domingo, 27 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Valores de Páscoa
terça-feira, 22 de abril de 2008
Números
"Para que você os usa?"
Há números em minha idade, nos meses, nos dias, nos anos, nos minutos, nos segundos.
Há números no meu cartão de crédito, na minha conta, na minha identidade.
Há números na frente do meu prédio, em cada porta dos apartamentos, nas placas de velocidade, há números nos relatórios, nos escritórios, há números na minha balança ( números que vejo sem vontade).
Há números nos grupos, na linguagem html, nos códigos, no conta-gotas, no relógio, no celular, há números em toda parte, em todo lugar.
Eu os uso para agrupar, selecionar, quantificar, ilustrar, separar.
Uso para contar os anos, pensar no tempo, verificar no Google a velocidade do vento.
Uso os números para organizar o meu tempo presente, para recordar há quantos anos alguém está ausente.
Uso os números para sonhar e planejar o meu futuro.
Posso pensar que sendo UMA, sou um número...
E, agora, sendo 12, sou 47. 12/04/61.
Nasci.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Obrigada, Lú!

sexta-feira, 18 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Outras segundas chances
Decidi desgostar dos escritos futuros de Lya Luft em 2004. Não que eu discorde totalmente do que ela escreveu em um de seus artigos. Mas, ainda acho que certas comparações não são cabíveis, ainda acredito que pessoas se comovendo ao ver uma baleia encalhada e tentando ajudá-la, são bem melhores do que quem critica, escreve, e nada faz. O que me impede de ajudar um animal e TAMBÉM ajudar pessoas? Hoje, ler seu nome nas páginas da Veja é indicativo de "passar para outro artigo".

Mas não consigo esquecer de um de seus livros, A asa esquerda do anjo. Lembro-me da expressão "rasgando tecidos"; e também da sensação que isso me provocou: eu sabia exatamente como era sentir algo subindo pela garganta, arranhando-a, como era engolir o choro, engolir a dor, lutar contra eles e enviá-los de volta ao seu recomeço. Identifiquei-me , na época, com algumas coisas da personagem. Mas o tempo passa e, se você é "saudável", consegue reelaborar muita coisa e seguir em frente: as personagens nos acompanham por um tempo necessário..depois vão embora, para que a gente consiga viver nossa realidade. Tenho medo de reler a Asa esquerda e pensar "nossa, quanta bobagem... " Então, apenas recordo as sensações.
Pois, olha só: acabei de ouvir o poema de Jaime Caetano Braun, que a disciplina de Ciências nos ofertou. E acho que há muito relacionado com que eu escrevia, nessa postagem. Trabalhamos e vivemos pelas segundas chances, não é? E pelas terceiras e quartas, e quintas e sextas...
A personagem do poema teve outra chance que a vida lhe deu: mudou o seu olhar sobre aquele animal que, em suas lembranças infantis, sofria com suas brincadeiras de mau gosto. ("e na maldade campeira que identifica os piazotes, vivia te dando trotes, que hoje, recordo com mágoa...)
"Só há morte onde existe vida..."
Então... há um tempo atrás, eu me dei outra chance... outras pessoas também.
Em meu colo, acompanhando, interessada e sonolenta, o movimento da tela do micro, há outra personagem que recebeu uma segunda chance: batizei-a de Samanta. Ela foi abandonada lá na Restinga por um grupo de meninos, frente a uma casa, onde seu morador, de forma ineficaz, triste e solitária abriga mais de cem animais. Samanta ficou dois dias no pequeno pátio desta casa, embolada com outros filhotes que vieram a falecer. Agora, está comigo e com o Lú, aqui na Zona Norte. Tem aproximadamente dois meses , está subnutrida, anêmica, tem uma hérnia...enfim... Acho que depois de sentir o calor e aconchego de outro corpo, está lutando pra sobreviver. Samanta terá outra chance e outra vida.
Com pesar, relembro dos meninos que a largaram... gostaria que tivessem outra chance...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Reflexões sobre Déjà Vu, Disciplinas e o que Rosaura pede

Em um dos semestres passados, houve uma disciplina que absorveu muito de nossa atenção, testou nossos limites (de compreensão, tolerância) e nos deixou lembranças pouco positivas. Lembro-me, com desprazer, de vários e-mails que a turma recebeu de um dos professores de outro Pólo, que viera "contribuir" com sua colega de disciplina. O conteúdo e título de um deles, algo como "Agora, sim, o blog da colega será o mais visitado"(depois que o professor, nele escreveu),volta e meia, me assombra.
Relembro que, em uma das atividades solicitadas falei sobre a importância dos responsáveis por sua disciplina refletirem sobre duas questões:
A primeira se refere ao fato de que existem outras disciplinas que também necessitam de nossa atenção. Colocar na lista, a todo momento, que o prazo está se esgotando, que observemos as datas, etc, etc ...por vezes, é complicado, pois faz com que dediquemos mais tempo ao que pensamos estar sendo solicitado, que voltemos diversas vezes para confirmar o que foi feito...(Meu ponto de vista, lógico!)
Há uma linha muito tênue que indica"Ei, não se esqueça que os alunos precisam fazer as tarefas de outras disciplinas... Quem sabe não é possível dar um espaço para elas, também?"
Particularmente, a forma como as disciplinas são estruturadas e o modo como as atividades são solicitadas e organizadas em nossos diversos ambientes virtuais chamam minha atenção.
A segunda, posso considerar um desmembramento da primeira: O fato do curso ser à distância nos proporciona otimização de tempo e energia. Acho muito satisfatório o número de presenciais organizadas em nosso curso. Entretanto, quando outras atividades indicam que precisaremos marcar datas de encontro para trabalho em grupo, realmente, eu não gosto.
Neste exato momento eu reflito triplamente e acho justo mencionar que, por me considerar uma pessoa com facilidade para se atrapalhar, eu vivo buscando a minha organização.( talvez, o Poeta dissesse que "o organizado é um atrapalhado disfarçado") Então, procuro observar atentamente prazos e atividades. Quanto mais a disciplina é apresentada de forma objetiva e organizada, melhor.
Voltando ao presente e relacionando-o com o que ficou para trás, a Disciplina de Matemática tem...digamos... ocupado bastante de meus pensamentos. E até considero um pouco injusto pois , na ânsia de clicar em todos os links, ir do wiki individual para o coletivo, mandar e-mail, ir para o mural, etc, etc... deixei de lado algumas das outras disciplinas. Falta de organização? Pode ser. Mas será só isso? Penso bastante e lembro de nossa presencial onde professora e tutoras enfatizaram o carinho e a preocupação em (uma grande equipe) preparar atividades e materiais interessantes para o grupo. Penso na oferta de auxílio a qualquer momento e na disponibilidade em nos responder de imediato. Com carinho e, certo arrependimento, até, relembro das conversas com a tutora Paula via Skype. Com arrependimento porque, no momento em que busquei sua escuta, estava muito irritada. E, com carinho, pela tranquilidade, presteza e atenção dedicados. Novamente, agradeço.
Pois bem, se há tantas coisas legais, por que ainda tenho essa sensação de incômodo?
Não tenho problema em relação à conteúdo, enfatizo. Mas , respondendo a questionamento feito, sim, tenho dificuldades. Vivo com dificuldades (como todos nós). E as vezes a dificuldade é tão complicada que nem conseguimos identificá-la precisamente.
E, "já indo para os finalmentes" (pois preciso ler material de Estudos Sociais, Ciências e organizar material para o Seminário Integrador) retomo as palavras da nossa Rosaura que, gentilmente, me perguntou se "a inspiração" acabara. (Em relação ao número mínimo de postagens no blog.)
Bem, a inspiração não acabou...
Hoje, consegui tirar um turno para que pudesse ficar em casa . Então, aqui estou.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Já na outra sala , com o professor de Ciências, a proposta foi legal mas eu não estava mais em sintonia: embora brincasse com as colegas, tenha falado sobre turmas de jardim e como vivenciei o trabalho com o estudo de alguns animais....internamente eu sentia a minha irritação crescer. Queria estar a quilômetros dali, em minha casa. E realmente, bem longe dali, mais tarde, esperando a lotação da Kátia que recebi, dela, o meu diagnóstico: "é, Bia, estás chateada por causa da tua aluna, não é? "
Eu e minha colega temos um aluno em especial que gosta dessa melodia. Descobri isto o ano passado, no pátio da escola, quando eu procurava desviar sua atenção de seu próprio corpo: ele tentava morder suas mãos e dedos do pé. Ao agachar-me em sua frente e segurá-lo, cantarolei essa música que me acompanhava há alguns dias. Ele demonstrou interesse e relaxou os braços. Ao perceber, continuei a cantarolar e assim ficamos por um bom tempo. Ainda hoje, no pátio, sentados no balanço vai-e-vem eu e minha colega cantarolamos essa melodia para o mesmo aluno, que voltou muito mal, do seu período de férias. O que nós consideramos um período de descanso, para muitas famílias e muitos de nossos alunos é o contrário: sem a escola alguns deles ficam trancados em casa, surtam, são internados, algumas mães ficam extramamente cansadas e irritadiças. O retorno à Escola e às atividades é, por vezes, muito difícil. E foi em um momento bem complicado que essa música retornou e acalentou, por alguns instantes, as ondas enfurecidas que atormentam nosso aluno. Ele não se comunica verbalmente mas ao observar seu sorriso e seus olhos nos buscando temos muitas respostas.
Mas há em nossa turma uma adolescente que tem demonstrado, já há muito tempo, um crescimento: é organizada, meiga conosco, suas professoras, com seus colegas e até com visitas na turma. Compreende tudo que é falado e, embora só fale "mãe", minha", "naaaaãooo"...comunica-se perfeitamente através de gestos e expressões. Ajuda os colegas que necessitam e está geralmente de bom humor. Claro que está em nossa escola por muitos motivos. É especial.
Pois essa aluna passou as férias com sua mãe que, no retorno à escola, disse que não aguentava mais e ia fazer alguma coisa. Fez. Com a justificativa de que surtara em uma parada de ônibus, nossa aluna foi internada em um hospital psiquiátrico.
Há alguns dias, tínhamos notícias da mãe que dizia visitá-la, sempre. Ontem, pela manhã, a orientadora da escola e eu fomos até o hospital. Ficamos sabendo muitas coisas e relatamos outras.
Mas foi no salão onde a encontramos que aquilo que se transformara em irritação à noite, começou a surgir. Quando a porta foi aberta e ela nos enxergou, veio correndo nos abraçar. As outras internas faziam perguntas "tua mãe?" ,"vai te levar?". Outras, se aproximavam e ficavam apenas observando. Minha aluna me puxava pela mão, mostrando-me a algumas internas, me abraçando, beijando e repetindo "minha, minha", enquanto batia em seu peito .
Logo fomos , com ela, para uma outra sala. Ali, ficamos por 10 minutos conversando , falando que sentíamos sua falta e que a esperávamos na turma. Mas o mais importante era abraçá-la, ser abraçada e repetir "nós gostamos muito de ti." (o tempo todo eu pensava "Por quê? Logo com ela... que não precisaria estar aqui... Por quê?")
Procuramos fazer com que aqueles minutos fossem motivos para boas lembranças, enquanto ela aguarda a sua alta.
Passando pelo salão de mãos dadas ela olhou para nós, sorriu, abraçou-nos e foi sentar frente à TV, com outras internas: sabia que permaneceria mais tempo. Perguntara várias vezes por sua mãe.
O momento mais relaxante, eu diria, foi quando uma das internas puxou o meu braço e disse: "colega, vai sair hoje?" No que eu, surpresa, respondi afirmativamente ela disse "então deixa eu te dar um beijo. Boa sorte, viu?" E me abraçou e beijou.
Ainda olhei para trás e recebi o aceno de minha aluna, como a me tranquilizar.
Voltamos para a Escola, fizemos relatos necessários, recebi minha a turma à tarde, cantei, brinquei e sorri. Ao final da tarde, enquanto o grupo de colegas ficava em reunião, eu me dirigia até Alvorada. Mas já estava entrando no auge da irritação... Relembrava a informação dada pela assistente social: eu e minha colega foramos as primeiras visitas recebidas por minha aluna, desde sua internação. (A noite ia ser bem longa.)
Pois é... à noite, "quando os gatos são pardos" e eu deveria estar em casa ... não estava. Mas foi bom rever colegas e, mesmo com um humor bem diferente(embora eu saiba que consigo disfarçar muito bem), assistir às presenciais. Sentei junto à Solange, na segunda parte, e com ela e outras colegas (Neusa, kátia e Lu) me diverti bastante e também contei um pouco do que me afligia. Receber um beijo da Alexandra foi legal, conversar com a Tati, também. Voltar para POA, no carro da Neusa, com ela dirigindo e o grupo rindo é outro capítulo que vale muito a pena
É...eu precisava estar ali ...
Mas de ontem, vou lembrar com carinho, da perspicácia da nossa querida tutora Grace. Gentilmente aproximou-se de mim e me abraçou dizendo que ficara me observando na chegada, que eu fora até o cantinho (bem na ponta, no último computador da fila) e parecia estar..."cansada?" Respondi brincando e sorrindo mas lembrei de meus alunos que não conseguem falar mas, mesmo assim, a gente consegue escutar.
sábado, 22 de março de 2008
Novamente "Salada de Frutas" ou "Se precisar de socorro, na dúvida, grite FOGO!"
Estou em fase de "salada de frutas", misturando tudo. Começo com a solicitação das professoras Bea e Íris sobre nossos portfólios de 2007, com uma postagem que intitulei de "clique" e com um comentário posterior também da professora Bea, com uma triste notícia vinda da amiga Mosqueteira Lú sobre um aluno seu e com a história de quem tenta fazer o bem mesmo quando nada tem.
Ah! Para acrescentar uma "pitada" a mais, um comentário feito por meu marido há alguns anos: segundo ele, que trabalhou algum tempo na área de Segurança, uma das formas de conseguir ajuda de alguém, utilizando o grito, não é pedir socorro mas sim, gritar FOGO! A lógica é que as pessoas têm medo, procuram não se envolver ou arriscar. Ajudar algum desconhecido que grita por socorro pode, talvez, transformar quem se dispõe a socorrer, em vítima. Mas já o FOGO passa outra mensagem e mexe com a curiosidade. Quantas vezes vimos alguém observando um incêndio, realizando comentários, solidarizando-se com as vítimas e observando outras pessoas correrem os riscos que se apresentam?Há uma história que gosto de contar chamada "Tico e os Lobos Maus". Nela, um coelhinho grita por socorro, quando imagina um bando de lobos à sua espreita. Sua mãe chega para afastar seus receios, sempre que necessário. Quando conto esta história, no momento em que o personagem grita, eu empresto minha voz e grito "Socorro!!!" Lembro que, há muitos anos, contando a história em uma formação de educadores de uma creche comunitária eu gritei a palavra e, poucos segundos depois, estavam abrindo a porta a cozinheira e o dirigente da instituição. Demos risadas pois, além do susto em quem ouvia a história, percebemos o susto em quem correu para tentar auxiliar. O tempo passa... Na apresentação de meu portfólio contei essa história e, novamente gritei por socorro. Fiquei intrigada quando ouvi o comentário que, em outra sala ouviram o grito e, por um momento, todos permaneceram quietos até que alguém falou " isso é coisa da Bia". Realmente , era. Mas lembrei do que o Lu dissera...
Quando falamos em evidências, também tocamos em finalidades, em metas, objetivos. Aprendi com uma querida líder comunitária a não pensar pequeno em relação as minhas metas. O que eu desejo, estudando? O que espero alcançar? Que diferença vou fazer? Eu espero e trabalho no sentido de que meus alunos, seus familiares e outros alunos que virão saibam fazer a diferença. Quero contribuir para que existam pessoas mais humanitárias, que consigam descentrar-se, que pensem em si e, também no coletivo. (embora, concorde que nem sempre é possível e necessário...) Acredito que devemos, sim, não pensar somente em coisas ruins mas saber que existem e, se necessário, procurar enfrentá-las.
(Novamente, volto no tempo, e relembro das crianças da Creche João Paulo...) Quero me tornar uma pessoa melhor, ciente de meus defeitos, aceitando alguns e procurando alterar outros. Quero ter coragem de ouvir um verdadeiro grito de socorro e conseguir me arriscar. Fácil? Que nada! Dificílimo, eu diria. Mas com clareza de objetivos e busca incessante de evidências acho que vou construindo um bom caminho.
"Ó vida, ó dor"... como diria o Dr. Smith... "Na dúvida, eu tenho quase certeza" de que insistiria no "Socorro".
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
GRUPO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO INFANTIL - GEIN
CICLO DE PALESTRAS GEIN 2008
A educação dos infantis
7 abril
As cores da infância: raça e educação infantil. Profa. Dra. Gládis Kaercher
5 maio
Discutindo diferentes lugares da infância. Profa. Dra. Leni Dornelles Mestrandas Carine Weber e Fernanda Morais
2 junho
Espaço: parceiro pedagógico do educador infantil. Profa. Dra. Maria da Graça Souza Horn
7 julho
Notas sobre o amor romântico: gênero e literatura na educação infantil. Profa. Dra. Jane Felipe Doutoranda Suyan Pires
LOCAL – FACED/ sala 101, 9:00 da manhã.
Valor do ciclo: R$ 20,00 com Certificado de Extensão UFRGS
O pagamento poderá ser feito com antecedência no Banco do Brasil, posteriormente enviaremos o número da conta do Ciclo de Palestras, outra opção é realizar o pagamento no dia da palestra, na agência do BB na UFRGS.Nosso e-mail: gein_ufrgs@yahoo.com.br
terça-feira, 18 de março de 2008
Retomando final de 2007 (primeira parte)
A tela ao centro fez parte de minha apresentação de portfólio no final de 2007. Agora, está acomodada na sala de meu apartamento de forma a cristalizar palavras, imagens, desejos e conquistas.Do que me recordo (sim, dois meses de férias produziram uma certa amnésia) saliento o crescimento do grupo como um todo. Percebi claramente o amadurecimento de muitas de nós no sentido de trabalhar objetivando metas, estratégias, argumentos e evidências. (Com certeza, dos dois últimos jamais esqueceremos.) Fiquei particularmente feliz ao assistir a apresentação de uma das colegas que focou seu trabalho em poesia.
Do relato de minha amiga e colega Lú, sobre o projeto de Robótica falo sensibilizada ao relembrar das histórias de vida de alguns alunos e das evidências trazidas de como este trabalho mobilizou professora e turma.
Quando Lu contava sobre a dificuldade de um dos alunos, que cuidava de sua mãe doente, da forma como outro , considerado por muitos um problema, se relacionou com o projeto eu pensava "nossa, isso daria um bom filme..."
Pois ali, além do relato do projeto em si, havia algo muito mais importante que se referia à capacidade da professora conhecer as diversas trajetórias e a partir de cada uma, propor um trabalho objetivando espírito coletivo, concentração, generosidade, atenção , rapidez de raciocínio. Entrelaçados entre os conceitos trabalhados estavam (e estão) aquilo que eu considero mais importante e singular: os valores.
(continua...)
segunda-feira, 17 de março de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Bem-vindo, ano novo...
Entretanto, no vídeo, vem acompanhada da letra na voz de Elton John. Por hora, serei breve. Volto depois da apresentação do portfólio.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
"Jalecos contadores"

Logo em seguida e mais uma vez, Jorge André leu a história “Um Ponto de Luz Chamado Brilhante”, para emoção e reflexão de todos.
E então chegou o momento mais aguardo por todos: a entrega dos jalecos e crachás,a qual foi extensamente fotografada pelos familiares e amigos dos novos contadores de histórias."
domingo, 9 de dezembro de 2007
Contribuição do pbwiki sobre o ato de escrever
Nilson Souza (Zero Hora, 1º/9/1994)
Tive outro dia uma conversa com acadêmicos de Comunicação da PUC e notei certa ansiedade da garotada em relação a uma rotina da vida jornalística, que é a obrigatoriedade de escrever sob a pressão do horário e nos limites do espaço disponível. Tentei tranqüilizá-los: sempre é possível e, com a prática, todo o mundo consegue, não é preciso ter nenhum dom especial. Difícil mesmo é escrever bem. Para isso, não basta ter tempo, espaço ou vontade; é necessário, acima de tudo, persistência. Nunca tive a pretensão de orientar ninguém sobre esta matéria, até mesmo porque também suo diariamente para dar uma forma apresentável a meus textos - e nem sempre consigo. Mas recolhi das leituras da madrugada (leiam, leiam, leiam, mas também procurem escrever e submeter o texto à apreciação de leitores qualificados!) alguns ensinamentos que agora retransmito, na esperança de que sejam úteis a quem se interessa pelo tema.O primeiro deles é de Isaac Bashevis Singer, para quem o melhor amigo do escritor é a lata de lixo. Pode parecer um tanto desestimulante, mas é um admirável conselho. Lembra que a boa redação - aliás, como tudo na vida - só pode ser alcançada com humildade, com o reconhecimento da má obra. Fazer, cortar e refazer repetidamente: este é o ciclo. Trabalhoso, mas necessário. O que é escrito sem esforço, disse Samuel Johnson, geralmente é lido sem prazer.O escritor tem que se preocupar com os mínimos detalhes de sua obra, e especialmente com estes. Tom Campbell andou certa vez dez quilômetros até a gráfica que imprimia um dos seus livros (e dez quilômetros de volta) para mudar uma vírgula num ponto e vírgula. E é exatamente nas vírgulas que tropeçam os redatores iniciantes, separando o que não deve ser separado e unindo o que não pode estar junto. A pontuação é o cimento do texto. Querem um exemplo? Leiam a historinha abaixo, que retirei de uma coletânea de pensamentos de Mansour Challita:Foi encontrado o seguinte testamento: "Deixo os meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres". Quem tinha direito ao espólio? Eram quatro os concorrentes. O sobrinho assim pontuou o texto: "deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres". A irmã pontuou assim: "deixo os bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres." O alfaiate fez a sua versão. "Deixo os bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres". O procurador dos pobres pontuou assim: 'Deixo os meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!".O anônimo moribundo, como podem perceber os leitores, não era um bom redator. Ou então tinha - por motivos óbvios - a pressa dos jornalistas nos minutos que precedem ao fechamento da edição.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Papai Noel foi nos buscar


terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Escrevendo novas histórias
domingo, 2 de dezembro de 2007
Bom dia, Sr. Shlomi
Acordei pensando neste filme.O personagem central da história é um rapaz desconsiderado por sua família. Com exceção do avô, os outros o acham idiota, um aluno medíocre sem condições de aprendizagem. Até uma de suas professoras concorda.
Shlomi transforma o ato de cozinhar em algo mais e, sem que percebam, auxilia a todos que o olham, mas não enxergam.
Shlomi também acredita ser um idiota e demonstra nervosismo nas tarefas escolares. A curiosidade do diretor escolar ao analisar a resposta (considerada errada ) de Shlomi a uma prova começa a modificar a vida do jovem...
Acompanhar o florescer de Shlomi, testemunhar a insistência, ética e visão do diretor da escola possibilita que tenhamos fé, que acreditemos que é possível fazer mudanças através de nosso trabalho, de nossos valores e da forma como "nos postamos" neste mundo.
Fica a dica .



