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domingo, 21 de novembro de 2010

Fraser..



Ouvi uma música chamada Dreams Come True, de Norma Fraser. Gostei da música, nem tanto da letra. Mas não importa: o Fraser é igual. Fraser. Lembrei de Madonna cantando I'll Remember. Não gostei da música, nem da letra. Pensei em trocar o áudio. Sabe, que troquei?

Quem são? Quantos são? Onde estão? Meu nome não tem Fraser mas assisti a todos os Retornos da Múmia. E outros melhores, até. Madonna continua. Talvez porque esteja em um estúdio. Não sou Fraser nem Madonna mas fui a um estúdio. E fiz Cocoricó. Também não sou galinha mas cantei que nem galo. O que eu gosto é de contar histórias... E, às vezes, o óbvio é desnecessário. "Não subestimar a capacidade do leitor", já disse o professor Luís Antônio Assis Brasil. Nunca fui aluna de Madonna ou de nenhum Fraser. Mas fui aluna do Assis...
Em um semestre, por ocasião do Portfólio, achei um unicórnio. E a professora Bea pensou que eu dissera querendo dizer mas eu não dissera, nem queria: era outra coisa. Demos risada. Mas a música e o clipe eram lindos! Postei no blog! Neste semestre surgiu a questão "que conceitos você observa nesta...?"



Também gosto de visualizar uma espiral, quem sabe, ouvindo ENIGMA, retornando para os mesmos lugares e vendo tudo diferente. Talvez, porque esteja eu, assim. E, na verdade, em 2009, era novembro como agora.
O 3 me lembra minutos, minutos me lembram vídeo, me lembram 3 minutos que esqueci. Mas falei e escrevi de ZEN e a Arte da Manutenção de Motocicletas. (bem pouco, é verdade...)
O pensamento é falsamente incoerente desejando manifestar o manifesto. Cansaço?

Realmente gosto de muitas músicas da Madonna. Mas desisti do clipe oficial porque esta não valia a pena, apesar de ter seu Mérito. Com ou sem, comecei a escrever para desejar algo a muitos alguéns. Daí lembrei do filme e por mais incrível que pareça, ao ligar a TV, era ele que passava.



Quem é Joe Peci? Quantos eram e onde estavam antes? O que faziam? O que liam e ouviam?
No outro , que fica entre os muros, uma jovem nos convida a relembrar Platão: Tens certeza que pensas o que pensas? Tens certeza de que fazes o que fazes? Eu gosto de trabalhar com imagens, de relembrá-las, associá-las, desvendá-las... Gosto de observar as pessoas, ouví-las, tentar decifrá-las. Mas só tentar, porque o processo é valoroso. Mas, as vezes, até consigo, um pouco...
Também gosto do Graciliano, (do Ramos!!!) pelo que ele fala da escrita. Não pela Baleia... Na verdade, ele matou a tadinha e eu gostaria que ela sobrevivesse. Mas já escrevi sobre isso quando falei de outra vítima, a Eloá. E começo a pensar que serei, minimamente, obrigada a linkar. Coisa que não queria.
E o Fraser? Conseguiu o que queria ou foi além? Olho para a tela da TV e, neste exato, momento assisto ao salto de Billie Elliot, na sua primeira apresentação para as pessoas que amava. Nem sempre estamos com quem amamos mas estamos com muita gente. E com elas, com essas pessoas, aprendemos alguma coisa, mesmo que seja para fazer o oposto. A tecnologia está no estúdio com a Madonna mas não na história do Fraser. Se fôssemos nós, teríamos cópias e cópias, salvas no computador e em pendrives.
Mas ele conseguiu ou não? O mérito está principalmente na caminhada. A chegada, já disse antes, é apenas outro recomeço. Peguei o clipe oficial e troquei o áudio. Madonna é Norma Fraser. Norma Fraser é o outro Fraser, aquele que me conta, me mostra e me diz o que eu desejo para todos.
Mas quem são os todos? Resumo ou amplio a minha vida? Amplio a minha vida investindo no Resumo. Ok.



Não gosto muito de de Reggae. Mas da voz da Fraser que eu coloquei para o outro Fraser...esta adorei! Afinal, quem somos? O que queremos? Quem são os outros?
Acho que estão em mim. Há muitos outros em mim... Levo todos, aconchego alguns, me entrelaço com outros, desisto de alguns e os deixo no caminho...cumpriram sua parte.
Não sou Fraser, nem Madonna, nem Joe Peci, nem Bea, Íris, Assis , Lu, Denise, Ilsa, Silvia, Eloá, Graciliano, nem meus alunos eu sou. Mas todos estão em mim.


sábado, 21 de agosto de 2010

No céu


Hora de retornar ao blog... Nada mais justo, em tempo de revoada, do que partilhar imagens registradas em momentos felizes...





E, para finalizar recomeçando, clique AQUI...

sábado, 7 de novembro de 2009

O VÔO DOS TURIXANTANS

O fato é que, depois de 5 xalapecos (unidade de medida de tempo dos Turixantans), o grupo estava preparado para o grande vôo.
Nos últimos terços de xalapecos, os bichinhos estavam alvoroçados... temerosos alguns, confiantes, outros.
Várias estratégias foram sendo observadas ao longo do tempo: asas pouco usadas durante o período de aprendizagem agora faziam questão de mostrar o máximo de movimento não perdido..
Turixantans, procurando grasnar o mais alto possível, acreditavam que o barulho de suas vozes facilitaria o vôo.
Outros, ao contrário, já não se importavam com fantásticos sons: preocupavam-se com a concentração interna necessária. Um ou outro ainda não tinha se dado conta da data marcada e corria risco de realizar um vôo mais difícil.
Os Mursiatans (equivalente a mestres, orientadores) participavam do alvoroço de diferentes formas.
Durante todos os xapalecos foram responsáveis pelo desafio de proporcionar as competências para que o vôo fosse realizado. O interessante é que sabiam que não bastava apenas planar no espaço. O recuo buscando espaço para a corrida antes do salto, a posição da cabeça, o momento em que as asas eram abertas (e de que forma; seguramente, tropegamente), a inclinação do corpo no espaço, tudo era observado. E o principal: a rota era diferente, cheia de curvas, elevações e desafios.
Sabiam, os Mursiatans, que a grande maioria completaria o vôo, que talvez alguns desistissem de voar e outros, fariam aquela rota apenas para encerrar o vôo e depois, voltariam ao caminho já trilhado antes da chegada àquele grupo.
Sabiam, os Mursiatans que, no vôo, surpresas poderiam acontecer, imprevistos, desconfortos e também muitas satisfações.
Sabiam, que alguns dos Turixantans trocariam as penas mais uma vez e voltariam diferentes, pelo mesmo caminho...
Sabiam que tanto eles como seus pássaros discípulos não eram mais os mesmos.
Ao contrário do que os mais ingênuos Turixantans pensavam, o grande vôo não era uma competição.
Cada pássaro voava para diferentes lados, a pressa não estava associada ao tempo do outro mas ao tempo de cada um.
Cada Turixantan buscava os limites de seu corpo, de sua mente, da junção de ambos. Esquecidas as confusões e os grasnados destoantes, a preocupação de muitos era levar consigo tudo que se tornara positivo: amizades, palavras de conforto, limites oferecidos quando necessário, cutucões, conselhos , orientação e uma nova e desafiadora forma de voar.

O que, inicialmente, era o final de uma etapa se transforma no começo de outra.
Cada um a trilhará de acordo com o que vivenciou, do que percebeu e enxergou.
O tempo e o espaço não são os mesmos para todos. A aprendizagem é contínua e permanente.


O dia do vôo é nublado para alguns, ensolarado para outros. Tempestuoso, quem sabe.
O vôo linear é aceito mas não tão comemorado. As elevações pelo caminho impedem a continuidade de um voô deste tipo. A adequação do vôo com os desafios propostos no caminho e a originalidade ao enfrentá-los são muito consideradas.

"Ele é um Turixantan. Um pouco mais antigo, com penas não tão brilhantes, já chegara ao grupo, como muitos, sabendo voar. Mas aprendeu mais, descobriu outras formas e capacidades. Agora, pouco antes de seu recuo para o salto, pensa que, se não sabe tudo, pelo menos tem a certeza de que pode investigar e procurar... e que pode fazer isso com e por outros Turixantans. Descobre um receio bem escondido de que seu vôo seja conturbado. Afasta-o, trocando-o pelo sentimento de que é capaz. Com carinho e gratidão vira a cabeça e observa os colegas turixantans e, especialmente , os Mursiatans que o acompanharam até aquele momento. De certa forma, aqueles mestres estariam junto, no vôo e mais além. Ele retoma à posição inicial, balança as asas, recua, corre e salta! Quem permanece na linha de saída pode ler a mensagem enviada pelo bater de suas asas: obrigada, obrigada, obrigada. Fui!"



domingo, 1 de novembro de 2009

Pequenos paraísos





Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca."
(Jorge Luís Borges)

Desde pequena aprendi a utilizar as prateleiras de uma biblioteca como passaporte para grandes viagens.
Conseguir uma nova carteirinha de sócia era motivo de muito festejo, em minha casa.
Na infância, palmilhei por muitas bibliotecas: do SESI, da AABB, ASBac, a biblioteca da casa dos meus padrinhos, da casa dos pais de meu amigo Mathias.. Mais tarde, Biblioteca Central, Lucília Minssen, CCMQ, Faculdade de Letras, Bibliotecas da Smed e FAPA.
Entrar em uma Biblioteca, observar as prateleiras, folhear os livros, escolher aquele que mais interessa, circular pelo espaço sempre foram motivos de muito prazer.
Neste ano, com a aposentadoria da professora responsável por este espaço, a equipe diretiva de minha escola convidou-me a assumir a vaga existente. Este convite foi motivo de muita alegria: tinha a certeza de que poderia, de alguma forma, retribuir tudo o que eu conquistara através deste espaço, realizando hora do conto, estimulando o manuseio dos livros, oportunizando que todos os alunos fizessem retiradas e, na sequência, seus familiares também.


É bem verdade que, além da turma de terceiro ciclo, à tarde, ainda partilho com uma querida colega a coordenação cultural da Escola. Entretanto, entre ter a possibilidade de realizar um novo e mais instigante trabalho, oferecendo uma diferente "filosofia de Biblioteca" , beneficiando muitos alunos e continuar me dedicando quase integralmente a uma coordenação onde já havia uma pessoa também responsável, naturalmente, voltei maior parte de minha atenção para o novo desafio. Porém, por várias questões, ainda não pude me desligar, como é meu desejo, da Coordenação Cultural.
Atualmente, na escola, realizo o trabalho na Biblioteca, sou responsável pela coordenação do Projeto Adote um Escritor, atuo com uma turma de adolescentes (maravilhosos! Tanto a turma como a parceira.) e, de forma não tão intensa quanto antes, acompanho minha colega da Coordenação Cultural.
Nos entremeios, administro o blog da Escola e me "enturmo" cada vez mais com as Tic's.
Chego à conclusão de que tenho bastante com o que me ocupar, fora o PEAD, Cursos de Extensão, cuidados com turma canina e felina, vida pessoal e saúde.
Não trago essas observações como um lamento, ao contrário. Sinto-me desafiada (ok, ok...por vezes cansada, sonolenta...) e instigada a testar os meus limites.
Mas o que faz com que eu "aguente" quase beirando e ultrapassando certos limites? A parceria , o prazer de fazer o que gosto e a compreensão de que nada é permanente.
Em relação aos parceiros, descubro que tenho vários em diferentes níveis: marido, amigas e colegas da Turma e da Coordenação, a equipe diretiva de minha escola, minhas colegas e amigas do PEAD, minhas professoras, orientadoras, tutoras, cachorros, gatos, livros...
E, se por alguns momentos, estiver mais cansada, rabugenta ou , como diz uma colega da Escola, " já estou tomando sorvete pela testa" vou tentar lembrar do que disse a Neusa: "a cada dificuldade surgida, encontro um jeito de..." contorná-la, enfrentá-la, ultrapassá-la , acrescento eu.
Vou conseguir, sempre? Acho que não. Mas uma bela tentativa já é um bom caminho.
Alguns paraísos podem parecer pequenos mas a luminosidade que irradiam nos afeta por uma vida inteira, não é?

terça-feira, 24 de março de 2009

"Dá licença..."

Promessa quase sempre é dívida. Quase sempre, neste caso. Embora tenha prometido escrever um post sobre Diane Ravitch, adio o momento em função do reinício das aulas no PEAD e da necessidade de falar um pouco sobre o mesmo.

Pois é...reiniciamos na quarta-feira com a interdisciplina Seminário Integrador. Foram analisados 3 PAs. (um deles, o de Stress) O tempo passou rápido demais e nosso PA sobre stress não teve a análise muito aprofundada. O solicitado pelas professoras, anteriormente, de visitarem os 3 PAs, não se efetivou, a meu ver. Muitas de nós estavam tendo o contato com o tema naquela noite e, portanto, apesar da resumida apresentação de cada grupo, não puderam tecer comentários sobre todo o wiki e seu conteúdo. Pena. Mas, no distress.

Como uma das primeiras propostas do semestre vem o indicativo de analisar o PA de outro grupo. No meu caso, o dos SOTAQUES. Pois bem...ao trabalho! Em breve estarei postando minhas observações.


O reinício não se deu apenas no PEAD. Em minha escola as aulas começaram em 4 de março. Neste ano, minha colega e eu temos um novo grupo, com um diferente perfil: praticamente todos (ao contrário da turma anterior) conseguem se expressar oralmente. Alguns conseguem ler, escrever... São mais independentes, circulam pela escola com maior segurança,um faz estágio na Câmara, dois conseguem vir até a Escola de ônibus, sem acompanhante.

Na sala de Informática, hoje, pesquisávamos fotos de Porto Alegre. Um de meus alunos copiava, no word, um texto coletivo feito para o nosso Livrão da Turma.



Na primeira semana, na nossa assembléia, listávamos o que cada um sugeria de passeio e de atividades. Um de meus alunos tem o hábito de repetir "Alvorada, Bia! Alvorada! Soul!" Então, após conversarmos sobre o que e o porquê do que ele repetia, contei que conheço uma parte de Alvorada. Resumindo a história: meus alunos conhecem a orquestra de flautas do Pólo de Alvorada pois, recebemos a visita da Professora Lúcia e seu grupo há algum tempo. Eu estudo no mesmo lugar em que o grupo de flautas ensaia. Então, neste ano, se todas as condições forem favoráveis, vamos à Alvorada, retribuir a visita, e conhecer o lugar onde eu estudo. A idéia foi lançada. Agora, a Coordenadora Cultural de nossa Escola(eu) deverá agilizar os contatos.

Alvorada, gente! Alvorada...