da Glória Bordini. Suas aulas eram muito disputadas e, por conseguinte, as inscrições para sua disciplina encerravam logo. A outra oferta era muito parecida com o professor que eu descrevi anteriormente. Então, mesmo inscrita em outra turma, eu buscava aqueles que considerava em nível de excelência admirável. Fui reprovada em algumas disciplinas por não ter assiduidade: estava na sala ao lado.


A disciplina a Representação do Mundo através da Matemática trouxe-nos uma "avalanche de atividades e prazos a cumprir". Ainda hoje, lembro das palavras da professora, na primeira presencial, dizendo que ela e sua equipe haviam preparado um material com muito carinho , para o grupo. Realmente, todo o conteúdo estava matematicamente organizado, preparado, elaborado, pensado e repensado. Início, meio e fim. Prazos para isso, para aquilo, postagem nesta página, outro tipo na outra... E a densidade do material não previa,inicialmente, atrasos...
Inegável a competência da professora e sua equipe.
E mesmo assim, faltava, no meu caso, alguma coisa.
Enquanto eu me perdia em atividades que, para mim, não faziam o melhor, digo, menor sentido (fazendo referência ao meu contexto de trabalho em uma escola especial com alunos com TGD) pensava que, em outros tempos, já teria desistido da disciplina e buscado outra referência.
Mas não desisti. Apenas, ressignifiquei, apresentando a Matemática vivida em meu contexto.
A partir de uma experiência nada agradável eu viria a realizar uma interessante produção: a escrita sobre meu trabalho e sobre de que forma interajo com meus alunos.

E, neste momento, não posso deixar de relembrar uma palavra trazida por Paulo Freire: AMOROSIDADE
.
Se você não sabe o que é, se não consegue vivenciar o que a palavra nos sugere, pode até ser a maior referência em determinado assunto...mas faltará , sempre, alguma coisa que o tornaria bem melhor.
A questão das evidências já vinha sendo amplamente trabalhada com as professoras Íris e Bea, no SI... Por isso, a curiosidade se transformava em algo mais concreto:
Por que a disciplina me trazia tanto desprazer?
Quais as evidências que comprovariam as minhas críticas?

A primeira se refere ao fato que a disciplina tão bem formatada, planejada, não previra um detalhe: entre todos os alunos da turma havia uma que tinha "clientela" diferente dos demais. O que era ótimo para a maioria não se adequava ao meu contexto. Meus alunos vivenciavam a Matemática de outra forma.
A professora e sua equipe haviam pensado sobre isso? Não. E então, enquanto eu trabalhava com alunos que possuiam dificuldade nas AVD (atividades de vida diária como vestir-se, sentar-se, levar à boca um talher, higienizar-se), deveria apresentar propostas para trabalhar com geoplano, no computador. A maior parte de minha turma nem conseguia associar o objeto computador à algumas de suas possibilidades.
Portanto, havia alguém, naquela turma que não se beneficiava inicialmente com muitas das propostas oferecidas. Era eu.
Mas que interessante! Essa foi a possibilidade encontrada para que eu escrevesse o Vide Bula e o Resignificando, dois textos que muito me auxiliaram no sentido de que algumas pessoas pudessem enxergar que existem vários tipos de alunos, vários contextos e, portanto, a necessidade de termos mais de um plano na manga. (Bea e Íris diriam "o Plano B"...)


Outra evidência diz respeito "ao material preparado com tanto carinho":














No meu caso, em todos os momentos que abria uma nova atividade com um dos gifzinhos piscando, sentia um desprazer. Ironicamente, o gif que anunciava uma atividade divertida (para quem?) era um boneco de neve que derretia, tal qual o meu bom-humor... Em outra tarefa, o tal gifzinho nos convida a "brincar como crianças", através de uma proposta de trabalho da disciplina. Mas, para minha surpresa, pouco tempo depois apresenta uma personagem que gosta de brincar mas que diz "...mas agora, nada de brincadeira! Vamos falar de operações?"

Além de carinho, precisamos ter cuidado...

Pois é...lá na década de 80 , embora muito aprendesse em espeços diferentes, eu desistia de disciplinas, de professores e, mais tarde, viria a desistir até da faculdade.
Mas todos aprendemos com segundas chances, não é?
O que eu não conseguira aprender com aquele renomado mestre, viria a exercitar na disciplina de Matemática: não aceitar tudo o que é proposto apenas porque É proposta já definida organizada, formatada; criticar a partir da busca de evidências que sustentem a própria crítica, reconhecer o que nunca pretenderei ser e reconhecer quando outra chance é oferecida.

"Nossa! Quanta matemática! Quanto trabalho de educador, esse, que vai além de qualquer divisão de área de conhecimento! Aqui, eu encontrei atividades CS, NO e EF! tudo em uma única página e, talvez, sem intencionalidade, como tu dizes algumas vezes no teu texto. Com certeza, conhecer mais a tua turma e o teu trabalho só tem a me acrescentar, pois, como a Bea, eu também não tenho [espero poder dizer 'tinha' em seguida ;o)] familiaridade com a Educação Especial. Parece que nos encontramos!"

Comentário realizado pela professora da disciplina no wiki de Bia Guterres

Ao mesmo tempo em que a professora, finalmente, enxergava uma diferente aluna em sua turma e conseguia, associar as vivências que a mesma trazia, com suas propostas de trabalho eu reconhecia e constatava que independentemente da função que realizemos, estaremos sempre aprendendo com o outro. Não havia mágoas, apenas compreensão e a certeza de que "tudo passa".

Ah...mas foi através da disciplina de Seminário Integrador e a sua proposta de PIE que encontrei espaço para reflexão, prazer, conhecimento e aprendizagem. Tudo junto e entrelaçado! Maravilha!



Com o PIE, tive oportunidade de conhecer e desvendar alguns segredos de um de meus alunos. Através de um universo desconhecido até então ( mangás, animês sobre o personagem Naruto) realizei um estudo de caso que muito me auxiliou na aproximação e construção de vínculos com um dos adolescentes de minha turma.
Através das provocações e comentários das professoras da disciplina eu viria a construir a minha admiração pelas mesmas, pelas propostas que traziam e pela forma com que interagiam com seus alunos, sabendo estimulá-los, cobrando quando necessário e, acima de tudo, dialogando. Amorosamente.
Dia desses recebi deste aluno, que foi foco de meu PIE, oseguinte recado, através de um email:
" bia meis que vem quero voce na ct3" Tiago (nome fictício)
Receber este email de um aluno como este é saber que vínculos foram construídos, que de alguma forma ele expressa seu carinho e sua saudade (mesmo tendo grande dificuldade em fazê-lo).
Depois de recebido o email, recebi sua visita na biblioteca, para que me explicasse que ele me dava um prazo para voltar a ser sua professora. E para minha alegria ele não propunha uma troca: sua professora deste ano sair para que eu voltasse. Ele queria um acréscimo: mais uma professora (eu) em sua turma. Evidência que os vínculos com minha colega também estão sendo constrídos positivamente.
O recebimento deste email e "carinho" é fruto de uma relação construída com muito cuidado , planejamento , pesquisa e reflexão. Tenho a certeza de que a disciplina do SI, através da proposta do PIE, muito me auxiliou neste aspecto.
Bem...mas comecei esta postagem relatando, entre outras coisas, a pergunta que meu aluno me fizera sobre o porquê ser deficiente.
Já está na hora de relembrar o que respondi.

domingo, 19 de setembro de 2010

Parte Três


O ano de 2007 trouxe fatos e descobertas importantes. Pessoalmente, fortalecia os vínculos com algumas das colegas do curso. Criávamos, na brincadeira, um nome para o encontro das colegas Lu Betat Lu Sobotyk, Kátia Diehl e eu: éramos as Mosqueteiras Pedagógicas cujo lema era o mesmo do quarteto famoso "Um por todos e todos por um!"
O apoio das colegas via skype, telefone e email foi fundamental , principalmente, nos primeiros semestres do curso. As madrugadas de estudo e pesquisa não eram solitárias. Além do grupo das Mosqueteiras, geralmente, encontrava a professora Íris.
Foi neste ano que escrevi uma das
postagens pela qual tenho muito carinho: refletindo sobre meu processo de alfabetização, relacionei-o com outras questões significativas.
Acredito ter sido neste período que o meu prazer em fotografar se tornou ato mais sério: meu olhar para com o que era fotografado se modificou. Comecei a editar imagens, procurar o melhor ângulo para tirar uma foto, abandonei fotos de pose e busquei fotos mais naturais... Semestres mais tarde eu observaria minha turma de terceiro ciclo "debruçar-se sobre a fotografia," também.
Em meu Inventário de Aprendizagens do terceiro semestre, registro o fato de , a partir de uma proposta da interdisciplina de Artes Visuais, iniciar um trabalho com os familiares de meus alunos:

" a partir da proposta (...) sobre a releitura de um quadro de Velásquez, procurei oferecer aos alunos uma atividade um pouco diferente das habituais: com uma moldura e vários acessórios e roupas do armário de Teatro, nossa turma se produziu para "fazer poses"... (...) As mães e pais de outras turmas perguntaram se poderiam ser fotografados. Topei o pedido e sugeri que viessem em um dia em que eu teria duas aulas especializadas seguidas... Comecei contando histórias, mostrando reproduções de obras de outros pintores. Atualmente, todas as quintas-feiras, o grupo que está na entrada é convidado por mim a ir até a sala ouvir histórias. Depois de contar as escolhidas pelo grupo, pergunto se estão "a fim" de brincar. Geralmente, todo o grupo aceita participar de brincadeiras envolvendo Música, Expressão Corporal e Teatral."


Carly Simon - Coming Around Again live 1987

Entretanto, foi na esfera pessoal que acredito ter ganho do PEAD um interessante presente, ou registro.... Já na primeira parte de minha volta ao passado, menciono a minha dificuldade em dizer adeus. Rápida como sempre, a professora Bea, em seu comentáio à postagem, afirma que existem apenas "momentos de transição". Mas o fato é que , apenas ao encontrar o clipe de Carly Simon, pude resgatar memórias que tinham sido concretadas. Graças a esta música, a este curso e suas propostas, naquele momento consegui, finalmente dizer adeus de uma forma tranquila e saudável: consegui despedir-me de minha mãe que falecera já há alguns anos.

"Querida Bia, interessante que a tecnologia, que tanta gente acusa por facilitar a frieza e o individualismo, é capaz de fornecer um recurso para que as lembranças permaneçam arejadas, ao vento e ao sol. Isso significa compartilhar o que somos , de quem viemos e que caminhos estamos cruzando para que outros se emocionem conosco e se dêem conta de que a humanidade dos homens está nesse constante entendimento de si e dos outros. Quando As pessoas dizem que falta o olho no olho na ead fico pensando em como se enganam!! Não precisa a troca de olhar e sim a troca vinda da mente e do coração."

Professora Beatriz Magdalena no Blog SOGUTERRES

minha mãe Judith

Algumas pessoas dizem que tenho facilidade em estabelecer relações entre pessoas e fatos, que vou tecendo redes que vãoi alcançando inimagináveis distâncias. É verdade.

meu padrinho Alfredo


Ao reencontrar casualmente algumas fotos de minha infância, percebo de onde, talvez, tenham vindo dois de meus grandes interesses e motivos de meu prazer: nas fotos de minha mãe, sempre um mascote a acompanha. Em uma das fotos de meu padrinho revejo uma de suas paixões : a fotografia. Interessante isso... não me lembrava desse fato.

Como a querida Bea reforçou, que interessante o fato de ser através da Tecnologia que , finalmente, eu tenha conseguido reorganizar algumas de minhas emoções. A frieza de que alguns falam sobre a Tecnologia e as redes que constrói é um engano. Em todos os momentos que utilizei esta rede, que necessitei de auxílio, de conforto, de estímulo e acompanhamento , sempre encontrei. A rede virtual só é fria para quem não se dispõe a conhecer suas possibilidades. Através do blog, resgatei outro prazer há muito tempo adormecido: o de escrever e, principalmente, refletir sobre tal ato, "lapidar" um texto, soltá-lo na rede e acompanhar o impacto que é capaz de promover...


meus padrinhos Ilka e Alfredo e eu

Pois lá estava eu em 2006, 2007... em uma nova trajetória. Mas, percebo agora, que uma boa base já estava consolidada. A criticidade, a observação, o sentimento inquietante de que mesmo o correto nem sempre sendo mais fácil e menos doloroso, ainda assim, é a única opção, me acompanhavam há tempos. Cheguei no PEAD, desta forma. Mas, certamente, ao longo do novo caminho transformações ocorreram. Acompanhar estas transformações é deslizar no tempo, ir para além de 2007 e construir novo capítulo, neste blog...

minha mãe , eu( bebê e pré adolescente) e o cachorro Jaques

sábado, 11 de setembro de 2010

Antecedendo a parte três

Nos últimos dias, por conta do TCC, tenho realizado o " exercício da não linearidade". Aproveitando o momento, retorno a uma parte da postagem anterior: o vídeo de Astor Piazzolla. Mas, reconhecendo sua genealidade e talento, torno-o figura secundária. Meu interesse é em Yo YO Ma.

" Em qualquer lugar do planeta em que você me jogar, minha primeira atitude será empreender uma parceria com um músico local."

Nos primeiros semestres do curso meu domínio com as tecnologias era precário mas a disposição para aprender , gigantesca. Perguntas me acompanhavam e cada descoberta era ponto de partida para outras dúvidas e mais aprendizagem.
Percebo que conseguia, de uma forma não tão " lapidada" quanto a atual, fazer conexões entre o que "via" no curso e minha prática docente .
Mas o que o músico Yo Yo Ma tem a ver com isso?
Ao fazer a postagem deste vídeo, procurei satisfazer minha curiosidade sobre o músico que acompanhava Astor Piazzolla. Foi então, que li , entre outras coisas como Yo Yo Ma era admirado: por seu talento musical e algo que eu viria a, algum tempo depois, descrever como uma das qualidades fundamentais de um educador: sua humildade, pela capacidade que possuia de trabalhar em grupo, de, mesmo tendo talento extraordinário, ser capaz de abandonar o solo e permitir que seus parceiros permanecessem em destaque.
Lembro que ao ler reportagens a seu respeito pensei na confiança e generosidade que faziam parte desse francês.
Tornei-me sua fã.
Então, lá estava eu refletindo sobre valores e formação do ser...

A reflexão continua...mas, se antes disso, quer ouvir uma boa música e assistir uma bela parceria, clique na imagem de Yo Yo Ma. ele não é a personagem em destaque, no vídeo, mas seguramente a qualidade da apresentação passa por seu talento.

domingo, 30 de maio de 2010

Quando está em mim...

Neste ano, por um período, a Música me abandonou. Foi um tempo de incerteza, muita raiva e um gigantesco sentimento de impotência. Até um determinado momento...

Foi um tempo de exaustão, e de tristeza. Então, meu corpo ficou doente. Simples, assim.

Mais um ciclo relacionado ao PEAD se aproxima de seu final e a Música começa a retornar. Bem simples, assim...


Assistindo ao final do American Idol revi um determinado cantor e comentei com o Lu, que mesmo com a idade avançada sua voz continuava a mesma. Meu marido, muito mais músico do que eu, discordou afirmando que mais jovem, o vigor de sua voz era outro. Leia-se potência, alcance.

Fiquei pensando nisso e fui buscar imagens de uma de suas mais marcantes apresentações: em 1969, no Festival de Woodstock.
Bem...daí, comecei a pensar em nosso curso e como muitas de nós éramos ao iniciar uma
diferente jornada.
A maioria já traçara muitos caminhos pela vida. Talvez, não tivéssemos o vigor da juventude, quando a voz é potente e límpida.
Provavelmente, alguns já estivessem um pouco roucos...
Interessante como o tempo se transforma e nos transforma. Mas, na verdade, precisamos querer, desejar, apostar e acreditar.
Olho um dos vídeos atuais do Joe Cocker e vejo aquilo que chamo de experiência. E com ela, vejo as mudanças tecnológicas que foram surgindo de Woodstock para cá. O aparato que cerca o artista em seus últimos shows vem dos benefícios tecnológicos, através dos tempos.
Saber dosar é importante, não?
Dosar o tempo, a experiência, com o novo, com diferentes possibilidades.
E aqui está o velho Joe Cocker, agora acompanhado de dois "alunos", do novo... Joe entrosado e, aparentemente, feliz.


Foi durante o período de estágio que me surpreendi ao confirmar algo que muito me diziam: meu olhar não é apenas para os alunos mas, principalmente, para seus mestres. É através deles ou a partir deles que portas são abertas ou fechadas.
Acho que daqui a algum tempo, vou saber a hora de parar e trocar de lugar (na verdade, retomar caminhos já trilhados).



De qualquer forma, percebo que mesmo na mais distante cidadezinha, no mais remoto bairro, na escola mais longínqua (em diferentes sentidos) se lá estiver, vou tentar abrir portas para que a Música nos envolva, nos enterneça e nos acompanhe pela vida afora. A Música pode se afastar...mas volta, porque está em mim.
Que o semestre encerre e com ele, escorram todas as dificuldades encontradas. Estejamos preparados para outros desafios.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cuidado com o que faz... Alguém pode estar vendo e pensando em fazer a mesma coisa...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prazer, necessidade e vontade

Talvez não seja compreendida, inicialmente.
Entretanto, é preciso tornar mais claro que o fato de escrever, no meu caso, se relaciona com o prazer de fazê-lo. Prazer e vontade foram os itens que sempre estiveram presentes em minhas postagens. Quando um desses itens se ausenta, a escrita fica difícil, truncada, as palavras não combinam com o papel, mesmo que virtual. Você escreve mas sabe que o resultado não é o que poderia ou gostaria. Só escreve, tipo encomenda. Aí, entra outro item: a necessidade. Ponto.


Eu desejava escrever sobre o estágio e o curso em um momento em que estivesse com alguns sentimentos "serenados", em que pudesse ser justa e, não me deixasse contaminar por trapalhadas burocráticas de pessoas que, na verdade, nem me conhecem . Com a certeza de que ainda escreverei especificamente sobre isso, "sereno": meu foco, agora, é outro.

Foi em 2006 que postei essa imagem, no blog.
Faço, agora, o que a postagem e a Professora Íris previam: lanço um olhar para 2006 e, a partir deste movimento, refaço parte de minha trajetória.

Eu não gostava do wiki e nem tinha idéia do era html.
Achei muito engraçado quando a professora Bea nos mostrou o Skype e comentou que uma aluna, em pleno horário de almoço, ligara para ela só pra dar um oi.
Nos anos que seguiram, com o skype instalado em meu micro, não apenas em horários de almoço ou janta mas em feriados, noites e algumas madrugadas tive o acompanhamentode professores , tutores e colegas do PEAD. Impossível , aqui, deixar de destacar a dupla Íris e Bea.
O PEAD envolve todos em todos os momentos possíveis. O computador nos permite o que um curso presencial não consegue: estar na casa das pessoas, virtualmente, trocando idéias, refletindo, trabalhando em grupo, em horários considerados improváveis.
Desde o início do curso identifiquei que era o nosso olhar a ser trabalhado: o que fazíamos e acreditávamos em Educação. Por que fazíamos, como fazíamos e de que forma inovar nossas práticas.

Enquanto escrevo, também assisto algumas cenas de uma série chamada CSI. Já comentei, tempos atrás do quanto gosto desta e outras séries que trabalham com evidências e perfis. (vide CSI e Criminal Minds)
Olhar e enxergar, reconhecer o território, contextualizar, descobrir intencionalidades, trabalhar a partir das evidências, construir argumentações não fazem parte somente do mundo destes filmes mas, principalmente, do dia a dia da Educação.
Durante estes quatro anos, trabalhamos no sentido de aprimorar, qualificar nossa prática e, consequentemente, contribuir para que nossos alunos tenham prazer e vontade de estarem conosco, na escola. Não apenas, necessidade. E que se tornem melhores, mais autônomos, mais ágeis, mais solidários, mais criativos...

Certa vez, uma amiga brincou comigo, dizendo que, a partir deste curso, observara que o conteúdo de minha bolsa mudara: pendrives, máquina fotográfica, cabos, T, fazem parte do meu kit: nunca saio sem eles. O registro fotográfico se tornou rotineiro e , percebo, em minha turma de estágio, isso também se configura: os alunos fotografam para que o registro visual e escrito seja feito.
Já bem antes de iniciar este curso eu acreditava que a formação de professores qualificada era essencial para que a Escola não se aproxime de ruínas. Trabalhar práticas consideradas inovadoras foi essencial para que confirmasse o que pensava.
Na primeira vez que falei em blog e postagem, em minha escola, minhas colegas riram muito "Poooostar???". Hoje, o blog , as postagens com o trabalho realizado e com evidências fotográficas fazem parte do universo de nossa comunidade escolar.
Sem nenhuma falsa modéstia, constato que introduzi, em meu ambiente escolar o respeito e a convicção de que as tecnologias só contribuem e fazem com que tenhamos um trabalho mais qualificado.



No estágio, é nos momentos em que os alunos, de forma cooperativa, organizam seus comentários no Blog da turma que posso perceber , claramente, em que estágio de escrita estão, quais suas hipóteses e que necessidades apresentam.
Quando uma das alunas que não consegue digitar é auxiliada por vários colegas que a estimulam, solicitam sua opinião, perguntam o que ela deseja que escrevam para ela e por ela tenho a certeza de que as diferenças são suavizadas e respeitadas.
Sensibilizo-me ao testemunhar a professora da turma, alegremente, realizar as pequenas mesmas descobertas que eu fiz no início do curso: baixar imagens, editar fotos, criar arquivos, entrar em blogs e comentar....
Ne escola em que estagio, os avanços realizados à tecnologia começam desde uma porta de Laboratório que começa a ser aberta mais vezes e com menos resistência, na curiosidade da equipe diretiva em saber "o que ela vai fazer ali...", no desejo de outros professores conhecerem o blog da turma e nele escreverem.
Revivo , a cada dia, o que tanto discutimos em fóruns e trabalhos diversos: a Educação é uma conquista. Necessitamos conquistar espaço e respeito. E isso se dá atraves de nosso trabalho, nossas crenças, nosso estudo, nosso prazer e nossa vontade.
Pequenas conquistas antecedem boas vitórias. No início do estágio, a formação das classes em sala de aula era a tradicional: um atrás do outro. Hoje, trabalhar em grupo é rotina. É , a partir do grupo que o trabalho se torna cooperativo, que as dúvidas são exploradas e teorias são questionadas.
A questão do grupo e de sua formação é peça-chave , a meu ver. Relembro de trabalhos em grupo, realizados no curso, e das dificuldades encontradas, por vezes, no sentido de compreender o funcionamento do mesmo. No meu caso, foi de fundamental significado ter trabalhado com um pouco da teoria, ter compreendido um pouco sobre os papéis que cada um exerce ou pode exercer. E concluo que, do tipo de Escola de onde vim, o trabalho cooperativo não era tão enfocado. Hoje, meus alunos tem mais possibilidades do que muitas de nós, professoras.

Uma das coisas que me fez muito refletir, nessas semanas, foi o fato de ter trazido, através de meu estágio, novas vontades e necessidades não só nos alunos mas, também em sua professora. Ao observar seus progressos, pensava de que forma teriam um acompanhamento em relação ao Blog,postagens e todas as outras possibilidades que começavam a se apresentar... Nove semanas, para o grupo de alunos e professora parecia ser pouco tempo. Bem...talvez tenhamos encontrado um outro caminho: Após conversar com a professora e esta, com a diretora, ficou combinado que retornarei por mais algum tempo à escola: desta vez como voluntária. Certamente, por prazer, necessidade e vontade.

sábado, 17 de abril de 2010

Em repouso com Roy Orbison


Na verdade, acredito ter sido com Don Mclean. Mas não posso negar o crédito ao real compositor.
Da biografia de Roy, chama minha atenção o fato de ter sido um geólogo, trabalhando, por algum tempo, em campos petrolíferos. E , durante a noite, cantava...
Pois é dele a melodia que ouvi no carro de minha colega que, insistentemente, sugeria que eu fechasse os olhos para descansar, antes de chegar.

Todas as tardes, quando encerramos nossas atividades na escola, esta colega, pacientemente, modifica seu trajeto e me leva em seu carro até a escola em que estou "realizando estágio". Tenho meia hora para deslocar-me do Jardim Itú Sabará até a outra escola. Com sua ajuda, consigo chegar poucos minutos antes do início da aula.

Fora uma tarde "pesada" em alguns aspectos: enquanto corria com fantoches de lobo atrás de alunos na biblioteca, que tentavam se esconder nas "árvores", um de meus ex- alunos , entrava na sala com uma postura indicando surto. A situação foi controlada com tranquilidade mas não sem o receio que sempre nos acompanha em situações como esta. Mas, retomadas e encerradas as brincadeiras dramatizadas, recebi uma turma e mais outra. Com a última turma fizemos uma "caça aos livros", pela escola... (atividade que chamo de "desafio de pistas")
No carro, minha colega insistia: Fecha os olhos, relaxa enquanto não chega... a tarde foi cansativa pra todas nós... ouve a música."
Não consigo, só consigo ouvir a música...
Tá, então ouve a música de olho aberto e sem relaxar. Mas fica quieta!
Sorri e ouvi a música...





Engraçado como, em certos momentos, independente da idade que temos, das experiências que vivemos, só precisamos de um colo ,uma palavra , ou aceno para nos tornarmos mais fortes.
E, enquanto não recebemos esse "colo", essa palavra ou aceno,enquanto não nos sentimos aconchegados, protegidos e, principalmente, compreendidos, não ficamos bem.
Algumas vezes, encontramos essa compreensão no sorriso e afago de um amigo, no silêncio e respeito do marido, na casa de nossa mãe... E aí, fica fácil, teoricamente.

Outras vezes, o lugar onde você , certamente, encontraria a palavra e o gesto que consideraria certos e essenciais já não existe.
Então, você busca o auxílio da memória ...

Nos minutos que antecediam minha chegada à outra escola, ouvindo a música, de olhos bem abertos , relembrei um passeio ao Zoológico com minha mãe. Como quase toda criança naquela época, eu não percebia o sentido da palavra cativeiro e, por isso, só via o belo nos contornos e movimentos dos animais.
Comentei, ao avistar o tigre dormindo, que gostaria de fazer carinho no bicho pois o achara lindo.
Rapidamente, segurando minha mão, ela respondeu que eu nunca poderia fazer isso, nem com aquele ou outros animais. Retruquei "mas ele tá dormindo, mãe...".
"Ele está descansando, Doca. E se acordar, pode machucar quem está perto. Parece manso, mas não é..."
A criança que eu era ficou muito impressionada.

Muitos anos mais tarde, passada minha adolescência, minha mãe, em uma de suas raras lembranças, trazia de volta, aquele momento. E acrescentava que o tigre dormia porque não lhe restava outra coisa: sua rotina dependia das pessoas que o prendiam ali. Mas que ninguém duvidava de sua ferocidade, quando desperto.
"Filha, quando se sentir presa, fecha os olhos e pensa, pensa muito, até dormir. Quando acordar vai se sentir mais forte..."
Interessante... ela fechou os olhos e ficou pensando muito tempo, antes de partir. Talvez viajasse pra outros lugares em busca do melhor, onde, finalmente desembarcaria. Quando encontrou, se foi e chegou lá bem forte...

Mas, minha vida é aqui e agora. Uma vida em que pouco durmo, muito trabalho e, por vezes, descanso. Opção minha, como outras a que tenho direito.


Os alunos da EJA já estavam na entrada da escola. Ao cumprimentá-los falei que iríamos fazer um passeio diferente. Já na sala, nos organizamos para caminharmos pelas ruas do bairro e observarmos comércio local, pessoas, prédios, paradas de ônibus...
Como já é de costume, minha máquina fotográfica foi circulando entre vários deles, que tiravam fotos de si, dos colegas e das ruas. Saímos às 18h20, ainda dia, e voltamos depois das 19h acompanhados pela noite.
No retorno, relembramos em conjunto, tudo o que vimos, conversamos sobre os 78 anos que a escola estará realizando no dia 19 e realizamos um desenho sobre o passeio destacando o que mais fora significativo.
Próxima semana tentarei disponibilizar o Google Earth nos computadores e levar a turma para realizar um passeio virtual sobre a escola e as ruas próximas. De qualquer forma, as imagens impressas serão entregues e trabalhadas com o grupo.




Crédito das fotos: Alunos EJA II

Sinto um enorme descompasso entre a forma como o curso de Pedagogia EAD foi conduzido, nestes quatro anos e a forma como o estágio curricular se apresenta. Percebo até a incoerência em relação a um curso voltado para tecnologias inovadoras e um grupo responsável pelo estágio, não tão apropriado dessas tecnologias. Pla -ne - ja- men-to. Que antecede, que reflete e pensa sobre o que pode e poderá acontecer. Há pessoas, como eu, em estágio, sem um documento que me habilite para realizar o mesmo? Pla-ne-ja-men-to! An-te-ci-pa-do. Organização e agilidade.
E, quando falo e escrevo isso, não me dirijo aos supervisores de estágio que, certamente, procurarão fazer o melhor dentro de suas possibilidades. Também não me refiro às incansáveis professoras Coordenadoras de nosso Pólo, seguramente, grandes responsáveis pelo que a palavra "inovador" representou e representa em nosso curso. Assim como nós e o tigre, estão trabalhando dentro do que se apresenta.

Nesta semana, conversei com a responsável pelos fonos , da SEC, que me relatou e esclareceu sobre como alguns encaminhamentos foram e estão sendo realizados pela universidade e pela própria SEC.
Pois é chegada a minha hora de fechar os olhos e , pacientemente, ressonar...

Enquanto isso, ofereço o meu melhor ,no lugar onde estou e para aqueles que me cercam.