sábado, 23 de agosto de 2008

Luto pombal e cia


Pois é... acho que estou em "estado de choque pombalístico".

Desde pequena observo as pombas caminhando audaciosamente próximo a pneus de carros e procurando comida nas calçadas. Sempre pensei: "mas onde estão os filhotes de pomba?"

Alguém já viu um filhote de pomba?

Nunca perguntei a ninguém até conhecer meu marido. (não sei qual a relação...) A ele, entre uma conversa e outra eu perguntava: "Lu, já viu um filhote de pomba?" "Não, nunca, Bibi..."

O Google surgiu em nossas vidas e, nada. Jamais pesquisei sobre o assunto. Algo me impedia. Mas no fundo, eu teorizava romanticamente: "hum, as pombinhas são mães muito zelosas. Escondem e protegem seus filhotes até a fase adulta."

E falando em fases e em adulta devo confessar que meu choque pombalístico começou através de uma intervenção de nossa querida Íris. Sim, graças a ela fui arrancada da fase romântica sobre os bichinhos.

Na aula presencial, ao verificar as questões que Iliana e eu escolheramos para o PA, questionou a relevância das mesmas já respondendo a pergunta que eu sempre guardara sem respostas: " ora, quem não viu é porque não estava no lugar certo! Eu estou cansada de ver filhotes de pombas que caem dos ninhos, perto de minha casa.."

Percebem o meu choque? Íris não só respondeu à pergunta como disse que já vira, não uma, mas MUITAS VEZES, filhotes de pomba!!!
Fiquei olhando para ela e ouvindo-a, conversando e analisando sua face tranquila que demonstrava não ter captado a importância daquele momento: saí da infância pombalar para a fase adulta pombalística! Alguém vira os filhotes de pombas muitas vezes e dissera que eu nunca estivera no lugar certo para vê-los... E pior!!! Que estava cansada de vê-los!!! Pensam que ficou só nisso? "Nananinanãoooo!"

Nossa colega Rosária também "matou" minha curiosidade ao contar-me que sua avó tinha criação de pombas e que ela também vira muitos filhotes. Contou-me que eram muito feínhos e que tinham uma plumagem muita escassa, por isso, ficavam "protegidos" por bastante tempo...

Tanta gente querendo me ajudar e eu só pensava "será que mais alguém viu? Será que a Íris e a Rosária não são as únicas remanescentes de uma espécie em extinção: AQUELES QUE VIRAM OS FILHOTES DE POMBAS? "











Mas, ainda havia a questão das abelhas...

"É verdade que as abelham morrem depois de darem uma ferroada?"
Facilmente, Iliana encontrou a resposta, em sua casa. Mas, tendo abandonado os filhotes de pomba, tentávamos ficar com as abelhas.
Nossa "Poderosa Íris" entrou em ação e lá íamos nós outra vez, à procura de uma questão que nos mobilizasse de verdade. Mas, enquanto essa nova e ainda desconhecida curiosidade está adormecida, procurei, finalmente, fotos de filhotes de pomba e curiosidades mais específicas sobre a abelha rainha.
Li que a abelha rainha ao ficar velha e incapaz de procriar era substituída pelas abelhas operárias. "Como assim? Elas se voltam contra a Rainha e matam a coitadinha?"
Alguns textos falavam em substituição mas não entravam nos detalhes mais perversos. "Garimpei" e encontrei esta resposta na wikipédia:

Substituição é o processo pelo qual uma rainha, normalmente muito velha ou doente, é substituida por outra. Com o avanço da idade, a rainha para de produzir seu feromônio inibidor.
A substituição pode ser forçada por uma operária. Ela pode, por exemplo, cortar uma das patas dianteiras ou do meio da rainha, que não consegue mais se apoiar corretamente e para de colocar os ovos na posição correta. Tal fato é percebido pelas operárias, que iniciam imediatamente a produção de novas células de rainha. Quando uma nova rainha já está madura e fértil as operárias matam a anterior por sufocamento, se sobrepondo umas as outras sobre a rainha, até que ela morra por excesso de temperatura (método também utilizado para matar vespas predatórias).


Considero muito luto de uma vez só: o luto pela saída de uma fase infantil para outra, o luto pelas pombinhas que caem dos ninhos perto da casa da Íris, o luto pela abelha Rainha(tadinha...) e por todas as operárias que morrem ao picarem alguém... minha nossa, se demorar mais, sou capaz de chorar pela morte da "bananeira que morre depois de dar cacho", se isso for verdade, lógico.
É, esse semestre promete...

7 comentários:

Iris disse...

Bia, querida

Estou me sentindo uma bruxa. :)))

Abra@os e (uma pomba da) paz

Kátia Diehl. disse...

Biazinha ! Que horror ... ficamos em grupos separados no acompanhamento do VIVA ...rs...!!
Dia 30/08/08 - 10 horas
Um bom início de semana !!!
Beijokas carinhosas !!!
Kátia

Kátia Diehl. disse...

Biazinha ! Só mais uma coisinha ... aqui perto de casa tem uma bananeira ... já faz uns 3 anos que eu a vejo dar cachos ... sempre lá por dezembro ... não quero lhe deixar mais traumatizada ainda, mas acredito que esta história de que bananeira dá um cacho e morre também é um equívoco !!!
Beijinhos !
Kátia Diehl

Daiane Grassi disse...

Olá querida "mosqueteira" tenho novidades (e desafios) lá no meu blog aguardando a visita (e ajuda) de vocês, ok?! Um abração! Daiane

Jurema disse...

Oi Bea após ler teu comentario no meu Blog vim eu até aqui par simplesmente agradecer teu apoio,mas me deparei com o relatório pombistico que me sugeriu a idéia de proteção e ai me vi muitas vezes feito pomba protegendo meu aluno por mais que ele faça algo de ruim ou errado eu fico que nem uma pomba tonta tentando de todos os lados protegê-lo assim como os outros para que ele não os machuquem.Engraçado estas relações de instintos maternos entre os animais e nós humanos.Eu também nunca vi uma pombinha bebê,mas devem ser assim como alguns bebês desajeitadinhos,porém adultos tornam-se belos.Hoje pela manhã eu percorria meu trajeto casa escola com minha filha de 9 anos quando ela me questionou ao ver duas pombas na cerca de uma casa,se elas eram exatamentes iguais,mesmo sendo totalmente brancas ou pretas?Não soube responder pois nunca havia pensado nisso.Bem agora chega.Até breve.

Solange disse...

Oi, Bia!
Credo, nem tenho o que dizer...
Um grande abraço e um ótimo início de semana.

Izolete disse...

Olá Bia, um grande beijo pra ti também.Gosto muito de ti, apesar de converarmos tão pouco.Gosto das tuas idéias.