terça-feira, 31 de outubro de 2006

ECS 7, semana 5 - MARX e ENGELS


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA - ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: Escola, Cultura e Sociedade
PROFESSORA: Vera Corazza
ATIVIDADE: 7 , semana 5
ALUNA: Maria Beatriz Santos Guterres


MARX e ENGELS


Karl Marx (1818-1883). Filósofo alemão. Criador, junto com Friedrich Engels, do socialismo cientifico (comunismo moderno), teoria que demonstra uma clara influência da obra do filósofo Friedrich Hegel. Foi em seu refúgio em Londres que Marx elaborou a base doutrinária da teoria comunista, apresentada em três volumes e denominada Das Kapital (1867-1894; O Capital), uma análise histórica e detalhada da economia e do sistema capitalista. Nessa obra, Marx demonstra como a classe trabalhadora é explorada e explica a apropriação do valor excedente (mais-valia) pelos que detém os meios de produção. A experiência revolucionária da Comuna de Paris também foi estudada por Karl Marx. Em 1864, Marx participou da criação, em Londres, da Primeira Internacional. Somente depois de sua morte é que seu pensamento começou a prosperar dentro do movimento operário. Essa concepção passou a ser denominada marxismo ou socialismo cientifico. Suas doutrinas foram retomadas por Lênin, no século XX, e passaram a ser o núcleo da teoria e a práxis do bolchevismo e da Terceira Internacional.


Friedrich Engels (1820-1895). Economista político e revolucionário alemão. Engels fundou com Karl Marx o socialismo científico, conhecido como comunismo. Em Paris, em 1844, Engels visitou Marx, quando decidiram trabalhar em conjunto. Essa parceria prolongou-se até a morte de Marx, em 1883, e teve dois sentidos: por um lado, realizaram a exposição sistemática dos princípios do comunismo, mais tarde conhecido como marxismo; por outro, organizaram um movimento comunista internacional. Engels mudou-se para Londres em 1870, onde exerceu considerável influência na formulação dos programas e políticas da Primeira Internacional Comunista e da Segunda. Na Inglaterra, publicou o segundo e o terceiro volume da obra de Marx, O Capital. Escreveu ainda: A Situação da Classe Operária na Inglaterra (1844), Anti-Dühring (1878) e A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884).

http://www.sds.org.br/hist/ideologia.htm

domingo, 29 de outubro de 2006

Quase hora de dormir...

O dia foi produtivo. Votei, passei na urgência ortopédica, refiz alguns temas da Escola, Projeto Pedagógico e Currículo. Dei uma olhada no Diário de Bordo desta disciplina e não vi nenhum comentário do dia 02 a 12/10. Batizei este período de Período da Invisibilidade. Descobri que devo a atividade 4. (argh!)
Mais tarde, ao lembrar da imagem e do número de blogs existentes...( deletei este momento ) Pelo Skype, conversei com a Lu B., kátia e Luciene.
Descobri como colocar curtas no blog. Gostei. Passei distante de Tecnologias e pbwiki. Hoje, pretendo dormir quando o sono convidar.

ECS - Ainda, sobre Weber..

Dominado

ECS - Semana 5 - Atividade 6

Universidade federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Disciplina: Escola Cultura e Sociedade
Professora: Vera Corazza
Aluna: Maria Beatriz Santos Guterres
Pólo: Alvorada
Relatar duas situações individuais vividas em local de trabalho, a partir da teoria de Weber
Situação 1: Processo eleitoral de uma escola: A chapa da oposição prometera aos pais, em troca de votos, várias coisas: cada família escolheria a professora e turma para seu filho; atendimento familiar gratuito com um dos membros da nova chapa, formado em Psicologia; cestas básicas. Fora isso, descobriu-se mais tarde que, algumas famílias receberam "empréstimos"...
Houve empate no segmento dos professores mas o segmento pais decidiu: estava eleita uma nova equipe diretiva. Equipe, que desde os primeiros dias de sua posse esteve "acorrentada" à promessas feitas anteriormente. Muitas , impossíveis de serem cumpridas. Insatisfação de pais e professores. Insegura, a nova equipe, de várias formas, tentava prejudicar o trabalho e a imagem dos profissionais que votaram na chapa da situação. Em apenas um ano, mais de duas coordenadoras pedagógicas assumiram e desistiram pois não encontravam espaço para realizarem um trabalho. A direção tinha a primeira e última palavra. Todas as tentativas, em reunião de professores, de questionar as atitudes eram rechaçadas por diretora e vice, que sempre, no dia seguinte, chamavam as pessoas que haviam se manifestado e "questionavam" suas posturas "anti-éticas". (entenda-se por anti-éticas o fato de questionarem condutas da direção)
Após um processo longo e doloroso para todos, como conseqüência, a intervenção da mantenedora e afastamento, da equipe.
Como disse muita gente: "o poder subiu à cabeça..."
Situação 2: Existe uma sala na escola designada, em um dos turnos, para avaliação dos alunos. (neste caso, entenda-se por avaliação o processo de entrevista com os pais, observação e interação com a criança ou adolescente, cujos pais solicitam a vaga.) No outro turno a sala foi destinada, pela direção, para a realização de atendimento individual de alunos encaminhados pelo conselho. A professora responsável pela avaliação, que usava a sala apenas em um turno, recusou-se a dividí-la com a colega alegando que aquele espaço era SEU. Não permitia que a colega colocasse seu material de trabalho nas prateleiras vazias que existiam na sala e procurava interromper o trabalho da outra professora alegando precisar de materiais que ali estavam. (para melhor esclarecer: a professora de avaliação tinha, no outro turno, uma turma de segundo ciclo cuja sala ficava em frente a outra, utilizada pela manhã)
Qual a forma encontrada pela direção para resolver o impasse? Bem, a direção esqueceu que as salas pertencem a todos que a utilizam e não, apenas a uma pessoa. Esqueceu que a Escola e suas dependências são um bem público e não, particular. Solicitou, contrariando sua própria orientação inicial, que a segunda professora procurasse outro espaço. A responsável pela avaliação era mais antiga na escola e votara nesta equipe diretiva.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

ECS 5 - SEMANA 4 (BLOG DE COLEGAS)


" Concordo sobre a necessidade de dominações para que a sociedade funcione tranqüilamente, mas questiono a maneira com que são feitas essas dominações atualmente."
Irisinha http://irisinhaacosta.blogspot.com

Consegui um turno, pela manhã, para tentar colocar em dia as atividades desta disciplina. Visitei blogs de quatro colegas. (na verdade , cinco, contando com o blog da colega de São Leopoldo, Irisinha.)

Procurei visitar outros pólos. Li os blogs das colegas de Alvorada, Adriana e Alexandra. Gostei dos exemplos colocados, por ambas, e fiquei feliz em perceber que estão, assim como todos nós, superando as primeiras dificuldades encontradas no início do curso. "Saltei" para Gravataí e postei comentário no blog de Adriana Marques. Em São Leopoldo, li o blog de Adriana Arruda. Gostei bastante das suas reflexões e , também dos comentários postados pelos colegas. Há uma boa provocação para discussões sobre o tema, nestes comentários. Gostaria de ter ficado mais tempo mas, a outra tarefa exigirá mais a minha atenção.

Mas olha só... tudo bem que é importante conhecer os colegas. Acho muito legal e enriquecedor. Mas estou, desde ontem, pulando que nem pipoca, em blogs de todos os pólos procurando quem tem a minha imagem! Haja tempo...(ou será que entendi errado a tarefa? Temos ,mesmo,que procurar entre TODOS os blogs, quem será nosso parceiro de grupo?) Claro, são apenas 8 colegas. Mas até encontrá-las... Bem, voltemos a Weber e cia. Estou gostando das leituras e, também, das reflexões feitas por minhas colegas. Ah! Muito oportuna a possibilidade que esta disciplina ofereceu, de retomada de questões.

Enquanto fazia a tarefa, conversei com a Lu B. no telefone e com a Luciene S. pelo Skype. É muito bom nos certificarmos que essa rede de conhecimento, informações , afeto e apoio funciona.

Para não esquecermos : " eu hoje estou tão só

mais só do que eu merecia

eu acho que será pra sempre

mas sempre não é todo dia"

Pelo que me lembro, é uma parte de uma música cantada por Oswaldo Montenegro. Sempre busco essa frase para lembrar que "amanhã é outro dia...". Beijão pra todos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE


Bom dia, pessoal! Apresento a minha imagem: c2
Meu endereço eletrônico: mafibibiosa@yahoo.com.br

Meu endereço de Blog é http://biapedag.blogspot.com
O alternativo é http://mbgbiagut.blogspot.com
Abraços.
Bia

ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
PEDAGOGIA ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE
PROFESSORA: Vera Corazza

ALUNA: Maria Beatriz Santos Guterres
PÓLO: Alvorada
ATIVIDADE:5, semana 4

MAX WEBER
Contextualizando a época...
"Ao
contrário da época de Marx, em que a
crença no poder da razão e da ciência era
amplamente difundida, Weber escreve
em um ambiente de abalo da concepção
positivista do mundo. Para exemplificar
o ambiente intelectual desse período, temos,
por um lado, Nietzsche com seu
ataque feroz à concepção de verdade científica.
Por outro lado, temos Freud, que
mostra a importância das paixões e das
pulsões, anteriores à consciência, para o
entendimento das ações humanas. Weber
conhecia a obra de ambos e em algum
grau foi contaminado por esse espírito."
Destacando algumas idéias...
Para Weber,o verdadeiro ponto de partida da Sociologia se refere à compreensão da ação dos indivíduos. Sentia necessidade de entender as motivações e intenções existentes em certas situações sociais.
"Portanto com Weber se estabelece, de vez, na Sociologia a abordagem de subjetividade do sujeito com o reconhecimento das ações singulares e individuais que, de certa maneira, já estavam sendo idealizadas desde o século XVII com Giovanni Batista Vico (1668-1744) que era um filósofo e historiador italiano que defendia a tese de que o verdadeiro objeto do conhecimento são os feitos humanos. Para Weber os fatos sociais não são “coisas”, mas acontecimentos que o cientista percebe e cujas causas procurará desvendar."
Segundo Max Weber, há 3 tipos de dominação:
LEGAL: tem como fundamento a afirmativa que "qualquer direito pode ser criado e modificado mediante um estatuto..." Obedece-se ao estatuto, à regra, à lei ou regulamento. Exemplo de dominação legal: estrutura do estado, Município, empresa privada.
TRADICIONAL: O ordenante é o "senhor", quem obedece são os "súditos" e o quadro administrativo é formado por "servidores". O conteúdo das ordens está fixado pela tradição e o senhor age conforme sua vontade, prazer, simpatia ou antipatia, levado por pontos de vista pessoais. Exemplo de dominação tradicional: patriarcado.
CARISMÁTICA: Assim designada pela devoção afetiva à pessoa do senhor e seus dotes. O quadro administrativo é criado de acordo com carisma e vocações pessoais e não devido à qualificação pessoal.
"...a autoridade carismática é uma das grandes forças revolucionárias da História, porém em sua forma totalmente pura tem caráter eminentemente autoritário e dominador." Exemplo de dominação carismática: governantes de alguns países.
Sobre política....
"O político deverá esposar a ética dos fins últimos e a ética da responsabilidade e deverá possuir a paixão pela sua atividade como a capacidade de se distanciar dos sujeitos da sua governação".

domingo, 22 de outubro de 2006

Calmaria


Olha só: depois de escrever, encontrei tempo para visitar os blogs das colegas. Postei comentários, refleti. sorri, gostei do que li e fui me acalmando. Serenando... Agora, vou desligar o micro, convidar o Lu, pegar meus cachorros e passear por alguma praça. Está um lindo dia, lá fora...

Atividade 4, semana 10, já é meia noite, hora de acordar

Tenho uma amiga, professora de Música, casada, com uma filhinha, com gato, cachorro,trabalhando em Porto Alegre, Montenegro e fazendo doutorado. Dia desses, se encontrou comigo e relatou que, na noite anterior, estava lendo uns textos na cozinha quando ouviu música clássica...saindo da geladeira! Dei risada. Pois é...

Tarefa da semana: explorar os recursos do paint, publicar no webfólio, durante a semana entrar no fórum, dormir, refletir,
postar o marido, passear com pbwiki, pentear os cachorros, copiar, salvar a comida, ser gentil (e ainda, sorrir!),enviar o gato, lavar os arquivos, minimizar o forno, jantar as dúvidas, "catar coquinhos", quebrar coquinhos pra tomar suco, fazer cara de normal, tomar chá no blog, alistar-me na Marinha, ler Diário de Bordo, nadar na rede, comer o Skype, postar as roupas, "ei...querido, fofinho..." (lembrar URGENTE do nome do marido), entrar em um grupo de orações, esganar o Merlin que bate na minha tela, passar no HTML e visitar a amiga que ganhou nenê, comprar um pc de lembrancinha,não gritar quando o "homem bom que entende de Informática" sugerir que eu descanse da tela e o acompanhe ao cinema, ir ao cinema, não dormir, assistir o GRITO2 ( e não gritar!!!), controlar o riso descontrolado, ir no mural da escola, colocar um recado, comprar máquina digital, impressora, fazer um upgrade, assaltar um banco, entrar no fórum, preparar defesa, atender o telefone, salvá-lo, visualizar quem está ligando, entrar no rooda, sair do rooda, girar,clicar, formatar a louça, editar a alegria, rir da confusão... digitar Luis, ler os tênis, calçar os textos, procurar o Cláudio, saber que é o Lu... LU, meu marido se chama LU! Por útimo, reconhecer que adoro tudo isso.

E você? Já conversou com o Pbwiki, hoje?

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Utopia?





Utopia está no horizonte.
Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei.
Pra que serve a utopia?
Serve para isso, para caminhar.

Fernando Birri


Esta tela foi pintada por um de nossos alunos especiais, na Oficina de Artes, com a professora Patrícia Zillmer. Há algum tempo, poderia parecer utopia realizar uma oficina como essa com alunos autistas e psicóticos ( Transtornos Globais de Desenvolvimento). Mas a caminhada deu e continua dando muito certo...




Esta é a Professora Patrícia, acompanhando uma das alunas em dia de Eleição do Nome da Mascote da Turma Am3

domingo, 8 de outubro de 2006

Escola, Cultura e Sociedade

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Disciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
SEMANA 2 – ATIVIDADE 3


1. Qual a posição de Durkheim frente ao que diz Stuart Mill?

Segundo Durkheim, a definição feita por Mill engloba “fatos interdiversos, que não devem estar reunidos num mesmo vocábulo, sem perigo de confusão.”


2. Quais as duas definições ressaltadas por Durkheim? Explique o ponto fraco em que incorrem?

A primeira, é de Kant: “o fim da educação é desenvolver em cada indivíduo, toda a perfeição de que ele seja capaz.”
A segunda, é chamada de “utilitária”: “a educação teria por objeto fazer do indivíduo um instrumento de felicidade, para si mesmo e para os seus semelhantes; porque a felicidade é coisa essencialmente subjetiva, que cada um aprecia a seu modo.
O ponto fraco é que o teorista considera que as definições partem de um princípio único: que existe uma educação ideal e perfeita para todos, indistintamente. Seria uma educação universal. Na realidade, ao longo da História a educação tem variado infinitamente
.


3. O que é preciso, de acordo com Durkheim, para definir educação?

Conhecer a sociedade através de estudo e observação. Considerar sua história, seus valores e sistemas educacionais.


4. De acordo com Durkheim, que fatos levam cada sociedade a fazer do homem certo ideal, tanto do ponto de vista intelectual quanto físico e moral?

São eles: sentimento de religiosidade, direitos e deveres, progresso, Ciência, Arte.


5. Segundo o autor, que função o "ïdeal" a ser realizado têm que suscitar na criança?

Estados físicos e mentais considerados indispensáveis pela sociedade da qual faz parte. Da mesma forma, certos estados físicos e mentais que o grupo social, a que a criança pertence, considera.


6. A partir da definição "A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine" o que conclui Durkheim? Explique?

A conclusão é que a educação é o meio pelo qual a sociedade prepara as crianças para adquirirem condições necessárias a sua existência. “tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine.”



7. Como o autor explica que sociedade e indivíduo são idéias dependentes?

“... sociedade e indivíduo são idéias dependentes uma da outra. Desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, não tem por objeto, ou por efeito, comprimir o indivíduo, amesquinhá-lo, desnaturá-lo, mas ao contrário engrandecê-lo e torná-lo criatura verdadeiramente humana.”

sábado, 7 de outubro de 2006

Os dias e as noites têm brigado muito, comigo. Semana muito confusa, com volume de tarefas se agigantando, reuniões difíceis, no trabalho.
"Click" numa página, que manda para outra, que faz referência a um link, que vc quer visitar, que faz referência a outro... e vc vai parar no Japão! Olha só: não estou reclamando; só constatando.
Semana gelada, "ventando" surpresas complicadas, em minha escola...
Fecho os olhos, ouço uma música e lembro da felicidade ao ler meu nome na lista de aprovados, dos primeiros dias, das dúvidas, das apresentações...
Agora, relembro da "outra amiga de Irene", nossa colega Luciene... Nesta semana, Luciene, em uma de suas falas, para o grupo, explicava como, saudavelmente, está mudando a rotina familiar (com ajuda de todos) para que consiga realizar as tarefas do curso.
Chamou-me a atenção quando ela disse que, no futuro, dedicaria sua conclusão desta etapa a sua mãe. (lembram? É na casa da mãe que Luciene montou o seu QG Pedagógico) Aí, fiquei pensando "Vou dedicar a alguém...?"
Pois é... descobri algo extremamente favorável,em relação ao pbwiki. Graças ao pbwiki, vou dedicar minha conquista ao Lu.
Compreender e utilizar este recurso tem me deixado irritada, desgastada e, não poucas vezes, impotente. Aí, entra o Lu. Ele chega , do trabalho, bem depois de mim. Nos últimos dias, larga seu material, afaga os cachorros e senta ao meu lado, frente ao computador. Ouve minhas reclamações, choramingos, diz que preciso me acalmar, relembra a nossa felicidade ao saber que eu passara no vestibular. E sempre, incansavelmente, diz "vou te ajudar". E ajuda. Ele ajuda, quando me relembra, quando me conforta, quando dá o limite dizendo que estou exagerando, quando fica tempos mexendo comigo no pbwiki...
Eu disse "graças ao pbwiki, vou dedicar..."? Que nada! Vou dedicar ao Lu porque ele é meu amigo, meu parceiro, meu companheiro. Por que ele, tem acompanhado e, muitas vezes, tem ajudado a retirar algumas pedras de meu caminho.
E como não mencionar a Íris, que incansavelmente, responde às minhas dúvidas e , pacientemente, acompanha minhas atrapalhações e acertos? E os tutores, que nos acompanham e partilham,muitas vezes, da mesma ansiedade do grupo? Como deixar de citar a Magali, com sua gentileza e presteza em ajudar, as "pílulas de otimismo" distribuídas pela Sílvia (putz! pílulas no sentido figurado, viu?)e o seu sorriso? E a Lu, a Leonor, a Ivana, a Ligia, a Luciene, as (eh, eh...) Beas? Sem esquecer da Marion, da Alexandra, da Ilana, que encontrei mais de perto na sala do SEI E NÃO SEI, da Kátia e sua alegria, da minha colega, também de signo, Chaine...
É tanta gente, que o Lu não vai ficar sozinho, nos agradecimentos. E eu, apressada que sou, já inicio antes do término desta jornada: OBRIGADA, OBRIGADA e OBRIGADA!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Medos, ousadias e desejos (segunda parte da primeira)

Lugares em que trabalhei:

Nossa Toquinha (Maternal 1 e 2)

Escola da ACM (Jardim e Primeira Série)

E.E Gal. Sampaio (Primeira Série, Segunda Série)

E. E. Japão ( Jardim B e Quarta Série)

Colégio Champagnat (Jardim B e coordenação)

E.M.E. I Jardim Bento Gonçalves (Jardim A)

SMED-POA (Assessoria Pedagógica de Ed. Infantil- EMEIs e Creches Comunitárias)

Atualmente, trabalho com Primeiro Ciclo, no turno da manhã e Segundo e Terceiros à tarde, na Escola Municipal de Ensino Especial Lucena Borges. Nossa escola atende alunos até 21 anos, que possuem Transtornos Globais de Desenvolvimento.

Considero uma feliz ousadia, depois de uma década trabalhando com Ed. Infantil, retomar minha outra área de formação: Educação Especial.

Quero dialogar sobre Educação, Sexualidade(no momento, sexualidade de adolescentes especiais),Valores, Amores e Amizade, Relações de Poder, Autoridade e Autoritarismo...

Tenho medo da minha "braveza de ariana"(que domo e deixo adormecida, geralmente),de violência e, atualmente, muito receio do que este país, através de governantes corruptos, venha a se tornar.

Ser professor, hoje, não é ser conteudista. Ser professor é propiciar conhecimento, informação, criticidade...é estar de braços dados com Valores e com Ética. Fácil? Que nada...Há muitos obstáculos a ultrapassar... Mas "tudo vale a pena, se a alma não é pequena"...

domingo, 24 de setembro de 2006

Escola, Cultura e Sociedade

Aritmeticamente falando, sou resultado da curiosidade e teimosia da infância, mordidas de cachorros, arranhões de gatos, afagos e reprimendas de minha mãe, leituras e conversas com meu padrinho, batatas fritas, pizzas, paixonites juvenis, choros, desilusões, risadas, incertezas, certezas, chocolates Kri e canetinhas Pelikan.
Escolhi ser professora na quarta série primária, por causa da mãe do Antônio Augusto, meu colega e por quem eu viria a suspirar muito, alguns anos depois.
Já na quarta série, eu tinha curiosidade em saber como era o pai de Antônio. Deveria ser uma pessoa muito bondosa e querida. Afinal, meu colega deveria ter a quem puxar...
Minha professora de quarta série se chamava Sônia, era mãe do Ântonio Augusto e uma "peste".
Nas segundas e quintas-feiras, era assim: ela chegava e cumprimentáva-nos secamente, deixava bolsa sobre a cadeira, livros na mesa e escrevia, no quadro, dezenas de equações, uma para cada um de nós. Enquanto escrevia furiosamente , a turma deveria estar em silêncio, copiando e aguardando o que, sabíamos, viria... Mas na verdade, estávamos em ebulição silenciosa.
A professora funcionava do mesmo jeito, sempre. Por isso, sabíamos que a primeira equação seria resolvida, no quadro, pelo primeiro da chamada; a segunda pelo número dois, da chamada e, assim,sucessivamente. (A minha equação sempre era a 12!) Também sabíamos que ela diria "bom" para quem acertasse, começaria a bater a caneta sobre a classe se o aluno demorasse a resolver e humilharia quem errasse.("criança burrinha", "esqueceu a matéria?", "dormiu demais?", "ficou brincando?")
O que fazíamos, enquanto ela estava de costas? Cada um esperava pela sua equação e começava a resolvê-la. Caso não soubesse, procurava ajuda, pé ante pé, pela sala. Promessas eram feitas: "se resolver pra mim, te dou meu lanche...uma canetinha...faço teu tema de casa". Quem não tinha nada para barganhar, tentava a troca de lugar com um colega que estivesse "sentado numa equação fácil".
Naquele tempo, eu me perguntava várias coisas: Por que ela quase nunca olhava para nós? (E, se olhava, parecia estar sempre com raiva...) Será mesmo, que não percebia que algumas crianças, tinham trocado de lugar? Não se interessava em saber o motivo? Ela não tinha pena, quando alguns de nós, os mais frágeis, os não tão populares para conseguir uma troca ou ajuda, começavam a chorar, já na classe? Por que ela não ajudava? Coitado do Antônio Augusto...
Pois foi num dia em que "a escolhida" era eu, enquanto ouvia risinhos de deboche de alguns colegas e as ironias da professora, que eu "fugi" e decidi. Fiquei em pé, frente ao quadro, giz na mão suada, ouvindo, longe, a voz da professora. Não sabia como , mas eu fora para um outro lugar, onde a raiva e o descaso não eram aceitos. Fiquei parada, pensando em outra coisa, virei estátua. Mas, antes de retornar, pensei "Quando for grande..."(putz! eu pensava que seria...rs),"...vou ser professora e não vou magoar ninguém, vou ajudar... e os meus alunos vão gostar de mim."
Na tarde, do mesmo dia, enquanto chorava com a cabeça em seu colo, dizendo que não ia voltar para a escola, ouvia minha mãe dizer "Doca, tu és muito melhor que ela, chora mas não esquece... e , amanhã , cabeça erguida, na sala de aula."
Na noite, daquele mesmo dia, quando meu padrinho chegou, contei a minha decisão: "Vou ser professora. "
Pouco tempo depois, meu padrinho perguntou se a decisão continuava "firme". Ao ouvir a resposta afirmativa sorriu e me entregou um livro de histórias. "Vai ter que ler muito, sabe? Começa , agora."
Algumas de minhas influências: minha mãe, que me ensinou a reagir e que, mesmo sendo muito humilde,colocou sua melhor roupa e foi conversar com "quem não olhava os seus alunos"; meu padrinho que, anos antes, mostrou-me um galho de uma árvore e falou-me como ele tinha a capacidade de, muitas vezes, "vergar, mas não quebrar" e, mesmo assim, a professora que me mostrou como eu não queria ser.
O mais legal, é que muuuuuito tempo depois, numa escola estadual chamada Japão, eu fui professora de quarta série. Ensinei equações. Expliquei, repeti... meus alunos não tinham medo, nem vergonha de dizer que não entendiam ou não sabiam. Ofereciam-se para ir ao quadro, ajudavam os colegas e inventavam as suas próprias equações. Eu gostava muito deles. E a recíproca, era verdadeira.
Ah! Mas acho importante contar que duas de minhas influências "já se foram", a professora Sônia, nunca mais vi depois que saí da escola para cursar o normal e, há muito tempo, um caixa do Banrisul, enquanto me atendia, perguntou se eu era a colega de cachos chamada Bia, que fora sua companheira de brincadeiras, da segunda até a quarta série. Era eu. Ele, era o Antônio Augusto.
Agora, sentada frente ao computador, realizando parte de uma tarefa, considero-me o resultado de lembranças e muita, muita saudade.



quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Algodão Doce e Cara-de-pau

Na verdade, ainda refletindo sobre Andrea Ramal, comentários,Escola da Ponte, Projeto Amora....
Sobre a falta de recursos em nossas escolas e sobre o quão distantes estamos da realidade do conteúdo da entrevista de Andrea Ramal , penso ser necessário refletir mais um pouco. E relembrar...(bah!estou me tornando perita nisso...)
Trabalhei em um lugar chamado Nossa Toquinha, lá por volta dos anos 80. A coordenadora da escola se chamava Guacira e era professora de uma outra "escolinha" chamada "Pato". Naquela época, o "Pato" era sinônimo de diferença , ousadia e muito bom trabalho.
Pois a Guacira levou algumas coisas do "Pato", para a "Toca".
Formada há pouco tempo, eu estranhei quando recebi a tarefa de buscar diferentes profissionais para participarem do Planejamento das Profissões. Sim, íamos trabalhar com as profissões e convidar pais e mães para visitar as turmas, falar do seu trabalho e mostrar objetos utilizados no mesmo. Até aí, tudo bem. Mas cada uma de nós, professoras, recebeu, de Guacira, a tarefa de buscar outros profissionais. E na minha lista estavam sapateiro, padeiro, médico, vendedor de algodão doce.
Bem, naquela época eu me sentia tímida e nada "ousada". Como eu ia conseguir que esses profissionais fossem na escola? Gratuitamente? Fui falar com a responsável pela tarefa e explicar minhas dificuldades. Sabe o que ouvi? "Querida, quem trabalha com educação tem que ter, além do conhecimento, muita cara-de-pau, para conseguir certas coisas para os alunos. Aceite o desafio e vire-se."
Foi a partir dali que, minhas colegas e eu, nos descobrimos nada tímidas e com uma grande capacidade de convencimento. Tínhamos bons motivos: nossos alunos.
Um sapateiro bem disponível foi encontrado e visitou minha turma. Analisou sapatos, tênis,mostrou pedaços de couro, ferramentas de trabalho, respondeu perguntas, fez algumas, riu e foi embora. O médico(maravilha!) era tio de uma das crianças. Levou estetoscópio, ensinou como podemos saber o tamanho de nosso coração, examinou línguas, ouviu sintomas( tô com dor de barriga, "tio"..., meu irmão não faz cocô faz dias...), distribuiu balas e foi embora. Já o padeiro, fez-me um questionário: Para que, "mas crianças tão pequenas...", como, quanto tempo, se ele teria que levar pão para todos ou se uma conversa bastava... Depois de muita conversa e argumentação, a surpresa: ele não estava disposto a ir, mas convidava a turma a conhecer seu reino: a padaria. E nós fomos e foi o máximo! Observamos, fizemos perguntas, ajudamos a colocar pães no forno, sovamos a massa, comemos biscoitos, arranjamos um novo amigo (de quem muitas famílias de minha turma ficaram freguesas), rimos, nos divertimos e fomos embora.
E chegou a vez do vendedor de algodão doce. Eu não conhecia nenhum. Na verdade, deixara essa figura nas memórias de minha infância. Onde encontrar um vendedor que se dispusesse a ir até a escola, fizesse algodão para todos e, se cobrasse, cobrasse bem "baratinho"? Onde eu vira um, pela última vez? Na Redenção. E , para lá fui, em um domingo, caçar um vendedor. O dia bonito, a natureza ao redor, o clima de alegria trazido pelas pessoas, nada disso me interessava. Eu precisava, desejava e ia conseguir um vendedor de algodão, "no tamanho certo", para a minha turma.
Depois de muito rodar, de ter recebido olhares tipo "mas o que ela quer aqui, se não compra...?", descobri o Seu Jorge, cabelos já "grisalhando", sorriso fácil, com falta de dentes, cara de bondade. Comprei algodão, apresentei-me, falei de meu trabalho, minha turma, minha tarefa. Ele sorriu e me perguntou: "quando e onde, professora?"
Pois, o Seu Jorge foi uma das mais bonitas descobertas daquela época: tornou-se sucesso entre professoras e crianças, participava sempre que era convidado(durante muitos anos...), fazia o algodão em festas da escola , em aniversários, dava conselhos para alguns, era chamado de "vô", por outros. Descobrimos em Seu Jorge, um educador nato. Dele ouvi uma coisa parecida com o que Guacira falara: "professora, a gente não pode ficar só esperando ...tem que buscar...".
Lá por volta de 80, nem imaginávamos como o computador se tornaria importante. Mas nossas ferramentas eram outras... O fato de não termos algo, nos fazia desejá-lo e planejar formas de como conseguí-lo. Pedíamos muuuuuuito! E adorávamos, quando conseguíamos.( Bem verdade, que nem sempre...) Mas sem saber que era um plano B, geralmente tínhamos outra opção.
Bom...pra que tudo isso? Pois relaciono tudo isso com os útimos textos e comentários lidos no Seminário Integrador. Não acho que estejamos anos luz de distância da realidade citada por Andrea Ramal. Só acredito, que será mais demorado, mais difícil, para muitos. Acredito que muitas coisas, se não temos, podemos buscar através do "quem conhecemos, que pode...?" Outras, talvez não consigamos, logo. Mas não devemos deixar de buscar, querer, conhecer quem conseguiu...
Lá na Escola da Ponte, havia um espaço em que as crianças ofereciam e pediam ajuda, no Aplicação há as oficinas do Projeto Amora...Pensando em crianças construturas de sua aprendizagem posso também citar um lugar(há muitos outros, com certeza) aqui de POA: Creche João Paulo ll, que acompanhei durante 10 anos. Mas isso é outra história e eu já contei demais...

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Sobre olhares e lembranças...

Foi preciso olhar bem para trás, nesta semana. Foi aí, que relembrei de um tempo em que fui aluna, brevemente, da UFRGS. Revi uma sala no Campus Agronomia e pessoas sentadas em suas cadeiras, em semi-círculo. Líamos e analisávamos os textos que escreveramos... (E eu escrevi bastante, naquela época...)
A professora, daquele grupo, viajou, foi visitar um poeta, certamente.
E, hoje, por vários motivos, para saudar a vida, celebrar a saudade, prestar homenagem, escolhi uma "coisinha pequena", que produzi, naquela sala, com "aquela" professora , com meus antigos colegas:

Solidez da Manhã

Desperta preguiçosa, a tímida manha, nos grãos de areia do deserto.
Ainda ofegante da bruma silenciosa da noite, ele desliza despercebido. A temperatura atravessa seu corpo. Travessa, brinca com sua alma, teoria despovoada de sentido, que aos poucos se ilumina.
Procura telhas, solitários telhados trazidos pela tempestade.
O tempo serpenteia a sua volta. Olha para trás, tentando enxergar o que apenas sente. Visualiza pontas compridas voando pelo vazio, sugando o resto de seu, agora, corpo pequeno de formiga.Tímidos tamanduás descobertos pela terra...
Delira e goteja.
O deserto some ardente e silencioso, fazendo com que seus olhos abram em grito e se juntem com a voz, que se esparrama ao redor.
Percebe quente, o granito de seu corpo. Sorri completo, verdadeiro esperma deslizando solitário e, finalmente, descendo em vulcão, pelas linhas de meu sexo.

Bia Guterres
Tchau!


quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Um olhar para 2006

Relembrando o que a Professora Íris nos disse sobre "daqui há quatro anos, olhar para trás e ler no blog...", resolvi fazer um levantamento dos primeiros dois meses(incompletos), a partir da boa notícia: Passou!!!

Agosto e Setembro

Aulas presenciais, no Pólo
Colegas, professores e tutores
  • Pesquisando afinidades, no grupo
  • Dúvidas
  • Auxílio das professoras, tutores e alguns colegas
  • Troca de mensagens, comentários(alguns respondem, outros, ainda não)
  • Blogs
  • Skype
  • Rooda
  • Wiki ("pedrinha no sapato", em alguns momentos)
  • Salvar imagens e utilizá-las (que legal!)
  • Nova rotina
  • Pressão alta e paramédicos (argh!)
  • Trilha Sonora do Crash (Bird York-In the Deep...incansavelmente!)
  • Decisão: Voto em branco, não. (apesar dos candidatos) Raiva de tanta corrupção.
  • 3 dias de Multiplas Deficiências (Curso)
  • Um de meus alunos...depois de um ano, já sorri e me abraça, rapidamente
  • 5 cachorrinhos para encaminhar
  • cansaço nas sextas
  • Música, música, música
  • Novas reflexões em torno de conquistas, desejos, saúde-morte-vida, saudade, frustrações , tolerância, contensões...
  • Amigas-irmãs
  • Ferreira Gullar e o TRADUZIR-SE
  • Festa dos Rasgados, no Primeiro Ciclo

domingo, 10 de setembro de 2006

Para uma nova amiga...

Esta imagem é para uma nova amiguinha, que tem acompanhado a recente trajetória de sua mãe, Luciana, aqui na UFRGS. Interessante pensarmos nas coisas e pessoas que movem nossa vida. Certamente, o amor e confiança dos filhos, são uma delas. Colocando esta imagem, de certa forma,também faço referência a todos nós que aqui chegamos. Não , sozinhos. Mas com a expectativa e apoio de amigos, namorados, maridos, esposas, namoradas, enfim...de todos que nos amam.
Lu, tenha a certeza, que essa pequeninha sente muito orgulho de ti.
Amiguinha,filha da Lu, um beijo no coração.
Bia

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Imagem impactante

Já que uma das solicitações é
"usar imagens impactantes e carregadas de sentido", escolhi esta.
Brincadeiras à parte, começo a me certificar que o volume de tarefas se agiganta. Sei...é normal. Acho que a euforia inicial, a alegria por ter passado no vestibular já estão passando. Agora, é trabalho , dedicação e transpiração. Repito o disse para uma de nossas colegas:estamos todos no mesmo barco e o "coletivo' faz a diferença. Altos e baixos...um ajuda o outro...
Gosto muito de um livro de Literatura Infantil chamado Mãos de Vento e Olhos de Dentro. Nele , um dos personagens diz , várias vezes, "não sei", "não sei e não sei". Estou descobrindo não saber de muuuita coisa... às vezes, dá um cansaço... Bom fim de semana a todos!

terça-feira, 5 de setembro de 2006

TRADUZIR-SE

TRADUZIR-SE

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte ninguém, fundo sem fundo

Uma parte de mim é multidão; outra parte estranheza e solidão

Uma parte de mim pesa e pondera; outra parte delira

Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta

Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente

Uma parte de mim é só vertigem; outra parte linguagem

TRADUZIR UMA PARTE NA OUTRA PARTE

QUE É UMA QUESTÃO DE VIDA E MORTE

SERÁ ARTE?

Ferreira Gullar