
Com o avô
Com sua avó
Com a família, emoldurado pelo futuro
Com o avô
Com sua avó
Com a família, emoldurado pelo futuro
Acho bom contar que meu ano começou atipicamente. Que eu lembre, nunca antes iniciara um ano matriculada em em curso. Mas em 2009...



Será que eu já contei que escrevi uma carta para cada um de meus alunos de primeira série, em 1979? Que deixei a carta com seus pais, em dezembro do mesmo ano, quando se despediam em direção à segunda série, com a recomendação que fosse entregue a eles nos seus aniversários de 18 anos?
Enquanto observava meu marido cavar, ia me despedindo de partes do que fui: uma pequena transgressora, uma menina apaixonada por um "vizinho-herói", uma jovem que corria pelas calçadas do IAPI imaginando ser Forrest Gump, da professora que transbordava suas emoções sobre folhas de papel envelopadas... eu me despedia e, ao mesmo tempo, abria outras portas para que novas partes fossem acrescentadas.
Pela enésima vez, o Lu perguntava se eu estava bem. Sim, eu estava. Faltava um pedaço, como diria Djavan, mas eu estava. Pensando bem, não tenho interesse, hoje em dia, em correr. Mas ainda abro os braços, buscando sentir a coragem do vento, me oferecendo para vida... ainda hoje, eu sou uma surfista de pátios.
Valeu, Thothoven!
Com uma pintada a mais de satisfação, também resgatei imagens de uma de minhas afilhadas do Viva participando como Rena, em outro grupo de Valores. Ao mesmo tempo, fixei em minha mente o sorriso generoso de minha própria dinda: Madalena,que entrava em cada quarto apresentando todos os personagens e coordenando a brincadeira.
Nosso grupo tinha como Valores-Tema a Alegria e a Felicidade. Nossa peça durava menos de 2 minutos mas era tempo suficiente para que vilões e mocinhos de histórias infantis surgissem abraçados, comemorando o Natal e enfatizando que o mais importante é a união, alegria , felicidade e amizade. Assim, Eu-Bruxa, fiquei boazinha e entrei em cada quarto, após o chamado de um lindo palhacinho, de braços dados com a Fada . E o porquinho e a Chapeuzinho entravam abraçados ao lobo cantando "ninguém tem medo do Lobo Mau , Lobo Mau, Lobo Mau..."
Por último, nos despedíamos cantando um funk de Natal.
Dormi com o propósito de realizar no outro dia, uma postagem sobre nosso dia de Valores. Ao acordar, relembrei de um fato que mobilizou todo o grupo: no saguão da UTI, assistindo a nossa mensagem, uma mãe chorava. E foi no abraço que fiz questão de oferecer-lhe, assim como as colegas, que senti um pouco do seu desespero e de sua dor.
Abraços não precisam vir acompanhados de palavras, em alguns momentos... mas, se elas, as palavras buscam forças para se fazer presente...
Lembrei do Livro dos Abraços e de uma passagem que diz sermos um mar de fogueirinhas. Olhando nossas fotos, observando cada uma participante do grupo, confirmo as palavras escritas por Galeano: "não existem duas fogueiras iguais".
Mas, a união, o conjunto das labaredas pode ser um bonito espetáculo e trazer felicidade aos olhos de quem precisa. Participar como voluntária do Viva e estar próxima de chamas tão intensas, me preenche, me satifaz e me "encharca" de alegria.
Maria Aparecida Bergamaschi, professora da disciplina de Estudos Sociais, do PEAD. Aí, lembrei dos trabalhos, dos fóruns, dos comentários, de tempo e espaço...
Com certeza, ela mantém os olhos brilhando! Foi muito bom ter sido sua aluna.
Cheguei à conclusão de que "ELES estão entre nós..."
Cuidado, pessoas! Eles estão entre nós! Estão se aproximando. Nos ônibus, em nossos empregos, nos cursos, atravessando a rua... são olheiros, captando imagens, mandando informações, sugerindo novas adduções.
Será que tem PEAD no lugar DELES? E SPA?
E se eu já fui abduzida e, voltei?
Nossa!!! E se o lugar dos abduzidos for aqui? A TERRA NÃO É A TERRA! Nós somos os abduzadores. Na verdade, esquecemos de nosso ofício primitivo: apenas uma elite continua abduzindo. Essa elite está no Planalto, nas prefeituras, nos cargos de confiança...
MISTÉRIOS...
Neste sábado, Lu e eu estivemos no QG da Chaine. Juntamente com Inês e Lu Sobotyk conversamos sobre nosso trabalho sobre aposentadoria e realizamos as finalizações necessárias. A tarde foi muuuito legal! Chaine, seu irmão, sua mãe, Hermes (o cocker charmoso) e Belinha ( a vizinha de quatro patas que está "doidinha" para se mudar para a casa da Chaine)... Muitas risadas, trabalho e, entrelaçando tudo isso, um sentimento de carinho e amizade. Saímos com sacolinhas recheadas de verduras da horta de nossa amiga. Voltamos com a Lu e seu marido Paulo, falando sobre Música, filmes, Informática e outras coisas. Valeu!
PS: Sentimos falta da Iliana e da Aline, que não puderam ir. Mas, participaram do trabalho como todas.
Circula pela rede uma carta que teria sido escrita por Fernanda Torres, sobre seu pai.
Volta e meia lembro das palavras da professora Íris ao afirmar que, depois do término do curso, poderíamos, através dos blogs, percorrer nossa caminhada acadêmica, profissional e pessoal. Espero voltar e relembrar com muita nitidez todos os anos e meses.
E é acompanhando sua marcha trôpega, seus latidos enfraquecidos e a ausência do brilho em seus olhos que, mais uma vez, aguardo o momento de decidir sobre a partida de um de meus amigos . Mas enquanto os remédios e a veterinária garantem uma qualidade de vida ainda razoável , vou desfrutando de sua amizade e de sua companhia. Vou relembrando, junto a ele, de nossas corridas e brincadeiras pelo campo aqui perto de casa, das suas fugas em dias de chuva, de seu salto em um lago em dia de verão, das suas orelhas compridas balançando enquanto corria ou fugia levando um brinquedo na boca e da manhã em que, protegendo-me, frustrou uma tentativa de assalto. Agora, ele levanta a cabeça e cheira em minha direção, certificando-se de minha presença. Suspira e retorna ao sono.
Outro mestre (desta vez, literário) escreveu um livro que muito admiro. Graciliano Ramos tornou a cadelinha Baleia inesquecível para muitos. Tenho uma amiga que escreve contos e crônicas . Uma vez, disse-me que ainda escreveria um conto que desse vida à personagem Baleia, que de alguma forma faria com que seu desfecho fosse outro. Minha amiga, até hoje, tem bronca com Graciliano Ramos por causa do Vidas Secas. Eu gosto de pensar no que Baleia teria vislumbrado: outra possibilidade de viver de forma mais feliz. E é pensando assim que todos os dias, ao sair de casa, me despeço de Beethoven. Meu amigo começa a me dizer adeus e entendo a sua necessidade de partir. Acredito que em breve ele estará entre folhas e arbustos, cheirando tudo com seu olfato recuperado e se preparando para uma corrida sem cansaço.
Torna-se mais difícil, entretanto, aceitar o adeus de quem não se sabia partindo, de quem ainda estava construindo uma trajetória...
Neste, como em outros semestres, o Seminário Integrador propõe mais uma atividade instigante: os Projetos de Aprendizagem.
Dia 27 passou. Deixa saudades, novamente. A cada ano, nossos alunos se emocionam, nos emocionam e se superam.
Todos que competem ganham suas medalhas, sobem no pódium, tiram fotos e sentem imenso orgulho. Uma de minhas alunas ao receber sua medalha, no sábado, só foi retirá-la do pescoço na segunda-feira, depois da aula.
