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domingo, 30 de maio de 2010

Quando está em mim...

Neste ano, por um período, a Música me abandonou. Foi um tempo de incerteza, muita raiva e um gigantesco sentimento de impotência. Até um determinado momento...

Foi um tempo de exaustão, e de tristeza. Então, meu corpo ficou doente. Simples, assim.

Mais um ciclo relacionado ao PEAD se aproxima de seu final e a Música começa a retornar. Bem simples, assim...


Assistindo ao final do American Idol revi um determinado cantor e comentei com o Lu, que mesmo com a idade avançada sua voz continuava a mesma. Meu marido, muito mais músico do que eu, discordou afirmando que mais jovem, o vigor de sua voz era outro. Leia-se potência, alcance.

Fiquei pensando nisso e fui buscar imagens de uma de suas mais marcantes apresentações: em 1969, no Festival de Woodstock.
Bem...daí, comecei a pensar em nosso curso e como muitas de nós éramos ao iniciar uma
diferente jornada.
A maioria já traçara muitos caminhos pela vida. Talvez, não tivéssemos o vigor da juventude, quando a voz é potente e límpida.
Provavelmente, alguns já estivessem um pouco roucos...
Interessante como o tempo se transforma e nos transforma. Mas, na verdade, precisamos querer, desejar, apostar e acreditar.
Olho um dos vídeos atuais do Joe Cocker e vejo aquilo que chamo de experiência. E com ela, vejo as mudanças tecnológicas que foram surgindo de Woodstock para cá. O aparato que cerca o artista em seus últimos shows vem dos benefícios tecnológicos, através dos tempos.
Saber dosar é importante, não?
Dosar o tempo, a experiência, com o novo, com diferentes possibilidades.
E aqui está o velho Joe Cocker, agora acompanhado de dois "alunos", do novo... Joe entrosado e, aparentemente, feliz.


Foi durante o período de estágio que me surpreendi ao confirmar algo que muito me diziam: meu olhar não é apenas para os alunos mas, principalmente, para seus mestres. É através deles ou a partir deles que portas são abertas ou fechadas.
Acho que daqui a algum tempo, vou saber a hora de parar e trocar de lugar (na verdade, retomar caminhos já trilhados).



De qualquer forma, percebo que mesmo na mais distante cidadezinha, no mais remoto bairro, na escola mais longínqua (em diferentes sentidos) se lá estiver, vou tentar abrir portas para que a Música nos envolva, nos enterneça e nos acompanhe pela vida afora. A Música pode se afastar...mas volta, porque está em mim.
Que o semestre encerre e com ele, escorram todas as dificuldades encontradas. Estejamos preparados para outros desafios.

sábado, 15 de maio de 2010

Ao que é melhor

Mais uma novela terminou.
E a melhor parte veio, realmente, no final. O último depoimento, os últimos minutos, as últimas imagens foram daquele que é um exemplo de superação, daquele a quem muito admiro: João Carlos Martins.



Na turma da EJA, temos o hábito de todas as segundas, colocarmos as cadeiras em círculo e conversarmos sobre o final de semana, coisas que nos chamaram ou chamam a atenção e até combinarmos atividades para a semana.
O término da novela certamente será um dos assuntos. Eu já sei o que destacarei: esse vídeo final, que disponibilizarei no blog da escola para que assistam na terça-feira. O conteúdo desse vídeo se entrelaça com uma história que venho contando ao grupo em capítulos: Draguinho, diferente de todos, parecido com ninguém.
Hummm. gostei...

Na verdade, procuro trabalhar muito a questão da identidade e a valorização de cada um. Alguns dos alunos necessitam ouvir que suas diferenças não tiram a beleza do ser de cada, que são fortes, que podem ajudar e se ajudar, que eles fazem a diferença por serem pessoas legais...

A foto editada acima foi tirada por um dos alunos.
Observo que o que já é rotina para mim começa a fazer parte deste grupo: o registro através de fotos.
Na verdade, desde o primeiro dia de observação e de estágio, as imagens estavam em destaque.
As fotos tiradas são reveladas e levadas para a turma.
Com elas, trabalhamos no Livrão da Turma EJA II. E este trabalho foi proposto de forma a anteceder o trabalho com o Blog: quem sabe montamos um livro contando coisas da nossa turma? Colocando fotos da gente, do que fazemos... assim, quando alguém que não nos conhece quiser saber um pouco mais, vê o Livro. E as famílias também...
Atualmente, estamos com o Livrão e com o Blog e a lógica foi a seguinte: no Livrão, as pessoas conhecem um pouco da nossa história... elas chegam na escola e pegam o Livrão. Mas como outras pessoas, que não estão na escola podem saber um pouco de como é nossa turma? ...pela internet, contando no blog, isso mesmo!

Quarta-feira que vem, iremos com as duas turmas de EJA até uma pizzaria, perto da escola. Na sexta-feira, um dos alunos me pediu: Bia, eu posso usar a tua máquina e ser o fotógrafo lá na pizzaria? Se alguém pedir, eu pedi antes, tá?

E, combinações feitas, este aluno será o fotógrafo da noite, mas cederá a máquina a outros colegas, em alguns momentos. Nos dias seguintes, vamos trabalhar com construção de texto coletivo no Livrão e no Blog usando as imagens registradas.

No Laboratório de Informática

Desde quinta-feira os alunos estavam ansiosos com a chegada da outra noite. Havia combinado com o grupo que entraríamos no blog da turma e faríamos nossa primeira postagem coletiva: um texto de apresentação. Também assistiríamos a uma filmagem que eu e um dos alunos fizéramos em sala de aula. No início do período, disponibilizei um site de jogos matemáticos em todos os computadores e, enquanto alguns jogavam, pude ir atendendo cada dupla. Já havia identificado que a turma , no laboratório se configura da seguinte forma:

- um aluno que utiliza a máquina com facilidade, pesquisando, usando ferramentas do word, entrando e comentando em blogs.

- dois alunos que não têm vivencia com esse tipo de tecnologia , possuem dificuldade com o mouse e se mostram muito inseguros. Um deles, aceita ajuda minha e de colegas, facilmente. O outro se mostra irritado e tem dificuldade em aceitar ajuda.

- alunos muito ansiosos para usar o computador e que ousam, testam, procuram, descobrem

- alunos muito ansiosos para usar o computador mas que têm dificuldade em ir além sem minha presença e indicações


-uma aluna que sabe procurar, sabe onde buscar recursos no word e que tem muita vontade de conseguir mais. Sua grande limitação física faz com que necessite sempre estar em dupla.

Em sala de aula, já consegui estabelecer os grupos de acordo com as necessidades: quem fica ali, porque beneficia e é beneficiado, quem é mais solidário e auxilia a colega que muito necessita e outras mais...
.
Vejo algumas dificuldades a serem trabalhadas , no LI, como dois alunos que se recusam , inicialmente, a sentar junto a colegas e outro que, acreditando estar em diferente patamar, demonstra irritação com a dificuldade de alguns. Para que a situação se modifique , aos poucos, tenho estimulado que este aluno demonstre o que sabe aceitando o desafio de ajudar os colegas, junto comigo. O fato de ser "junto comigo" faz toda a diferença, para ele. Acredito que , em breve, sua tolerância terá se expandido.

Com os outros dois , geralmente, inicio sentando ao lado de um mas ,logo, percebo que sou necessária em outro lugar e peço que um colega me substitua. Faço o mesmo com o outro aluno.

Depois de acomodados, ouvidos, atendidos é chegada a hora do blog. Encontrá-lo, usando a URL foi um desafio para alguns. Ficaram encantados com a imagem e com a foto que postei da professora. Foi aí, que começaram a comentar. Na realidade, um dos alunos que já tem essa vivência estimulou o grupo a usar este espaço. Circulei entre as duplas, disponibilizando o login e a senha para comentarem e desafiando alguns alunos.



Divertímo-nos bastante assistindo ao vídeo e combinamos que faremos muitos mais. Na construção do texto, fui a redatora: todos se aglomeraram ao meu redor para descobrirem como podíamos salvar imagens dos times do coração e postar no blog. Um fato interessante ocorreu: senti-me obrigada a optar por um time. Optei pela cor e agora, sou gremista. Tudo pela EJA e para colocar uma foto editada, daqui alguns dias... Então, tá.


sábado, 8 de maio de 2010

Chocolates sem pimenta

Na sexta-feira, fomos até a cozinha da escola para realizarmos a segunda parte do presente das mães: bombons feitos pelos alunos , com a orientação da professora da turma e meu auxílio. ( a primeira foi a montagem de fotos, usando o site montafotos.com, no Laboratório de Informática)
Todos participaram colocando chocolate nas formas, levando-as até o congelador, desenformando, enrolando cada bombom e empacotando nos saquinhos.

Os alunos também se dividiram em registrar as imagens. Mas, especialmente, um deles se revelou um fotógrafo atento aos detalhes e paciente para captar a imagem considerada a melhor.