segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Absurdamente adeus


Fiquei pensando, na última aula do Seminário, no absurdo que a nossa querida Bea dizia: "é hora de começar a se despedir do blog..."
Como assim??? Despedir-me ? Do MEU blog???

A continuidade da fala de Bea esclarecia o momento: voltar aos primeiros semestres , fazendo uma análise mais crítica e percorrer todo o caminho palmilhado até agora. Com este movimento, estaríamos, sim, encerrando as atividades neste espaço.
Mas resisti um pouco a aceitar essa idéia: "que nada! termino o curso e continuo escrevendo aqui, no meu bloguezinho querido..."

E foi só ontem que me dei conta de como sou, algumas vezes, resistente à certas mudanças. Mais especificamente, como resisto em me despedir. Ontem, me dei conta que durante toda a trajetória do PEAD, eu já deixara pronto um outro e mais outro blogues... quem sabe, antecipando este momento.





Lá nos anos 80, uma de minhas professoras do Curso de Ed. Especial, agora uma saudosa amiga, construía uma imagem com suas alunas: sugeria que pensássemos em uma casa que nos fora muito aconchegante por bastante tempo, que percorrêssemos, mentalmente, todos os aposentos, relembrando episódios significativos e que, por fim, passássemos nossas mãos pelas paredes, pelas portas e janelas, buscando guardar na memória a textura do local.

Queria ela, que pela última vez, sentíssemos os aromas e cores daquele local. Depois, deveríamos sair da casa, fechar a porta, respirar fundo e seguir em frente, confiantemente. A confiança viria da certeza de que a casa permaneceria onde a deixáramos e, para lá, poderíamos voltar sempre que precisássemos recarregar nossas energias. A volta seria breve mas eficaz para nossas necessidades. Segundo minha amiga, fora aquela casa que nos possibilitara saber construir outras pela vida afora.
De certa forma, as professoras Bea e Íris propõem algo semelhante...







A primeira lembrança em relação ao ano de 2006 e ao PEAD está relacionada a esta colega e amiga: Luciana Betat
Encontramo-nos no ônibus que rumava à Alvorada . Ansiosas, estávamos acompanhadas de nossos maridos, que ficariam nos aguardando frente à escola em que iríamos realizar as provas do vestibular.
Relembro que, ao sentarmos em nossas cadeiras, desejamos sorte uma a outra e comentamos como seria bom se fôssemos colegas. Enquanto isso, nossos maridos conversavam e, pacientemente, aguardavam e torciam por nosso êxito.

Após a aprovação no vestibular vinha a minha primeira dúvida: conseguiria fazer um curso à distância, usando as ferramentas que seriam, certamente, disponibilizadas?
Minha relação com tecnologias se restringia a leitura e resposta de emails relacionados ao trabalho. Eu me autointitulava "dedógrafa bem resolvida", manifestando a inabilidade com o teclado de um computador. Nesta época eu não tinha e nem via a necessidade de possuir uma máquina fotográfica digital ou um celular com mais opções do que o simples atender e ligar .




Revisitando os espaços virtuais daquele primeiro semestre da faculdade, reencontrei os vídeos em que todos os alunos retratavam, de alguma forma, o que pensavam de um curso à distancia.

Casualmente, mas não tanto, o título escolhido por meu grupo se chamava Compartilhar. Surgia aí, a primeira referência que antecedia uma competência muito trabalhada durante o curso e, especialmente enfocada em meu estágio curricular: a cooperação.

A idéia do blog como espaço de registro de reflexões veio ao encontro de algo que eu gostava : o registro de idéias. a possibilidade de contar alguma coisa.

Surpreendi-me ao constatar que, naquela época, para corrigir um erro de grafia eu pensava ser necessário realizar outra postagem retomando o erro e, aí sim, o corrigindo. Não havíamos ainda conhecido as possibilidades de configuração, de postagem e edição de imagens e texto. Na verdade, nem imaginava o que seriam...

Palmilhando o primeiro semestre do blog, percebo que minhas postagens iniciais eram breves e emocionais (relacionadas à satisfação de fazer parte do novo grupo). Uma questão que me acompanharia até o final do curso e, tenho certeza, mais além ainda não se manifestara: a estética do Blog. Estava eu vivenciando um encantamento ao aprender a selecionar, copiar e postar imagens e escrever com cores diferentes cada texto. Em setembro deste ano, percebo um indício da questão estética ao observar que a cor das letras da postagem combinava com a imagem. Entretanto, ainda não conseguia relacionar a estética da imagem, da cor das letras com o todo da ferramenta. Só muito tempo depois eu optaria em favor de uma estética onde o elemento principal seria o conteúdo do que fora escrito. Encontrar gifs, postá-los, mexer nas configurações do blog ainda me atraía muito.

As ferramentas oferecidas ao grupo de alunos eram o blog, o espaço ROODA e todas as suas possibilidades e o pbwiki.

Um dos primeiros e mais importantes textos no primeiro semestre foi a entrevista da doutora em Educação Andrea Ramal, disponibilizada no Rooda. Segundo ela, mais do que recursos sofisticados, o essencial é a qualidade das relações entre as personagens da Educação. Utilizar as tecnologias a favor de uma aprendizagem que respeite valores, diferenças e semelhanças:

"É preciso melhorar a qualidade das relações. Muitas pessoas criticam a educação a distância porque se perde o contato físico. Mas já vi inúmeras aulas presenciais que são mais distância do que muitos cursos desta modalidade. Isto porque o distanciamento entre professor e aluno é grande e o nível de afetividade é zero. Acho que a sala de aula do futuro vai ser um lugar comunicativo, o espaço da polifonia, da diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir conhecimento."

A partir desse texto e de sua análise, escrevi que tipo de professora eu buscava ser. E a escrita organizada no fórum, naquele agosto de 2006 se tornou eco de minhas ações durante toda a trajetória neste curso e, especialmente, em meu estágio realizado em 2010 com uma turma de EJA de alunos Portadores de Necessidades Especiais.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aos que sabem, de alguma forma, voar

Que o outro céu se perfume, clareie, se enfeite! Que as nuvens cedam espaço para a mais nova dançarina do ar! Que os amigos que, antes fizeram o caminho, a recebam e a aconcheguem!
E, finalmente, que nós que aqui ficamos, lembremos de sua alegria, curiosidade e vontade de ser o que, na verdade, sempre foi: uma linda criatura.
Para toda a família, colegas e amigos da Gabi, um grande beijo.

Bia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dias melhores

Ontem, circunstâncias não desejadas me colocaram em uma sala com 4 pessoas. Cada uma me falava a mesma coisa de jeito diferente. Por alguns momentos, consegui me afastar da cena e observá-la com olhos impessoais. Estranhamente, durante toda a conversa, essa música me acompanhava. ..
No PEAD, reencontrar pessoas queridas foi reconfortante.
Acho que esta deve ser a música-tema de um semestre repleto de despedidas...

sábado, 21 de agosto de 2010

No céu


Hora de retornar ao blog... Nada mais justo, em tempo de revoada, do que partilhar imagens registradas em momentos felizes...





E, para finalizar recomeçando, clique AQUI...