
domingo, 10 de maio de 2009
Inclusão Digital de Crianças Hospitalizadas

sexta-feira, 1 de maio de 2009
Alvorada!
sábado, 25 de abril de 2009
Santos, Munduruku... Sobre todos os nomes
Comecei com as leituras de Etnias e com a busca de imagens de Daniel Munduruku.
Ao olhar seu blog e seu site, pude acrescentar mais alguns títulos de livros para o acervo da biblioteca de nossa escola. Através de um link de sua página, fui até outro Blog, de Marcos Terena. Uma de suas postagens, Mensagem Indígena ao Homem Branco no Dia do Índio, compartilho com quem me lê.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Abril e seus dilemas
Mas acabei ouvindo Caetano, lembrando do Dilema de Claude e assistindo a um vídeo sobre o Xingu. A qualidade não é muito boa mas, mesmo assim, acho que vale...
terça-feira, 21 de abril de 2009
"nas tentativas de ir..."
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Matando sonhos
sábado, 11 de abril de 2009
Qual é a nossa turma?
Tenho andado por aí, lendo comentários entusiasmados, comentários preocupados, comentários interrogativos. "Abriu-se a temporada", eu poderia dizer... agora a Educação Especial está em foco, no PEAD.Poderia, mas não digo, só escrevo.
Tenho andado por aí, lendo a preocupação de colegas que tentam fazer o melhor, mesmo não sabendo ou não tendo as melhores condições. Também, infelizmente, percebo em algumas entrelinhas um discurso já conhecido que começa com "o que seriam deles, se não fossem nós..." ou " o governo não nos dá condições"...
Bem, concordo e discordo e explico.
Para aqueles que se julgam uns heróis por receberem alunos especiais em suas turmas regulares, "mesmo com dificuldades" gostaria de lembrar que isso não tem nada a ver com heroísmo. Nesses momentos é bom lembrar das famílias, das mães que acompanham seus filhos, que batalham por medicação nos postos, que fazem força para, com eles, subir nos ônibus, que vivem o dia-a-dia na insegurança e na frágil esperança de terem um tempo para si. Sim, pois o que obeservamos é que, em quase toda a sua maioria, os familiares abandonam seus sonhos, seus desejos, em função da vida e necessidades da criança ou adolescente especial.
Precisamos de formação e condições adequadas para que a inclusão se efetive de verdade? Claro que sim! Mas enquanto discutimos que o governo isso ou aquilo, que nós não temos também isto ou aquilo...lá na sala há um fulaninho que pode ser "vítima" da inclusão ou um "beneficiado" pela mesma. Depende de quem? Enquanto as discussões acontecem, o que nós estamos fazendo ?
Trabalho em uma escola que pode ser considerada como uma realidade desejada e adequada: como escola especial, há um número reduzido (em comparação à turmas regulares) de alunos nas salas, dupla de professores e espaço físico amplo com horta, ginásio, sala de informática e culinária. Nossos alunos são autistas e psicóticos. Como professora de Ed. Especial, acredito na Inclusão. Entretanto, não são todos os alunos de escola especial, por exemplo, que estão preparados para uma inclusão. E a Inclusão, está preparada para nossos alunos?
E nós? Estamos incluídos? Em que turma?
terça-feira, 7 de abril de 2009
Inferno Astral ou Drenagem Irática
Segundo minha amiga Kátia Diehl, estou vivendo no período do Inferno Astral, que antecede o dia de meu aniversário. Começo a relembrar fatos deste período de um mês, mais ou menos, atrás:
- Comecei a perder as chaves com mais frequência, dentro de casa.
- Comecei a perder as chaves na escola.
- Minha cachorra mastigou o cabo da NET
- Minha cachorra mastigou o cabo do mouse do notebook do Lu
- Minha gatinha quebrou um prato ao tentar fazer malabarismos na pia
- Minha cachorra e minha gatinha, ambas filhotes, odiaram a cadeira da escrivaninha do Lu e resolveram reformá-la
- A cadeira "reformada" não é uma guerra mas está em farrapos

Dois gerentes do banco onde sou cliente foram até minha escola anunciar algumas promoções. Despediram-se dizendo "passem lá na agência e falem conosco". Resolvi passar.- Na agência, a gerente de conta sorriu e disse "querida, estamos numa correriaaaa... que tal deixar tua documentação e, nós te ligamos mais tarde?" Uma semana depois, ainda aguardava a ligação. Ao ligar para a agência , outra pérola "ah, um está no horário do almoço, outro não está na mesa e a que está, está ocupada. Mas deixe seu número que ligamos depois." Ligaram?
- Minha cachorra mastigou o microfone do computador do Lu
- O Lu confessa que está com instintos assassinos em relação ao meu bichinho
- Na escola, duas alunas e eu comemoramos nossos aniversários. Dia muito quente. Torta de chocolate, nata. Comi e repeti. Quase morri. Cinco dias com diarréia, vômito, fraqueza.
- Resolvo, depois de muita insistência, ir à uma emergência. Opto por ir na mais perto de casa e não, na que eu já conheço. Fui atendida? Não. Desisti depois de 2 horas esperando para ser chamada junto a pessoas que estavam sofrendo e necessitando muito mais do que eu. E, todas, como eu, ali estavam utilizando seus convênios. Ao desistir e entregar minha ficha recebi um sorrisinho e um olhar tipo "que bom, uma a menos", da atendente.
- Enjoada, penso na raiva que eu poderia estar sentindo se não estivesse tão debilitada. Resolvo ligar para minha agência. Ao ser atendida sou encaminhada para um novo gerente de conta, na agência, que ainda está "se apropriando". Mas ,gentilmente, pede meu número, que ligarão em seguida. "outra vez? Já deixei o número 5 vezes!" "ah, pois é...mas eu não estou encontrando..." Irritadíssima, declaro não querer mais ser cliente da agência e pergunto qual o encaminhamento para me desligar. O gerente sabe? Não sabe. Pediu pra que eu esperasse um pouco enquanto ia se informar. Despeço-me com o último resquício de educação.
- Olho um dos fóruns e percebo que, com apenas uma exceção, o restante do grupo não colocou opinião sobre o que eu escrevera para ser postado. Resolvo postar para que não fiquemos fora do prazo. Percebo que há colegas que nem entraram no fórum. Começo a pensar que talvez eu não esteja feliz.
- No auge do mau-humor e enjôo desisto até de olhar os e-mails: se ler algum recado descartável na lista do PEAD tipo "espirrei e me cocei" ou ainda "quero partilhar com vocês essa novena, mensagem, oração"...vou surtar! ( mas percebo que já melhorou bastante!)
- Meu marido me olha e comenta " tadinha, tão ruinzinha... mas se passar mal de novo, pensa pelo lado positivo... vai emagrecer mais um pouco, como querias..." Penso em qual aparelho eletrônico dele que posso oferecer para minha cachorra mascar.
- O gerente geral da minha agência me liga, o coitado. Depois de ouvir, falar e tentar pedir desculpas se despede dizendo que voltaria a ligar! Comprovo, neste momento: nada é por acaso, este é o meu inferno astral, mesmo.
- Ligo para Kátia, pra choramingar mais um pouco, enquanto ela fala. Entre as coisas que diz, se refere ao momento em que falei com meu gerente dizendo ser um "momento de Drenagem Irática": drenei minha ira. Drenei, mesmo? Sempre posso guardar mais um pouquinho...
- Perdi as chaves, outra vez...
- Quarta-feira tenho reunião na minha escola e aula no PEAD, tudo no mesmo horário. Penso em como ainda me sinto "um pouco mal". Melhor ir pra casa.

Não é o Fernando Sabino que escreveu "de tudo ficaram 3 coisas..."? Pois é, de tudo ficaram 3 coisas:
- Triste a situação de doentes que dependem exclusivamente do SUS.
- Depois da "novela" com o banco, troco de agência. Fui atendida por outra, mais prontamente.
- Minha ira está passando. Drenei. Sinal de que estou melhorando.
PS: Minha ira pode estar voltando. Fui pesquisar e li o seguinte:
"Portanto, se você costuma enfrentar acontecimentos difíceis no período anterior ao seu aniversário, é porque está necessitando fazer contato com o seu íntimo, com seu universo interior, voltar-se para dentro de si mesmo, crescer espiritualmente."
Fora o "voltar-se para dentro DE SI MESMO", que me provoca enjôos, ainda preciso fazer contato com o meu universo interior, crescer espiritualmente. "Tá bom... quer dizer...bom, bom, bom não está mas..."
domingo, 5 de abril de 2009
Diane Ravitch e cia
Em minhas andanças na rede tenho lido alguns posts que falam da censura dos blogs por certas universidades. Como aluna de um curso universitário, à distância, que tem nos blogs um grande e eficaz instrumento, começo a me surpreender.E, ao buscar maiores informações sobre Diane Ravitch, encontro a resenha de um livro seu intitulado The Language Police. Nele, Diane realiza uma denúncia: "uma censura silenciosa vem atingindo desde a década de 1970 a confecção de testes de desempenho escolar, produção de livros didáticos e processos de aquisição de literatura para as bibliotecas das escolas" americanas. Palavras como ódio, divórcio, referências a minorias são suprimidas.
"Diane Ravitch destaca duas áreas de saber muito prejudicadas: literatura e história. Em literatura, os revisores exigem textos e ilustrações que levem em consideração as representações estatísticas de cada grupo social. Isso abrange autores e enredos. Ótimas
antologias foram criticadas e até excluídas do mercado por falta de números adequados de autores representando mulheres, negros, latinos etc., não importando méritos literários. Nos enredos e ilustrações é preciso retratar fielmente a estatística. Excluem-se assim textos clássicos ou de boa qualidade literária para atender conveniências de representação populacional. A autora descobriu que as práticas de censura acabaram atingindo clássicos da literatura."
Diane, educadora e autora do Programa de Promoção da Reforma Educativa na América Latina e Caribe (1997), trabalhou ativamente nos governos dos presidentes Bush, pai, e Bill Clinton, na área de Educação. Tem dezenas de livros publicados e ainda hoje, direciona seu viver para a área escolhida.
O Blog do Jarbas apresentou a tradução do último capítulo de um de seus livros. Sob o título de "Para que servem as Escolas" este capítulo foi o responsável por milhares de acessos e muitos comentários no Boteco. Recomendo ambos: a leitura do capítulo e o blog do Jarbas.
E falando em censura e esquecendo da mesma, não posso deixar de lado minhas primeiras e superficiais impressões sobre a interdisciplina de Filosofia: acredito que teremos , ao longo do semestre, interessantes oportunidades para explorarmos nossa capacidade de observação, exploração e argumentação. Então, vamos falar um pouquinho sobre outras interdisciplinas:
A interdisciplina de Questões Étnico-raciais nos trouxe momentos iniciais de muito prazer e a expectativa de que seu desenvolvimento seja como o início. A sintonia demonstrada entre professora e tutoras merece destaque. Em Psicologia, já iniciamos com muitas leituras. Mas acredito que, nesta altura, a maior parte do grupo já está acostumada.
Na disciplina sobre Portadores de Necessidades Especiais acredito que teremos um belo e esclarecedor trabalho. A proposta da professora e tutoras promete isso.
No Seminário Integrador temos a linha que entrelaça todas as interdisciplinas, a continuidade dos PAs, o universo das tecnologias e tudo que nos possibilitam. Importante dizer o diferencial desta interdisciplina: suas responsáveis nos acompanham desde o primeiro semestre: já nos conhecem, sabem quando estamos ansiosas, quando estamos queixosas sem motivos aparentes, sabem e procuram tirar o máximo e o melhor de nossa capacidade. Limites e afetos recebidos de bom grado. Ponto.
terça-feira, 24 de março de 2009
"Dá licença..."
Como uma das primeiras propostas do semestre vem o indicativo de analisar o PA de outro grupo. No meu caso, o dos SOTAQUES. Pois bem...ao trabalho! Em breve estarei postando minhas observações.
O reinício não se deu apenas no PEAD. Em minha escola as aulas começaram em 4 de março. Neste ano, minha colega e eu temos um novo grupo, com um diferente perfil: praticamente todos (ao contrário da turma anterior) conseguem se expressar oralmente. Alguns conseguem ler, escrever... São mais independentes, circulam pela escola com maior segurança,um faz estágio na Câmara, dois conseguem vir até a Escola de ônibus, sem acompanhante.
Na sala de Informática, hoje, pesquisávamos fotos de Porto Alegre. Um de meus alunos copiava, no word, um texto coletivo feito para o nosso Livrão da Turma.

Na primeira semana, na nossa assembléia, listávamos o que cada um sugeria de passeio e de atividades. Um de meus alunos tem o hábito de repetir "Alvorada, Bia! Alvorada! Soul!" Então, após conversarmos sobre o que e o porquê do que ele repetia, contei que conheço uma parte de Alvorada. Resumindo a história: meus alunos conhecem a orquestra de flautas do Pólo de Alvorada pois, recebemos a visita da Professora Lúcia e seu grupo há algum tempo. Eu estudo no mesmo lugar em que o grupo de flautas ensaia. Então, neste ano, se todas as condições forem favoráveis, vamos à Alvorada, retribuir a visita, e conhecer o lugar onde eu estudo. A idéia foi lançada. Agora, a Coordenadora Cultural de nossa Escola(eu) deverá agilizar os contatos.
Alvorada, gente! Alvorada...

domingo, 8 de março de 2009
Procura-se
domingo, 1 de março de 2009
Ronronar de adoção
Enviei este e-mail para algumas pessoas que gostam e respeitam...
Oi, Léo! Oi, pessoal!
Peço que divulguem e/ou tentem ajudar. Há uma praça entre as Ruas Veranópolis e Dom Pedrito, no IAPI. (bem próxima da Plínio Brasil Milano.) Há mais ou menos 3 semanas contei 28 gatos (adultos e alguns filhotes) que, em condições muito ruins, circulam por ali, à procura de abrigo e comida. Algumas pessoas os alimentam , OUTROS OS MACHUCAM. Consegui encaminhar um dos gatinhos que estava mais debilitado e uma das gatas prestes a dar cria. Esses estão em uma nova casa e passam bem. Entretanto, ainda há muitos aguardando ajuda. Semana passada, encontrei uma senhora que diz morar ali perto e que relatou-me uma crueldade: dois adolescentes mataram um dos gatinhos. Infelizmente, com o retorno às aulas, a circulação na praça será maior e a probabilidade dos gatos seram machucados, também. Se vocês podem encaminhar alguns como eu fiz, adotar ou simplesmente divulgar pedindo ajuda..façam isso, por favor. Envio fotos. Por favor, vão até lá e ajudem!!!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Porque...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Vozes da Maioria Silenciada

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
John, o Biscoito, Richard, o banheiro e Barry White
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Quase sem comentários
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Noite de matar um blog

Pois acordei com alma de assassina virtual: querendo matar um blog. Na verdade, um de meus blogs. Tenho o Interdisciplinas, o SóGuterres, Abóboras Selvagens e o Blog Bia Gut. Inicialmente, utilizava o Interdisciplinas com outro nome e escrevia meus primeiros textos relacionados ao EAD-UFRGS e minhas impressões do mundo dos blogs. Foi através de um incômodo no primeiro semestre que surgiu o SóGuterres. Na época eu questionava o motivo de uma das disciplinas do curso exigir as postagens de suas atividades exclusivamente no blog, deixando de lado o webfólio. Passados alguns semestres, percebo que, se as atividades (daquela disciplina) trouxessem maior prazer, o incômodo seria menor. Mas, graças ao tempo, passou... Gosto do SóGuterres: deu-me um prazer especial criar seu nome. Na verdade, ri muito.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Eu, eu mesma e euditada



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Prêmio Dardos
Bem, mas vamos falar do Prêmio:

“O prémio Dardos pretende reconhecer os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”
E possui três regras:
1- Aceitar exibir a imagem.
2- Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3- Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos
Então, indico outros 15:
http://ana-de-amsterdam.blogspot.com/
http://nelsonpretto.livejournal.com/
http://paginadaead.blogspot.com/
http://aprendente.blogspot.com/
http://sergioflima.pro.br/blogs
http://vamosblogarbr.blogspot.com/
http://nsaroba-acrescentando.blogspot.com/
http://ivanamolina2006.blogspot.com/
http://confabulandoimagens.blogspot.com/
Abraços
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Soprando no vento
Segunda imagem: Criança afegã em acampamento de refugiados, durante tempestade de poeira. (Imagens de MANPREET ROMANA/AFP/Getty)
Terceira imagem: Policiais brasileiros desocupando uma área no Amazonas. Resistência de uma mulher indígena, com o filho nos braços.(REUTERS/Luiz Vasconcelos-A Critica/AE)
Quarta imagem: O desespero de uma criança, no Kênia, com a invasão de sua casa.(Imagens de WALTER ASTRADA/AFP/Getty)
Última imagem: Orações na Mesquita.(REUTERS/Sigit Pamungkas)
"Livrai-nos de todo o mal. Amém"terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Dia de Obama

Com o avô
Com sua avó
Com a família, emoldurado pelo futurosegunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Atipicamente
Acho bom contar que meu ano começou atipicamente. Que eu lembre, nunca antes iniciara um ano matriculada em em curso. Mas em 2009...Conheci pessoas muito legais com quem conversei, refleti e redescobri. Novas colegas e algumas bem-vindas amigas.
No início do mês recebo um e-mail de uma amiga
que está para as bandas do Ceará. E, através do artigo que ela me envia, começo nova viagem blogueira: Leio o que Deleuze escrevera sobre os conflitos entre Israel e Palestina, reflito sobre verdades e inverdades midiáticas, conheço o Blog Biscoito Fino, busco tradução para uma música especial.
Tenho viajado muito pelo mundo blogueiro, nesses dias de janeiro. Retomei a "leitura de um cara" que acho interessante e que compartilha suas descobertas, conheci uma professora gaivota, dei uma olhadinha no Nelson Pretto e entrei com os dois pés curiosos no blog de um professor chamado Declev e em um Boteco da Educação.

Intercalo tudo isso com bisbilhotadas nas séries do AXN, no muro do BBB9 , em filmes do 61... Na verdade, meu corpo ainda não aceitou a palavra férias. Talvez em fevereiro ele consiga aderir a um movimento mais contemplativo.
Na minha adolescência e parte da adultez eu tinha o hábito de, a cada fim de ano, comprar nova agenda e nela registrar decisões para os meses seguintes. Naquela época, eu usava relógio, abria a agenda toda a hora e seguia um planejamento quase linear.
Em 2009 confirmo que já fui o que não mais sou. Agora não uso relógio, vejo a hora no celular ou pergunto que horas são, para as pessoas. Ou melhor...nem pergunto! Depois que as agendas do Mario Quintana deixaram de ser vendidas parte do meu "prazer registratório anual" se perdeu.
Nesse momento, enquanto escrevo, percebo que as idéias são muitas...que talvez o texto fique enrolado... Então, resolvo parar... por um tempo. Mas deixo um pouco do que li, através dos links, e do que ouvi, através do vídeo.
Saudações Piramidais e inté. (bem breve...)
Tradução livre:
It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.(Era um credo escrito nos documentos que declararam o destino de uma nação)
Yes we can.(Sim, nós podemos)
It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.(Foi cochichado por escravos e abolicionistas enquanto flamejaram uma trilha em direção a liberdade. )
Yes we can.(Sim, nós podemos)
It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.(Foi cantado por imigrantes quando chegavam de terras distantes e pioneiros que rumaram para o oeste contra um sertão implacável)
Yes we can.(Sim, nós podemos)
It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.(Era o chamado dos trabalhadores que se organizaram; mulheres que alcançaram os votos; um Presidente que escolheu a lua como nossa nova fronteira; e um Rei que nos levou ao topo da montanha e indicou a direção da Terra Prometida)
Yes we can to justice and equality.(Sim nós podemos para justiça e igualdade)
Yes we can to opportunity and prosperity.(Sim nós podemos para oportunidade e prosperidade)
Yes we can heal this nation.(Sim nós podemos curar esta nação)
Yes we can repair this world.(Sim nós podemos consertar este mundo)
Yes we can.(Sim nós podemos)
We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.(Sabemos que a batalha adiante será longa, mas sempre lembre-se de que não importa quais obstáculos estiverem em nosso caminho, nada pode ficar no caminho do poder das vozes de milhões que clamam por mudança)
We have been told we cannot do this by a chorus of cynics, they will only grow louder and more dissonant.(Fomos informados por um coro de cínicos que não podemos, eles apenas irão falar mais alto e mais dissonante)
We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.(Nos pediram para parar e checar a realidade. Fomos advertidos contra oferecer as pessoas desta nação falsa esperança)
But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.(Mas na história improvável que é a América, nunca teve nada falso sobre esperança)
Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea.(Agora as esperanças da menininha que vai a uma escola aos pedaços em Dillon estão os mesmos sonhos do rapaz que aprende nas ruas de LA; lembrar-nos-emos de que há algo acontecendo na América; que nós não estamos tão divididos quanto os políticos sugerem; que somos um grupo de pessoas; que somos uma nação; e juntos, começaremos o próximo grande capítulo na História americana com três palavras que ecoarão de litoral a litoral; de mar a mar brilhante).
Yes. We. Can. (Sim. Nós.Podemos)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Surfista de pátios
Ao abrir os braços, oferecer o rosto ao vento, estufar o peito e gritar parecia estar livre de amarras sociais, familiares ou profissionais.
Na mesma hora, lembrei da cena do filme Titanic em que a dupla principal abria os braços e se equilibrava em uma das partes do navio. Na verdade, Leonardo di Caprio segurava sua parceira.
Braços abertos, vento no rosto, busca de afirmação, sentimento de coragem , impetuosidade, transgressão à regras... algumas coisas em comum.

Pouco tempo passou e eu relembrava de outra passagem de um filme:
Forrest Gump deixava para trás o peso de suas botas, de seus medos, das humilhações vindas da infância: corria para a liberdade ou, penso, para uma estrada que poderia ser a concretização de seus desejos.
Fiquei com estas imagens e com minhas conjecturas, por alguns dias.
Então, aconteceu algo que me fez relembrar de outra cena. O que aconteceu, conto depois. Mas, a cena relembrada, compartilho já adiantando que a personagem principal era uma menina de seus cinco anos, por volta de 1966.
Ela burlava o controle materno pulando pequenos muros e esgueirando-se entre frestas de cercas. Em cada pátio se aproximava dos cachorros, abria os braços e ficava frente a eles, esperando...
Alguns vizinhos reclamavam com sua mãe, "rosnavam" para ela que a criança quase fora mordida, que era teimosa e rebelde, que desobedecia os limites impostos por cercas, muros e grades.
A mãe repetia exaustivamente as palavras dos vizinhos acrescentando ordens, súplicas e, até, castigos. Alguns cachorros se mostraram não receptivos e morderam a menina que, geralmente, era salva por um adolescente, vizinho, e que tomara para si a tarefa de "controlar" a pequena criatura de cachos pretos. Foi nessa época que ela ouviu a palavra vacina e sentiu na pele a dor que a acompanhava.
O que a menina queria, na verdade? Não sabia explicar ,mas ao abrir os braços, na frente dos cachorros, não tinha um pingo de medo...apenas se sentia feliz.
Volta e meia, davam falta da menina e a encontravam em algum pátio, abraçada a um cachorro, falando em seu ouvido e, muitas vezes, sendo lambida por um deles. Até um dos cachorros, com fama de durão, se tornava manso e oferecia o dorso para ser acariciado, quando recebia sua inesperada visita. O padrinho da menina balançava a cabeça e, disfarçando um certo orgulho, repetia "ela não tem medo. Quer domar os cachorros". Fato era , que ela causava espanto em muita gente .
Uma observadora vizinha dizia que ela tentava encantar os bichos. Não era verdade: aquela criança estava encantada por eles. A transgressora, confusa, teimosa, apaixonada pelo vizinho-adolescente-salvador, aquela que abria os braços em cada pátio fazendo com que algumas pessoas questionassem sua sanidade...aquela era eu.

Humberto Maturana é um curioso. E foi pela curiosidade e desejo em conhecer mais, que estudou Biologia.
Quando fala em "biologia do amar", se refere à confiança em que o ser vivo recebe, nas relações construídas, no que alicerça a vida de cada um e, também, do que é construído através das relações do ser com os outros.
Somos resultado de nossas relações e da forma como somos criados. Segundo ele, "se você observa a história de crianças que se transformam em seres, (...) anti-sociais, vamos descobrir que sempre tem uma história da negação do amar, de ter sido criado na profunda violação de sua identidade, na falta de respeito, na negação de seu ser."
Fico pensando em como eu fui criada, em que me tornei, nas coisas que gosto e das coisas que desgosto. Fico pensando na relação de Maturana com as cenas dos filmes relembrados e dos braços abertos...
Acho, que eu era uma pequena e confusa surfista de pátios, testando a coragem e a confiança adquiridas nas relações com os adultos que me cercavam.
Daquele tempo, talvez, eu tenha trazido a persistência e o amor incondicional pelos animais.
Será que eu já contei que escrevi uma carta para cada um de meus alunos de primeira série, em 1979? Que deixei a carta com seus pais, em dezembro do mesmo ano, quando se despediam em direção à segunda série, com a recomendação que fosse entregue a eles nos seus aniversários de 18 anos?Pois é, fiz isso. Em cada uma das cartas eu me reapresentava e contava como era aquela criança, minha aluna, no período em que se alfabetizou: do que gostava, situações engraçadas ocorridas em sala, algumas de suas falas, seus desejos, seu jeito infantil de encarar o mundo.
Pois, no finzinho da década de 90, recebi alguns retornos: fui reencontrada por alguns de meus alunos. Uma me reconheceu em um restaurante: relembrou da carta, de colegas, de brincadeiras que eu fazia, das músicas que ensinava... Apresentou-me sua família: marido e filha de três anos. Fez questão de me informar que continuava adorando ler e que se formara em jornalismo.
Outro ex-aluno me encontrou durante um Seminário de Educação. Saíra rapidamente da banca onde vendia os livros da editora em que trabalhava e fora ao meu encalço, perguntando se eu era a "tia Bia, da ACM". Eu era. Eu fui. Fiquei sabendo que ele tinha dois filhos e que guardava para o mais velho um presente que recebera no dia de seu aniverário de 18 anos: uma carta da professora que o alfabetizara. Fabiano, esse é o seu nome, me dizia que , embora sendo o único presente que recebera naquela data, fora um dos melhores momentos de sua vida: resgatava palavras de uma pessoa que lhe ofertara muito carinho. Então, iria presentear o filho com a mesma carta, dizendo que o mais importante não era nenhum bem material mas, a certeza de ter sido especial , a certeza de que alguém depositava nele esperança e confiança. Choramos um bocado, neste dia...
Por último, um rapaz que trabalhava como atendente em uma ferragem. No dia em que me reencontrou estava na frente do trabalho oferecendo um pastel para um cachorro faminto. A cena me sensibilizou e fez com que eu diminuíse os passos o suficiente para provocar uma sensação de reconhecimento no jovem. Contou-me que gostava tanto de animais que, muitas vezes, deixava o balcão de atendimento pra oferecer água aos vira-latas sedentos que passavam. Já recolhera mais de cinco cachorros e os presenteara à sua namorada. Ri e falei que entendia muito bem o que ele sentia. Como resposta, me olhou e disse " a senhora foi minha professora". E me falou da carta.
Mais de vinte anos depois eu recebia alguns presentes... entre eles, a constatação de que aquela surfista de pátio conseguira ensinar um pouco mais do que letras e números. Eu me via em meus alunos. Sabia que, de alguma forma, cada um surfava nos pátios da vida usando o carinho recebido, por uma professora recém formada, como uma espécie de combustível interno. Pois não é o tipo de relações, a forma como somos tratados e como reagimos, que nos faz Ser? Maturana sabe...
Lembra quando falei que algo acontecera e fizera com que eu começasse a relembrar algumas cenas? Então...
Na verdade, na sexta feira , dia 19, pouco antes da meia noite, em meu colo, Beethoven começou a se despedir . No dia 20, conduzido pela veterinária , se foi...
Lu e eu o trouxemos de volta para casa e escolhemos o lugar onde seu corpo seria depositado: entre folhas e arbustos, perto do nosso fusca, em frente à janela de nosso quarto.
E, enquanto esperava o Lu cavar o seu espaço, eu relembrava de tudo isso: assisti Titanic e , ao voltar pra casa, ao abrir a porta, lá estava o orelhudo me esperando. Forrest Gump correu nas telas dos cinemas e eu corri com Beethoven latindo ao meu lado, em muitos momentos. (Nossa... "eu corri"! Quanto tempo já se foi... agora eu não corro... estou aprendendo a caminhar com passos mais tranquilos.)
Pensando bem, ele acompanhou 18 anos de minha vida, resignificando-a para algo bem melhor. Com a chegada de meu marido, adotou-o, também.
Agora, como eu acredito, está entre folhas e arbustos, cheirando, cavando e fazendo xixi.
Enquanto observava meu marido cavar, ia me despedindo de partes do que fui: uma pequena transgressora, uma menina apaixonada por um "vizinho-herói", uma jovem que corria pelas calçadas do IAPI imaginando ser Forrest Gump, da professora que transbordava suas emoções sobre folhas de papel envelopadas... eu me despedia e, ao mesmo tempo, abria outras portas para que novas partes fossem acrescentadas.
Pela enésima vez, o Lu perguntava se eu estava bem. Sim, eu estava. Faltava um pedaço, como diria Djavan, mas eu estava. Pensando bem, não tenho interesse, hoje em dia, em correr. Mas ainda abro os braços, buscando sentir a coragem do vento, me oferecendo para vida... ainda hoje, eu sou uma surfista de pátios.
Valeu, Thothoven!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Sempre não é todo dia
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Do Livro dos Abraços, um mar de fogueirinhas
da Colômbia, conseguiu subir aos céus.
Quando voltou, contou.
Disse que tinha contemplado lá do alto
a vida humana.
E disse que somos uma mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso - revelou - um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre
todas as outras.
Não existem duas fogueiras iguais.
Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas
e fogueiras de todas as cores.
Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento,e gente de fogo louco,
que enche o ar de chispas.
Alguns fogos, fogos bobos,
não alumiam nem queimam;
mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar,
e quem chegar perto pega fogo".
Eduardo Galeano
Pois fiquei pensando, ontem,antes de dormir, na manhã de domingo, Dia de Valores no hospital. Relembrei da alegria dos familiares nos quartos, dos agradecimentos emocionados de alguns, do abanar de cabeça triste de um "jovem talvez pai" ao lado de uma criança na UTI, do início de choro de um menino ao ver a bruxa (o que fez com que eu saísse de mansinho...sim, ela era eu.), de outro menino que nos seguiu durante as apresentações em um dos andares, da família castelhana que abriu a porta do seu quarto com restrições, para que pudéssemos, do corredor, encenar nossa peça, cantar, brincar e deixar uma mensagem de alegria.
Com uma pintada a mais de satisfação, também resgatei imagens de uma de minhas afilhadas do Viva participando como Rena, em outro grupo de Valores. Ao mesmo tempo, fixei em minha mente o sorriso generoso de minha própria dinda: Madalena,que entrava em cada quarto apresentando todos os personagens e coordenando a brincadeira.
Nosso grupo tinha como Valores-Tema a Alegria e a Felicidade. Nossa peça durava menos de 2 minutos mas era tempo suficiente para que vilões e mocinhos de histórias infantis surgissem abraçados, comemorando o Natal e enfatizando que o mais importante é a união, alegria , felicidade e amizade. Assim, Eu-Bruxa, fiquei boazinha e entrei em cada quarto, após o chamado de um lindo palhacinho, de braços dados com a Fada . E o porquinho e a Chapeuzinho entravam abraçados ao lobo cantando "ninguém tem medo do Lobo Mau , Lobo Mau, Lobo Mau..."
Por último, nos despedíamos cantando um funk de Natal.
Dormi com o propósito de realizar no outro dia, uma postagem sobre nosso dia de Valores. Ao acordar, relembrei de um fato que mobilizou todo o grupo: no saguão da UTI, assistindo a nossa mensagem, uma mãe chorava. E foi no abraço que fiz questão de oferecer-lhe, assim como as colegas, que senti um pouco do seu desespero e de sua dor.
Abraços não precisam vir acompanhados de palavras, em alguns momentos... mas, se elas, as palavras buscam forças para se fazer presente...
Lembrei do Livro dos Abraços e de uma passagem que diz sermos um mar de fogueirinhas. Olhando nossas fotos, observando cada uma participante do grupo, confirmo as palavras escritas por Galeano: "não existem duas fogueiras iguais".
Mas, a união, o conjunto das labaredas pode ser um bonito espetáculo e trazer felicidade aos olhos de quem precisa. Participar como voluntária do Viva e estar próxima de chamas tão intensas, me preenche, me satifaz e me "encharca" de alegria.














