Vamos por partes que podem se interligar ou, não:
Iniciamos o semestre com as propostas do Seminário Integrador referentes a descobertas através da análise de um saco de lixo e de planejamento de mobiliar uma casa através de informações oferecidas e de um limite de valor. Não estive na aula presencial, mas a questão me interessou bastante, principalmente a que se referia ao que fora encontrado no saco de lixo.
Iniciamos o semestre com as propostas do Seminário Integrador referentes a descobertas através da análise de um saco de lixo e de planejamento de mobiliar uma casa através de informações oferecidas e de um limite de valor. Não estive na aula presencial, mas a questão me interessou bastante, principalmente a que se referia ao que fora encontrado no saco de lixo.
Já faz algum tempo que acompanho às séries de CSI (Miami, Las Vegas...) e, também, Criminal Minds. A análise de locais de crimes e do funcionamento da mente de criminosos é enfocada nestas séries. Seus personagens principais resolvem os desafios impostos através da associação de excelentes recursos tecnológicos e um profundo conhecimento sobre o foco de seu trabalho.
Antes mesmo do PEAD eu já ouvia com frequência a palavra "evidências". No meu dia a dia, algumas vezes, brincava com a possibilidade de descobrir algo através das evidências. Foi através delas que descobri qual a colega que comia em horário diferente do restante da escola, ou seja, antes ou depois do recreio, e não limpava seus farelos. (analisando o tipo de farelos, com que frequência surgiam, relacionando horários de especializadas, datas...) Nossa! Eu me tornara uma importante detetive! Em outra acasião, por conta do arrombamento de uma sala do anexo da escola, enquanto um grupo se mantinha na sala de reuniões conjecturando sobre o fato, fui a única a ir até o anexo, observar a porta, olhar o chão, verificar que as funcionárias da limpeza já haviam varrido o local (afinal, nada seria feito. A guarda apenas registraria o arrombamento e conversaria com a direção), observar a cena toda e imaginar de onde tinha ou tinham vindo. E com a descoberta de uma pegada grande de tênis, próximo ao muro eu me sentira uma CSI! Enquanto voltava ao outro anexo eu pensava que , embora de nada adiantasse o que eu observara, minha postura havia mudado. Em lugar do medo e especulação, a curiosidade e ingênua busca de evidências que confirmassem alguma teoria. Enquanto pensava isso veio a idéia "Bah, eu deveria ter fotografado..."
Você já assistiu a um filme e, antes mesmo, de alguma descoberta ser realizada (solução de um crime, uma personagem que praticara um ato desconhecido por todos...) já indicar, acertadamente o resultado?
Alguém já não perguntou "Como você sabe? Como descobriu?"
Acredito que, em muitos momentos, olhamos um filme, acompanhamos o seu desenrolar sem nos preocuparmos em, juntamente com os personagens principais, solucionarmos a questão.
Olhamos, mas não enxergamos. É mais fácil ficarmos curiosos e à espera do resultado.
E o "palpite" de quem diz "foi ele", "fez assim..." pode ser a análise mais apurada de uma ou mais cenas, da relação feita entre fatos e locais apresentados.
Se olharmos a cena abaixo, o que poderíamos concluir?

Bem, o fato é que nós e nossos alunos , mesmo não sendo agentes de um CSI, podemos utilizar a observação, os questionamentos, a busca de evidências que auxiliem e comprovem nossos argumentos, em nossas vidas.
Se você é um leitor, se gosta de escrever e tem um certo "carinho" pelas palavras pode identificar padrões de escrita. Você pode, depois de algum tempo, perceber que naquele blog, aquele post não foi escrito por quem assina, por exemplo. A linguagem diferente, as palavras utilizadas, as construçõs frasais podem ser indícios de uma nova participação.
Dizem que, geralmente, sabemos quando um de nossos alunos usa de subterfúgios, não é?
Neste exato momento, partilho uma de minhas leituras, que é sobre criatividade e pensamento divergente. Também posso afirmar que estaremos enfocando, de alguma forma, estes temas.
Compartilho mais, ao anexar esta frase escrita por uma de nossas professoras, em algum lugar:
Alguém já não perguntou "Como você sabe? Como descobriu?"
Acredito que, em muitos momentos, olhamos um filme, acompanhamos o seu desenrolar sem nos preocuparmos em, juntamente com os personagens principais, solucionarmos a questão.
Olhamos, mas não enxergamos. É mais fácil ficarmos curiosos e à espera do resultado.
E o "palpite" de quem diz "foi ele", "fez assim..." pode ser a análise mais apurada de uma ou mais cenas, da relação feita entre fatos e locais apresentados.
Se olharmos a cena abaixo, o que poderíamos concluir?

Bem, o fato é que nós e nossos alunos , mesmo não sendo agentes de um CSI, podemos utilizar a observação, os questionamentos, a busca de evidências que auxiliem e comprovem nossos argumentos, em nossas vidas.
Se você é um leitor, se gosta de escrever e tem um certo "carinho" pelas palavras pode identificar padrões de escrita. Você pode, depois de algum tempo, perceber que naquele blog, aquele post não foi escrito por quem assina, por exemplo. A linguagem diferente, as palavras utilizadas, as construçõs frasais podem ser indícios de uma nova participação.
Dizem que, geralmente, sabemos quando um de nossos alunos usa de subterfúgios, não é?
Neste exato momento, partilho uma de minhas leituras, que é sobre criatividade e pensamento divergente. Também posso afirmar que estaremos enfocando, de alguma forma, estes temas.
Compartilho mais, ao anexar esta frase escrita por uma de nossas professoras, em algum lugar:
"A atitude investigativa inclui por em duvida os preconceitos e o conhecimento anterior para construir um novo conceito, mais próximo do momento em que se está."
Como eu afirmo que trabalharemos com este foco? Como eu afirmo que a frase acima é da nossa querida professora Bea?
Observação e leitura.
4 comentários:
Olá Bibizinha !
Meu Deus ! Esta postagem é uma verdadeira " explosão de idéias " !
Um bom feriado para você e o Lú !
Beijokas carinhosas !
Kátia Diehl.
Bia querida, adorei texto como sempre. O segundo texto que ofereces para leitura é sensacional Dá uma espiada em http://atividadesdisparadoras.pbworks.com/forum_mario e vais ver que parece que combinamos. Tens razão!! Vamos virar o pensamento de pernas para o ar e começar a construir formas alternativas de pensar. Isso provoca soluções inesperadas para problemas velhos.Um abração
Bea
Querida Bia!
Adorei ler teu relato investigativo sobre as diversas maneiras que no nosso dia a dia nos utlizamos deste parte "curiosa" do nosso ser para descobrimos fatos que atição nossa curiosidade.
Bjus Marion
Bia! Entrei nesta postagem através do fórum,parabéns, fizeste uma verdadeira e entusiasmada reflexão!
Um abraço
Aline
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