Universidade federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Disciplina: Escola Cultura e Sociedade
Professora: Vera Corazza
Aluna: Maria Beatriz Santos Guterres
Pólo: Alvorada
Relatar duas situações individuais vividas em local de trabalho, a partir da teoria de Weber
Situação 1: Processo eleitoral de uma escola: A chapa da oposição prometera aos pais, em troca de votos, várias coisas: cada família escolheria a professora e turma para seu filho; atendimento familiar gratuito com um dos membros da nova chapa, formado em Psicologia; cestas básicas. Fora isso, descobriu-se mais tarde que, algumas famílias receberam "empréstimos"...
Houve empate no segmento dos professores mas o segmento pais decidiu: estava eleita uma nova equipe diretiva. Equipe, que desde os primeiros dias de sua posse esteve "acorrentada" à promessas feitas anteriormente. Muitas , impossíveis de serem cumpridas. Insatisfação de pais e professores. Insegura, a nova equipe, de várias formas, tentava prejudicar o trabalho e a imagem dos profissionais que votaram na chapa da situação. Em apenas um ano, mais de duas coordenadoras pedagógicas assumiram e desistiram pois não encontravam espaço para realizarem um trabalho. A direção tinha a primeira e última palavra. Todas as tentativas, em reunião de professores, de questionar as atitudes eram rechaçadas por diretora e vice, que sempre, no dia seguinte, chamavam as pessoas que haviam se manifestado e "questionavam" suas posturas "anti-éticas". (entenda-se por anti-éticas o fato de questionarem condutas da direção)
Após um processo longo e doloroso para todos, como conseqüência, a intervenção da mantenedora e afastamento, da equipe.
Como disse muita gente: "o poder subiu à cabeça..."
Situação 2: Existe uma sala na escola designada, em um dos turnos, para avaliação dos alunos. (neste caso, entenda-se por avaliação o processo de entrevista com os pais, observação e interação com a criança ou adolescente, cujos pais solicitam a vaga.) No outro turno a sala foi destinada, pela direção, para a realização de atendimento individual de alunos encaminhados pelo conselho. A professora responsável pela avaliação, que usava a sala apenas em um turno, recusou-se a dividí-la com a colega alegando que aquele espaço era SEU. Não permitia que a colega colocasse seu material de trabalho nas prateleiras vazias que existiam na sala e procurava interromper o trabalho da outra professora alegando precisar de materiais que ali estavam. (para melhor esclarecer: a professora de avaliação tinha, no outro turno, uma turma de segundo ciclo cuja sala ficava em frente a outra, utilizada pela manhã)
Qual a forma encontrada pela direção para resolver o impasse? Bem, a direção esqueceu que as salas pertencem a todos que a utilizam e não, apenas a uma pessoa. Esqueceu que a Escola e suas dependências são um bem público e não, particular. Solicitou, contrariando sua própria orientação inicial, que a segunda professora procurasse outro espaço. A responsável pela avaliação era mais antiga na escola e votara nesta equipe diretiva.
3 comentários:
Oi Bia! Li teu texto e vejo que nos dois casos, a hierarquia e o poder são usados. Infelizmente isso ocorre muito nas escolas,acordos e regras válidos somente para alguns.
Dá uma olhada no que escrevi sobre esse assunto. Bjos...
OI Bia !
Sou do Pólo de São Leopoldo
É impressionante, que situações iguais a estas ,ocoorram dentro de uma escola ,sabemos que os processos eleitorais causam agitação e insegurança para algumas pessoas que não suportam a idéia de perder o poder e fazem qualquer coisa para mantê-lo.Pórem isso nos revolta ,pois a educação e os alunos ficam em segundo plano saindo prejudicados em meio a esse jogo de interesses.Na minha escola também acontecem injustiças visite o meu blog e de uma olhadinha : http://sheilamallmann.blogspot.com/2006/10/atividade-6-ecs.html
Abraços
Sheila
Pois é. Uma direção que esteja a fim de mudar a realidade é excelente! Se todas fossem assim, sem frescuras, sem arrumarem empecilhos para tudo, talvez pudéssemos mudar muita coisa...Pena que nem todas sejam tão boas e sensatas quanto a minha...
Abraços
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