domingo, 6 de maio de 2007

Só mais essa...

Putz... seria uma simples febre ou... Já posso considerar como Síndrome de Youtube? De qualquer forma, acho liiiiindo!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Minha semana termina e começa aqui!

Na verdade, foi um período atípico. Já acordava cansada, sentindo a falta de horas de sono e de tempos mais amenos. Uma semana corrida, onde fiquei muito atrelada a prazos, leituras, relógio. Não que isso
seja algo incomum mas, associado a outras questões, não me fez bem. Incomodada por não conseguir estar em dois lugares e, estando em um, pensava no outro... Impactada por algumas situações complicadas vividas na escola. Um dos cachorros doentes, marido gripado... Ah...sei lá!
O fato é que , ontem, na hora em que o grupo resolveu sair, demonstrando que "a aula acabara" eu fiquei rindo e pensando como seria bom se tívessemos um tempinho para ouvir uma música que nos fizesse felizes. Adoro Música!
O Lu é músico e trouxe à minha vida um sentimento rasgado de emoção ao ouvir certas vozes. Com ele aprendi a analisar um pouquinho mais os vocais, a adequação da postura, o entrosamento das pessoas que cantam em grupo. As semelhanças e diferenças....
Mas voltando a ontem à noite, ao chegar em casa preocupei-me em postar algo no blog. Postar, por postar, quase sem vontade. Do que eu iria falar? Do cansaço? Do ônibus que me deixou duas paradas adiante? Mas enfim...
Pois, hoje acordei e ouvi música . Enquanto escovava os dentes , o Lu ouvia Ana Carolina e Seu Jorge. Confesso que já conhecia esta música na voz de Simone (na versão brasileira) e a letra não me chamara tanto a atenção. Mas... a mesma letra nas vozes de Seu Jorge e Ana Carolina.... MINHA NOSSA! Então comecei a pensar em semelhanças, diferenças, parcerias que dão certo e elementos que fazem bem e curam nossa alma. Olha...acho que por mais que tente, não vou conseguir explicar o inexplicável...
Então, encerro dizendo que ouvir , ver e enxergar essas "duas vozes" me acalmou, acalentou meus pensamentos e fez, com certeza, sorrir a minha alma.
Deixo o link da postagem que fiz no wiki com o vídeo dos dois.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Cansaço e correria

Nestas últimas semanas iniciamos com as Disciplinas de Alfabetização e Psicologia. Muitas pessoas na sala, barulho, cansaço... O conteúdo é bem legal. As leituras também, embora em excesso, na minha opinião. Falei com Daiane pelo Skype e me diverti bastante com nossa conversa. Realmente, sem condições de postar mais nada, hoje. Correria, sempre. Cansaço, agora.

sábado, 21 de abril de 2007

Pbwiki

Todos os PBwikis educacionais agora estão livres de anúncios.O pessoal da infra-estrutura atendeu ao apelo dos educadores e está sempre melhorando este recurso que agora também conta com um editor muito prático.Como eles dizem, abrir um PBWiki é tão fácil quanto fazer um sanduiche de manteiga de amendoim.Ele oferece 10 MB de espaço e a boa nova é que estão oferecendo o dobro de espaço para quem tiver um PBWiki e resolver colocar a imagem com o link para o site deles, no seu blog, página web ou divulgar esta notícia em Newsletters. Promoção válida até 30 de abril.

domingo, 8 de abril de 2007

TRISTE PÁSCOA

Xirú 1996/2007

AQUELA PERNA DO ANDY GARCIA OU ENCOURAÇADO POTENKIN



Ah, tá certo... Assistimos, no pólo a uma das mais famosas cenas do filme Encouraçado Potenkin.
Entretanto, quando já estávamos em frente ao computador, fazendo nosso trabalho...enquanto a Bea vinha "nos provocar", rindo e dizendo que não registráramos "a coisa grande" que aparecia no início da cena...eu não conseguia deixar de lembrar de Andy Garcia, de Sean Connery e da cena(inspirada no filme Encouraçado Potenkin) da escadaria. Os Intocáveis!

Que a Bea e a Íris me perdoem mas lembrar daqueles dois "hombres" foi essencial! rs

No filme, que eu adoro, a cena mostra que são quase meia-noite. Em cinco minutos o trem para Miami vai partir. Kevin Kostner e Andy Garcia esperam prender o contador de Al Capone. Estão na escadaria da estação de trem. Kevin, que representa Elliot Ness, observa, tenso, a movimentação de uma mulher que tenta subir as escadas levando um bebê em um carrinho e algumas malas. Ansioso, resolve ajudá-la a subir pois, sabe que, em breve, o perigo se fará presente no local. Mas não consegue completamente pois é reconhecido por um dos capangas de Al Capone quando estava chegando com o carrinho na parte superior da escadaria. Kevin-Ness larga o carrinho e atira no mafioso para se defender. Neste momento começa a seqüência mais poderosa do filme: a descida do carrinho pelas escadas, o desespero da mãe, a corrida de Kevin-Ness pelos degraus, atirando nos outros capangas e tentando impedir que o carrinho fosse alvejado e ,finalmente, a aparição de Andy Garcia (o tira recrutado na academia de polícia, como o melhor atirador).

Andy Garcia se atira no chão, segura com uma das pernas o carrinho do bebê e mira na cabeça do mafioso que segura o refém. Não se mexe, fica estático salvando o bebê e preparado para a ação. Tudo isso sem deixar cair o chapéu!!!! "Jeeeeeeeesuíta!!!", como diz a filha da Kátia.... É evidente que Andy Garcia e Kevin Costner conseguem o que queriam. Bato palmas para Brian de Palma que dirigiu o filme. Bato palmas para todo o elenco, principalmente para Sean Connery, que eu acho o máximo. Agora, minha nossa... saio da cadeira, da frente do computador e bato palmas para a perna, o chapéu e para TODO o Andy Garcia!!! rs

A melhor coincidência é que ontem, no Telecine Cult, pude assistir a esse filme novamente. Depois do término, Lu, meu marido que também assistiu, comentava sobre a trilha sonora e sobre a seqüência da escadaria. Perguntou qual a melhor parte da seqüência, em minha opinião. Adivinhem qual a PER, PARTE que eu citei?

sábado, 7 de abril de 2007

VIDA NOVA

Feliz Páscoa! Que nossos filhos e alunos saibam respeitar todas as formas de vida.









segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

ECS 10 - FINAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
PÓLO DE ALVORADA
PROFESSORA VERA CORAZZA



A oportunidade de refletirmos sobre nosso cotidiano e sobre nossa prática, através dos pensamentos de Paulo Freire é essencial. Através de sua leitura percebemos como é complexa nossa tarefa.
Dentro do contexto em que vivemos, observando as desigualdades existentes, acompanhando a trajetória de políticos, por nós eleitos, surge a necessidade de, cada vez mais, trabalharmos de forma que nossos alunos consigam refletir, agir com criticidade e autonomia.
Paulo Freire salienta que teoria e prática devem ser coerentes uma com a outra e que o professor é referência e influência, para seus alunos. O processo educativo, muitas vezes, através de quem o conduz, torna-se um instrumento de dominação-submissão. Suas características mais visíveis são um controle rígido e autoritário e o descaso para com o diálogo entre todos os personagens deste processo.

Tenho a certeza que educar é um grande desafio. Na área em que atuo percebo a necessidade de diálogo e formação de maiores vínculos, principalmente, com as famílias.
Há algumas décadas, não enxergávamos pelas ruas pessoas cadeirantes, portadoras de deficiências, pessoas especiais com transtornos diferenciados. Portadores de Síndrome de Down eram os mais visíveis. Mas onde estavam os outros? Não existiam?
As outras pessoas especiais estavam em casa. Muitas, escondidas, muitas, abandonadas em instituições. Como circular por uma cidade despreparada para os cadeirantes, por exemplo? Como atravessar uma rua? Como entrar em um ônibus?
Há um ditado que diz que “quem não é visto, não é lembrado”. Infelizmente, se não lembrado, para alguns, deixa de existir.
Atualmente, as políticas públicas procuram através de leis e projetos contemplar as necessidades das pessoas especiais. Há um longo caminho a ser trilhado, mas algumas conquistas podem ser registradas.
Uma das primeiras coisas que fazemos é saber da história pessoal e clínica de nossos alunos e de seus familiares. Trabalhar com alunos que trazem comportamentos muito diferenciados e, por vezes, inesperados é uma grande escola para mim. Sinto a necessidade de romper os muros de nosso espaço educacional. Embora, em meu caso, a escola seja um ambiente maravilhoso, com espaço físico privilegiado, com salas de oficinas, computadores, diversos equipamentos no pátio e em salas percebo que precisamos sair. Pegar um ônibus, visitar museus, ir a shoppings, praças, visitar outras escolas, outras pessoas. E isso tenho feito com os meus alunos e com seus familiares.

Pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento também precisam ser vistas, lembradas, pois existem, deixam sua marca na vida e têm a capacidade de tornar mais sensíveis, mais críticas e ,espero, muito mais amorosas, quem com elas, interaje.
Procuro fazer a minha parte e contribuir para que deixem a sua marca . Não é fácil e reconheço que muito tenho ainda que aprender e crescer como pessoa e profissional. Ah...mas estou no caminho!
Para finalizar (pelo menos esta tarefa) saliento que as leituras oportunizadas nesta atividade foram excelentes. Como já disse anteriormente, o que não gostei,
neste caso, foi a proposta de trabalhar com a wikistórias. Achei confuso, exigiu muito mais tempo do que se pensava e frustrante na medida em que produções foram deletadas e precisávamos recorrer a auxílio, várias vezes, para realizar atividades diversas. Talvez uma atividade que não oferecesse uma multiplicidade de propostas, como essa, fosse mais apreciada e melhor realizada.

Entretanto, gostei muito de conversar na sala sobre EducaçãoEspecial.
Analisando mais um pouco, percebo que o conteúdo (as leituras ofertadas e as reflexões sobre) foi de extrema importância, para mim. Agora, sinto a necessidade de ler mais sobre alguns autores como Marx e Engels
Bem... É Natal, os sinos tocam e os anjos dizem “continue, continue, continue...” Amém.

sábado, 23 de dezembro de 2006







"Talvez não tenhamos conseguido ser o melhor, mas lutamos para que o melhor fosse feito... Não somos o que devemos ser, não somos o que iremos ser mas, graças a Deus, não somos o que éramos."

Martin Luther King

domingo, 17 de dezembro de 2006

ECS 11- Sobre textos e sítios

Sobre DESIGUALDADES EDUCATIVAS NO BRASIL:ENTRE ESTADOS,PRIVATIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO

O texto se refere a caminhada da Educação , no Brasil. salienta mudanças ocorridas a partir da Década de 30, até a atualidade. Traz referências das três redes de ensino , no Brasil, salientando características que contribuem para a desigualdade. Certamente, há diferenças entre as redes privada, municipal e estadual de ensino. diferenças que passam pela questão salarial, formação de docentes e características de cada região. Entretanto,por mais que possamos verificar as tentativas de governos e sociedade no sentido de promover uma Educação de melhor qualidade, ainda é pouco. E falando em desigualdades, como acreditar em melhorias conduzidas por nossos políticos e governantes ao, por exemplo, lermos pelos jornais as notícias sobre o aumento de seus próprios salários?

Sobre OS SÍTIOS

Na visita aos sítios pude acompanhar alguns projetos que acontecem nos âmbitos federal, municipal e estadual. Saliento o PROINESP, um projeto de Informática na Educação Especial. No site oficial de Porto Alegre (http://www.portoalegre.rs.gov.br) na parte das secretarias encontrei notícia sobre a Formatura de nossos alunos especiais.

"Alunos com necessidades especiais participam de formatura
Proporcionar que jovens com necessidades especiais realizem experiências em secretarias do Município, trabalhando e se integrando à sociedade. Com esse objetivo, o Programa de Trabalho Educativo (PET) realizou hoje à tarde a formatura de oito adolescentes, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Smed).
Os alunos das escolas especiais Lígia Averbuck, Tristão Sucupira Viana, Paulo Freire, Eliseu Paglioli e Lucena Borges realizaram estágio durante dois anos nas secretarias municipais do Meio Ambiente (Smam), Esportes, Recreação e Lazer (SME), Produção, Indústria e Comércio (Smic) e na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além da Câmara Municipal, todos parceiros no projeto. A idéia é promover a educação pelo trabalho, despertando nos jovens suas verdadeiras aptidões e possibilitando crescimento pessoal e profissional, integração social e resgate da cidadania.
Ao som do grupo Rebeldes, familiares, professores e colegas prestigiaram a conquista dos oito formandos. "A iniciativa existe desde 2000, sendo que o número de vagas foi ampliado pela atual gestão, pois o programa é de extrema importância, indo além da inclusão educacional: os jovens são incluídos na vida", comemora a coordenadora do Território de Educação Especial da Smed, Viviane Loss. A cada ano, os professores indicam 25 alunos para participar do PET."

No site do governo do Estado o que saliento é o programa Escola Aberta, o qual pude, durante algum tempo acompanhar mais de perto, em uma escola estadual da Restinga.
Há vários projetos e muito boas intenções. Muito se consegue e , infelizmente, mais ainda, se perde.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Postei.(Wikistória)


Página do Ser professor/Ser professora.

Contribuição de Bia

Chegou cansado no apartamento solitário. Tirou os sapatos já na entrada e caminhou até o quarto. Observou a tela do computador e , ao perceber que mais uma mensagem chegara, sorriu torto. Lembrou da aluna que cruzava os braços e dizia "que bobagem, professor... que bobagem...." Pois é. Que grande bobagem certamente estaria sendo enviada, desta vez... Deslizou até a sala e ligou o aparelho de som em sua música predileta, no momento: A trilha do filme Ray. A tarde de pagodes, axé e funk terminara, mais uma vez. Telefonou para a amiga e combinou novo encontro. Desta vez levaria "pai e filha": Pedagogia Do Oprimido , de Paulo e A paixão de conhecer o mundo, de Madalena. A campainha toca e, vagarosamente, pesadamente vai abrir a porta: nada inesperado. Sua colega, professora da mesma escola, chegara trazendo novas perturbações.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Link ECS9

Link para o blog colaborativo da interdisciplina Escola Cultura e Sociedade. Pólo Alvorada http://www.ufrgs.br/tramse/pead/colaba/

ECS 10 ou PAULO, de FREIRE e de JOÃO


A proposta inicial é de comentar a minha participação, até o momento, na atividade de ECS 10. Pouco antes de "entrar em meu blog", a idéia era de iniciar a atividade com algumas falas significativas "de e sobre" Paulo Freire e que estão entrelaçadas com o momento em que vivo. Mas ao ler os comentários de várias colegas naquele espaço chamado wikistórias, não pude resistir ao que a querida colega Adriana Fraga escreveu. Portanto, é a partir do que Adriana escreve que eu inicio esta atividade.


"É hora de olharmos com novos olhos para nossos alunos, percebendo que eles têm limitações como as nossas, têm anseios, dúvidas, angústias, medos, assim como todo ser humano, querendo ser ouvido e amado."
Adriana Fraga

Sou professora. E sou aluna. Os verbos acompanhar, planejar, refletir, avaliar, questionar, estudar, provocar fazem parte de meu cotidiano. Tenho dúvidas, medos e certezas.
Falar sobre Paulo Freire é falar de coisas que acredito, é relembrar de muitos momentos em minha história... ida para a SMED-POA, Escola Cidadã, Seminários Nacionais , Internacionais e Regionais que organizamos-participamos, do trabalho com as escolas da rede, das creches comunitárias e das formações que realizávamos, das caminhadas pelas diferentes comunidades e das conversas com as pessoas...Ilha da Pintada, Rubem Berta, Vila Areia, Vila Tecnológica, Vilas Asa Branca, Minuano, Elizabeth, Nova Brasília... Lugares que talvez eu jamais conhecesse se, não tivesse a feliz oportunidade de, durante dez anos, trabalhar na assessoria pedagógica da SMED, numa gestão de participação popular, com educadores oriundos de locais diversos trazendo a riqueza da diversidade. Aprendi tanto... E reconheço que... ainda tenho, tanto, a aprender...




Ah! A Atividade solicitada... Tentei entrar na página do wikistórias e fazer a minha apresentação pessoal. Escrevi algo breve, pois tinha mais interesse em ler as postagens já colocadas. Escrevi, mas não conseguia editar. Fiquei mais de uma hora tentando fazê-lo . Ao mesmo tempo, refletia sobre a necessidade de fazer de algo tão prazeroso como falar sobre Paulo Freire uma intrincada tarefa de mexer em comandos, traduzir, acompanhar angustiada o movimento dos ponteiros do relógio. Naquele momento, frustrada eu me perguntava se já não fiz, muitas vezes, isso com meus alunos: tão fascinada estava pela "maravilhosa atividade" que eu organizara que esquecera de como ela poderia ser recebida pelos diferentes alunos que possuia. Mas ao ler comentários de colegas que, facilmente, haviam realizado a proposta e expressavam sua alegria, resolvi persistir. Entretanto, a vontade não foi mais persistente que a capacidade. Duas horas depois, estava solicitando ajuda a mais uma querida e solícita colega. Mas acontecera o que eu imaginava; como diria um aluno "já tinha perdido o..." Deixei a atividade para depois.

Criatividade’ é sinônimo de ‘pensamento livre’, isto é, de capacidade de romper cotidianamente os esquemas da experiência. É ‘criativa’ uma mente que trabalha, que sempre faz perguntas, que descobre problemas onde os outros encontram respostas satisfatórias (na comodidade das situações onde se deve farejar o perigo), que é capaz de juízos autônomos e independentes (do pai, do professor e da sociedade), (...) que remanuseia objetos e conceitos sem se deixar inibir pelo conformismo (RODARI, 1982)

Quando Li o que Rodari escreveu, imediatamente lembrei de algo que, ainda hoje, me faz muita falta. E é aí, que "entra" o PAULO, não de Freire... mas de João. Na verdade, João Paulo II. Esclarecendo, melhor ainda, Creche Comunitária João Paulo II. Em outra postagem, em meu blog, já havia feito referência, a ela. Foi a primeira creche a ser visitada por mim, ao começar a trabalhar na assessoria. E a última a receber minha despedida, uma década depois....

Tudo aquilo que eu, enquanto educadora, acreditava, pude acompanhar, na prática, nesta creche. E o mais importante, participei ativamente desta caminhada e construção. Fiz parte, orgulhosamente, de todas as reuniões de formação,das reuniões de pais, de todas as conquistas, os acertos e equívocos, acompanhei a caminhada das educadoras e contribuí na construção de seus saberes.
Participei, junto com educadoras, dirigentes da creche e comunidade, da construção da "PPI da João Paulo": a Proposta político-pedagógica da nossa creche. Nossa! Nossa PPI. Tudo o que desejávamos, acreditávamos e o que íamos fazer.
Em troca, aprendi muito, com elas, sobre Educação Popular e o que Paulo Freire dizia:"amorosidade"...

Quando cheguei na creche, nos primeiros meses, observei a resistência de algumas educadoras que pensavam coisas como "ela vem nos criticar", "vem ensinar o que não sabemos", "ela vai ver nossos erros de Português, dizer que a gente não sabe, escrever..."
Refleti muito sobre a maneira de quebrar a resistência; esclarecendo que aquelas idéias eram muito diferentes de meus propósitos. Eu queria descobrir o que elas sabiam e como sabiam. A partir daí, em conjunto, verificar o que precisava ser mudado, repensado... ou não. Erros de Português escritos em um caderno não me preocupavam. O importante e bonito (Paulo Freire falaria da boniteza...rs) era que HAVIA algo escrito! E isso queria dizer que alguém, minimamente que fosse, planejara alguma coisa, refletira, relatara... Comecei a criar vínculos, com aquele grupo. Eu PRECISAVA de uma coisa: CONFIANÇA.

(Mas, olha só que paradoxo... agora, olho os ponteiros do relógio e penso que eles podiam realizar sua dança de forma mais lenta, tranquila...dando passagem ao meu relato, minhas lembranças... Estou em um lugar aconchegante, fazendo algo que gosto, reletindo, relembrando...sem uma pitadinha de irritação. O tempo passa ligeiro, aqui...)


As educadoras precisavam e queriam saber também da minha história, quem eu era, do que gostava, o que pensava. Nada mais justo.
Mas, voltando ao "escrito" de Rodari, preciso "selecionar" uma parte da história, "copiar, colar" e contar... Diz respeito a um orgulho e a um erro cometido.
Depois de alguns anos acompanhando o trabalho desta creche, surpreendi-me ao ouvir o relato da diretora da instituição: algumas famílias de crianças que haviam terminado o Jardim B e sido matriculadas em escolas regulares da região, traziam notícias inquietantes. As falas eram mais ou menos assim:
"O fulaninho não está nada bem na escola, a professora da minha filha reclama quase todo dia dela, eles não têm bom comportamento, ele já foi até pra direção, fui chamada pela professora, ele não pára, mas o que é que ela aprendeu na creche??"
Bem, meus cabelos e os de Lurdes, diretora e cooordenadora da creche, devem ter-se arrepiado todinhos. Começamos a pensar e questionar: mas o que está acontecendo? Como essas crianças que durante todo o período que aqui estiveram apresentaram, em sua maioria, conquistas , poderiam ter mudado tanto? Mal-educadas? Precisando ser "levadas" à direção? O que fizéramos de errado? Como encaminhávamos crianças que haviam em seus relatórios de desenvolvimento apresentado tantos progressos e que se mostravam, agora, "diferentes" do que a creche enxergava? Mais do que isso, enquanto conversava com Lurdes eu me perguntava "O que eu fiz? Ou, não fiz?"
Mas, depois de algum tempo, percebemos que deveríamos sair à campo, atrás das respostas; Quem falou o quê? De quem? As crianças faziam o quê? O que era considerado falta de educação? Em que situação, foi levado o fulaninho até a direção? O que eles aprendem? Qual, de forma bem clara e objetiva, eram as dificuldades destas crianças? Não estavam se alfabetizando? Em que áreas demonstravam deficiências? Para isso, conversamos com familiares e fomos buscar respostas nas escolas, com equipes diretivas e professores. Eu, particularmente, tive a facilidade de conversar com os colegas que assessoravam estas equipes. Juntando todas as informações começamos a enxergar... E aí, entra o nosso orgulho, meu erro e minha tristeza.
Basicamente a fala dos professores era a mesma: as crianças não páram, estão sempre querendo mais coisas, "se metem na aula"(da professora), "querem ensinar como a gente ensina, vê se pode???", uns "fedelhos", dando idéias... Alguns diziam: "lá na João Paulo" a gente fazia assim....
Em resumo: com poucas exceções, as crianças "que vinham da João Paulo" eram desafiadoras, questionadoras, barulhentas e criativas. E, como uma das mães salientou e um dos professores concordou: "estranhamente" eram as mais solidárias, as que partilhavam merendas, pertences, que brincavam no recreio com qualquer outra criança, gostavam de histórias, teatro e sabiam contar e fazer... "estranhamente"...
As educadoras, Lurdes e eu estávamos orgulhosas. As crianças continuavam vivenciando valores muito salientados na creche, estavam se alfabetizando facilmente e continuavam fazendo o que leváramos anos trabalhando: opinando sem receio, com ousadia... Ficamos contentes e, neste dia, encerrei a visita na creche, com um sorriso. Mas Lurdes e eu, sabíamos que, novamente, íriamos "nos fechar na salinha" e conversar.
Na tardinha deste dia, ao chegar em casa, chorei muito. De tristeza, de felicidade e de constatação. Imaginava as crianças , aquelas nossas crianças, sendo chamadas de metidas, mal-educadas, sendo "perseguidas" por terem a ousadia de questionarem seus mestres. Inquestionáveis, estes mestres seriam? Eu sabia que, não.
Tristeza pelo que estavam vivendo, alegria por estarem "resistindo". Mas, a constatação veio logo: Eu errara ao pensar pequeno. Considerava, há muito tempo, aquele espaço como um oásis, uma ilha. Mesmo acompanhando o relato de colegas que assessoravam as escolas regulares daquela comunidade, jamais pensei que um dia, "as crianças da João Paulo" sairiam do "oásis". Eu deveria estar há muito tempo, preocupada, com isso, e participando mais ativamente de outros fóruns da região. Eu precisava, principalmente, interagir muito mais com quem estava no cotidiano das escolas.
Olho para trás e revejo quantas pessoas interessantes iluminaram meu caminho. Quantas professoras estavam sedentas em questionar seu próprio grupo. E o faziam, lindamente. Agora, saliento(como se fosse em negrito) o orgulho que sentimos ao constatar que estávamos no caminho certo. Ok, com tropeços, dúvidas, lentidão... mas percebíamos, mesmo assim, os resultados.
E foi aí, que começamos a intensificar, cada vez mais, as formações com as famílias.
Pensando bem, poderia escrever horas e horas sobre o que vivi na assessoria e ,especialmente, na João Paulo II: a maneira como realizavam as festas, as combinações feitas com as crianças sobre as brigas no pátio, as atividades de pesquisa a partir da escolha do nome de cada turma, as reuniões de pais (e os preparativos para as mesmas), a pesquisa sócio-antropológica, a formação das educadoras, o trabalho com as coordenadoras, as conversas em seminários e encontros com Tânia Fortuna, Jane Felipe, Maria Carmem Barbosa (a Lika,que tanto acompanhou a equipe de Educação Infantil da SMED), Brandão, Maria da Graça Horn, Gandin e claro, o outro e querido PAULO. Paulo Freire.

Voltando a atividade.... Fiquei algumas horas frente ao computador, relembrando ... Nesse meio tempo, também voltei à página da wikistórias e li, mais algumas coisas. Gostei de ler os comentários de Beatriz Lopes. Ao clicar sobre Bia Guterres, na página da apresentação, a minha surpresa: o que eu escrevera não estava mais lá. Como diz uma colega " relaxar, relaxar..."
Abri e-mail da professora Su Gutierrez que dá dicas sobre este espaço: em algum momento, de hoje, vou voltar e tentar fazer a tarefa da forma desejada pelas professoras.
Mas se quero continuar sendo coerente com meu jeito de ser e "enfrentar" o mundo, realmente, não posso me intimidar. Devo ser sincera ao afirmar que não gostei desta atividade, na realidade, da forma com que foi proposta. Mas, lembrando de algumas crianças, devo dizer que embora não goste vou procurar fazer da melhor forma "do meu possível".


"A realidade não pode ser modificada senão quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer".
Paulo Freire



Reflexões, reflexões, reflexões... Acordei as seis da manhã e sentei frente ao computador com o propósito de "desvencilhar-me" da ECS10. São 4 horas da tarde. Não posso, por mais que me aconselhem do contrário, deixar de partilhar outra reflexão . Acredito que a maior parte das pessoas que opta por um curso à distância tem algumas características em comum. Uma delas pode ser a dificuldade em gerenciar o tempo de forma presencial. Penso: fiquei horas realizando parte desta tarefa. Tudo bem. Minha opção. Agora, na grande parte dos momentos, ser obrigada a fazer tarefas em grupo, não me parece sensato. Com a humildade necessária para ser lida e compreendida sugiro que se repense a FORMA como algumas atividades são determinadas. Poder optar também é bonito, saudável e, principalmente, democrático.


"Eu tenho a necessidade de compreender um diferente de mim, se eu quiser crescer. Portanto, a minha radicalidade fenece no agora, Gadotti, momento em que eu me nego a compreender o diferente de mim. Segundo, quando eu compreendo o diferente descubro que há um diferente diferente, que há um diferente que é antagônico. Ou seja, ele é tão diferente de mim que não dá para dialogar comigo em termos profundos. Mas ao descobrir a possibilidade da existência do antagônico, que é o diferente mais radical, eu descubro também que até com o antagônico eu aprendo. E que, portanto, não posso me fechar sectariamente. No fundo, a minha briga não é contra contra os outros; é contra mim mesmo, no sentido de não me permitir cair na sectarização. E a sectarização é a negação do outro, é a negação do contrário, é a negação do diferente, é a negação do mundo, é a negação da vida. Quer dizer, ninguém pode continuar vivo se sectariza. Veja como o stalinismo era a antivida, como o nazismo é antivida. E a democracia só se autentica quando é vida. E esta só é vida quando é móvel, quando tem medo. É preciso se abrir ao máximo, às emoções, ao riso, aos desejos..."
Paulo Freire
(Nova Escola On-line)


À noite, novamente, entrarei na página da wikistória... estou tentando.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

ECS 9 LETRA C

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura e SociedadeECS 9-
Trabalho em grupo Letra C - Versão Final
Componentes do grupo: Carla Adriani Drago Dinnbier, Carla Cristine Finato, Carmem V.Wichrowski, Chaine Mello Rodrigues, Maria Beatriz lemos Dornelles, Maria Beatriz Santos Guterres, Maria Fernanda da Silva Martins, Maria Gabriela Ferreira Sargenti
Pólo de Alvorada
Professora Vera Corazza
Síntese e análise dos capítulos Introdução e Ensino, Ciência e Ideologia

Introdução
Marx e Engels não publicaram nenhuma obra específica sobre Educação nem formularam nenhuma teoria pedagógica. Criticavam o Capitalismo e , como conseqüência, abordavam questões educativas. Seria através da Educação que as classes trabalhadoras poderiam desenvolver a consciência e a razão.Para a conquista de uma sociedade igualitária e sem relações de dominação era necessária a emancipação social do indivíduo. Ambos criticavam a alienação trazida pela Igreja e, pela dominação capitalista.
ENSINO, CIÊNCIA E IDEOLOGIA
Engels coloca que há uma divisão do domínio do conhecimento em três grandes seções.A primeira trata das ciências que se ocupam da natureza inanimada e que podem ser tratadas, de certa forma, matematicamente.(Matemática, Astronomia, Mecânica, Física, Química)Engels questiona a exatidão destas ciências. Considera as verdades trazidas, não absolutas e justifica sua opinião, trazendo alguns exemplos onde, com o passar do tempo, os fatos científicos puderam ser reconsiderados e resignificados.A segunda seção se refere às ciências que tratam do estudo dos organismos vivos. Ele traz a convicção de que pouco se sabia a respeito dos seres vivos e de sua constituição orgânica.Por último, fala sobre as Ciências Históricas: ?... quando excepcionalmente se consegue conhecer o encadeamento íntimo das formas de existências sociais e políticas de um período, isso só se verifica normalmente quando essas formas já se encontram a meio de sua existência, quando estão a caminho do declínio. Neste caso, o conhecimento é essencialmente relativo, pois se limita a compreender o encadeamento e as conseqüências de certas formas de sociedade e Estado só existentes em determinado tempo e em determinados povos e transitórios por natureza?. A partir da reflexão e questionamentos sobre as ditas ciências, conclui que a verdade não é absoluta, nem eterna.Engels contrapõe as ?modernas ciências naturais? ao que chama de intuições filosóficas sobre a natureza e às descobertas realizadas pelos árabes. Segundo ele, as Ciências naturais iniciaram na época da Reforma. Um novo mundo começava a se configurar trazendo rupturas com o antigo. Os indivíduos se acharam dominados por um espírito de aventura.Não eram escravos do trabalho, participavam ativamente da sua condição de ?ser político?. O clero perdeu o monopólio da leitura e da escrita.Copérnico separou Ciência e Teologia. Entretanto, segundo Engels, em Dialética da Natureza,os progressos observados a partir desta época traziam questionamentos e novas hipóteses em relação à concepção da natureza mas, ainda no presente, idéias equivocadas continuam a ser ensinadas em muitas escolas. Através de suas idéias e teorizações sobre as mesmas Marx e Engels questionaram verdades dadas como absolutas possibilitando que os indivíduos refletissem e questionassem sua condição e as relações existentes entre as classes.

Referências Bibliográficas:MARX & ENGELS. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.
Questões:
1-Que relação poderíamos fazer com nossos alunos, a partir da afirmação de que ?nenhuma verdade é absoluta??
2-Refletindo sobre nosso contexto atual, de que forma poderíamos trabalhar criticamente com o ensino de Ciências, em classes de Séries iniciais?
3-Partindo das idéias de dominantes e dominados como poderíamos, por exemplo, conversar sobre as idéias essenciais através da análise da hora do recreio em uma escola de classes regulares? Que situações poderiam ser trazidas para análise e reflexão juntamente com os alunos?