quinta-feira, 30 de julho de 2009

Surreal



Tá pensando que vou falar alguma coisa a respeito da imagem, aí ao lado? Se enganou!!! Não vou!
Vou falar de uma ida à dentista e da loucura das coisas. Ou, não...
O fato é que muita gente que andava por aqui , se foi. Um enfartou e se escapou, outra infartou e foi cantar em outros palcos , um se despediu e descansou bem no Dia do Amigo e o mais recente está ensinando em outras constelações, acredito. Tudo isso eu pensava na cadeira da dentista. De boca aberta, com o aparelho de sucção sendo colocado pela auxiliar, observando os óculos de proteção da dentista , inclinada com a cabeça para baixo e pés confortavelmente elevados pela poltrona eu revia situações e pessoas e concluia: este semestre tem um quê de surreal.
Por conta de uma das despedidas, meu marido resolveu que já era hora de retornarmos ao programa "Faça musculação e tenha saúde". Detesto musculação! Sou tão atrapalhada que penso em fazer um manual que ensine como "subir" em algumas daquelas máquinas... Depois de instalada e começar a fazer a série de exercícios fico antevendo o tempo em que estarei dolorida.
Pensei em tudo isso antes de pendurar um meio sorriso no rosto e concordar com ele: ok, vamos voltar.
Brincando com a personal eu chamo as máquinas de instrumento de tortura. Mas, já fazia os exercícios há duas semanas e nada de sentir uma dor mais específica. Cheguei a pensar: hum...estou melhorando... Engano. E pra comprovar, fui à dentista.
Instalada na cadeira, ouvindo-a repassar sua agenda do dia com a auxiliar eu refletia sobre outras loucuras: sobre "o se achar estar no lugar do outro" sendo caricato, sobre comprar mansões com recursos indevidos, sobre estar afundando numa areia movediça de corrupção e ter a cara de pau de chamar uma classe, de torturadores...
Comecei a sentir um leve incômodo na lombar enquanto era relembrada de que ficaria mais ou menos uma hora na cadeira.
Estou em férias.
No momento, férias é o espaço que eu tenho na agenda para estar em casa e fazer (em duas semanas) tudo que eu não consegui, durante estes primeiros meses: arrumar, costurar, reparar, ficar mais com os cachorros e gatas e, claro, dormir até tarde, andar de pantufas pela casa e olhar pela janela sem preocupar-me com o horário...
É o tempo que tenho, teoricamente, para fazer algo que não faço durante o resto do ano: estar em casa sem ter horário pra sair. E é quando TODAS as pessoas amigas me cobram aquele tempinho em que preciso me encontrar com elas (pois não consegui , durante o semestre, por motivos que cansei de relatar-lhes).
Eu organizo uma agenda de encontros durante todos os dias possíveis ou me faço de louca? Claro! Eu me faço de louca! Mandei uma foto para o email de uma de minhas amigas mais queridas e que me conhece muito bem, dizendo: Saudades? Por hora, só olhando a foto. Telefono. Beijos.
Para outra, a quem considero uma irmã, liguei, conversei por quase duas horas e me despedi relembrando que conversáramos tanto por telefone que nem havia a necessidade de nos encontrarmos. Mas se quisesse me ver, sempre havia a possibilidade de uma foto.
Como ambas são muito amigas , nem ligaram . Amanhã, vamos almoçar juntas.
O incômodo na lombar já se transformara em dor. Saí da cadeira da dentista conjugando mentalmente o verbo entrevar.
Lembrei do email que a professora Íris nos enviou intitulado "blog, blog, blog". Relacionei algumas falas da postagem do blog Navegantes com o último vídeo postado na página "Para pensar".
Outra coisa que detesto são as correntes e emails muito cara de paus que dizem "na dúvida, resolvi repassar..." Ora, na dúvida, não repasse!!! Eu vou agradecer.
Há tempos atrás, recebi um e-mail de uma colega do Pead que dizia "se não repassar em 24 horas, sua sorte estará prejudicada, você vai perder amigos...." Bem, perdi aquela que, talvez viesse a ser, mas não será: quem mandou o email. Escrevi de volta perguntando se não tinha outra coisa mais importante a fazer: estudar , por exemplo. Nunca mais escreveu e eu não sinto falta e nenhuma culpa. Nesse momento penso que poderia escrever algo tipo "Como perder quase-amigos? Sendo sincero com eles... quem resiste...."
Agora estou em casa, escrevendo, lendo, assistindo/ouvindo a TV, comendo bolinhos de chuva, me envergonhando por um governo enlameado e pensando de que forma fazer com que "a minha parte" seja significativa, de que forma possa fazer diferença...
Na certeza , começo repassando o link do Marcos Weissheimer.
Ah! Mais uma coisinha para além das férias: ir ao médico; minha lombar está em "pandarecos".

3 comentários:

Luciene Sobotyk disse...

Caramba!!De onde vem tanto assunto?E olha que falamos muuuiiito ao telefone e sempre tens uma novidade!!! ahahahahahahah
Beijo grande,Lú

Lucas Prates Martins disse...

Biazinhzaaa!!! Adivinha quem sou eu...aquela pessoa que tu ensiste de mandar uma foto,mas que vive falando,QUANDO VAMOS NOS ENCONTRAR? Afinal o que è um almoço para quem fica com caimbra no ouvido de tanto falar...Viu eu finalmente li o teu Blog,alias esta muito legal,mas não podia ser diferente,para uma pessoa piramidal...Beijocas ei ve se me liga ha ha ha!

Lucas Prates Martins disse...

Adivinha nem conta no Google eles me deram ai tem que ser no nome do Lucas