

A noite de nossa formatura começou assim: Papai Noel, dirigindo um táxi que produz neve, foi nos buscar. Fomos pela 24 de outubro, Parcão, até o local da formatura participando como atores coadjuvantes da alegria proporcionada pelo taxista: janelas de carros se abriam, mãos risonhas abanavam, adultos enfatiotados dentro de seus carros voltavam a ser criança sorrindo e pedindo um aceno natalino. Mãe e dois filhos quase pularam para o táxi rindo, falando da lista de presentes. Da janela de um camburão da polícia , um fotógrafo registrou alguns acenos. Kátia, Lu e eu ríamos e, vez por outra, abanávamos, também.
Na chegada ao restaurante, a despedida perfeita: uma chuva de flocos imitando neve. E Papai Noel (na verdade, nosso vizinho Nilton) foi embora em seu "truno" (mistura de trenó com fiat uno) buscar duas crianças que haviam solicitado uma volta pela cidade com o vizinho, digo, velhinho.
Essa foi a Parte Um: digna de registro, com certeza.
A Parte Dois é no Massiolini di Fiori: nossa entrega de jalecos. A partir deste momento Kátia e eu formaremos uma dupla e, todas as semanas, estaremos contando histórias no Hospital Santo Antônio. Pensei que conseguiria, com facilidade, descrever o nosso processo de visitação nos quartos, na UTI, a contação de histórias e a reação das crianças e famílias. Enganei-me: é quase indescritível a sensação obtida ao conseguir que uma criança esqueça, por alguns momentos, suas dores e sorria ou preste atenção na história e no contador. Da mesma forma, sensibiliza-nos a satisfação de algumas famílias ao abrirem a porta dos quartos e deixarem passar quem traz um pouco de alento.
O Viva e Deixe Viver faz um lindo e competente trabalho e orgulhamo-nos em poder participar! A noite foi bela e as companhias muito mais: Pessoas muito especiais estavam conosco: nossa amiga Mosqueteira Lú Sobotyk e o Erik (seu filho, que tem um sorriso cativante), Irene ( nossa amiga em comum) e Silvinha , minha grande parceira de trabalho e carinhosa amiga . Claro que não posso deixar de falar no Lu: meu marido-amigo-parceiro de vida. Em certo momento, observei todos à mesa... Sílvia, Irene, Kátia, Lú, Erik e Lu... observei as novas pessoas que , de alguma forma, entram em minha vida para ajudar a transformá-la e me certifiquei de como estou feliz. E posso partilhar esta felicidade com pessoas que precisam descobrir que vale a pena estar aqui.
Com certeza, vale muito !