Saí de casa com uma certa resistência: por mais incrível que pareça, naquele momento, eu pensava que estava em dívida com Pavarotti. Sentia necessidade de escrever algo em meu blog, sobre ele, sobre sua partida... afinal, no mês anterior , diariamente , sua voz ao cantar Nessum Dorma, tocava fundo nas ondas agitadas que se tornava a mente de um de meus alunos. Ouvindo-o, o adolescente se acalmava, relaxava, parava de gritar e tentar machucar a si e aos que estavam próximos. Como não falar em Pavarotti?segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Pavarotti e "Mãe de Deus"
Saí de casa com uma certa resistência: por mais incrível que pareça, naquele momento, eu pensava que estava em dívida com Pavarotti. Sentia necessidade de escrever algo em meu blog, sobre ele, sobre sua partida... afinal, no mês anterior , diariamente , sua voz ao cantar Nessum Dorma, tocava fundo nas ondas agitadas que se tornava a mente de um de meus alunos. Ouvindo-o, o adolescente se acalmava, relaxava, parava de gritar e tentar machucar a si e aos que estavam próximos. Como não falar em Pavarotti?segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Para Chaine...
Chaine, acho que ias gostar deste filme, sabe...
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Olha só: concordo plenamente com este texto. Acredito, inclusive, que muitos de nós, ainda agimos ingenuamente em relação à Internet.ORKUT!!!!! Opinião - Opinião Marco André Vizzortti
O ORKUT apareceu como uma forma de contatar amigos, saber notícias de quem está distante e mandar recados. Hoje está sendo utilizado com o propósito de, creio ser o seu maior trunfo, obter informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira. Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve? Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade,de forma tão irresponsável e leviana. Por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados? Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros? Já te abordaram num barzinho, dizendo que te conheciam faz tempo? Já foi a festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém? Pois é. Ta tudo lá. No ORKUT. Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois filhos, tem um namorado, estuda no colégio tal, freqüenta cinemas. E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua. Afinal, já sei onde você está. É só ler os seus recadinhos. Faço um pedido: Quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação. Mas poupe seus filhos, poupe sua vida Íntima. O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou. A foto dos meninos estava lá. Teu local de trabalho tava lá. A foto do hotel 5 estrelas na praia tava lá. A foto da moto que está na garagem estava lá. Realmente somos um povo muito inocente e deslumbrado. Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos. Até que um dia a ameaça será fato real. Tarde demais. Se você me entendeu, ótimo! Reveja sua participação no ORKUT, ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca. Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável. Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que tinham sido vítimas da própria imprudência. A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários. Não só de Orkut vive a maioria dos internautas. Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar. Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede. O papo pode ser muito bom, legal. Mas disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável. Portanto, cuidado ao colocar certas informações na Internet.
Marco André Vizzortti é professor de informática da USP. Esse texto está circulando pela Internet...
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
Ninguém durma
Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança
Mas meu mistério está fechado em mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, só o direi na sua boca
Quando a luz brilhar
E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha[Coro]
O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer
Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!
Esta é a tradução de uma música que muito tem auxiliado um de meus alunos. Há quase quinze dias ele chega na escola muito mal, agredindo sua mãe e colegas da Kombi que o traz. Já em sala de aula, por vezes, precisa ser contido por minha colega, tutores e por mim. Nestes momentos, enquanto contemos o menino para que não se machuque e nem a outras pessoas, é esta voz e esta música que prende sua atenção. Ouvindo-a, relaxa, pára de gritar e tentar se morder e fica em silêncio... minutos depois, mais calmo, já circula pelo espaço, batendo palmas e chegando o mais próximo possível do aparelho de som. Reconhece o nome Luciano que, por várias vezes eu cito, lembrando-o de quem canta a música. Impossível deixar de postar a música e a voz de quem tem me acompanhado diariamente e acalmado um turbulento coração: Pavarotti canta Nessum Dorma.
Se eu fosse...

Não tenho filhos mas, com certeza, faço o que me cabe... Fico pensando em quantos de nós sabem e procuram trabalhar para que nossos alunos sejam tudo o que eu coloquei acima. Tá certo, não somos os responsáveis por tudo...mas podemos fazer a nossa parte, não é?
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Por enquanto...

27/07 a 09/08
Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro!
"O período que vai de 27/07 até 09/08 envolve a passagem do planeta Mercúrio pela oitava casa do seu mapa de nascimento, Maria. Esta é uma fase em que você aprende de fato que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro. É um momento em que é mais conveniente manter-se numa posição recolhida, observando e mantendo-se numa quietude estratégica, avaliando o meio em torno de si e as circunstâncias. A observação é seu melhor aliado neste período."
domingo, 8 de julho de 2007
"Anice, olha o músico!"
Hanss Eisler
Anice, nossa tutora, em seu blog, faz a pergunta "a música influencia a vida das pessoas?" Se influencia? Que tal olhar mais uma vez o vídeo acima? Perceber, enxergar as expressões da platéia, testemunhar a paixão que o músico tem pela Música que produz...
Como gosto muito de Piazzolla, fui buscar alguns de seus vídeos. Aí, encontrei outro músico fantástico que esteve há poucas semanas no Brasil: Yo Yo Ma. Li uma reportagem sobre ele e o que se destacava, além de seu talento, era a sua simplicidade. Em um meio onde muitos egos são inflamados, Yo Yo Ma é reconhecido por tocar com vários e diferentes parceiros não se incomodando em deixar seu lugar-solo para acompanhar outros talentos. Descobrindo Yo Yo Ma, revi Bobby McFerrin...
Mas, retornando ao princípio... A música exerce um poder muito interessante em minha vida. Ouvindo Música relembro de fatos do meu passado, organizo meu presente e planejo algumas coisas do futuro. Se estou triste mas falta chorar, pronto! Coloco uma música, choro baldes de lágrimas, esvazio todos, seco o rosto e sigo em frente. Se estou muito feliz e quero continuar mais um tempo...outra música. Gosto muito de escrever ouvindo algum som, geralmente alguma música instrumental. Através da Música uma de minhas alunas, autista, abre algumas de suas janelas interiores e interage conosco. A Música tranquiliza muitos de nossos alunos e se torna elemento de ligação entre muitos. Foi ao ouvir, em uma ligação de tele-amigos, uma voz cantando Lulu Santos e tocando violão, que conheci essa "figura", que é o Lu. (meu marido, que também é músico.)
A Música é quase uma personagem em minha vida. Momentos muito especiais, nem sempre felizes, foram acompanhados por uma trilha sonora.
Temos falado muito em infâncias, memórias... fico satisfeita ao perceber como tudo está entrelaçado.
Observando atentamente alguns dos vídeos que já postei revejo a mesma paixão, os olhares de cumplicidade, a satisfação em estarem produzindo algo tão belo. Ana Carolina, em uma de suas entrevistas na GNT, comenta que nada lhe dá tanto prazer quanto o momento em que está no palco, cantando e recebendo a energia de quem a acompanha e da platéia que a assiste. E o Hanss Eisler e a "consolação do desesperado", então?
Quando assisto a um vídeo de um concerto fixo minha atenção no maestro observando seus gestos, acompanhando a leveza de movimentos e o vigor com que rege. Testemunho a sua ligação com todos os músicos, com todos os instrumentos da orquestra. Por um tempo fugaz aquela criatura se transforma, cede sua identidade para algo maior. Seu corpo é o instrumento referência de todos que ali estão. E ele toca uma música belíssima...
E vcs? Quais as referências musicais que guardam na Memória? Que tal darmos uma "forcinha" para a Anice e escrevermos para ela, contando alguma coisa? Topam esse...desafio pedagógico? Pra encerrar... YO YO MA e BOBBY MCFERRIN!
sábado, 7 de julho de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
O taxista, o sapateiro, o músico, o professor ou Paixão e Superação
Esse cara , ao lado, foi quem, se não me engano em 1985, sugeriu que seus alunos assistissem ao filme Cabra Marcado para Morrer. Eu fazia parte daquela turma. Também foi através dele que tive o contato com o livro Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas. Luis Augusto Fischer é um Professor. Responsável, naquela época, pela disciplina Composição Literária, na Faculdade de Letras falava aos seus alunos demonstrando imensurável paixão pelo seu ofício. Não terminei a faculdade de Letras mas, recordo com carinho, das discussões em sala de aula, das sugestões para que nossos textos se qualificassem...
Pretendo alinhavar minhas lembranças e reflexões sobre o presente, através destas personagens/pessoas: professor, taxista, sapateiro e o músico. Por hora, é só.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Memória e Infâncias
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Finalmente!!!
Puxa! Que trabalhão! Desde anteontem, Daiane e eu tentávamos colocar este vídeo em meu blog e não conseguíamos! Não sei que mistérios aconteceram de anteontem para hoje mas, o fato é que consegui colar , facilmente, agora.
Quero escrever bem mais mas...por hora deixo um beijo de agradecimento para a Daiane e outro para a Íris, pois tenho a certeza de que ela, depois de meu relato na aula presencial, está pesquisando para descobrir o que aconteceu. Beijos. Por enquanto ouçam essa lindeza!!!
sábado, 16 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
Marcelo, Vera, Faísca o porquinho Babe e os analfabetos de coração
Eu simplesmente adorava a minha primeira série, meus colegas e a minha "Cartilha Marcelo, Vera e Faísca"! Aguardava com ansiedade o momento de desenhar e pintar a próxima página com novas aventuras dos três. Fui alfabetizada pelo método global e gostei muito.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
"Freud explica..."
Na
realidade, Bea chamava a atenção, parece-me, de algumas de nós que estaríamos utilizando a expressão para tentar justificar motivos de atrasos... (não me recordo bem, infelizmente não estou mais com o e-mail)Fiquei pensando nesta disciplina e em quanto o seu conteúdo tem nos absorvido. É inegavel que Freud, através de Luciane, Maura e Fernanda, tem povoado nossos pensamentos, ações e reflexões. "Ponto para as responsáveis por isso". Desde o início da Disciplina achei o volume da textos assustador. Mas acredito ser necessário colocar outras questões. Temos pouco tempo para a Disciplina pois, atendendo a uma solicitação nossa, o Curso disponibilizou três disciplinas inicialmente e, após o encerramento de Alfabetização e Psicologia, mais duas. De início, adorei a idéia. Atualmente, reformulo minha opinião: acredito que seria bem melhor termos mais tempo, mesmo com cinco disciplinas, para realizarmos as leituras, nos apropriarmos do conteúdo e executarmos as tarefas. Mas o interessante é que, mesmo nesta correria, tenho muito prazer com o que leio e, embora resmungando algumas vezes, acho as propostas de atividades bem planejadas e muito focadas no objetivo de fazer com que o grupo reflita e relacione com sua prática.
Outro fator que, certamente, faz a diferença é o retorno quase que imediato de professora e tutoras demonstrando "sintonia", atenção e paixão pelo que fazem.
Estive, por um período mais cansada, mais gripada, mais afastada, mais entediada e...mais chata! argh! Mas isso não se deve a esta ou àquela disciplina e sim, a um somatório de questões. Vou achar legal muitas coisas, reclamar de outras mas...vou em frente. Com ajuda de colegas, amigas, professoras, tutoras, marido, gato, cachorro e papagaio....
Ah, e falando em "Freud explica" tenho relembrado dos meus tempos de assessoria e de encontros com algumas lideranças comunitárias, com creches de bairros, relações, finalidades da Educação, pessoas bem-intencionadas e pessoas equivocadas... Tenho relembrado bastante. Mas isso é outro assunto...
domingo, 20 de maio de 2007
Bruna e Carol
Em minhas "andanças" pelo Youtube encontrei algumas músicas do Grupo Palavra Cantada. Eles estiveram, no ano passado, na Reitoria da Ufrgs. Meus alunos e eu fomos assistir e adoramos.
Ouvindo novamente e assistindo ao vídeo lembrei de duas amiguinhas: Bruna e Carol. Bruna, com toda a graça do imaginário infantil, pensa que eu moro no computador de sua casa pois, fala comigo pelo Skype e observa atentamente as conversas que eu e sua mãe temos, noites afora.
Já a Carol, sabe que o computador é o nosso meio e utiliza o Skype e e-mails com segurança. Também conversamos pelo bate-papo. Carol acompanha os progressos de sua mãe e fica feliz de participar, de alguma forma.
Duas meninas, idades diferentes e ambas muito queridas. Quando suas mães estiverem se formando, com certeza, as duas de certa forma, também estarão.
Mimosas! Beijocas!
terça-feira, 15 de maio de 2007
Cansada...

domingo, 6 de maio de 2007
Só mais essa...
Putz... seria uma simples febre ou... Já posso considerar como Síndrome de Youtube? De qualquer forma, acho liiiiindo!
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Minha semana termina e começa aqui!
Na verdade, foi um período atípico. Já acordava cansada, sentindo a falta de horas de sono e de tempos mais amenos. Uma semana corrida, onde fiquei muito atrelada a prazos, leituras, relógio. Não que isso quarta-feira, 2 de maio de 2007
Cansaço e correria
domingo, 29 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
Pbwiki
domingo, 8 de abril de 2007
AQUELA PERNA DO ANDY GARCIA OU ENCOURAÇADO POTENKIN

sábado, 7 de abril de 2007
sábado, 30 de dezembro de 2006
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
ECS 10 - FINAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
PÓLO DE ALVORADA
PROFESSORA VERA CORAZZA
A oportunidade de refletirmos sobre nosso cotidiano e sobre nossa prática, através dos pensamentos de Paulo Freire é essencial. Através de sua leitura percebemos como é complexa nossa tarefa.
Dentro do contexto em que vivemos, observando as desigualdades existentes, acompanhando a trajetória de políticos, por nós eleitos, surge a necessidade de, cada vez mais, trabalharmos de forma que nossos alunos consigam refletir, agir com criticidade e autonomia.
Paulo Freire salienta que teoria e prática devem ser coerentes uma com a outra e que o professor é referência e influência, para seus alunos. O processo educativo, muitas vezes, através de quem o conduz, torna-se um instrumento de dominação-submissão. Suas características mais visíveis são um controle rígido e autoritário e o descaso para com o diálogo entre todos os personagens deste processo.
Tenho a certeza que educar é um grande desafio. Na área em que atuo percebo a necessidade de diálogo e formação de maiores vínculos, principalmente, com as famílias.
Há algumas décadas, não enxergávamos pelas ruas pessoas cadeirantes, portadoras de deficiências, pessoas especiais com transtornos diferenciados. Portadores de Síndrome de Down eram os mais visíveis. Mas onde estavam os outros? Não existiam?
As outras pessoas especiais estavam em casa. Muitas, escondidas, muitas, abandonadas em instituições. Como circular por uma cidade despreparada para os cadeirantes, por exemplo? Como atravessar uma rua? Como entrar em um ônibus?
Há um ditado que diz que “quem não é visto, não é lembrado”. Infelizmente, se não lembrado, para alguns, deixa de existir.
Atualmente, as políticas públicas procuram através de leis e projetos contemplar as necessidades das pessoas especiais. Há um longo caminho a ser trilhado, mas algumas conquistas podem ser registradas.
Uma das primeiras coisas que fazemos é saber da história pessoal e clínica de nossos alunos e de seus familiares. Trabalhar com alunos que trazem comportamentos muito diferenciados e, por vezes, inesperados é uma grande escola para mim. Sinto a necessidade de romper os muros de nosso espaço educacional. Embora, em meu caso, a escola seja um ambiente maravilhoso, com espaço físico privilegiado, com salas de oficinas, computadores, diversos equipamentos no pátio e em salas percebo que precisamos sair. Pegar um ônibus, visitar museus, ir a shoppings, praças, visitar outras escolas, outras pessoas. E isso tenho feito com os meus alunos e com seus familiares.
Pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento também precisam ser vistas, lembradas, pois existem, deixam sua marca na vida e têm a capacidade de tornar mais sensíveis, mais críticas e ,espero, muito mais amorosas, quem com elas, interaje.
Procuro fazer a minha parte e contribuir para que deixem a sua marca . Não é fácil e reconheço que muito tenho ainda que aprender e crescer como pessoa e profissional. Ah...mas estou no caminho!
Para finalizar (pelo menos esta tarefa) saliento que as leituras oportunizadas nesta atividade foram excelentes. Como já disse anteriormente, o que não gostei, neste caso, foi a proposta de trabalhar com a wikistórias. Achei confuso, exigiu muito mais tempo do que se pensava e frustrante na medida em que produções foram deletadas e precisávamos recorrer a auxílio, várias vezes, para realizar atividades diversas. Talvez uma atividade que não oferecesse uma multiplicidade de propostas, como essa, fosse mais apreciada e melhor realizada.
Entretanto, gostei muito de conversar na sala sobre EducaçãoEspecial.
Analisando mais um pouco, percebo que o conteúdo (as leituras ofertadas e as reflexões sobre) foi de extrema importância, para mim. Agora, sinto a necessidade de ler mais sobre alguns autores como Marx e Engels
Bem... É Natal, os sinos tocam e os anjos dizem “continue, continue, continue...” Amém.
sábado, 23 de dezembro de 2006
domingo, 17 de dezembro de 2006
ECS 11- Sobre textos e sítios
O texto se refere a caminhada da Educação , no Brasil. salienta mudanças ocorridas a partir da Década de 30, até a atualidade. Traz referências das três redes de ensino , no Brasil, salientando características que contribuem para a desigualdade. Certamente, há diferenças entre as redes privada, municipal e estadual de ensino. diferenças que passam pela questão salarial, formação de docentes e características de cada região. Entretanto,por mais que possamos verificar as tentativas de governos e sociedade no sentido de promover uma Educação de melhor qualidade, ainda é pouco. E falando em desigualdades, como acreditar em melhorias conduzidas por nossos políticos e governantes ao, por exemplo, lermos pelos jornais as notícias sobre o aumento de seus próprios salários?
Sobre OS SÍTIOS
Na visita aos sítios pude acompanhar alguns projetos que acontecem nos âmbitos federal, municipal e estadual. Saliento o PROINESP, um projeto de Informática na Educação Especial. No site oficial de Porto Alegre (http://www.portoalegre.rs.gov.br) na parte das secretarias encontrei notícia sobre a Formatura de nossos alunos especiais.
"Alunos com necessidades especiais participam de formatura
Proporcionar que jovens com necessidades especiais realizem experiências em secretarias do Município, trabalhando e se integrando à sociedade. Com esse objetivo, o Programa de Trabalho Educativo (PET) realizou hoje à tarde a formatura de oito adolescentes, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Smed).
Os alunos das escolas especiais Lígia Averbuck, Tristão Sucupira Viana, Paulo Freire, Eliseu Paglioli e Lucena Borges realizaram estágio durante dois anos nas secretarias municipais do Meio Ambiente (Smam), Esportes, Recreação e Lazer (SME), Produção, Indústria e Comércio (Smic) e na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além da Câmara Municipal, todos parceiros no projeto. A idéia é promover a educação pelo trabalho, despertando nos jovens suas verdadeiras aptidões e possibilitando crescimento pessoal e profissional, integração social e resgate da cidadania.
Ao som do grupo Rebeldes, familiares, professores e colegas prestigiaram a conquista dos oito formandos. "A iniciativa existe desde 2000, sendo que o número de vagas foi ampliado pela atual gestão, pois o programa é de extrema importância, indo além da inclusão educacional: os jovens são incluídos na vida", comemora a coordenadora do Território de Educação Especial da Smed, Viviane Loss. A cada ano, os professores indicam 25 alunos para participar do PET."
No site do governo do Estado o que saliento é o programa Escola Aberta, o qual pude, durante algum tempo acompanhar mais de perto, em uma escola estadual da Restinga.
Há vários projetos e muito boas intenções. Muito se consegue e , infelizmente, mais ainda, se perde.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Postei.(Wikistória)

Página do Ser professor/Ser professora.
Chegou cansado no apartamento solitário. Tirou os sapatos já na entrada e caminhou até o quarto. Observou a tela do computador e , ao perceber que mais uma mensagem chegara, sorriu torto. Lembrou da aluna que cruzava os braços e dizia "que bobagem, professor... que bobagem...." Pois é. Que grande bobagem certamente estaria sendo enviada, desta vez... Deslizou até a sala e ligou o aparelho de som em sua música predileta, no momento: A trilha do filme Ray. A tarde de pagodes, axé e funk terminara, mais uma vez. Telefonou para a amiga e combinou novo encontro. Desta vez levaria "pai e filha": Pedagogia Do Oprimido , de Paulo e A paixão de conhecer o mundo, de Madalena. A campainha toca e, vagarosamente, pesadamente vai abrir a porta: nada inesperado. Sua colega, professora da mesma escola, chegara trazendo novas perturbações.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
domingo, 10 de dezembro de 2006
Link ECS9
ECS 10 ou PAULO, de FREIRE e de JOÃO
A proposta inicial é de comentar a minha participação, até o momento, na atividade de ECS 10. Pouco antes de "entrar em meu blog", a idéia era de iniciar a atividade com algumas falas significativas "de e sobre" Paulo Freire e que estão entrelaçadas com o momento em que vivo. Mas ao ler os comentários de várias colegas naquele espaço chamado wikistórias, não pude resistir ao que a querida colega Adriana Fraga escreveu. Portanto, é a partir do que Adriana escreve que eu inicio esta atividade.
"É hora de olharmos com novos olhos para nossos alunos, percebendo que eles têm limitações como as nossas, têm anseios, dúvidas, angústias, medos, assim como todo ser humano, querendo ser ouvido e amado."
Adriana Fraga
Sou professora. E sou aluna. Os verbos acompanhar, planejar, refletir, avaliar, questionar, estudar, provocar fazem parte de meu cotidiano. Tenho dúvidas, medos e certezas.
Falar sobre Paulo Freire é falar de coisas que acredito, é relembrar de muitos momentos em minha história... ida para a SMED-POA, Escola Cidadã, Seminários Nacionais , Internacionais e Regionais que organizamos-participamos, do trabalho com as escolas da rede, das creches comunitárias e das formações que realizávamos, das caminhadas pelas diferentes comunidades e das conversas com as pessoas...Ilha da Pintada, Rubem Berta, Vila Areia, Vila Tecnológica, Vilas Asa Branca, Minuano, Elizabeth, Nova Brasília... Lugares que talvez eu jamais conhecesse se, não tivesse a feliz oportunidade de, durante dez anos, trabalhar na assessoria pedagógica da SMED, numa gestão de participação popular, com educadores oriundos de locais diversos trazendo a riqueza da diversidade. Aprendi tanto... E reconheço que... ainda tenho, tanto, a aprender...

Ah! A Atividade solicitada... Tentei entrar na página do wikistórias e fazer a minha apresentação pessoal. Escrevi algo breve, pois tinha mais interesse em ler as postagens já colocadas. Escrevi, mas não conseguia editar. Fiquei mais de uma hora tentando fazê-lo . Ao mesmo tempo, refletia sobre a necessidade de fazer de algo tão prazeroso como falar sobre Paulo Freire uma intrincada tarefa de mexer em comandos, traduzir, acompanhar angustiada o movimento dos ponteiros do relógio. Naquele momento, frustrada eu me perguntava se já não fiz, muitas vezes, isso com meus alunos: tão fascinada estava pela "maravilhosa atividade" que eu organizara que esquecera de como ela poderia ser recebida pelos diferentes alunos que possuia. Mas ao ler comentários de colegas que, facilmente, haviam realizado a proposta e expressavam sua alegria, resolvi persistir. Entretanto, a vontade não foi mais persistente que a capacidade. Duas horas depois, estava solicitando ajuda a mais uma querida e solícita colega. Mas acontecera o que eu imaginava; como diria um aluno "já tinha perdido o..." Deixei a atividade para depois.
Criatividade’ é sinônimo de ‘pensamento livre’, isto é, de capacidade de romper cotidianamente os esquemas da experiência. É ‘criativa’ uma mente que trabalha, que sempre faz perguntas, que descobre problemas onde os outros encontram respostas satisfatórias (na comodidade das situações onde se deve farejar o perigo), que é capaz de juízos autônomos e independentes (do pai, do professor e da sociedade), (...) que remanuseia objetos e conceitos sem se deixar inibir pelo conformismo (RODARI, 1982)
Quando Li o que Rodari escreveu, imediatamente lembrei de algo que, ainda hoje, me faz muita falta. E é aí, que "entra" o PAULO, não de Freire... mas de João. Na verdade, João Paulo II. Esclarecendo, melhor ainda, Creche Comunitária João Paulo II. Em outra postagem, em meu blog, já havia feito referência, a ela. Foi a primeira creche a ser visitada por mim, ao começar a trabalhar na assessoria. E a última a receber minha despedida, uma década depois....
Tudo aquilo que eu, enquanto educadora, acreditava, pude acompanhar, na prática, nesta creche. E o mais importante, participei ativamente desta caminhada e construção. Fiz parte, orgulhosamente, de todas as reuniões de formação,das reuniões de pais, de todas as conquistas, os acertos e equívocos, acompanhei a caminhada das educadoras e contribuí na construção de seus saberes.
Participei, junto com educadoras, dirigentes da creche e comunidade, da construção da "PPI da João Paulo": a Proposta político-pedagógica da nossa creche. Nossa! Nossa PPI. Tudo o que desejávamos, acreditávamos e o que íamos fazer.
Em troca, aprendi muito, com elas, sobre Educação Popular e o que Paulo Freire dizia:"amorosidade"...
Quando cheguei na creche, nos primeiros meses, observei a resistência de algumas educadoras que pensavam coisas como "ela vem nos criticar", "vem ensinar o que não sabemos", "ela vai ver nossos erros de Português, dizer que a gente não sabe, escrever..."
Refleti muito sobre a maneira de quebrar a resistência; esclarecendo que aquelas idéias eram muito diferentes de meus propósitos. Eu queria descobrir o que elas sabiam e como sabiam. A partir daí, em conjunto, verificar o que precisava ser mudado, repensado... ou não. Erros de Português escritos em um caderno não me preocupavam. O importante e bonito (Paulo Freire falaria da boniteza...rs) era que HAVIA algo escrito! E isso queria dizer que alguém, minimamente que fosse, planejara alguma coisa, refletira, relatara... Comecei a criar vínculos, com aquele grupo. Eu PRECISAVA de uma coisa: CONFIANÇA.
(Mas, olha só que paradoxo... agora, olho os ponteiros do relógio e penso que eles podiam realizar sua dança de forma mais lenta, tranquila...dando passagem ao meu relato, minhas lembranças... Estou em um lugar aconchegante, fazendo algo que gosto, reletindo, relembrando...sem uma pitadinha de irritação. O tempo passa ligeiro, aqui...)

As educadoras precisavam e queriam saber também da minha história, quem eu era, do que gostava, o que pensava. Nada mais justo.
Mas, voltando ao "escrito" de Rodari, preciso "selecionar" uma parte da história, "copiar, colar" e contar... Diz respeito a um orgulho e a um erro cometido.
Depois de alguns anos acompanhando o trabalho desta creche, surpreendi-me ao ouvir o relato da diretora da instituição: algumas famílias de crianças que haviam terminado o Jardim B e sido matriculadas em escolas regulares da região, traziam notícias inquietantes. As falas eram mais ou menos assim:
"O fulaninho não está nada bem na escola, a professora da minha filha reclama quase todo dia dela, eles não têm bom comportamento, ele já foi até pra direção, fui chamada pela professora, ele não pára, mas o que é que ela aprendeu na creche??"
Bem, meus cabelos e os de Lurdes, diretora e cooordenadora da creche, devem ter-se arrepiado todinhos. Começamos a pensar e questionar: mas o que está acontecendo? Como essas crianças que durante todo o período que aqui estiveram apresentaram, em sua maioria, conquistas , poderiam ter mudado tanto? Mal-educadas? Precisando ser "levadas" à direção? O que fizéramos de errado? Como encaminhávamos crianças que haviam em seus relatórios de desenvolvimento apresentado tantos progressos e que se mostravam, agora, "diferentes" do que a creche enxergava? Mais do que isso, enquanto conversava com Lurdes eu me perguntava "O que eu fiz? Ou, não fiz?"
Mas, depois de algum tempo, percebemos que deveríamos sair à campo, atrás das respostas; Quem falou o quê? De quem? As crianças faziam o quê? O que era considerado falta de educação? Em que situação, foi levado o fulaninho até a direção? O que eles aprendem? Qual, de forma bem clara e objetiva, eram as dificuldades destas crianças? Não estavam se alfabetizando? Em que áreas demonstravam deficiências? Para isso, conversamos com familiares e fomos buscar respostas nas escolas, com equipes diretivas e professores. Eu, particularmente, tive a facilidade de conversar com os colegas que assessoravam estas equipes. Juntando todas as informações começamos a enxergar... E aí, entra o nosso orgulho, meu erro e minha tristeza.
Basicamente a fala dos professores era a mesma: as crianças não páram, estão sempre querendo mais coisas, "se metem na aula"(da professora), "querem ensinar como a gente ensina, vê se pode???", uns "fedelhos", dando idéias... Alguns diziam: "lá na João Paulo" a gente fazia assim....
Em resumo: com poucas exceções, as crianças "que vinham da João Paulo" eram desafiadoras, questionadoras, barulhentas e criativas. E, como uma das mães salientou e um dos professores concordou: "estranhamente" eram as mais solidárias, as que partilhavam merendas, pertences, que brincavam no recreio com qualquer outra criança, gostavam de histórias, teatro e sabiam contar e fazer... "estranhamente"...
As educadoras, Lurdes e eu estávamos orgulhosas. As crianças continuavam vivenciando valores muito salientados na creche, estavam se alfabetizando facilmente e continuavam fazendo o que leváramos anos trabalhando: opinando sem receio, com ousadia... Ficamos contentes e, neste dia, encerrei a visita na creche, com um sorriso. Mas Lurdes e eu, sabíamos que, novamente, íriamos "nos fechar na salinha" e conversar.
Na tardinha deste dia, ao chegar em casa, chorei muito. De tristeza, de felicidade e de constatação. Imaginava as crianças , aquelas nossas crianças, sendo chamadas de metidas, mal-educadas, sendo "perseguidas" por terem a ousadia de questionarem seus mestres. Inquestionáveis, estes mestres seriam? Eu sabia que, não.
Tristeza pelo que estavam vivendo, alegria por estarem "resistindo". Mas, a constatação veio logo: Eu errara ao pensar pequeno. Considerava, há muito tempo, aquele espaço como um oásis, uma ilha. Mesmo acompanhando o relato de colegas que assessoravam as escolas regulares daquela comunidade, jamais pensei que um dia, "as crianças da João Paulo" sairiam do "oásis". Eu deveria estar há muito tempo, preocupada, com isso, e participando mais ativamente de outros fóruns da região. Eu precisava, principalmente, interagir muito mais com quem estava no cotidiano das escolas.
Olho para trás e revejo quantas pessoas interessantes iluminaram meu caminho. Quantas professoras estavam sedentas em questionar seu próprio grupo. E o faziam, lindamente. Agora, saliento(como se fosse em negrito) o orgulho que sentimos ao constatar que estávamos no caminho certo. Ok, com tropeços, dúvidas, lentidão... mas percebíamos, mesmo assim, os resultados.
E foi aí, que começamos a intensificar, cada vez mais, as formações com as famílias.
Pensando bem, poderia escrever horas e horas sobre o que vivi na assessoria e ,especialmente, na João Paulo II: a maneira como realizavam as festas, as combinações feitas com as crianças sobre as brigas no pátio, as atividades de pesquisa a partir da escolha do nome de cada turma, as reuniões de pais (e os preparativos para as mesmas), a pesquisa sócio-antropológica, a formação das educadoras, o trabalho com as coordenadoras, as conversas em seminários e encontros com Tânia Fortuna, Jane Felipe, Maria Carmem Barbosa (a Lika,que tanto acompanhou a equipe de Educação Infantil da SMED), Brandão, Maria da Graça Horn, Gandin e claro, o outro e querido PAULO. Paulo Freire.
Voltando a atividade.... Fiquei algumas horas frente ao computador, relembrando ... Nesse meio tempo, também voltei à página da wikistórias e li, mais algumas coisas. Gostei de ler os comentários de Beatriz Lopes. Ao clicar sobre Bia Guterres, na página da apresentação, a minha surpresa: o que eu escrevera não estava mais lá. Como diz uma colega " relaxar, relaxar..."
Abri e-mail da professora Su Gutierrez que dá dicas sobre este espaço: em algum momento, de hoje, vou voltar e tentar fazer a tarefa da forma desejada pelas professoras.
Mas se quero continuar sendo coerente com meu jeito de ser e "enfrentar" o mundo, realmente, não posso me intimidar. Devo ser sincera ao afirmar que não gostei desta atividade, na realidade, da forma com que foi proposta. Mas, lembrando de algumas crianças, devo dizer que embora não goste vou procurar fazer da melhor forma "do meu possível".
"A realidade não pode ser modificada senão quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer".
Paulo Freire
Reflexões, reflexões, reflexões... Acordei as seis da manhã e sentei frente ao computador com o propósito de "desvencilhar-me" da ECS10. São 4 horas da tarde. Não posso, por mais que me aconselhem do contrário, deixar de partilhar outra reflexão . Acredito que a maior parte das pessoas que opta por um curso à distância tem algumas características em comum. Uma delas pode ser a dificuldade em gerenciar o tempo de forma presencial. Penso: fiquei horas realizando parte desta tarefa. Tudo bem. Minha opção. Agora, na grande parte dos momentos, ser obrigada a fazer tarefas em grupo, não me parece sensato. Com a humildade necessária para ser lida e compreendida sugiro que se repense a FORMA como algumas atividades são determinadas. Poder optar também é bonito, saudável e, principalmente, democrático.
"Eu tenho a necessidade de compreender um diferente de mim, se eu quiser crescer. Portanto, a minha radicalidade fenece no agora, Gadotti, momento em que eu me nego a compreender o diferente de mim. Segundo, quando eu compreendo o diferente descubro que há um diferente diferente, que há um diferente que é antagônico. Ou seja, ele é tão diferente de mim que não dá para dialogar comigo em termos profundos. Mas ao descobrir a possibilidade da existência do antagônico, que é o diferente mais radical, eu descubro também que até com o antagônico eu aprendo. E que, portanto, não posso me fechar sectariamente. No fundo, a minha briga não é contra contra os outros; é contra mim mesmo, no sentido de não me permitir cair na sectarização. E a sectarização é a negação do outro, é a negação do contrário, é a negação do diferente, é a negação do mundo, é a negação da vida. Quer dizer, ninguém pode continuar vivo se sectariza. Veja como o stalinismo era a antivida, como o nazismo é antivida. E a democracia só se autentica quando é vida. E esta só é vida quando é móvel, quando tem medo. É preciso se abrir ao máximo, às emoções, ao riso, aos desejos..."
Paulo Freire
(Nova Escola On-line)
À noite, novamente, entrarei na página da wikistória... estou tentando.
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
ECS 9 LETRA C
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura e SociedadeECS 9-
Professora Vera Corazza
Introdução
Referências Bibliográficas:MARX & ENGELS. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.
sábado, 2 de dezembro de 2006
domingo, 26 de novembro de 2006
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
terça-feira, 14 de novembro de 2006
SÓGUTERRES

Semana cansativa e produtiva. Leituras interessantes propostas pela disciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo.
Aos poucos, noto melhor domínio sobre algumas ferramentas. Acredito que o tempo de duas semanas é ideal para:
Realizar leituras, refletir sobre as mesmas relacionando-as com nossa prática;
Participar nos fóruns;
Ler e comentar blogs de colegas deste e de outros pólos (naturalmente...);
Procurar, se necessário, participantes de grupos determinados e organizar-se com os mesmos;
Rever a caminhada e retomar atividades que necessitam de reformulação;
Ler os diversos tutoriais oferecidos;
Postar no blog, no pbwiki, escrever nos Diários de Bordo, trabalhar no webfólio;
Escrever, ler e responder e-mails
Optei, por dedicar um tempo maior ao blog SÓGUTERRES. Portanto, também visitem meu outro endereço http://mbgbiagut.blogspot.com
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Seu klein, Picasso e Jonas
Ele tem 9 anos aprisionados em um corpo adolescente. O gigantismo acelera seu crescimento e os transtornos mentais dificultam todo o seu desenvolvimento. Mora em um abrigo pois, seus pais são desconhecidos. Foi abandonado com poucos dias de vida.
Numa casa em que as crianças têm até seis anos e mal ultrapassam as maçanetas das portas, ele pode ser considerado "um pato no meio dos gansos". Ou, o contrário. Fato é, que acompanha o vem-e-vai de crianças que chegam, criam vínculos com ele e depois se vão, adotadas. Mas Jonas, sempre fica.
Hoje pela manhã, depois do recreio, pegou colchonete e almofada e foi descansar. Todos fazem isso, mas de diferentes formas: olhando uma revista, ouvindo uma música , fechando os olhos... Eu estava sentada em um dos colchonetes, fazendo uma trança nos cabelos de uma das meninas quando, já deitado, com sua fala atrapalhada, ele disse "Bia, tô com muita febre".
Essa frase, sem um pingo de veracidade, é a "deixa" para que eu saiba que ele precisa de mais atenção, de carinho, de colo.Terminei a trança e fui até o colchonete febril. Coloquei sua cabeçona em meu colo, acariciei sua testa e diagnostiquei : "sem febre...mas com vontade de carinho, né?" Foi então, que ele virou a cabeça, sorriu, "pendurou" seus olhos nos meus e, lutando contra a dificuldade verbal, me disse uma coisa...
Pois, naquela época em que eu era bem menor, dizem que ao ouvir pela primeira vez o nome Picasso fiquei repetindo baixinho como se fosse uma cantiga: "Picasso, Picasso, Picasso..." Muito mais tarde, associei o nome à imagem, às telas...Mas a musicalidade da palavra me acompanhou até a maioridade. Quando esperava um elevador, cansada, ficava repetindo "Picasso, Picasso, Picasso..."; quando, distraída, aguardava a minha vez, na fila, repetia "Picasso, Picasso, Picasso"...
Estranho, mas inquestionável...
Nada mais natural, portanto, que MEU primeiro cachorro fosse batizado com este nome.
Eu o ganhei , passada a minha adolescência. Picasso me conquistou com sua fidelidade, com seu mau-humor para com qualquer outra pessoa, sua cumplicidade em brincadeiras, em momentos alegres e solitários, também. Sempre me ofereceu seu focinho, quando percebia-me carente e seu vigor e ferocidade ao impedir, por exemplo, que fosse abordada por um ingênuo assaltante. Troquei a cantilena infantil por uma personificação de quatro patas. Picasso! Picasso! Picasso! E, lá vinha ele, correndo e "sorrindo dentes" afiados.
Meu companheiro suportou, heroicamente, a chegada de um "irmão" canino. Sabíamos , nós dois que, por mais que o filhote de orelhas grandes fosse lindo e sedutoramente atrapalhado, sempre seria o segundo em meu amor.
Desesseis anos passaram rápido e pesaram muito no corpo de meu amigo. Acompanhei sua infância, seu vigor adolescente, sua serenidade adulta e , infelizmente, sua velhice. Já cego, com dificuldade para caminhar, para deglutir, para evacuar, com dores pelo corpo, foi levado por meu companheiro e por mim até a veterinária. Relutante, carregando-o em meu colo cheguei na sala e coloquei-o sobre a maca. Eu sentia uma espécie de "bola", subindo e descendo pela minha garganta. Lutava. E sabia, estar perdendo. Aproximei meu rosto de sua cara e disse-lhe baixinho "vai passar, Picasso". Foi então que,vagarosamente, virou seus olhos opacos em minha direção e lambeu meu rosto. Parecia estar dizendo "tudo, bem... eu confio em você... faça a dor nas patas passar, minha visão voltar, meu faro, minha velocidade. Faça!"
A veterinária, sua conhecida desde o tempo de filhote, já se aproximara com a seringa na mão. Ele deitou a cabeça na maca e esperou. Rapidamente, eu disse adeus, afaguei-o e saí da sala. Fui embora, deixando que a "bola" saltasse de minha boca e de meus olhos em forma de soluços e choro . Meu marido me seguiu, preocupado comigo, mas sei que teria preferido acompanhar a despedida de Picasso até o fim. Eu não pude. Simplesmente, não pude.
Naquela e nas próximas noites a cantilena voltara: "Picasso, Picasso, Picasso". Fechei os olhos e adormeci minha culpa, durante anos.
Agora, falta contar sobre Seu Klein e qual a relação entre ele, Picasso e Jonas. Mas isso fica pra depois, porque eu sinto que uma "bola" se agiganta , em minha garganta...
















