sábado, 30 de dezembro de 2006
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
ECS 10 - FINAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
PÓLO DE ALVORADA
PROFESSORA VERA CORAZZA
A oportunidade de refletirmos sobre nosso cotidiano e sobre nossa prática, através dos pensamentos de Paulo Freire é essencial. Através de sua leitura percebemos como é complexa nossa tarefa.
Dentro do contexto em que vivemos, observando as desigualdades existentes, acompanhando a trajetória de políticos, por nós eleitos, surge a necessidade de, cada vez mais, trabalharmos de forma que nossos alunos consigam refletir, agir com criticidade e autonomia.
Paulo Freire salienta que teoria e prática devem ser coerentes uma com a outra e que o professor é referência e influência, para seus alunos. O processo educativo, muitas vezes, através de quem o conduz, torna-se um instrumento de dominação-submissão. Suas características mais visíveis são um controle rígido e autoritário e o descaso para com o diálogo entre todos os personagens deste processo.
Tenho a certeza que educar é um grande desafio. Na área em que atuo percebo a necessidade de diálogo e formação de maiores vínculos, principalmente, com as famílias.
Há algumas décadas, não enxergávamos pelas ruas pessoas cadeirantes, portadoras de deficiências, pessoas especiais com transtornos diferenciados. Portadores de Síndrome de Down eram os mais visíveis. Mas onde estavam os outros? Não existiam?
As outras pessoas especiais estavam em casa. Muitas, escondidas, muitas, abandonadas em instituições. Como circular por uma cidade despreparada para os cadeirantes, por exemplo? Como atravessar uma rua? Como entrar em um ônibus?
Há um ditado que diz que “quem não é visto, não é lembrado”. Infelizmente, se não lembrado, para alguns, deixa de existir.
Atualmente, as políticas públicas procuram através de leis e projetos contemplar as necessidades das pessoas especiais. Há um longo caminho a ser trilhado, mas algumas conquistas podem ser registradas.
Uma das primeiras coisas que fazemos é saber da história pessoal e clínica de nossos alunos e de seus familiares. Trabalhar com alunos que trazem comportamentos muito diferenciados e, por vezes, inesperados é uma grande escola para mim. Sinto a necessidade de romper os muros de nosso espaço educacional. Embora, em meu caso, a escola seja um ambiente maravilhoso, com espaço físico privilegiado, com salas de oficinas, computadores, diversos equipamentos no pátio e em salas percebo que precisamos sair. Pegar um ônibus, visitar museus, ir a shoppings, praças, visitar outras escolas, outras pessoas. E isso tenho feito com os meus alunos e com seus familiares.
Pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento também precisam ser vistas, lembradas, pois existem, deixam sua marca na vida e têm a capacidade de tornar mais sensíveis, mais críticas e ,espero, muito mais amorosas, quem com elas, interaje.
Procuro fazer a minha parte e contribuir para que deixem a sua marca . Não é fácil e reconheço que muito tenho ainda que aprender e crescer como pessoa e profissional. Ah...mas estou no caminho!
Para finalizar (pelo menos esta tarefa) saliento que as leituras oportunizadas nesta atividade foram excelentes. Como já disse anteriormente, o que não gostei, neste caso, foi a proposta de trabalhar com a wikistórias. Achei confuso, exigiu muito mais tempo do que se pensava e frustrante na medida em que produções foram deletadas e precisávamos recorrer a auxílio, várias vezes, para realizar atividades diversas. Talvez uma atividade que não oferecesse uma multiplicidade de propostas, como essa, fosse mais apreciada e melhor realizada.
Entretanto, gostei muito de conversar na sala sobre EducaçãoEspecial.
Analisando mais um pouco, percebo que o conteúdo (as leituras ofertadas e as reflexões sobre) foi de extrema importância, para mim. Agora, sinto a necessidade de ler mais sobre alguns autores como Marx e Engels
Bem... É Natal, os sinos tocam e os anjos dizem “continue, continue, continue...” Amém.
sábado, 23 de dezembro de 2006
domingo, 17 de dezembro de 2006
ECS 11- Sobre textos e sítios
O texto se refere a caminhada da Educação , no Brasil. salienta mudanças ocorridas a partir da Década de 30, até a atualidade. Traz referências das três redes de ensino , no Brasil, salientando características que contribuem para a desigualdade. Certamente, há diferenças entre as redes privada, municipal e estadual de ensino. diferenças que passam pela questão salarial, formação de docentes e características de cada região. Entretanto,por mais que possamos verificar as tentativas de governos e sociedade no sentido de promover uma Educação de melhor qualidade, ainda é pouco. E falando em desigualdades, como acreditar em melhorias conduzidas por nossos políticos e governantes ao, por exemplo, lermos pelos jornais as notícias sobre o aumento de seus próprios salários?
Sobre OS SÍTIOS
Na visita aos sítios pude acompanhar alguns projetos que acontecem nos âmbitos federal, municipal e estadual. Saliento o PROINESP, um projeto de Informática na Educação Especial. No site oficial de Porto Alegre (http://www.portoalegre.rs.gov.br) na parte das secretarias encontrei notícia sobre a Formatura de nossos alunos especiais.
"Alunos com necessidades especiais participam de formatura
Proporcionar que jovens com necessidades especiais realizem experiências em secretarias do Município, trabalhando e se integrando à sociedade. Com esse objetivo, o Programa de Trabalho Educativo (PET) realizou hoje à tarde a formatura de oito adolescentes, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Smed).
Os alunos das escolas especiais Lígia Averbuck, Tristão Sucupira Viana, Paulo Freire, Eliseu Paglioli e Lucena Borges realizaram estágio durante dois anos nas secretarias municipais do Meio Ambiente (Smam), Esportes, Recreação e Lazer (SME), Produção, Indústria e Comércio (Smic) e na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além da Câmara Municipal, todos parceiros no projeto. A idéia é promover a educação pelo trabalho, despertando nos jovens suas verdadeiras aptidões e possibilitando crescimento pessoal e profissional, integração social e resgate da cidadania.
Ao som do grupo Rebeldes, familiares, professores e colegas prestigiaram a conquista dos oito formandos. "A iniciativa existe desde 2000, sendo que o número de vagas foi ampliado pela atual gestão, pois o programa é de extrema importância, indo além da inclusão educacional: os jovens são incluídos na vida", comemora a coordenadora do Território de Educação Especial da Smed, Viviane Loss. A cada ano, os professores indicam 25 alunos para participar do PET."
No site do governo do Estado o que saliento é o programa Escola Aberta, o qual pude, durante algum tempo acompanhar mais de perto, em uma escola estadual da Restinga.
Há vários projetos e muito boas intenções. Muito se consegue e , infelizmente, mais ainda, se perde.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Postei.(Wikistória)

Página do Ser professor/Ser professora.
Chegou cansado no apartamento solitário. Tirou os sapatos já na entrada e caminhou até o quarto. Observou a tela do computador e , ao perceber que mais uma mensagem chegara, sorriu torto. Lembrou da aluna que cruzava os braços e dizia "que bobagem, professor... que bobagem...." Pois é. Que grande bobagem certamente estaria sendo enviada, desta vez... Deslizou até a sala e ligou o aparelho de som em sua música predileta, no momento: A trilha do filme Ray. A tarde de pagodes, axé e funk terminara, mais uma vez. Telefonou para a amiga e combinou novo encontro. Desta vez levaria "pai e filha": Pedagogia Do Oprimido , de Paulo e A paixão de conhecer o mundo, de Madalena. A campainha toca e, vagarosamente, pesadamente vai abrir a porta: nada inesperado. Sua colega, professora da mesma escola, chegara trazendo novas perturbações.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
domingo, 10 de dezembro de 2006
Link ECS9
ECS 10 ou PAULO, de FREIRE e de JOÃO
A proposta inicial é de comentar a minha participação, até o momento, na atividade de ECS 10. Pouco antes de "entrar em meu blog", a idéia era de iniciar a atividade com algumas falas significativas "de e sobre" Paulo Freire e que estão entrelaçadas com o momento em que vivo. Mas ao ler os comentários de várias colegas naquele espaço chamado wikistórias, não pude resistir ao que a querida colega Adriana Fraga escreveu. Portanto, é a partir do que Adriana escreve que eu inicio esta atividade.
"É hora de olharmos com novos olhos para nossos alunos, percebendo que eles têm limitações como as nossas, têm anseios, dúvidas, angústias, medos, assim como todo ser humano, querendo ser ouvido e amado."
Adriana Fraga
Sou professora. E sou aluna. Os verbos acompanhar, planejar, refletir, avaliar, questionar, estudar, provocar fazem parte de meu cotidiano. Tenho dúvidas, medos e certezas.
Falar sobre Paulo Freire é falar de coisas que acredito, é relembrar de muitos momentos em minha história... ida para a SMED-POA, Escola Cidadã, Seminários Nacionais , Internacionais e Regionais que organizamos-participamos, do trabalho com as escolas da rede, das creches comunitárias e das formações que realizávamos, das caminhadas pelas diferentes comunidades e das conversas com as pessoas...Ilha da Pintada, Rubem Berta, Vila Areia, Vila Tecnológica, Vilas Asa Branca, Minuano, Elizabeth, Nova Brasília... Lugares que talvez eu jamais conhecesse se, não tivesse a feliz oportunidade de, durante dez anos, trabalhar na assessoria pedagógica da SMED, numa gestão de participação popular, com educadores oriundos de locais diversos trazendo a riqueza da diversidade. Aprendi tanto... E reconheço que... ainda tenho, tanto, a aprender...

Ah! A Atividade solicitada... Tentei entrar na página do wikistórias e fazer a minha apresentação pessoal. Escrevi algo breve, pois tinha mais interesse em ler as postagens já colocadas. Escrevi, mas não conseguia editar. Fiquei mais de uma hora tentando fazê-lo . Ao mesmo tempo, refletia sobre a necessidade de fazer de algo tão prazeroso como falar sobre Paulo Freire uma intrincada tarefa de mexer em comandos, traduzir, acompanhar angustiada o movimento dos ponteiros do relógio. Naquele momento, frustrada eu me perguntava se já não fiz, muitas vezes, isso com meus alunos: tão fascinada estava pela "maravilhosa atividade" que eu organizara que esquecera de como ela poderia ser recebida pelos diferentes alunos que possuia. Mas ao ler comentários de colegas que, facilmente, haviam realizado a proposta e expressavam sua alegria, resolvi persistir. Entretanto, a vontade não foi mais persistente que a capacidade. Duas horas depois, estava solicitando ajuda a mais uma querida e solícita colega. Mas acontecera o que eu imaginava; como diria um aluno "já tinha perdido o..." Deixei a atividade para depois.
Criatividade’ é sinônimo de ‘pensamento livre’, isto é, de capacidade de romper cotidianamente os esquemas da experiência. É ‘criativa’ uma mente que trabalha, que sempre faz perguntas, que descobre problemas onde os outros encontram respostas satisfatórias (na comodidade das situações onde se deve farejar o perigo), que é capaz de juízos autônomos e independentes (do pai, do professor e da sociedade), (...) que remanuseia objetos e conceitos sem se deixar inibir pelo conformismo (RODARI, 1982)
Quando Li o que Rodari escreveu, imediatamente lembrei de algo que, ainda hoje, me faz muita falta. E é aí, que "entra" o PAULO, não de Freire... mas de João. Na verdade, João Paulo II. Esclarecendo, melhor ainda, Creche Comunitária João Paulo II. Em outra postagem, em meu blog, já havia feito referência, a ela. Foi a primeira creche a ser visitada por mim, ao começar a trabalhar na assessoria. E a última a receber minha despedida, uma década depois....
Tudo aquilo que eu, enquanto educadora, acreditava, pude acompanhar, na prática, nesta creche. E o mais importante, participei ativamente desta caminhada e construção. Fiz parte, orgulhosamente, de todas as reuniões de formação,das reuniões de pais, de todas as conquistas, os acertos e equívocos, acompanhei a caminhada das educadoras e contribuí na construção de seus saberes.
Participei, junto com educadoras, dirigentes da creche e comunidade, da construção da "PPI da João Paulo": a Proposta político-pedagógica da nossa creche. Nossa! Nossa PPI. Tudo o que desejávamos, acreditávamos e o que íamos fazer.
Em troca, aprendi muito, com elas, sobre Educação Popular e o que Paulo Freire dizia:"amorosidade"...
Quando cheguei na creche, nos primeiros meses, observei a resistência de algumas educadoras que pensavam coisas como "ela vem nos criticar", "vem ensinar o que não sabemos", "ela vai ver nossos erros de Português, dizer que a gente não sabe, escrever..."
Refleti muito sobre a maneira de quebrar a resistência; esclarecendo que aquelas idéias eram muito diferentes de meus propósitos. Eu queria descobrir o que elas sabiam e como sabiam. A partir daí, em conjunto, verificar o que precisava ser mudado, repensado... ou não. Erros de Português escritos em um caderno não me preocupavam. O importante e bonito (Paulo Freire falaria da boniteza...rs) era que HAVIA algo escrito! E isso queria dizer que alguém, minimamente que fosse, planejara alguma coisa, refletira, relatara... Comecei a criar vínculos, com aquele grupo. Eu PRECISAVA de uma coisa: CONFIANÇA.
(Mas, olha só que paradoxo... agora, olho os ponteiros do relógio e penso que eles podiam realizar sua dança de forma mais lenta, tranquila...dando passagem ao meu relato, minhas lembranças... Estou em um lugar aconchegante, fazendo algo que gosto, reletindo, relembrando...sem uma pitadinha de irritação. O tempo passa ligeiro, aqui...)

As educadoras precisavam e queriam saber também da minha história, quem eu era, do que gostava, o que pensava. Nada mais justo.
Mas, voltando ao "escrito" de Rodari, preciso "selecionar" uma parte da história, "copiar, colar" e contar... Diz respeito a um orgulho e a um erro cometido.
Depois de alguns anos acompanhando o trabalho desta creche, surpreendi-me ao ouvir o relato da diretora da instituição: algumas famílias de crianças que haviam terminado o Jardim B e sido matriculadas em escolas regulares da região, traziam notícias inquietantes. As falas eram mais ou menos assim:
"O fulaninho não está nada bem na escola, a professora da minha filha reclama quase todo dia dela, eles não têm bom comportamento, ele já foi até pra direção, fui chamada pela professora, ele não pára, mas o que é que ela aprendeu na creche??"
Bem, meus cabelos e os de Lurdes, diretora e cooordenadora da creche, devem ter-se arrepiado todinhos. Começamos a pensar e questionar: mas o que está acontecendo? Como essas crianças que durante todo o período que aqui estiveram apresentaram, em sua maioria, conquistas , poderiam ter mudado tanto? Mal-educadas? Precisando ser "levadas" à direção? O que fizéramos de errado? Como encaminhávamos crianças que haviam em seus relatórios de desenvolvimento apresentado tantos progressos e que se mostravam, agora, "diferentes" do que a creche enxergava? Mais do que isso, enquanto conversava com Lurdes eu me perguntava "O que eu fiz? Ou, não fiz?"
Mas, depois de algum tempo, percebemos que deveríamos sair à campo, atrás das respostas; Quem falou o quê? De quem? As crianças faziam o quê? O que era considerado falta de educação? Em que situação, foi levado o fulaninho até a direção? O que eles aprendem? Qual, de forma bem clara e objetiva, eram as dificuldades destas crianças? Não estavam se alfabetizando? Em que áreas demonstravam deficiências? Para isso, conversamos com familiares e fomos buscar respostas nas escolas, com equipes diretivas e professores. Eu, particularmente, tive a facilidade de conversar com os colegas que assessoravam estas equipes. Juntando todas as informações começamos a enxergar... E aí, entra o nosso orgulho, meu erro e minha tristeza.
Basicamente a fala dos professores era a mesma: as crianças não páram, estão sempre querendo mais coisas, "se metem na aula"(da professora), "querem ensinar como a gente ensina, vê se pode???", uns "fedelhos", dando idéias... Alguns diziam: "lá na João Paulo" a gente fazia assim....
Em resumo: com poucas exceções, as crianças "que vinham da João Paulo" eram desafiadoras, questionadoras, barulhentas e criativas. E, como uma das mães salientou e um dos professores concordou: "estranhamente" eram as mais solidárias, as que partilhavam merendas, pertences, que brincavam no recreio com qualquer outra criança, gostavam de histórias, teatro e sabiam contar e fazer... "estranhamente"...
As educadoras, Lurdes e eu estávamos orgulhosas. As crianças continuavam vivenciando valores muito salientados na creche, estavam se alfabetizando facilmente e continuavam fazendo o que leváramos anos trabalhando: opinando sem receio, com ousadia... Ficamos contentes e, neste dia, encerrei a visita na creche, com um sorriso. Mas Lurdes e eu, sabíamos que, novamente, íriamos "nos fechar na salinha" e conversar.
Na tardinha deste dia, ao chegar em casa, chorei muito. De tristeza, de felicidade e de constatação. Imaginava as crianças , aquelas nossas crianças, sendo chamadas de metidas, mal-educadas, sendo "perseguidas" por terem a ousadia de questionarem seus mestres. Inquestionáveis, estes mestres seriam? Eu sabia que, não.
Tristeza pelo que estavam vivendo, alegria por estarem "resistindo". Mas, a constatação veio logo: Eu errara ao pensar pequeno. Considerava, há muito tempo, aquele espaço como um oásis, uma ilha. Mesmo acompanhando o relato de colegas que assessoravam as escolas regulares daquela comunidade, jamais pensei que um dia, "as crianças da João Paulo" sairiam do "oásis". Eu deveria estar há muito tempo, preocupada, com isso, e participando mais ativamente de outros fóruns da região. Eu precisava, principalmente, interagir muito mais com quem estava no cotidiano das escolas.
Olho para trás e revejo quantas pessoas interessantes iluminaram meu caminho. Quantas professoras estavam sedentas em questionar seu próprio grupo. E o faziam, lindamente. Agora, saliento(como se fosse em negrito) o orgulho que sentimos ao constatar que estávamos no caminho certo. Ok, com tropeços, dúvidas, lentidão... mas percebíamos, mesmo assim, os resultados.
E foi aí, que começamos a intensificar, cada vez mais, as formações com as famílias.
Pensando bem, poderia escrever horas e horas sobre o que vivi na assessoria e ,especialmente, na João Paulo II: a maneira como realizavam as festas, as combinações feitas com as crianças sobre as brigas no pátio, as atividades de pesquisa a partir da escolha do nome de cada turma, as reuniões de pais (e os preparativos para as mesmas), a pesquisa sócio-antropológica, a formação das educadoras, o trabalho com as coordenadoras, as conversas em seminários e encontros com Tânia Fortuna, Jane Felipe, Maria Carmem Barbosa (a Lika,que tanto acompanhou a equipe de Educação Infantil da SMED), Brandão, Maria da Graça Horn, Gandin e claro, o outro e querido PAULO. Paulo Freire.
Voltando a atividade.... Fiquei algumas horas frente ao computador, relembrando ... Nesse meio tempo, também voltei à página da wikistórias e li, mais algumas coisas. Gostei de ler os comentários de Beatriz Lopes. Ao clicar sobre Bia Guterres, na página da apresentação, a minha surpresa: o que eu escrevera não estava mais lá. Como diz uma colega " relaxar, relaxar..."
Abri e-mail da professora Su Gutierrez que dá dicas sobre este espaço: em algum momento, de hoje, vou voltar e tentar fazer a tarefa da forma desejada pelas professoras.
Mas se quero continuar sendo coerente com meu jeito de ser e "enfrentar" o mundo, realmente, não posso me intimidar. Devo ser sincera ao afirmar que não gostei desta atividade, na realidade, da forma com que foi proposta. Mas, lembrando de algumas crianças, devo dizer que embora não goste vou procurar fazer da melhor forma "do meu possível".
"A realidade não pode ser modificada senão quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer".
Paulo Freire
Reflexões, reflexões, reflexões... Acordei as seis da manhã e sentei frente ao computador com o propósito de "desvencilhar-me" da ECS10. São 4 horas da tarde. Não posso, por mais que me aconselhem do contrário, deixar de partilhar outra reflexão . Acredito que a maior parte das pessoas que opta por um curso à distância tem algumas características em comum. Uma delas pode ser a dificuldade em gerenciar o tempo de forma presencial. Penso: fiquei horas realizando parte desta tarefa. Tudo bem. Minha opção. Agora, na grande parte dos momentos, ser obrigada a fazer tarefas em grupo, não me parece sensato. Com a humildade necessária para ser lida e compreendida sugiro que se repense a FORMA como algumas atividades são determinadas. Poder optar também é bonito, saudável e, principalmente, democrático.
"Eu tenho a necessidade de compreender um diferente de mim, se eu quiser crescer. Portanto, a minha radicalidade fenece no agora, Gadotti, momento em que eu me nego a compreender o diferente de mim. Segundo, quando eu compreendo o diferente descubro que há um diferente diferente, que há um diferente que é antagônico. Ou seja, ele é tão diferente de mim que não dá para dialogar comigo em termos profundos. Mas ao descobrir a possibilidade da existência do antagônico, que é o diferente mais radical, eu descubro também que até com o antagônico eu aprendo. E que, portanto, não posso me fechar sectariamente. No fundo, a minha briga não é contra contra os outros; é contra mim mesmo, no sentido de não me permitir cair na sectarização. E a sectarização é a negação do outro, é a negação do contrário, é a negação do diferente, é a negação do mundo, é a negação da vida. Quer dizer, ninguém pode continuar vivo se sectariza. Veja como o stalinismo era a antivida, como o nazismo é antivida. E a democracia só se autentica quando é vida. E esta só é vida quando é móvel, quando tem medo. É preciso se abrir ao máximo, às emoções, ao riso, aos desejos..."
Paulo Freire
(Nova Escola On-line)
À noite, novamente, entrarei na página da wikistória... estou tentando.
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
ECS 9 LETRA C
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura e SociedadeECS 9-
Professora Vera Corazza
Introdução
Referências Bibliográficas:MARX & ENGELS. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.
sábado, 2 de dezembro de 2006
domingo, 26 de novembro de 2006
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
terça-feira, 14 de novembro de 2006
SÓGUTERRES

Semana cansativa e produtiva. Leituras interessantes propostas pela disciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo.
Aos poucos, noto melhor domínio sobre algumas ferramentas. Acredito que o tempo de duas semanas é ideal para:
Realizar leituras, refletir sobre as mesmas relacionando-as com nossa prática;
Participar nos fóruns;
Ler e comentar blogs de colegas deste e de outros pólos (naturalmente...);
Procurar, se necessário, participantes de grupos determinados e organizar-se com os mesmos;
Rever a caminhada e retomar atividades que necessitam de reformulação;
Ler os diversos tutoriais oferecidos;
Postar no blog, no pbwiki, escrever nos Diários de Bordo, trabalhar no webfólio;
Escrever, ler e responder e-mails
Optei, por dedicar um tempo maior ao blog SÓGUTERRES. Portanto, também visitem meu outro endereço http://mbgbiagut.blogspot.com
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Seu klein, Picasso e Jonas
Ele tem 9 anos aprisionados em um corpo adolescente. O gigantismo acelera seu crescimento e os transtornos mentais dificultam todo o seu desenvolvimento. Mora em um abrigo pois, seus pais são desconhecidos. Foi abandonado com poucos dias de vida.
Numa casa em que as crianças têm até seis anos e mal ultrapassam as maçanetas das portas, ele pode ser considerado "um pato no meio dos gansos". Ou, o contrário. Fato é, que acompanha o vem-e-vai de crianças que chegam, criam vínculos com ele e depois se vão, adotadas. Mas Jonas, sempre fica.
Hoje pela manhã, depois do recreio, pegou colchonete e almofada e foi descansar. Todos fazem isso, mas de diferentes formas: olhando uma revista, ouvindo uma música , fechando os olhos... Eu estava sentada em um dos colchonetes, fazendo uma trança nos cabelos de uma das meninas quando, já deitado, com sua fala atrapalhada, ele disse "Bia, tô com muita febre".
Essa frase, sem um pingo de veracidade, é a "deixa" para que eu saiba que ele precisa de mais atenção, de carinho, de colo.Terminei a trança e fui até o colchonete febril. Coloquei sua cabeçona em meu colo, acariciei sua testa e diagnostiquei : "sem febre...mas com vontade de carinho, né?" Foi então, que ele virou a cabeça, sorriu, "pendurou" seus olhos nos meus e, lutando contra a dificuldade verbal, me disse uma coisa...
Pois, naquela época em que eu era bem menor, dizem que ao ouvir pela primeira vez o nome Picasso fiquei repetindo baixinho como se fosse uma cantiga: "Picasso, Picasso, Picasso..." Muito mais tarde, associei o nome à imagem, às telas...Mas a musicalidade da palavra me acompanhou até a maioridade. Quando esperava um elevador, cansada, ficava repetindo "Picasso, Picasso, Picasso..."; quando, distraída, aguardava a minha vez, na fila, repetia "Picasso, Picasso, Picasso"...
Estranho, mas inquestionável...
Nada mais natural, portanto, que MEU primeiro cachorro fosse batizado com este nome.
Eu o ganhei , passada a minha adolescência. Picasso me conquistou com sua fidelidade, com seu mau-humor para com qualquer outra pessoa, sua cumplicidade em brincadeiras, em momentos alegres e solitários, também. Sempre me ofereceu seu focinho, quando percebia-me carente e seu vigor e ferocidade ao impedir, por exemplo, que fosse abordada por um ingênuo assaltante. Troquei a cantilena infantil por uma personificação de quatro patas. Picasso! Picasso! Picasso! E, lá vinha ele, correndo e "sorrindo dentes" afiados.
Meu companheiro suportou, heroicamente, a chegada de um "irmão" canino. Sabíamos , nós dois que, por mais que o filhote de orelhas grandes fosse lindo e sedutoramente atrapalhado, sempre seria o segundo em meu amor.
Desesseis anos passaram rápido e pesaram muito no corpo de meu amigo. Acompanhei sua infância, seu vigor adolescente, sua serenidade adulta e , infelizmente, sua velhice. Já cego, com dificuldade para caminhar, para deglutir, para evacuar, com dores pelo corpo, foi levado por meu companheiro e por mim até a veterinária. Relutante, carregando-o em meu colo cheguei na sala e coloquei-o sobre a maca. Eu sentia uma espécie de "bola", subindo e descendo pela minha garganta. Lutava. E sabia, estar perdendo. Aproximei meu rosto de sua cara e disse-lhe baixinho "vai passar, Picasso". Foi então que,vagarosamente, virou seus olhos opacos em minha direção e lambeu meu rosto. Parecia estar dizendo "tudo, bem... eu confio em você... faça a dor nas patas passar, minha visão voltar, meu faro, minha velocidade. Faça!"
A veterinária, sua conhecida desde o tempo de filhote, já se aproximara com a seringa na mão. Ele deitou a cabeça na maca e esperou. Rapidamente, eu disse adeus, afaguei-o e saí da sala. Fui embora, deixando que a "bola" saltasse de minha boca e de meus olhos em forma de soluços e choro . Meu marido me seguiu, preocupado comigo, mas sei que teria preferido acompanhar a despedida de Picasso até o fim. Eu não pude. Simplesmente, não pude.
Naquela e nas próximas noites a cantilena voltara: "Picasso, Picasso, Picasso". Fechei os olhos e adormeci minha culpa, durante anos.
Agora, falta contar sobre Seu Klein e qual a relação entre ele, Picasso e Jonas. Mas isso fica pra depois, porque eu sinto que uma "bola" se agiganta , em minha garganta...
terça-feira, 31 de outubro de 2006
ECS 7, semana 5 - MARX e ENGELS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA - ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: Escola, Cultura e Sociedade
PROFESSORA: Vera Corazza
ATIVIDADE: 7 , semana 5
ALUNA: Maria Beatriz Santos Guterres
Karl Marx (1818-1883). Filósofo alemão. Criador, junto com Friedrich Engels, do socialismo cientifico (comunismo moderno), teoria que demonstra uma clara influência da obra do filósofo Friedrich Hegel. Foi em seu refúgio em Londres que Marx elaborou a base doutrinária da teoria comunista, apresentada em três volumes e denominada Das Kapital (1867-1894; O Capital), uma análise histórica e detalhada da economia e do sistema capitalista. Nessa obra, Marx demonstra como a classe trabalhadora é explorada e explica a apropriação do valor excedente (mais-valia) pelos que detém os meios de produção. A experiência revolucionária da Comuna de Paris também foi estudada por Karl Marx. Em 1864, Marx participou da criação, em Londres, da Primeira Internacional. Somente depois de sua morte é que seu pensamento começou a prosperar dentro do movimento operário. Essa concepção passou a ser denominada marxismo ou socialismo cientifico. Suas doutrinas foram retomadas por Lênin, no século XX, e passaram a ser o núcleo da teoria e a práxis do bolchevismo e da Terceira Internacional.
Friedrich Engels (1820-1895). Economista político e revolucionário alemão. Engels fundou com Karl Marx o socialismo científico, conhecido como comunismo. Em Paris, em 1844, Engels visitou Marx, quando decidiram trabalhar em conjunto. Essa parceria prolongou-se até a morte de Marx, em 1883, e teve dois sentidos: por um lado, realizaram a exposição sistemática dos princípios do comunismo, mais tarde conhecido como marxismo; por outro, organizaram um movimento comunista internacional. Engels mudou-se para Londres em 1870, onde exerceu considerável influência na formulação dos programas e políticas da Primeira Internacional Comunista e da Segunda. Na Inglaterra, publicou o segundo e o terceiro volume da obra de Marx, O Capital. Escreveu ainda: A Situação da Classe Operária na Inglaterra (1844), Anti-Dühring (1878) e A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884).
http://www.sds.org.br/hist/ideologia.htm
domingo, 29 de outubro de 2006
Quase hora de dormir...
O dia foi produtivo. Votei, passei na urgência ortopédica, refiz alguns temas da Escola, Projeto Pedagógico e Currículo. Dei uma olhada no Diário de Bordo desta disciplina e não vi nenhum comentário do dia 02 a 12/10. Batizei este período de Período da Invisibilidade. Descobri que devo a atividade 4. (argh!)Mais tarde, ao lembrar da imagem e do número de blogs existentes...( deletei este momento ) Pelo Skype, conversei com a Lu B., kátia e Luciene.
Descobri como colocar curtas no blog. Gostei. Passei distante de Tecnologias e pbwiki. Hoje, pretendo dormir quando o sono convidar.
ECS - Semana 5 - Atividade 6
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
ECS 5 - SEMANA 4 (BLOG DE COLEGAS)

" Concordo sobre a necessidade de dominações para que a sociedade funcione tranqüilamente, mas questiono a maneira com que são feitas essas dominações atualmente."
Irisinha http://irisinhaacosta.blogspot.com
Consegui um turno, pela manhã, para tentar colocar em dia as atividades desta disciplina. Visitei blogs de quatro colegas. (na verdade , cinco, contando com o blog da colega de São Leopoldo, Irisinha.)
Procurei visitar outros pólos. Li os blogs das colegas de Alvorada, Adriana e Alexandra. Gostei dos exemplos colocados, por ambas, e fiquei feliz em perceber que estão, assim como todos nós, superando as primeiras dificuldades encontradas no início do curso. "Saltei" para Gravataí e postei comentário no blog de Adriana Marques. Em São Leopoldo, li o blog de Adriana Arruda. Gostei bastante das suas reflexões e , também dos comentários postados pelos colegas. Há uma boa provocação para discussões sobre o tema, nestes comentários. Gostaria de ter ficado mais tempo mas, a outra tarefa exigirá mais a minha atenção.
Mas olha só... tudo bem que é importante conhecer os colegas. Acho muito legal e enriquecedor. Mas estou, desde ontem, pulando que nem pipoca, em blogs de todos os pólos procurando quem tem a minha imagem! Haja tempo...(ou será que entendi errado a tarefa? Temos ,mesmo,que procurar entre TODOS os blogs, quem será nosso parceiro de grupo?) Claro, são apenas 8 colegas. Mas até encontrá-las... Bem, voltemos a Weber e cia. Estou gostando das leituras e, também, das reflexões feitas por minhas colegas. Ah! Muito oportuna a possibilidade que esta disciplina ofereceu, de retomada de questões.
Enquanto fazia a tarefa, conversei com a Lu B. no telefone e com a Luciene S. pelo Skype. É muito bom nos certificarmos que essa rede de conhecimento, informações , afeto e apoio funciona.
Para não esquecermos : " eu hoje estou tão só
mais só do que eu merecia
eu acho que será pra sempre
mas sempre não é todo dia"
Pelo que me lembro, é uma parte de uma música cantada por Oswaldo Montenegro. Sempre busco essa frase para lembrar que "amanhã é outro dia...". Beijão pra todos.
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE

Bom dia, pessoal! Apresento a minha imagem: c2
Meu endereço eletrônico: mafibibiosa@yahoo.com.br
Meu endereço de Blog é http://biapedag.blogspot.com
O alternativo é http://mbgbiagut.blogspot.com
Abraços.
Bia
ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE
PEDAGOGIA ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE
PROFESSORA: Vera Corazza
ALUNA: Maria Beatriz Santos Guterres
PÓLO: Alvorada
ATIVIDADE:5, semana 4
contrário da época de Marx, em que a
crença no poder da razão e da ciência era
amplamente difundida, Weber escreve
em um ambiente de abalo da concepção
positivista do mundo. Para exemplificar
o ambiente intelectual desse período, temos,
por um lado, Nietzsche com seu
ataque feroz à concepção de verdade científica.
Por outro lado, temos Freud, que
mostra a importância das paixões e das
pulsões, anteriores à consciência, para o
entendimento das ações humanas. Weber
conhecia a obra de ambos e em algum
grau foi contaminado por esse espírito."
domingo, 22 de outubro de 2006
Calmaria
Atividade 4, semana 10, já é meia noite, hora de acordar
Tenho uma amiga, professora de Música, casada, com uma filhinha, com gato, cachorro,trabalhando em Porto Alegre, Montenegro e fazendo doutorado. Dia desses, se encontrou comigo e relatou que, na noite anterior, estava lendo uns textos na cozinha quando ouviu música clássica...saindo da geladeira! Dei risada. Pois é...Tarefa da semana: explorar os recursos do paint, publicar no webfólio, durante a semana entrar no fórum, dormir, refletir,
postar o marido, passear com pbwiki, pentear os cachorros, copiar, salvar a comida, ser gentil (e ainda, sorrir!),enviar o gato, lavar os arquivos, minimizar o forno, jantar as dúvidas, "catar coquinhos", quebrar coquinhos pra tomar suco, fazer cara de normal, tomar chá no blog, alistar-me na Marinha, ler Diário de Bordo, nadar na rede, comer o Skype, postar as roupas, "ei...querido, fofinho..." (lembrar URGENTE do nome do marido), entrar em um grupo de orações, esganar o Merlin que bate na minha tela, passar no HTML e visitar a amiga que ganhou nenê, comprar um pc de lembrancinha,não gritar quando o "homem bom que entende de Informática" sugerir que eu descanse da tela e o acompanhe ao cinema, ir ao cinema, não dormir, assistir o GRITO2 ( e não gritar!!!), controlar o riso descontrolado, ir no mural da escola, colocar um recado, comprar máquina digital, impressora, fazer um upgrade, assaltar um banco, entrar no fórum, preparar defesa, atender o telefone, salvá-lo, visualizar quem está ligando, entrar no rooda, sair do rooda, girar,clicar, formatar a louça, editar a alegria, rir da confusão... digitar Luis, ler os tênis, calçar os textos, procurar o Cláudio, saber que é o Lu... LU, meu marido se chama LU! Por útimo, reconhecer que adoro tudo isso.
E você? Já conversou com o Pbwiki, hoje?
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Utopia?

Utopia está no horizonte.
Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei.
Pra que serve a utopia?
Serve para isso, para caminhar.
Fernando Birri
Esta tela foi pintada por um de nossos alunos especiais, na Oficina de Artes, com a professora Patrícia Zillmer. Há algum tempo, poderia parecer utopia realizar uma oficina como essa com alunos autistas e psicóticos ( Transtornos Globais de Desenvolvimento). Mas a caminhada deu e continua dando muito certo...

Esta é a Professora Patrícia, acompanhando uma das alunas em dia de Eleição do Nome da Mascote da Turma Am3
domingo, 8 de outubro de 2006
Escola, Cultura e Sociedade
Disciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
SEMANA 2 – ATIVIDADE 3
1. Qual a posição de Durkheim frente ao que diz Stuart Mill?
Segundo Durkheim, a definição feita por Mill engloba “fatos interdiversos, que não devem estar reunidos num mesmo vocábulo, sem perigo de confusão.”
2. Quais as duas definições ressaltadas por Durkheim? Explique o ponto fraco em que incorrem?
A primeira, é de Kant: “o fim da educação é desenvolver em cada indivíduo, toda a perfeição de que ele seja capaz.”
A segunda, é chamada de “utilitária”: “a educação teria por objeto fazer do indivíduo um instrumento de felicidade, para si mesmo e para os seus semelhantes; porque a felicidade é coisa essencialmente subjetiva, que cada um aprecia a seu modo.
O ponto fraco é que o teorista considera que as definições partem de um princípio único: que existe uma educação ideal e perfeita para todos, indistintamente. Seria uma educação universal. Na realidade, ao longo da História a educação tem variado infinitamente.
3. O que é preciso, de acordo com Durkheim, para definir educação?
Conhecer a sociedade através de estudo e observação. Considerar sua história, seus valores e sistemas educacionais.
4. De acordo com Durkheim, que fatos levam cada sociedade a fazer do homem certo ideal, tanto do ponto de vista intelectual quanto físico e moral?
São eles: sentimento de religiosidade, direitos e deveres, progresso, Ciência, Arte.
5. Segundo o autor, que função o "ïdeal" a ser realizado têm que suscitar na criança?
Estados físicos e mentais considerados indispensáveis pela sociedade da qual faz parte. Da mesma forma, certos estados físicos e mentais que o grupo social, a que a criança pertence, considera.
6. A partir da definição "A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine" o que conclui Durkheim? Explique?
A conclusão é que a educação é o meio pelo qual a sociedade prepara as crianças para adquirirem condições necessárias a sua existência. “tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine.”
7. Como o autor explica que sociedade e indivíduo são idéias dependentes?
“... sociedade e indivíduo são idéias dependentes uma da outra. Desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, não tem por objeto, ou por efeito, comprimir o indivíduo, amesquinhá-lo, desnaturá-lo, mas ao contrário engrandecê-lo e torná-lo criatura verdadeiramente humana.”
sábado, 7 de outubro de 2006
Os dias e as noites têm brigado muito, comigo. Semana muito confusa, com volume de tarefas se agigantando, reuniões difíceis, no trabalho."Click" numa página, que manda para outra, que faz referência a um link, que vc quer visitar, que faz referência a outro... e vc vai parar no Japão! Olha só: não estou reclamando; só constatando.
Semana gelada, "ventando" surpresas complicadas, em minha escola...
Fecho os olhos, ouço uma música e lembro da felicidade ao ler meu nome na lista de aprovados, dos primeiros dias, das dúvidas, das apresentações...
Agora, relembro da "outra amiga de Irene", nossa colega Luciene... Nesta semana, Luciene, em uma de suas falas, para o grupo, explicava como, saudavelmente, está mudando a rotina familiar (com ajuda de todos) para que consiga realizar as tarefas do curso.
Chamou-me a atenção quando ela disse que, no futuro, dedicaria sua conclusão desta etapa a sua mãe. (lembram? É na casa da mãe que Luciene montou o seu QG Pedagógico) Aí, fiquei pensando "Vou dedicar a alguém...?"
Pois é... descobri algo extremamente favorável,em relação ao pbwiki. Graças ao pbwiki, vou dedicar minha conquista ao Lu.
Compreender e utilizar este recurso tem me deixado irritada, desgastada e, não poucas vezes, impotente. Aí, entra o Lu. Ele chega , do trabalho, bem depois de mim. Nos últimos dias, larga seu material, afaga os cachorros e senta ao meu lado, frente ao computador. Ouve minhas reclamações, choramingos, diz que preciso me acalmar, relembra a nossa felicidade ao saber que eu passara no vestibular. E sempre, incansavelmente, diz "vou te ajudar". E ajuda. Ele ajuda, quando me relembra, quando me conforta, quando dá o limite dizendo que estou exagerando, quando fica tempos mexendo comigo no pbwiki...
Eu disse "graças ao pbwiki, vou dedicar..."? Que nada! Vou dedicar ao Lu porque ele é meu amigo, meu parceiro, meu companheiro. Por que ele, tem acompanhado e, muitas vezes, tem ajudado a retirar algumas pedras de meu caminho.
E como não mencionar a Íris, que incansavelmente, responde às minhas dúvidas e , pacientemente, acompanha minhas atrapalhações e acertos? E os tutores, que nos acompanham e partilham,muitas vezes, da mesma ansiedade do grupo? Como deixar de citar a Magali, com sua gentileza e presteza em ajudar, as "pílulas de otimismo" distribuídas pela Sílvia (putz! pílulas no sentido figurado, viu?)e o seu sorriso? E a Lu, a Leonor, a Ivana, a Ligia, a Luciene, as (eh, eh...) Beas? Sem esquecer da Marion, da Alexandra, da Ilana, que encontrei mais de perto na sala do SEI E NÃO SEI, da Kátia e sua alegria, da minha colega, também de signo, Chaine...
É tanta gente, que o Lu não vai ficar sozinho, nos agradecimentos. E eu, apressada que sou, já inicio antes do término desta jornada: OBRIGADA, OBRIGADA e OBRIGADA!
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Medos, ousadias e desejos (segunda parte da primeira)
Escola da ACM (Jardim e Primeira Série)
E.E Gal. Sampaio (Primeira Série, Segunda Série)
E. E. Japão ( Jardim B e Quarta Série)
Colégio Champagnat (Jardim B e coordenação)
E.M.E. I Jardim Bento Gonçalves (Jardim A)
SMED-POA (Assessoria Pedagógica de Ed. Infantil- EMEIs e Creches Comunitárias)
Atualmente, trabalho com Primeiro Ciclo, no turno da manhã e Segundo e Terceiros à tarde, na Escola Municipal de Ensino Especial Lucena Borges. Nossa escola atende alunos até 21 anos, que possuem Transtornos Globais de Desenvolvimento.
Considero uma feliz ousadia, depois de uma década trabalhando com Ed. Infantil, retomar minha outra área de formação: Educação Especial.
Quero dialogar sobre Educação, Sexualidade(no momento, sexualidade de adolescentes especiais),Valores, Amores e Amizade, Relações de Poder, Autoridade e Autoritarismo...
Tenho medo da minha "braveza de ariana"(que domo e deixo adormecida, geralmente),de violência e, atualmente, muito receio do que este país, através de governantes corruptos, venha a se tornar.
Ser professor, hoje, não é ser conteudista. Ser professor é propiciar conhecimento, informação, criticidade...é estar de braços dados com Valores e com Ética. Fácil? Que nada...Há muitos obstáculos a ultrapassar... Mas "tudo vale a pena, se a alma não é pequena"...
domingo, 24 de setembro de 2006
Escola, Cultura e Sociedade
Escolhi ser professora na quarta série primária, por causa da mãe do Antônio Augusto, meu colega e por quem eu viria a suspirar muito, alguns anos depois.
Já na quarta série, eu tinha curiosidade em saber como era o pai de Antônio. Deveria ser uma pessoa muito bondosa e querida. Afinal, meu colega deveria ter a quem puxar...
Minha professora de quarta série se chamava Sônia, era mãe do Ântonio Augusto e uma "peste".
Nas segundas e quintas-feiras, era assim: ela chegava e cumprimentáva-nos secamente, deixava bolsa sobre a cadeira, livros na mesa e escrevia, no quadro, dezenas de equações, uma para cada um de nós. Enquanto escrevia furiosamente , a turma deveria estar em silêncio, copiando e aguardando o que, sabíamos, viria... Mas na verdade, estávamos em ebulição silenciosa.
A professora funcionava do mesmo jeito, sempre. Por isso, sabíamos que a primeira equação seria resolvida, no quadro, pelo primeiro da chamada; a segunda pelo número dois, da chamada e, assim,sucessivamente. (A minha equação sempre era a 12!) Também sabíamos que ela diria "bom" para quem acertasse, começaria a bater a caneta sobre a classe se o aluno demorasse a resolver e humilharia quem errasse.("criança burrinha", "esqueceu a matéria?", "dormiu demais?", "ficou brincando?")
O que fazíamos, enquanto ela estava de costas? Cada um esperava pela sua equação e começava a resolvê-la. Caso não soubesse, procurava ajuda, pé ante pé, pela sala. Promessas eram feitas: "se resolver pra mim, te dou meu lanche...uma canetinha...faço teu tema de casa". Quem não tinha nada para barganhar, tentava a troca de lugar com um colega que estivesse "sentado numa equação fácil".
Naquele tempo, eu me perguntava várias coisas: Por que ela quase nunca olhava para nós? (E, se olhava, parecia estar sempre com raiva...) Será mesmo, que não percebia que algumas crianças, tinham trocado de lugar? Não se interessava em saber o motivo? Ela não tinha pena, quando alguns de nós, os mais frágeis, os não tão populares para conseguir uma troca ou ajuda, começavam a chorar, já na classe? Por que ela não ajudava? Coitado do Antônio Augusto...
Pois foi num dia em que "a escolhida" era eu, enquanto ouvia risinhos de deboche de alguns colegas e as ironias da professora, que eu "fugi" e decidi. Fiquei em pé, frente ao quadro, giz na mão suada, ouvindo, longe, a voz da professora. Não sabia como , mas eu fora para um outro lugar, onde a raiva e o descaso não eram aceitos. Fiquei parada, pensando em outra coisa, virei estátua. Mas, antes de retornar, pensei "Quando for grande..."(putz! eu pensava que seria...rs),"...vou ser professora e não vou magoar ninguém, vou ajudar... e os meus alunos vão gostar de mim."
Na tarde, do mesmo dia, enquanto chorava com a cabeça em seu colo, dizendo que não ia voltar para a escola, ouvia minha mãe dizer "Doca, tu és muito melhor que ela, chora mas não esquece... e , amanhã , cabeça erguida, na sala de aula."
Na noite, daquele mesmo dia, quando meu padrinho chegou, contei a minha decisão: "Vou ser professora. "
Pouco tempo depois, meu padrinho perguntou se a decisão continuava "firme". Ao ouvir a resposta afirmativa sorriu e me entregou um livro de histórias. "Vai ter que ler muito, sabe? Começa , agora."
Algumas de minhas influências: minha mãe, que me ensinou a reagir e que, mesmo sendo muito humilde,colocou sua melhor roupa e foi conversar com "quem não olhava os seus alunos"; meu padrinho que, anos antes, mostrou-me um galho de uma árvore e falou-me como ele tinha a capacidade de, muitas vezes, "vergar, mas não quebrar" e, mesmo assim, a professora que me mostrou como eu não queria ser.
O mais legal, é que muuuuuito tempo depois, numa escola estadual chamada Japão, eu fui professora de quarta série. Ensinei equações. Expliquei, repeti... meus alunos não tinham medo, nem vergonha de dizer que não entendiam ou não sabiam. Ofereciam-se para ir ao quadro, ajudavam os colegas e inventavam as suas próprias equações. Eu gostava muito deles. E a recíproca, era verdadeira.
Ah! Mas acho importante contar que duas de minhas influências "já se foram", a professora Sônia, nunca mais vi depois que saí da escola para cursar o normal e, há muito tempo, um caixa do Banrisul, enquanto me atendia, perguntou se eu era a colega de cachos chamada Bia, que fora sua companheira de brincadeiras, da segunda até a quarta série. Era eu. Ele, era o Antônio Augusto.
Agora, sentada frente ao computador, realizando parte de uma tarefa, considero-me o resultado de lembranças e muita, muita saudade.
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Algodão Doce e Cara-de-pau
Na verdade, ainda refletindo sobre Andrea Ramal, comentários,Escola da Ponte, Projeto Amora....Sobre a falta de recursos em nossas escolas e sobre o quão distantes estamos da realidade do conteúdo da entrevista de Andrea Ramal , penso ser necessário refletir mais um pouco. E relembrar...(bah!estou me tornando perita nisso...)
Trabalhei em um lugar chamado Nossa Toquinha, lá por volta dos anos 80. A coordenadora da escola se chamava Guacira e era professora de uma outra "escolinha" chamada "Pato". Naquela época, o "Pato" era sinônimo de diferença , ousadia e muito bom trabalho.
Pois a Guacira levou algumas coisas do "Pato", para a "Toca".
Formada há pouco tempo, eu estranhei quando recebi a tarefa de buscar diferentes profissionais para participarem do Planejamento das Profissões. Sim, íamos trabalhar com as profissões e convidar pais e mães para visitar as turmas, falar do seu trabalho e mostrar objetos utilizados no mesmo. Até aí, tudo bem. Mas cada uma de nós, professoras, recebeu, de Guacira, a tarefa de buscar outros profissionais. E na minha lista estavam sapateiro, padeiro, médico, vendedor de algodão doce.
Bem, naquela época eu me sentia tímida e nada "ousada". Como eu ia conseguir que esses profissionais fossem na escola? Gratuitamente? Fui falar com a responsável pela tarefa e explicar minhas dificuldades. Sabe o que ouvi? "Querida, quem trabalha com educação tem que ter, além do conhecimento, muita cara-de-pau, para conseguir certas coisas para os alunos. Aceite o desafio e vire-se."
Foi a partir dali que, minhas colegas e eu, nos descobrimos nada tímidas e com uma grande capacidade de convencimento. Tínhamos bons motivos: nossos alunos.
Um sapateiro bem disponível foi encontrado e visitou minha turma. Analisou sapatos, tênis,mostrou pedaços de couro, ferramentas de trabalho, respondeu perguntas, fez algumas, riu e foi embora. O médico(maravilha!) era tio de uma das crianças. Levou estetoscópio, ensinou como podemos saber o tamanho de nosso coração, examinou línguas, ouviu sintomas( tô com dor de barriga, "tio"..., meu irmão não faz cocô faz dias...), distribuiu balas e foi embora. Já o padeiro, fez-me um questionário: Para que, "mas crianças tão pequenas...", como, quanto tempo, se ele teria que levar pão para todos ou se uma conversa bastava... Depois de muita conversa e argumentação, a surpresa: ele não estava disposto a ir, mas convidava a turma a conhecer seu reino: a padaria. E nós fomos e foi o máximo! Observamos, fizemos perguntas, ajudamos a colocar pães no forno, sovamos a massa, comemos biscoitos, arranjamos um novo amigo (de quem muitas famílias de minha turma ficaram freguesas), rimos, nos divertimos e fomos embora.
E chegou a vez do vendedor de algodão doce. Eu não conhecia nenhum. Na verdade, deixara essa figura nas memórias de minha infância. Onde encontrar um vendedor que se dispusesse a ir até a escola, fizesse algodão para todos e, se cobrasse, cobrasse bem "baratinho"? Onde eu vira um, pela última vez? Na Redenção. E , para lá fui, em um domingo, caçar um vendedor. O dia bonito, a natureza ao redor, o clima de alegria trazido pelas pessoas, nada disso me interessava. Eu precisava, desejava e ia conseguir um vendedor de algodão, "no tamanho certo", para a minha turma.
Depois de muito rodar, de ter recebido olhares tipo "mas o que ela quer aqui, se não compra...?", descobri o Seu Jorge, cabelos já "grisalhando", sorriso fácil, com falta de dentes, cara de bondade. Comprei algodão, apresentei-me, falei de meu trabalho, minha turma, minha tarefa. Ele sorriu e me perguntou: "quando e onde, professora?"
Pois, o Seu Jorge foi uma das mais bonitas descobertas daquela época: tornou-se sucesso entre professoras e crianças, participava sempre que era convidado(durante muitos anos...), fazia o algodão em festas da escola , em aniversários, dava conselhos para alguns, era chamado de "vô", por outros. Descobrimos em Seu Jorge, um educador nato. Dele ouvi uma coisa parecida com o que Guacira falara: "professora, a gente não pode ficar só esperando ...tem que buscar...".
Lá por volta de 80, nem imaginávamos como o computador se tornaria importante. Mas nossas ferramentas eram outras... O fato de não termos algo, nos fazia desejá-lo e planejar formas de como conseguí-lo. Pedíamos muuuuuuito! E adorávamos, quando conseguíamos.( Bem verdade, que nem sempre...) Mas sem saber que era um plano B, geralmente tínhamos outra opção.
Bom...pra que tudo isso? Pois relaciono tudo isso com os útimos textos e comentários lidos no Seminário Integrador. Não acho que estejamos anos luz de distância da realidade citada por Andrea Ramal. Só acredito, que será mais demorado, mais difícil, para muitos. Acredito que muitas coisas, se não temos, podemos buscar através do "quem conhecemos, que pode...?" Outras, talvez não consigamos, logo. Mas não devemos deixar de buscar, querer, conhecer quem conseguiu...
Lá na Escola da Ponte, havia um espaço em que as crianças ofereciam e pediam ajuda, no Aplicação há as oficinas do Projeto Amora...Pensando em crianças construturas de sua aprendizagem posso também citar um lugar(há muitos outros, com certeza) aqui de POA: Creche João Paulo ll, que acompanhei durante 10 anos. Mas isso é outra história e eu já contei demais...
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Sobre olhares e lembranças...
Foi preciso olhar bem para trás, nesta semana. Foi aí, que relembrei de um tempo em que fui aluna, brevemente, da UFRGS. Revi uma sala no Campus Agronomia e pessoas sentadas em suas cadeiras, em semi-círculo. Líamos e analisávamos os textos que escreveramos... (E eu escrevi bastante, naquela época...)A professora, daquele grupo, viajou, foi visitar um poeta, certamente.
E, hoje, por vários motivos, para saudar a vida, celebrar a saudade, prestar homenagem, escolhi uma "coisinha pequena", que produzi, naquela sala, com "aquela" professora , com meus antigos colegas:
Solidez da Manhã
Desperta preguiçosa, a tímida manha, nos grãos de areia do deserto.
Ainda ofegante da bruma silenciosa da noite, ele desliza despercebido. A temperatura atravessa seu corpo. Travessa, brinca com sua alma, teoria despovoada de sentido, que aos poucos se ilumina.
Procura telhas, solitários telhados trazidos pela tempestade.
O tempo serpenteia a sua volta. Olha para trás, tentando enxergar o que apenas sente. Visualiza pontas compridas voando pelo vazio, sugando o resto de seu, agora, corpo pequeno de formiga.Tímidos tamanduás descobertos pela terra...
Delira e goteja.
O deserto some ardente e silencioso, fazendo com que seus olhos abram em grito e se juntem com a voz, que se esparrama ao redor.
Percebe quente, o granito de seu corpo. Sorri completo, verdadeiro esperma deslizando solitário e, finalmente, descendo em vulcão, pelas linhas de meu sexo.
Bia Guterres
Tchau!
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Um olhar para 2006
Relembrando o que a Professora Íris nos disse sobre "daqui há quatro anos, olhar para trás e ler no blog...", resolvi fazer um levantamento dos primeiros dois meses(incompletos), a partir da boa notícia: Passou!!!Agosto e Setembro
Aulas presenciais, no Pólo
Colegas, professores e tutores
- Pesquisando afinidades, no grupo
- Dúvidas
- Auxílio das professoras, tutores e alguns colegas
- Troca de mensagens, comentários(alguns respondem, outros, ainda não)
- Blogs
- Skype
- Rooda
- Wiki ("pedrinha no sapato", em alguns momentos)
- Salvar imagens e utilizá-las (que legal!)
- Nova rotina
- Pressão alta e paramédicos (argh!)
- Trilha Sonora do Crash (Bird York-In the Deep...incansavelmente!)
- Decisão: Voto em branco, não. (apesar dos candidatos) Raiva de tanta corrupção.
- 3 dias de Multiplas Deficiências (Curso)
- Um de meus alunos...depois de um ano, já sorri e me abraça, rapidamente
- 5 cachorrinhos para encaminhar
- cansaço nas sextas
- Música, música, música
- Novas reflexões em torno de conquistas, desejos, saúde-morte-vida, saudade, frustrações , tolerância, contensões...
- Amigas-irmãs
- Ferreira Gullar e o TRADUZIR-SE
- Festa dos Rasgados, no Primeiro Ciclo
domingo, 10 de setembro de 2006
Para uma nova amiga...
Colocando esta imagem, de certa forma,também faço referência a todos nós que aqui chegamos. Não , sozinhos. Mas com a expectativa e apoio de amigos, namorados, maridos, esposas, namoradas, enfim...de todos que nos amam.Lu, tenha a certeza, que essa pequeninha sente muito orgulho de ti.
Amiguinha,filha da Lu, um beijo no coração.
Bia
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Imagem impactante
"usar imagens impactantes e carregadas de sentido", escolhi esta.

Brincadeiras à parte, começo a me certificar que o volume de tarefas se agiganta. Sei...é normal. Acho que a euforia inicial, a alegria por ter passado no vestibular já estão passando. Agora, é trabalho , dedicação e transpiração. Repito o disse para uma de nossas colegas:estamos todos no mesmo barco e o "coletivo' faz a diferença. Altos e baixos...um ajuda o outro...
Gosto muito de um livro de Literatura Infantil chamado Mãos de Vento e Olhos de Dentro. Nele , um dos personagens diz , várias vezes, "não sei", "não sei e não sei". Estou descobrindo não saber de muuuita coisa... às vezes, dá um cansaço... Bom fim de semana a todos!
terça-feira, 5 de setembro de 2006
TRADUZIR-SE
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim é todo mundo; outra parte ninguém, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão; outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa e pondera; outra parte delira
Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem; outra parte linguagem
TRADUZIR UMA PARTE NA OUTRA PARTE
QUE É UMA QUESTÃO DE VIDA E MORTE
SERÁ ARTE?
Ferreira Gullar











