domingo, 19 de setembro de 2010

Parte Três


O ano de 2007 trouxe fatos e descobertas importantes. Pessoalmente, fortalecia os vínculos com algumas das colegas do curso. Criávamos, na brincadeira, um nome para o encontro das colegas Lu Betat Lu Sobotyk, Kátia Diehl e eu: éramos as Mosqueteiras Pedagógicas cujo lema era o mesmo do quarteto famoso "Um por todos e todos por um!"
O apoio das colegas via skype, telefone e email foi fundamental , principalmente, nos primeiros semestres do curso. As madrugadas de estudo e pesquisa não eram solitárias. Além do grupo das Mosqueteiras, geralmente, encontrava a professora Íris.
Foi neste ano que escrevi uma das
postagens pela qual tenho muito carinho: refletindo sobre meu processo de alfabetização, relacionei-o com outras questões significativas.
Acredito ter sido neste período que o meu prazer em fotografar se tornou ato mais sério: meu olhar para com o que era fotografado se modificou. Comecei a editar imagens, procurar o melhor ângulo para tirar uma foto, abandonei fotos de pose e busquei fotos mais naturais... Semestres mais tarde eu observaria minha turma de terceiro ciclo "debruçar-se sobre a fotografia," também.
Em meu Inventário de Aprendizagens do terceiro semestre, registro o fato de , a partir de uma proposta da interdisciplina de Artes Visuais, iniciar um trabalho com os familiares de meus alunos:

" a partir da proposta (...) sobre a releitura de um quadro de Velásquez, procurei oferecer aos alunos uma atividade um pouco diferente das habituais: com uma moldura e vários acessórios e roupas do armário de Teatro, nossa turma se produziu para "fazer poses"... (...) As mães e pais de outras turmas perguntaram se poderiam ser fotografados. Topei o pedido e sugeri que viessem em um dia em que eu teria duas aulas especializadas seguidas... Comecei contando histórias, mostrando reproduções de obras de outros pintores. Atualmente, todas as quintas-feiras, o grupo que está na entrada é convidado por mim a ir até a sala ouvir histórias. Depois de contar as escolhidas pelo grupo, pergunto se estão "a fim" de brincar. Geralmente, todo o grupo aceita participar de brincadeiras envolvendo Música, Expressão Corporal e Teatral."


Carly Simon - Coming Around Again live 1987

Entretanto, foi na esfera pessoal que acredito ter ganho do PEAD um interessante presente, ou registro.... Já na primeira parte de minha volta ao passado, menciono a minha dificuldade em dizer adeus. Rápida como sempre, a professora Bea, em seu comentáio à postagem, afirma que existem apenas "momentos de transição". Mas o fato é que , apenas ao encontrar o clipe de Carly Simon, pude resgatar memórias que tinham sido concretadas. Graças a esta música, a este curso e suas propostas, naquele momento consegui, finalmente dizer adeus de uma forma tranquila e saudável: consegui despedir-me de minha mãe que falecera já há alguns anos.

"Querida Bia, interessante que a tecnologia, que tanta gente acusa por facilitar a frieza e o individualismo, é capaz de fornecer um recurso para que as lembranças permaneçam arejadas, ao vento e ao sol. Isso significa compartilhar o que somos , de quem viemos e que caminhos estamos cruzando para que outros se emocionem conosco e se dêem conta de que a humanidade dos homens está nesse constante entendimento de si e dos outros. Quando As pessoas dizem que falta o olho no olho na ead fico pensando em como se enganam!! Não precisa a troca de olhar e sim a troca vinda da mente e do coração."

Professora Beatriz Magdalena no Blog SOGUTERRES

minha mãe Judith

Algumas pessoas dizem que tenho facilidade em estabelecer relações entre pessoas e fatos, que vou tecendo redes que vãoi alcançando inimagináveis distâncias. É verdade.

meu padrinho Alfredo


Ao reencontrar casualmente algumas fotos de minha infância, percebo de onde, talvez, tenham vindo dois de meus grandes interesses e motivos de meu prazer: nas fotos de minha mãe, sempre um mascote a acompanha. Em uma das fotos de meu padrinho revejo uma de suas paixões : a fotografia. Interessante isso... não me lembrava desse fato.

Como a querida Bea reforçou, que interessante o fato de ser através da Tecnologia que , finalmente, eu tenha conseguido reorganizar algumas de minhas emoções. A frieza de que alguns falam sobre a Tecnologia e as redes que constrói é um engano. Em todos os momentos que utilizei esta rede, que necessitei de auxílio, de conforto, de estímulo e acompanhamento , sempre encontrei. A rede virtual só é fria para quem não se dispõe a conhecer suas possibilidades. Através do blog, resgatei outro prazer há muito tempo adormecido: o de escrever e, principalmente, refletir sobre tal ato, "lapidar" um texto, soltá-lo na rede e acompanhar o impacto que é capaz de promover...


meus padrinhos Ilka e Alfredo e eu

Pois lá estava eu em 2006, 2007... em uma nova trajetória. Mas, percebo agora, que uma boa base já estava consolidada. A criticidade, a observação, o sentimento inquietante de que mesmo o correto nem sempre sendo mais fácil e menos doloroso, ainda assim, é a única opção, me acompanhavam há tempos. Cheguei no PEAD, desta forma. Mas, certamente, ao longo do novo caminho transformações ocorreram. Acompanhar estas transformações é deslizar no tempo, ir para além de 2007 e construir novo capítulo, neste blog...

minha mãe , eu( bebê e pré adolescente) e o cachorro Jaques

sábado, 11 de setembro de 2010

Antecedendo a parte três

Nos últimos dias, por conta do TCC, tenho realizado o " exercício da não linearidade". Aproveitando o momento, retorno a uma parte da postagem anterior: o vídeo de Astor Piazzolla. Mas, reconhecendo sua genealidade e talento, torno-o figura secundária. Meu interesse é em Yo YO Ma.

" Em qualquer lugar do planeta em que você me jogar, minha primeira atitude será empreender uma parceria com um músico local."

Nos primeiros semestres do curso meu domínio com as tecnologias era precário mas a disposição para aprender , gigantesca. Perguntas me acompanhavam e cada descoberta era ponto de partida para outras dúvidas e mais aprendizagem.
Percebo que conseguia, de uma forma não tão " lapidada" quanto a atual, fazer conexões entre o que "via" no curso e minha prática docente .
Mas o que o músico Yo Yo Ma tem a ver com isso?
Ao fazer a postagem deste vídeo, procurei satisfazer minha curiosidade sobre o músico que acompanhava Astor Piazzolla. Foi então, que li , entre outras coisas como Yo Yo Ma era admirado: por seu talento musical e algo que eu viria a, algum tempo depois, descrever como uma das qualidades fundamentais de um educador: sua humildade, pela capacidade que possuia de trabalhar em grupo, de, mesmo tendo talento extraordinário, ser capaz de abandonar o solo e permitir que seus parceiros permanecessem em destaque.
Lembro que ao ler reportagens a seu respeito pensei na confiança e generosidade que faziam parte desse francês.
Tornei-me sua fã.
Então, lá estava eu refletindo sobre valores e formação do ser...

A reflexão continua...mas, se antes disso, quer ouvir uma boa música e assistir uma bela parceria, clique na imagem de Yo Yo Ma. ele não é a personagem em destaque, no vídeo, mas seguramente a qualidade da apresentação passa por seu talento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

PARTE DOIS



Inegavelmente, a música que me acompanhou no primeiro semestre do curso foi a trilha do filme Crash, no limite. Muitos semestres após eu teria a clareza de que elegia várias músicas para servirem como trilha sonora no blog ou em alguma disciplina em especial. A Música me conforta ou estimula. Escolher uma determinada canção se tornou tarefa indispensável para que minhas madrugadas fossem menos cansativas.

Particularmente, este vídeo, esta música foram especiais. Tive dificuldades em postá-lo no blog e, durante muito tempo, via skype, uma das tutoras me auxiliou. Quando obtivemos sucesso minha alegria era imensa.









Cada vez mais eu me encantava com o blog e o tornava meu território postando minhas reflexões, músicas e imagens de minha preferência. Então, surge a disciplina chamada ESC ( assim mesmo, sem nenhuma outra possibilidade de designação) e a "tentativa conspiratória" de "tomar o blog". A indicação para que usássemos este espaço como usávamos o webfólio do Rooda, postando atividades determinadas não foi bem aceita por mim. O que se tornara pessoal e reflexivo era invadido por questões, perguntas e indicações.





Nesse período a palavra "gincana" começou a se transformar em prenúncio de insatisfação. A partir dessa situação criei um outro blog chamado SÓ GUTERRES. ( e escolher esse nome utilizando meu sobrenome deu-me um prazer muito especial. rs)
Mas nem tudo é espinho em um cactus: as disciplinas de Seminário Integrador e , especialmente, as propostas trazidas por Escola, Projeto Pedagógico e Currículo demonstravam a organização e nível de excelência que eu viria a perseguir durante todo o curso.
Mas voltando à Música, percebo agora que, naquela época eu não tinha um olhar apurado para os clipes, para as melodias e letras. Simplesmente gostava, postava e pronto! Refletir sobre os motivos que me levaram à escolha daquele clipe e determinada canção era um exercício que seria feito bem mais tarde. Relacionar a música ao conteúdo de minhas postagens era um passo necessário para que minha capacidade de observação e análise se tornasse mais apurada.

Apesar de termos uma disciplina, em 2006, chamada de Tecnologias da Informação foi ao longo de todo o curso, de acordo com as necessidades surgidas que o domínio de diferentes Tecnologias e mídias se configurou. Desde o primeiro semestre, as professoras Íris e Bea muito auxiliaram também nesse aspecto. e aqui, ao falar nessas duas mestras relembro outra questão que me é muito importante...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Absurdamente adeus


Fiquei pensando, na última aula do Seminário, no absurdo que a nossa querida Bea dizia: "é hora de começar a se despedir do blog..."
Como assim??? Despedir-me ? Do MEU blog???

A continuidade da fala de Bea esclarecia o momento: voltar aos primeiros semestres , fazendo uma análise mais crítica e percorrer todo o caminho palmilhado até agora. Com este movimento, estaríamos, sim, encerrando as atividades neste espaço.
Mas resisti um pouco a aceitar essa idéia: "que nada! termino o curso e continuo escrevendo aqui, no meu bloguezinho querido..."

E foi só ontem que me dei conta de como sou, algumas vezes, resistente à certas mudanças. Mais especificamente, como resisto em me despedir. Ontem, me dei conta que durante toda a trajetória do PEAD, eu já deixara pronto um outro e mais outro blogues... quem sabe, antecipando este momento.





Lá nos anos 80, uma de minhas professoras do Curso de Ed. Especial, agora uma saudosa amiga, construía uma imagem com suas alunas: sugeria que pensássemos em uma casa que nos fora muito aconchegante por bastante tempo, que percorrêssemos, mentalmente, todos os aposentos, relembrando episódios significativos e que, por fim, passássemos nossas mãos pelas paredes, pelas portas e janelas, buscando guardar na memória a textura do local.

Queria ela, que pela última vez, sentíssemos os aromas e cores daquele local. Depois, deveríamos sair da casa, fechar a porta, respirar fundo e seguir em frente, confiantemente. A confiança viria da certeza de que a casa permaneceria onde a deixáramos e, para lá, poderíamos voltar sempre que precisássemos recarregar nossas energias. A volta seria breve mas eficaz para nossas necessidades. Segundo minha amiga, fora aquela casa que nos possibilitara saber construir outras pela vida afora.
De certa forma, as professoras Bea e Íris propõem algo semelhante...







A primeira lembrança em relação ao ano de 2006 e ao PEAD está relacionada a esta colega e amiga: Luciana Betat
Encontramo-nos no ônibus que rumava à Alvorada . Ansiosas, estávamos acompanhadas de nossos maridos, que ficariam nos aguardando frente à escola em que iríamos realizar as provas do vestibular.
Relembro que, ao sentarmos em nossas cadeiras, desejamos sorte uma a outra e comentamos como seria bom se fôssemos colegas. Enquanto isso, nossos maridos conversavam e, pacientemente, aguardavam e torciam por nosso êxito.

Após a aprovação no vestibular vinha a minha primeira dúvida: conseguiria fazer um curso à distância, usando as ferramentas que seriam, certamente, disponibilizadas?
Minha relação com tecnologias se restringia a leitura e resposta de emails relacionados ao trabalho. Eu me autointitulava "dedógrafa bem resolvida", manifestando a inabilidade com o teclado de um computador. Nesta época eu não tinha e nem via a necessidade de possuir uma máquina fotográfica digital ou um celular com mais opções do que o simples atender e ligar .




Revisitando os espaços virtuais daquele primeiro semestre da faculdade, reencontrei os vídeos em que todos os alunos retratavam, de alguma forma, o que pensavam de um curso à distancia.

Casualmente, mas não tanto, o título escolhido por meu grupo se chamava Compartilhar. Surgia aí, a primeira referência que antecedia uma competência muito trabalhada durante o curso e, especialmente enfocada em meu estágio curricular: a cooperação.

A idéia do blog como espaço de registro de reflexões veio ao encontro de algo que eu gostava : o registro de idéias. a possibilidade de contar alguma coisa.

Surpreendi-me ao constatar que, naquela época, para corrigir um erro de grafia eu pensava ser necessário realizar outra postagem retomando o erro e, aí sim, o corrigindo. Não havíamos ainda conhecido as possibilidades de configuração, de postagem e edição de imagens e texto. Na verdade, nem imaginava o que seriam...

Palmilhando o primeiro semestre do blog, percebo que minhas postagens iniciais eram breves e emocionais (relacionadas à satisfação de fazer parte do novo grupo). Uma questão que me acompanharia até o final do curso e, tenho certeza, mais além ainda não se manifestara: a estética do Blog. Estava eu vivenciando um encantamento ao aprender a selecionar, copiar e postar imagens e escrever com cores diferentes cada texto. Em setembro deste ano, percebo um indício da questão estética ao observar que a cor das letras da postagem combinava com a imagem. Entretanto, ainda não conseguia relacionar a estética da imagem, da cor das letras com o todo da ferramenta. Só muito tempo depois eu optaria em favor de uma estética onde o elemento principal seria o conteúdo do que fora escrito. Encontrar gifs, postá-los, mexer nas configurações do blog ainda me atraía muito.

As ferramentas oferecidas ao grupo de alunos eram o blog, o espaço ROODA e todas as suas possibilidades e o pbwiki.

Um dos primeiros e mais importantes textos no primeiro semestre foi a entrevista da doutora em Educação Andrea Ramal, disponibilizada no Rooda. Segundo ela, mais do que recursos sofisticados, o essencial é a qualidade das relações entre as personagens da Educação. Utilizar as tecnologias a favor de uma aprendizagem que respeite valores, diferenças e semelhanças:

"É preciso melhorar a qualidade das relações. Muitas pessoas criticam a educação a distância porque se perde o contato físico. Mas já vi inúmeras aulas presenciais que são mais distância do que muitos cursos desta modalidade. Isto porque o distanciamento entre professor e aluno é grande e o nível de afetividade é zero. Acho que a sala de aula do futuro vai ser um lugar comunicativo, o espaço da polifonia, da diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir conhecimento."

A partir desse texto e de sua análise, escrevi que tipo de professora eu buscava ser. E a escrita organizada no fórum, naquele agosto de 2006 se tornou eco de minhas ações durante toda a trajetória neste curso e, especialmente, em meu estágio realizado em 2010 com uma turma de EJA de alunos Portadores de Necessidades Especiais.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aos que sabem, de alguma forma, voar

Que o outro céu se perfume, clareie, se enfeite! Que as nuvens cedam espaço para a mais nova dançarina do ar! Que os amigos que, antes fizeram o caminho, a recebam e a aconcheguem!
E, finalmente, que nós que aqui ficamos, lembremos de sua alegria, curiosidade e vontade de ser o que, na verdade, sempre foi: uma linda criatura.
Para toda a família, colegas e amigos da Gabi, um grande beijo.

Bia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dias melhores

Ontem, circunstâncias não desejadas me colocaram em uma sala com 4 pessoas. Cada uma me falava a mesma coisa de jeito diferente. Por alguns momentos, consegui me afastar da cena e observá-la com olhos impessoais. Estranhamente, durante toda a conversa, essa música me acompanhava. ..
No PEAD, reencontrar pessoas queridas foi reconfortante.
Acho que esta deve ser a música-tema de um semestre repleto de despedidas...

sábado, 21 de agosto de 2010

No céu


Hora de retornar ao blog... Nada mais justo, em tempo de revoada, do que partilhar imagens registradas em momentos felizes...





E, para finalizar recomeçando, clique AQUI...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Descanso

É o tempo em que prazos são esquecidos e momentos bons são lembrados ou vivenciados. (entre outras coisas)



terça-feira, 6 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Encerrando...

Pois no dia 6 encerraremos uma etapa em nossa turma. Acompanharei a professora e os alunos da turma da EJA na entrega dos pareceres descritivos. Nesta noite, as famílias assistirão a um filme com muitas imagens e vídeos realizados pelos alunos durante meu período de estágio ( que acabará, penso eu, um dia após minha apresentação de portfólio no Pólo de Alvorada).
Coletamos imagens, escolhemos as entrevistas mais significativas e , há pouquinhos minutos, encerrei o trabalho no moviemaker.
A turma optou por fazer um coquetel para as famílias. Vamos comer docinhos, tomar refri, assistir às produções, olhar blog e Livrão da Turma e conversar sobre as aprendizagens do semestre.
Continuaremos com o trabalho no blog, com as fotos e edição de imagens pois estarei de volta como voluntária da escola, especialmente desta turma.

domingo, 30 de maio de 2010

Quando está em mim...

Neste ano, por um período, a Música me abandonou. Foi um tempo de incerteza, muita raiva e um gigantesco sentimento de impotência. Até um determinado momento...

Foi um tempo de exaustão, e de tristeza. Então, meu corpo ficou doente. Simples, assim.

Mais um ciclo relacionado ao PEAD se aproxima de seu final e a Música começa a retornar. Bem simples, assim...


Assistindo ao final do American Idol revi um determinado cantor e comentei com o Lu, que mesmo com a idade avançada sua voz continuava a mesma. Meu marido, muito mais músico do que eu, discordou afirmando que mais jovem, o vigor de sua voz era outro. Leia-se potência, alcance.

Fiquei pensando nisso e fui buscar imagens de uma de suas mais marcantes apresentações: em 1969, no Festival de Woodstock.
Bem...daí, comecei a pensar em nosso curso e como muitas de nós éramos ao iniciar uma
diferente jornada.
A maioria já traçara muitos caminhos pela vida. Talvez, não tivéssemos o vigor da juventude, quando a voz é potente e límpida.
Provavelmente, alguns já estivessem um pouco roucos...
Interessante como o tempo se transforma e nos transforma. Mas, na verdade, precisamos querer, desejar, apostar e acreditar.
Olho um dos vídeos atuais do Joe Cocker e vejo aquilo que chamo de experiência. E com ela, vejo as mudanças tecnológicas que foram surgindo de Woodstock para cá. O aparato que cerca o artista em seus últimos shows vem dos benefícios tecnológicos, através dos tempos.
Saber dosar é importante, não?
Dosar o tempo, a experiência, com o novo, com diferentes possibilidades.
E aqui está o velho Joe Cocker, agora acompanhado de dois "alunos", do novo... Joe entrosado e, aparentemente, feliz.


Foi durante o período de estágio que me surpreendi ao confirmar algo que muito me diziam: meu olhar não é apenas para os alunos mas, principalmente, para seus mestres. É através deles ou a partir deles que portas são abertas ou fechadas.
Acho que daqui a algum tempo, vou saber a hora de parar e trocar de lugar (na verdade, retomar caminhos já trilhados).



De qualquer forma, percebo que mesmo na mais distante cidadezinha, no mais remoto bairro, na escola mais longínqua (em diferentes sentidos) se lá estiver, vou tentar abrir portas para que a Música nos envolva, nos enterneça e nos acompanhe pela vida afora. A Música pode se afastar...mas volta, porque está em mim.
Que o semestre encerre e com ele, escorram todas as dificuldades encontradas. Estejamos preparados para outros desafios.

sábado, 29 de maio de 2010

Ao que é belo

Escrevi para uma amiga querida como acho interessante o fato de algumas músicas retratarem fases distantes de nossas vidas. Muitas vezes difíceis, sofridas...
E estes momentos, felizmente se vão, mas a genialidade de uma melodia, a performance do intérprete podem permanecer conosco por anos, nos acalentando, nos fazendo felizes, simplesmente por presenciar o que é belo.
Foi no último American Idol com o Simon , que assisti...
Ah! Se você nunca assistiu, nem sabe quem é o Simon, não tem importância. ... aqui, o que vale, é a canção , os vocais, a performance.
Bom proveito!




sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cuidado com o que faz... Alguém pode estar vendo e pensando em fazer a mesma coisa...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prazer, necessidade e vontade

Talvez não seja compreendida, inicialmente.
Entretanto, é preciso tornar mais claro que o fato de escrever, no meu caso, se relaciona com o prazer de fazê-lo. Prazer e vontade foram os itens que sempre estiveram presentes em minhas postagens. Quando um desses itens se ausenta, a escrita fica difícil, truncada, as palavras não combinam com o papel, mesmo que virtual. Você escreve mas sabe que o resultado não é o que poderia ou gostaria. Só escreve, tipo encomenda. Aí, entra outro item: a necessidade. Ponto.


Eu desejava escrever sobre o estágio e o curso em um momento em que estivesse com alguns sentimentos "serenados", em que pudesse ser justa e, não me deixasse contaminar por trapalhadas burocráticas de pessoas que, na verdade, nem me conhecem . Com a certeza de que ainda escreverei especificamente sobre isso, "sereno": meu foco, agora, é outro.

Foi em 2006 que postei essa imagem, no blog.
Faço, agora, o que a postagem e a Professora Íris previam: lanço um olhar para 2006 e, a partir deste movimento, refaço parte de minha trajetória.

Eu não gostava do wiki e nem tinha idéia do era html.
Achei muito engraçado quando a professora Bea nos mostrou o Skype e comentou que uma aluna, em pleno horário de almoço, ligara para ela só pra dar um oi.
Nos anos que seguiram, com o skype instalado em meu micro, não apenas em horários de almoço ou janta mas em feriados, noites e algumas madrugadas tive o acompanhamentode professores , tutores e colegas do PEAD. Impossível , aqui, deixar de destacar a dupla Íris e Bea.
O PEAD envolve todos em todos os momentos possíveis. O computador nos permite o que um curso presencial não consegue: estar na casa das pessoas, virtualmente, trocando idéias, refletindo, trabalhando em grupo, em horários considerados improváveis.
Desde o início do curso identifiquei que era o nosso olhar a ser trabalhado: o que fazíamos e acreditávamos em Educação. Por que fazíamos, como fazíamos e de que forma inovar nossas práticas.

Enquanto escrevo, também assisto algumas cenas de uma série chamada CSI. Já comentei, tempos atrás do quanto gosto desta e outras séries que trabalham com evidências e perfis. (vide CSI e Criminal Minds)
Olhar e enxergar, reconhecer o território, contextualizar, descobrir intencionalidades, trabalhar a partir das evidências, construir argumentações não fazem parte somente do mundo destes filmes mas, principalmente, do dia a dia da Educação.
Durante estes quatro anos, trabalhamos no sentido de aprimorar, qualificar nossa prática e, consequentemente, contribuir para que nossos alunos tenham prazer e vontade de estarem conosco, na escola. Não apenas, necessidade. E que se tornem melhores, mais autônomos, mais ágeis, mais solidários, mais criativos...

Certa vez, uma amiga brincou comigo, dizendo que, a partir deste curso, observara que o conteúdo de minha bolsa mudara: pendrives, máquina fotográfica, cabos, T, fazem parte do meu kit: nunca saio sem eles. O registro fotográfico se tornou rotineiro e , percebo, em minha turma de estágio, isso também se configura: os alunos fotografam para que o registro visual e escrito seja feito.
Já bem antes de iniciar este curso eu acreditava que a formação de professores qualificada era essencial para que a Escola não se aproxime de ruínas. Trabalhar práticas consideradas inovadoras foi essencial para que confirmasse o que pensava.
Na primeira vez que falei em blog e postagem, em minha escola, minhas colegas riram muito "Poooostar???". Hoje, o blog , as postagens com o trabalho realizado e com evidências fotográficas fazem parte do universo de nossa comunidade escolar.
Sem nenhuma falsa modéstia, constato que introduzi, em meu ambiente escolar o respeito e a convicção de que as tecnologias só contribuem e fazem com que tenhamos um trabalho mais qualificado.



No estágio, é nos momentos em que os alunos, de forma cooperativa, organizam seus comentários no Blog da turma que posso perceber , claramente, em que estágio de escrita estão, quais suas hipóteses e que necessidades apresentam.
Quando uma das alunas que não consegue digitar é auxiliada por vários colegas que a estimulam, solicitam sua opinião, perguntam o que ela deseja que escrevam para ela e por ela tenho a certeza de que as diferenças são suavizadas e respeitadas.
Sensibilizo-me ao testemunhar a professora da turma, alegremente, realizar as pequenas mesmas descobertas que eu fiz no início do curso: baixar imagens, editar fotos, criar arquivos, entrar em blogs e comentar....
Ne escola em que estagio, os avanços realizados à tecnologia começam desde uma porta de Laboratório que começa a ser aberta mais vezes e com menos resistência, na curiosidade da equipe diretiva em saber "o que ela vai fazer ali...", no desejo de outros professores conhecerem o blog da turma e nele escreverem.
Revivo , a cada dia, o que tanto discutimos em fóruns e trabalhos diversos: a Educação é uma conquista. Necessitamos conquistar espaço e respeito. E isso se dá atraves de nosso trabalho, nossas crenças, nosso estudo, nosso prazer e nossa vontade.
Pequenas conquistas antecedem boas vitórias. No início do estágio, a formação das classes em sala de aula era a tradicional: um atrás do outro. Hoje, trabalhar em grupo é rotina. É , a partir do grupo que o trabalho se torna cooperativo, que as dúvidas são exploradas e teorias são questionadas.
A questão do grupo e de sua formação é peça-chave , a meu ver. Relembro de trabalhos em grupo, realizados no curso, e das dificuldades encontradas, por vezes, no sentido de compreender o funcionamento do mesmo. No meu caso, foi de fundamental significado ter trabalhado com um pouco da teoria, ter compreendido um pouco sobre os papéis que cada um exerce ou pode exercer. E concluo que, do tipo de Escola de onde vim, o trabalho cooperativo não era tão enfocado. Hoje, meus alunos tem mais possibilidades do que muitas de nós, professoras.

Uma das coisas que me fez muito refletir, nessas semanas, foi o fato de ter trazido, através de meu estágio, novas vontades e necessidades não só nos alunos mas, também em sua professora. Ao observar seus progressos, pensava de que forma teriam um acompanhamento em relação ao Blog,postagens e todas as outras possibilidades que começavam a se apresentar... Nove semanas, para o grupo de alunos e professora parecia ser pouco tempo. Bem...talvez tenhamos encontrado um outro caminho: Após conversar com a professora e esta, com a diretora, ficou combinado que retornarei por mais algum tempo à escola: desta vez como voluntária. Certamente, por prazer, necessidade e vontade.

sábado, 15 de maio de 2010

Ao que é melhor

Mais uma novela terminou.
E a melhor parte veio, realmente, no final. O último depoimento, os últimos minutos, as últimas imagens foram daquele que é um exemplo de superação, daquele a quem muito admiro: João Carlos Martins.



Na turma da EJA, temos o hábito de todas as segundas, colocarmos as cadeiras em círculo e conversarmos sobre o final de semana, coisas que nos chamaram ou chamam a atenção e até combinarmos atividades para a semana.
O término da novela certamente será um dos assuntos. Eu já sei o que destacarei: esse vídeo final, que disponibilizarei no blog da escola para que assistam na terça-feira. O conteúdo desse vídeo se entrelaça com uma história que venho contando ao grupo em capítulos: Draguinho, diferente de todos, parecido com ninguém.
Hummm. gostei...

Na verdade, procuro trabalhar muito a questão da identidade e a valorização de cada um. Alguns dos alunos necessitam ouvir que suas diferenças não tiram a beleza do ser de cada, que são fortes, que podem ajudar e se ajudar, que eles fazem a diferença por serem pessoas legais...

A foto editada acima foi tirada por um dos alunos.
Observo que o que já é rotina para mim começa a fazer parte deste grupo: o registro através de fotos.
Na verdade, desde o primeiro dia de observação e de estágio, as imagens estavam em destaque.
As fotos tiradas são reveladas e levadas para a turma.
Com elas, trabalhamos no Livrão da Turma EJA II. E este trabalho foi proposto de forma a anteceder o trabalho com o Blog: quem sabe montamos um livro contando coisas da nossa turma? Colocando fotos da gente, do que fazemos... assim, quando alguém que não nos conhece quiser saber um pouco mais, vê o Livro. E as famílias também...
Atualmente, estamos com o Livrão e com o Blog e a lógica foi a seguinte: no Livrão, as pessoas conhecem um pouco da nossa história... elas chegam na escola e pegam o Livrão. Mas como outras pessoas, que não estão na escola podem saber um pouco de como é nossa turma? ...pela internet, contando no blog, isso mesmo!

Quarta-feira que vem, iremos com as duas turmas de EJA até uma pizzaria, perto da escola. Na sexta-feira, um dos alunos me pediu: Bia, eu posso usar a tua máquina e ser o fotógrafo lá na pizzaria? Se alguém pedir, eu pedi antes, tá?

E, combinações feitas, este aluno será o fotógrafo da noite, mas cederá a máquina a outros colegas, em alguns momentos. Nos dias seguintes, vamos trabalhar com construção de texto coletivo no Livrão e no Blog usando as imagens registradas.

Sonoridade que acalenta

Liz Fraser.

No Laboratório de Informática

Desde quinta-feira os alunos estavam ansiosos com a chegada da outra noite. Havia combinado com o grupo que entraríamos no blog da turma e faríamos nossa primeira postagem coletiva: um texto de apresentação. Também assistiríamos a uma filmagem que eu e um dos alunos fizéramos em sala de aula. No início do período, disponibilizei um site de jogos matemáticos em todos os computadores e, enquanto alguns jogavam, pude ir atendendo cada dupla. Já havia identificado que a turma , no laboratório se configura da seguinte forma:

- um aluno que utiliza a máquina com facilidade, pesquisando, usando ferramentas do word, entrando e comentando em blogs.

- dois alunos que não têm vivencia com esse tipo de tecnologia , possuem dificuldade com o mouse e se mostram muito inseguros. Um deles, aceita ajuda minha e de colegas, facilmente. O outro se mostra irritado e tem dificuldade em aceitar ajuda.

- alunos muito ansiosos para usar o computador e que ousam, testam, procuram, descobrem

- alunos muito ansiosos para usar o computador mas que têm dificuldade em ir além sem minha presença e indicações


-uma aluna que sabe procurar, sabe onde buscar recursos no word e que tem muita vontade de conseguir mais. Sua grande limitação física faz com que necessite sempre estar em dupla.

Em sala de aula, já consegui estabelecer os grupos de acordo com as necessidades: quem fica ali, porque beneficia e é beneficiado, quem é mais solidário e auxilia a colega que muito necessita e outras mais...
.
Vejo algumas dificuldades a serem trabalhadas , no LI, como dois alunos que se recusam , inicialmente, a sentar junto a colegas e outro que, acreditando estar em diferente patamar, demonstra irritação com a dificuldade de alguns. Para que a situação se modifique , aos poucos, tenho estimulado que este aluno demonstre o que sabe aceitando o desafio de ajudar os colegas, junto comigo. O fato de ser "junto comigo" faz toda a diferença, para ele. Acredito que , em breve, sua tolerância terá se expandido.

Com os outros dois , geralmente, inicio sentando ao lado de um mas ,logo, percebo que sou necessária em outro lugar e peço que um colega me substitua. Faço o mesmo com o outro aluno.

Depois de acomodados, ouvidos, atendidos é chegada a hora do blog. Encontrá-lo, usando a URL foi um desafio para alguns. Ficaram encantados com a imagem e com a foto que postei da professora. Foi aí, que começaram a comentar. Na realidade, um dos alunos que já tem essa vivência estimulou o grupo a usar este espaço. Circulei entre as duplas, disponibilizando o login e a senha para comentarem e desafiando alguns alunos.



Divertímo-nos bastante assistindo ao vídeo e combinamos que faremos muitos mais. Na construção do texto, fui a redatora: todos se aglomeraram ao meu redor para descobrirem como podíamos salvar imagens dos times do coração e postar no blog. Um fato interessante ocorreu: senti-me obrigada a optar por um time. Optei pela cor e agora, sou gremista. Tudo pela EJA e para colocar uma foto editada, daqui alguns dias... Então, tá.


sábado, 8 de maio de 2010

Chocolates sem pimenta

Na sexta-feira, fomos até a cozinha da escola para realizarmos a segunda parte do presente das mães: bombons feitos pelos alunos , com a orientação da professora da turma e meu auxílio. ( a primeira foi a montagem de fotos, usando o site montafotos.com, no Laboratório de Informática)
Todos participaram colocando chocolate nas formas, levando-as até o congelador, desenformando, enrolando cada bombom e empacotando nos saquinhos.

Os alunos também se dividiram em registrar as imagens. Mas, especialmente, um deles se revelou um fotógrafo atento aos detalhes e paciente para captar a imagem considerada a melhor.

sábado, 1 de maio de 2010

Aqueles que fazem a sua parte

Muita gente, por aí, fala e acredita que a morte de Michael Jackson não é verdadeira.
Segundo relatam, o astro planejou e encenou seus últimos instantes nessa vida para livrar-se de dívidas milionárias. Neste exato momento, Michael está feliz, curtindo um bem pago anonimato. Michael Jackson não morreu, é o que dizem. Elvis não morreu...
Acredito que "marcadores de genialidade" não morrem, mesmo deixando de respirar. A obra de Michael transcende a vida e se entranha em muitos de nós. E o fará novamente, com aqueles que ainda nem nasceram.
Considerei encerrada a semana, no auditório da Livraria Paulinas. Ali, numa Formação de Bibliotecas, pude assistir ao vídeo Earth Song e constatar, mais uma vez, que Michael não morreu.