terça-feira, 21 de abril de 2009

"nas tentativas de ir..."

Estava lendo o blog da Lu Sobotyk e assisti a um vídeo muito interessante sobre Filosofia. Ali, o professor dá alguns exemplos daquilo que ele fala ser a desbanalização do banal. Gostei e lembrei de outro vídeo em que o entrevistado de Jô Soares falava que Filosofia é a tentativa de ir além do óbvio. Então, motivada pelo que minha amiga postou, disponibilizo, também, um vídeo sobre o assunto. Coloco apenas a primeira parte.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Matando sonhos

Eu e minha colega de turma conversamos com as famílias de nossos alunos fazendo um desenho. Chamamos de mapa do aluno o desenho que é feito pelo seu familiar, enquanto conversa conosco. Primeiro pedimos que a mãe (ou pai, ou avó...) se desenhe. Depois, que desenhe seu filho(a), neto (a). Enquanto os desenhos são feitos vamos conversando sobre coisas que gostam, que não gostam, medos, desejos, sonhos inatingíveis, sonhos difíceis mas possíveis...
Nesta semana, em conversa conosco, uma mãe disse que seu sonho mais distante e impossível de se concretizar é ter uma casa, um dia...
Fico pensando nos sonhos que temos e que julgamos impossíveis de se concretizarem. Fico pensando nas pessoas que pensam por nós...que nos julgam, que dizem que nossos desejos são sonhos e que nossos sonhos não se transformarão em realidade.
Baseados em quê, algumas pessoas julgam? Em quais evidências? A aparência é uma evidência?
Pois olhem só: nado há muito tempo. Se entro em uma piscina eu não me afogo, não tenho medo, não peço socorro. Eu nado e brinco.
Hoje, fui fazer um teste para verificar se poderia participar de um grupo de natação/condicionamento. O professor perguntou-me "sabe nadar, mesmo?", manifestando certa desconfiança. Respondi "um pouco". Menti. Sei nadar um pouco mais do que um pouco. Ao final do teste, o professor ria e comentava surpreso a satisfação com o resultado de meu teste.
Fiquei feliz ao ouvir "bem-vinda (COM HÍFEN, SEMPRE!!!), tu já és da casa".
Quem disse que uma obesa não poderia nadar bem? Quem associou obesidade à dificuldade para deslizar numa piscina? Eu não li essa cartilha, se é que ela existe.
Quantas pessoas são julgadas apenas por sua aparência? Quantas pessoas são rotuladas de incapazes por serem especiais? Por necessitarem de medicação? Por se deslocarem de forma trôpega? Quantas pessoas já foram deixadas de lado, por não conseguirem articular as palavras facilmente?
Por outro lado, quantas vezes tivemos a oportunidade de romper com padrões, esteriótipos... quantas vezes conseguimos enxergar além da "embalagem"?
Volto a lembrar de "minhas mães": uma delas conta que seu sonho é poder assistir ao casamento de seu filho, um dia. Outra, que a filha consiga ler o seu nome.
Então, busco o vídeo de uma lição chamada Susan Boyle. Compartilho e acrescento: matar sonhos, também pode ser resignificá-los e transformá-los em realidade.

sábado, 11 de abril de 2009

Qual é a nossa turma?

Tenho andado por aí, lendo comentários entusiasmados, comentários preocupados, comentários interrogativos. "Abriu-se a temporada", eu poderia dizer... agora a Educação Especial está em foco, no PEAD.
Poderia, mas não digo, só escrevo.
Tenho andado por aí, lendo a preocupação de colegas que tentam fazer o melhor, mesmo não sabendo ou não tendo as melhores condições. Também, infelizmente, percebo em algumas entrelinhas um discurso já conhecido que começa com "o que seriam deles, se não fossem nós..." ou " o governo não nos dá condições"...
Bem, concordo e discordo e explico.
Para aqueles que se julgam uns heróis por receberem alunos especiais em suas turmas regulares, "mesmo com dificuldades" gostaria de lembrar que isso não tem nada a ver com heroísmo. Nesses momentos é bom lembrar das famílias, das mães que acompanham seus filhos, que batalham por medicação nos postos, que fazem força para, com eles, subir nos ônibus, que vivem o dia-a-dia na insegurança e na frágil esperança de terem um tempo para si. Sim, pois o que obeservamos é que, em quase toda a sua maioria, os familiares abandonam seus sonhos, seus desejos, em função da vida e necessidades da criança ou adolescente especial.
Precisamos de formação e condições adequadas para que a inclusão se efetive de verdade? Claro que sim! Mas enquanto discutimos que o governo isso ou aquilo, que nós não temos também isto ou aquilo...lá na sala há um fulaninho que pode ser "vítima" da inclusão ou um "beneficiado" pela mesma. Depende de quem? Enquanto as discussões acontecem, o que nós estamos fazendo ?
Trabalho em uma escola que pode ser considerada como uma realidade desejada e adequada: como escola especial, há um número reduzido (em comparação à turmas regulares) de alunos nas salas, dupla de professores e espaço físico amplo com horta, ginásio, sala de informática e culinária. Nossos alunos são autistas e psicóticos. Como professora de Ed. Especial, acredito na Inclusão. Entretanto, não são todos os alunos de escola especial, por exemplo, que estão preparados para uma inclusão. E a Inclusão, está preparada para nossos alunos?
E nós? Estamos incluídos? Em que turma?

Feliz Páscoa

terça-feira, 7 de abril de 2009

Inferno Astral ou Drenagem Irática

Segundo minha amiga Kátia Diehl, estou vivendo no período do Inferno Astral, que antecede o dia de meu aniversário. Começo a relembrar fatos deste período de um mês, mais ou menos, atrás:

    • Comecei a perder as chaves com mais frequência, dentro de casa.


    • Comecei a perder as chaves na escola.


    • Minha cachorra mastigou o cabo da NET


    • Minha cachorra mastigou o cabo do mouse do notebook do Lu


    • Minha gatinha quebrou um prato ao tentar fazer malabarismos na pia


    • Minha cachorra e minha gatinha, ambas filhotes, odiaram a cadeira da escrivaninha do Lu e resolveram reformá-la


    • A cadeira "reformada" não é uma guerra mas está em farrapos

    • Dois gerentes do banco onde sou cliente foram até minha escola anunciar algumas promoções. Despediram-se dizendo "passem lá na agência e falem conosco". Resolvi passar.


    • Na agência, a gerente de conta sorriu e disse "querida, estamos numa correriaaaa... que tal deixar tua documentação e, nós te ligamos mais tarde?" Uma semana depois, ainda aguardava a ligação. Ao ligar para a agência , outra pérola "ah, um está no horário do almoço, outro não está na mesa e a que está, está ocupada. Mas deixe seu número que ligamos depois." Ligaram?


    • Minha cachorra mastigou o microfone do computador do Lu


    • O Lu confessa que está com instintos assassinos em relação ao meu bichinho


    • Na escola, duas alunas e eu comemoramos nossos aniversários. Dia muito quente. Torta de chocolate, nata. Comi e repeti. Quase morri. Cinco dias com diarréia, vômito, fraqueza.


    • Resolvo, depois de muita insistência, ir à uma emergência. Opto por ir na mais perto de casa e não, na que eu já conheço. Fui atendida? Não. Desisti depois de 2 horas esperando para ser chamada junto a pessoas que estavam sofrendo e necessitando muito mais do que eu. E, todas, como eu, ali estavam utilizando seus convênios. Ao desistir e entregar minha ficha recebi um sorrisinho e um olhar tipo "que bom, uma a menos", da atendente.


    • Enjoada, penso na raiva que eu poderia estar sentindo se não estivesse tão debilitada. Resolvo ligar para minha agência. Ao ser atendida sou encaminhada para um novo gerente de conta, na agência, que ainda está "se apropriando". Mas ,gentilmente, pede meu número, que ligarão em seguida. "outra vez? Já deixei o número 5 vezes!" "ah, pois é...mas eu não estou encontrando..." Irritadíssima, declaro não querer mais ser cliente da agência e pergunto qual o encaminhamento para me desligar. O gerente sabe? Não sabe. Pediu pra que eu esperasse um pouco enquanto ia se informar. Despeço-me com o último resquício de educação.


    • Olho um dos fóruns e percebo que, com apenas uma exceção, o restante do grupo não colocou opinião sobre o que eu escrevera para ser postado. Resolvo postar para que não fiquemos fora do prazo. Percebo que há colegas que nem entraram no fórum. Começo a pensar que talvez eu não esteja feliz.


    • No auge do mau-humor e enjôo desisto até de olhar os e-mails: se ler algum recado descartável na lista do PEAD tipo "espirrei e me cocei" ou ainda "quero partilhar com vocês essa novena, mensagem, oração"...vou surtar! ( mas percebo que já melhorou bastante!)


    • Meu marido me olha e comenta " tadinha, tão ruinzinha... mas se passar mal de novo, pensa pelo lado positivo... vai emagrecer mais um pouco, como querias..." Penso em qual aparelho eletrônico dele que posso oferecer para minha cachorra mascar.


    • O gerente geral da minha agência me liga, o coitado. Depois de ouvir, falar e tentar pedir desculpas se despede dizendo que voltaria a ligar! Comprovo, neste momento: nada é por acaso, este é o meu inferno astral, mesmo.


    • Ligo para Kátia, pra choramingar mais um pouco, enquanto ela fala. Entre as coisas que diz, se refere ao momento em que falei com meu gerente dizendo ser um "momento de Drenagem Irática": drenei minha ira. Drenei, mesmo? Sempre posso guardar mais um pouquinho...


    • Perdi as chaves, outra vez...


    • Quarta-feira tenho reunião na minha escola e aula no PEAD, tudo no mesmo horário. Penso em como ainda me sinto "um pouco mal". Melhor ir pra casa.



Não é o Fernando Sabino que escreveu "de tudo ficaram 3 coisas..."? Pois é, de tudo ficaram 3 coisas:






  1. Triste a situação de doentes que dependem exclusivamente do SUS.


  2. Depois da "novela" com o banco, troco de agência. Fui atendida por outra, mais prontamente.


  3. Minha ira está passando. Drenei. Sinal de que estou melhorando.



PS: Minha ira pode estar voltando. Fui pesquisar e li o seguinte:




"Portanto, se você costuma enfrentar acontecimentos difíceis no período anterior ao seu aniversário, é porque está necessitando fazer contato com o seu íntimo, com seu universo interior, voltar-se para dentro de si mesmo, crescer espiritualmente."




Fora o "voltar-se para dentro DE SI MESMO", que me provoca enjôos, ainda preciso fazer contato com o meu universo interior, crescer espiritualmente. "Tá bom... quer dizer...bom, bom, bom não está mas..."

domingo, 5 de abril de 2009

Diane Ravitch e cia

Em minhas andanças na rede tenho lido alguns posts que falam da censura dos blogs por certas universidades. Como aluna de um curso universitário, à distância, que tem nos blogs um grande e eficaz instrumento, começo a me surpreender.

E, ao buscar maiores informações sobre Diane Ravitch, encontro a resenha de um livro seu intitulado The Language Police. Nele, Diane realiza uma denúncia: "uma censura silenciosa vem atingindo desde a década de 1970 a confecção de testes de desempenho escolar, produção de livros didáticos e processos de aquisição de literatura para as bibliotecas das escolas" americanas. Palavras como ódio, divórcio, referências a minorias são suprimidas.


"Diane Ravitch destaca duas áreas de saber muito prejudicadas: literatura e história. Em literatura, os revisores exigem textos e ilustrações que levem em consideração as representações estatísticas de cada grupo social. Isso abrange autores e enredos. Ótimas
antologias foram criticadas e até excluídas do mercado por falta de números adequados de autores representando mulheres, negros, latinos etc., não importando méritos literários. Nos enredos e ilustrações é preciso retratar fielmente a estatística. Excluem-se assim textos clássicos ou de boa qualidade literária para atender conveniências de representação populacional. A autora descobriu que as práticas de censura acabaram atingindo clássicos da literatura."


Diane, educadora e autora do Programa de Promoção da Reforma Educativa na América Latina e Caribe (1997), trabalhou ativamente nos governos dos presidentes Bush, pai, e Bill Clinton, na área de Educação. Tem dezenas de livros publicados e ainda hoje, direciona seu viver para a área escolhida.

O Blog do Jarbas apresentou a tradução do último capítulo de um de seus livros. Sob o título de "Para que servem as Escolas" este capítulo foi o responsável por milhares de acessos e muitos comentários no Boteco. Recomendo ambos: a leitura do capítulo e o blog do Jarbas.

E falando em censura e esquecendo da mesma, não posso deixar de lado minhas primeiras e superficiais impressões sobre a interdisciplina de Filosofia: acredito que teremos , ao longo do semestre, interessantes oportunidades para explorarmos nossa capacidade de observação, exploração e argumentação. Então, vamos falar um pouquinho sobre outras interdisciplinas:

A interdisciplina de Questões Étnico-raciais nos trouxe momentos iniciais de muito prazer e a expectativa de que seu desenvolvimento seja como o início. A sintonia demonstrada entre professora e tutoras merece destaque. Em Psicologia, já iniciamos com muitas leituras. Mas acredito que, nesta altura, a maior parte do grupo já está acostumada.

Na disciplina sobre Portadores de Necessidades Especiais acredito que teremos um belo e esclarecedor trabalho. A proposta da professora e tutoras promete isso.

No Seminário Integrador temos a linha que entrelaça todas as interdisciplinas, a continuidade dos PAs, o universo das tecnologias e tudo que nos possibilitam. Importante dizer o diferencial desta interdisciplina: suas responsáveis nos acompanham desde o primeiro semestre: já nos conhecem, sabem quando estamos ansiosas, quando estamos queixosas sem motivos aparentes, sabem e procuram tirar o máximo e o melhor de nossa capacidade. Limites e afetos recebidos de bom grado. Ponto.

terça-feira, 24 de março de 2009

"Dá licença..."

Promessa quase sempre é dívida. Quase sempre, neste caso. Embora tenha prometido escrever um post sobre Diane Ravitch, adio o momento em função do reinício das aulas no PEAD e da necessidade de falar um pouco sobre o mesmo.

Pois é...reiniciamos na quarta-feira com a interdisciplina Seminário Integrador. Foram analisados 3 PAs. (um deles, o de Stress) O tempo passou rápido demais e nosso PA sobre stress não teve a análise muito aprofundada. O solicitado pelas professoras, anteriormente, de visitarem os 3 PAs, não se efetivou, a meu ver. Muitas de nós estavam tendo o contato com o tema naquela noite e, portanto, apesar da resumida apresentação de cada grupo, não puderam tecer comentários sobre todo o wiki e seu conteúdo. Pena. Mas, no distress.

Como uma das primeiras propostas do semestre vem o indicativo de analisar o PA de outro grupo. No meu caso, o dos SOTAQUES. Pois bem...ao trabalho! Em breve estarei postando minhas observações.


O reinício não se deu apenas no PEAD. Em minha escola as aulas começaram em 4 de março. Neste ano, minha colega e eu temos um novo grupo, com um diferente perfil: praticamente todos (ao contrário da turma anterior) conseguem se expressar oralmente. Alguns conseguem ler, escrever... São mais independentes, circulam pela escola com maior segurança,um faz estágio na Câmara, dois conseguem vir até a Escola de ônibus, sem acompanhante.

Na sala de Informática, hoje, pesquisávamos fotos de Porto Alegre. Um de meus alunos copiava, no word, um texto coletivo feito para o nosso Livrão da Turma.



Na primeira semana, na nossa assembléia, listávamos o que cada um sugeria de passeio e de atividades. Um de meus alunos tem o hábito de repetir "Alvorada, Bia! Alvorada! Soul!" Então, após conversarmos sobre o que e o porquê do que ele repetia, contei que conheço uma parte de Alvorada. Resumindo a história: meus alunos conhecem a orquestra de flautas do Pólo de Alvorada pois, recebemos a visita da Professora Lúcia e seu grupo há algum tempo. Eu estudo no mesmo lugar em que o grupo de flautas ensaia. Então, neste ano, se todas as condições forem favoráveis, vamos à Alvorada, retribuir a visita, e conhecer o lugar onde eu estudo. A idéia foi lançada. Agora, a Coordenadora Cultural de nossa Escola(eu) deverá agilizar os contatos.

Alvorada, gente! Alvorada...



domingo, 8 de março de 2009

Procura-se

Talvez pudesse chamar de Salada de Frutas. Mas, não...preferi, Procura-se.
De fato, há dias busco pelo Google, em sites que procuram por pessoas desaparecidas. Procuro por uma professora: Thaís Cafaratte.
Resumindo, Thaís foi um anjo que pousou em Porto Alegre e trabalhou como coordenadora do Colégio Batista e professora da PUCRS por algum tempo. Um dia, se despediu de amigos e alunos e foi embora com sua família em direção às bandas de Brasília, se não me engano. Deixou saudades e muitas pessoas desejosas de saber de sua vida. Eu e Ana (outra fã da Thaís) fazemos parte do grupo.
Ana conseguiu um endereço e telefone, agora no Jardim Boa Esperança em Itaipú, Niterói. Nada feito. Thaís não está lá. Mas esteve.
Eu consegui ler seu nome em uma oficina que ministrou em uma universidade do Rio. Falei com o pessoal do auxílio à Lista de Niterói e nada, também.
Aí, a salada começa: com lembranças de conversas com a professora Thaís, no colégio Champagnat, com posts lidos recentemente, com o áudio de um discurso de um professor na formatura de seus alunos de segundo grau, com observações realizadas a partir de uma nova integrante canina em minha casa, com governantes que desrespeitam a Educação por não tê-la, nunca a terem encontrado e por optarem por caminhos deseducativos e, finalmente, por um texto do Boteco. E é no espírito de "Procura-se" que paro e reflito sobre algumas coisas do post do Jarbas sobre "A Importância das Escolas". Para isso, entretanto, sinto a necessidade de contextualizar minimamente este texto referendado. Portanto, no post seguinte falarei um pouco sobre Diane Ravitch.
Por hora, encerro lembrando do que o Sérgio Lima escreve, algumas vezes:"... lista de coisas que eu tenho que aprender e usar antes de morrer." Pois na minha lista de coisas que pretendo fazer antes de morrer eu coloco "encontrar Thaís e conhecer a minha xará, sua filha Beatriz".

domingo, 1 de março de 2009

Ronronar de adoção






Enviei este e-mail para algumas pessoas que gostam e respeitam...

Oi, Léo! Oi, pessoal!

Peço que divulguem e/ou tentem ajudar. Há uma praça entre as Ruas Veranópolis e Dom Pedrito, no IAPI. (bem próxima da Plínio Brasil Milano.) Há mais ou menos 3 semanas contei 28 gatos (adultos e alguns filhotes) que, em condições muito ruins, circulam por ali, à procura de abrigo e comida. Algumas pessoas os alimentam , OUTROS OS MACHUCAM. Consegui encaminhar um dos gatinhos que estava mais debilitado e uma das gatas prestes a dar cria. Esses estão em uma nova casa e passam bem. Entretanto, ainda há muitos aguardando ajuda. Semana passada, encontrei uma senhora que diz morar ali perto e que relatou-me uma crueldade: dois adolescentes mataram um dos gatinhos. Infelizmente, com o retorno às aulas, a circulação na praça será maior e a probabilidade dos gatos seram machucados, também. Se vocês podem encaminhar alguns como eu fiz, adotar ou simplesmente divulgar pedindo ajuda..façam isso, por favor. Envio fotos. Por favor, vão até lá e ajudem!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Porque...

...o ano no blogue começou voando, através de uma gaivota de Recife. Porque através das asas do blogue de Diana planei por outros ares, outros lugares, outros escritos. Gostei. E, agradecida que estou, ofereço o Fernão...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vozes da Maioria Silenciada


Foi através do blogue Biscoito Fino e a Massa que assisti ao documentário "Vozes da Maioria Silenciada".
Se você quer saber um pouco mais sobre o Conflito Israel e Palestina, sobre as origens, manipulação de informações, participação dos EUA, sobre Rachel Corrie ... ASSISTA! Vale a pena! (infelizmente...)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

John, o Biscoito, Richard, o banheiro e Barry White

Um dia ainda vou escrever "mais a sério" sobre Ally MacBeal. E aí, não vou deixar de relembrar da morte doBilly, do episódio do unicórnio (um de meus preferidos) e das sensíveis atuações por conta do personagem John Cage, o Biscoito. Por hora, registro minhas saudades de uma série tão diferente e tão...gostosa de assistir. Pra quem acompanhou, sabe da importância do Barry para o Biscoito. Taí... o banheiro, as personagens e o buraco secreto.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Quase sem comentários

Duas coisas me incomodam. Uma delas é o tal do acordo e as novas (NHECA!!!) regras ortográficas. A outra...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Noite de matar um blog


Pois acordei com alma de assassina virtual: querendo matar um blog. Na verdade, um de meus blogs.  Tenho o Interdisciplinas, o SóGuterres, Abóboras Selvagens e o Blog Bia Gut. Inicialmente, utilizava o Interdisciplinas com outro nome e escrevia meus primeiros textos relacionados ao EAD-UFRGS e minhas impressões do mundo dos blogs. Foi através de um incômodo no primeiro semestre que surgiu o SóGuterres. Na época eu questionava o motivo de uma das disciplinas do curso exigir as postagens de suas atividades exclusivamente no blog, deixando de lado o webfólio. Passados alguns semestres, percebo que, se as atividades (daquela disciplina) trouxessem maior prazer, o incômodo seria menor. Mas, graças ao tempo, passou... Gosto do SóGuterres: deu-me um prazer especial criar seu nome. Na verdade, ri muito.
Abóboras Selvagens foi criado para ser um blog teste. Ali eu colocaria minhas experiências com edição de imagens, vídeos, músicas. Poderia mexer no seu template, etc. Do propósito inicial, só o carinho pelo título do blog. O Blog Bia Gut teria como tema família e bichos. Quase desnecessário dizer, que não obedeci totalmente ao planejado. Tudo se mistura, se confunde e se atrapalha, por vezes, indo "desembocar" no Interdisciplinas. Então, resolvi "matar um blog". E o difícil começa pela palavra: matar e, não, excluir. Passei todo o sábado tentando acabar com um deles.  O mais provável seria o Bia Gut. Já é noite e nada feito. 
Li, durante a espera do meu convencimento, partes de um blog interessante, o Blosque. Ali, encontrei uma cartilha com dicas para blogueiros iniciantes. Adorei. Achei particularmente inquietante um parágrafo onde a autora dizia mais ou menos assim: "Você não vai criar uma página da cor preta com letras roxas..." Menina! Eu já criei! rsrsrs E nem consigo pensar em mudanças. Acho que estou cada vez mais parecida com alguns de meus alunos no que se refere à alterações de rotina. Neste caso, alterações no blog...
Bah! Mas adorei a parte em que fala sobre escrever e ler. Penso da mesma forma.
É noite, não matei um blog, estou com pensamento difuso e vontade de comer um doce. Nossa...é o peso das férias...
PS: Estou adorando cada vez mais o Picnik. (e não é aquele com formigas!)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eu, eu mesma e euditada

Pois passei a noite anterior e toda a tarde de hoje brincando de me ver. Descobri o picnik e editei várias fotos. Posto o resultado das primeiras brincadeiras, indicando o link. Depois dessa "crise megalomaníaca", despeço-me com a saudação EUMEAMO, EUMEAMO, EUMEAMO!
PS: Coloquei fotos do antes e do depois...







quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Prêmio Dardos

Fiquei surpresa e feliz ao ser indicada pela Diana, professora gaivota, lá de Recife, ao Prêmio Dardos. Obrigada, Diana! Foi um belo presente de início de 2009.


Bem, mas vamos falar do Prêmio:




“O prémio Dardos pretende reconhecer os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”
E possui três regras:


1- Aceitar exibir a imagem.


2- Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.


3- Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos


Então, indico outros 15:

http://ana-de-amsterdam.blogspot.com/

http://nelsonpretto.livejournal.com/

http://diariodoprofessor.com/

http://jarbas.wordpress.com/

http://paginadaead.blogspot.com/

http://rafaelnink.com/blog/

http://eupodiatamatando.com/

http://aprendente.blogspot.com/

http://sergioflima.pro.br/blogs

http://www.idelberavelar.com/

http://vamosblogarbr.blogspot.com/


http://nsaroba-acrescentando.blogspot.com/

http://ivanamolina2006.blogspot.com/


http://quemfaz.blogspot.com/

http://confabulandoimagens.blogspot.com/

Abraços

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Soprando no vento

Não saí de casa. Mas vi tanta coisa...




Primeira imagem: pacifistas palestinos e israelitas fogem de bombardeio.(Imagens de Abbas Momani/AFP/Getty)

Segunda imagem: Criança afegã em acampamento de refugiados, durante tempestade de poeira. (Imagens de MANPREET ROMANA/AFP/Getty)

Terceira imagem: Policiais brasileiros desocupando uma área no Amazonas. Resistência de uma mulher indígena, com o filho nos braços.(REUTERS/Luiz Vasconcelos-A Critica/AE)

Quarta imagem: O desespero de uma criança, no Kênia, com a invasão de sua casa.(Imagens de WALTER ASTRADA/AFP/Getty)

Última imagem: Orações na Mesquita.(REUTERS/Sigit Pamungkas)


"Livrai-nos de todo o mal. Amém"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dia de Obama




Hoje é dia de Obama. De sua posse. Do início de sua trajetória como presidente. Que os olhos de todos tenham motivos para brilhar com alegria e paixão.




Barack Hussein Obama em alguns de seus momentos:

Com o avô
Com sua avó

Com a família, emoldurado pelo futuro

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Atipicamente

Acho bom contar que meu ano começou atipicamente. Que eu lembre, nunca antes iniciara um ano matriculada em em curso. Mas em 2009...
Conheci pessoas muito legais com quem conversei, refleti e redescobri. Novas colegas e algumas bem-vindas amigas.




No início do mês recebo um e-mail de uma amiga

que está para as bandas do Ceará. E, através do artigo que ela me envia, começo nova viagem blogueira: Leio o que Deleuze escrevera sobre os conflitos entre Israel e Palestina, reflito sobre verdades e inverdades midiáticas, conheço o Blog Biscoito Fino, busco tradução para uma música especial.
Tenho viajado muito pelo mundo blogueiro, nesses dias de janeiro. Retomei a "leitura de um cara" que acho interessante e que compartilha suas descobertas, conheci uma professora gaivota, dei uma olhadinha no Nelson Pretto e entrei com os dois pés curiosos no blog de um professor chamado Declev e em um Boteco da Educação.

Intercalo tudo isso com bisbilhotadas nas séries do AXN, no muro do BBB9 , em filmes do 61... Na verdade, meu corpo ainda não aceitou a palavra férias. Talvez em fevereiro ele consiga aderir a um movimento mais contemplativo.
Na minha adolescência e parte da adultez eu tinha o hábito de, a cada fim de ano, comprar nova agenda e nela registrar decisões para os meses seguintes. Naquela época, eu usava relógio, abria a agenda toda a hora e seguia um planejamento quase linear.
Em 2009 confirmo que já fui o que não mais sou. Agora não uso relógio, vejo a hora no celular ou pergunto que horas são, para as pessoas. Ou melhor...nem pergunto! Depois que as agendas do Mario Quintana deixaram de ser vendidas parte do meu "prazer registratório anual" se perdeu.
Nesse momento, enquanto escrevo, percebo que as idéias são muitas...que talvez o texto fique enrolado... Então, resolvo parar... por um tempo. Mas deixo um pouco do que li, através dos links, e do que ouvi, através do vídeo.



Saudações Piramidais e inté. (bem breve...)




Tradução livre:
It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.(Era um credo escrito nos documentos que declararam o destino de uma nação)


Yes we can.(Sim, nós podemos)

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.(Foi cochichado por escravos e abolicionistas enquanto flamejaram uma trilha em direção a liberdade. )

Yes we can.(Sim, nós podemos)

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.(Foi cantado por imigrantes quando chegavam de terras distantes e pioneiros que rumaram para o oeste contra um sertão implacável)

Yes we can.(Sim, nós podemos)

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.(Era o chamado dos trabalhadores que se organizaram; mulheres que alcançaram os votos; um Presidente que escolheu a lua como nossa nova fronteira; e um Rei que nos levou ao topo da montanha e indicou a direção da Terra Prometida)

Yes we can to justice and equality.(Sim nós podemos para justiça e igualdade)

Yes we can to opportunity and prosperity.(Sim nós podemos para oportunidade e prosperidade)

Yes we can heal this nation.(Sim nós podemos curar esta nação)

Yes we can repair this world.(Sim nós podemos consertar este mundo)

Yes we can.(Sim nós podemos)

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.(Sabemos que a batalha adiante será longa, mas sempre lembre-se de que não importa quais obstáculos estiverem em nosso caminho, nada pode ficar no caminho do poder das vozes de milhões que clamam por mudança)

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics, they will only grow louder and more dissonant.(Fomos informados por um coro de cínicos que não podemos, eles apenas irão falar mais alto e mais dissonante)

We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.(Nos pediram para parar e checar a realidade. Fomos advertidos contra oferecer as pessoas desta nação falsa esperança)

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.(Mas na história improvável que é a América, nunca teve nada falso sobre esperança)

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea.(Agora as esperanças da menininha que vai a uma escola aos pedaços em Dillon estão os mesmos sonhos do rapaz que aprende nas ruas de LA; lembrar-nos-emos de que há algo acontecendo na América; que nós não estamos tão divididos quanto os políticos sugerem; que somos um grupo de pessoas; que somos uma nação; e juntos, começaremos o próximo grande capítulo na História americana com três palavras que ecoarão de litoral a litoral; de mar a mar brilhante).

Yes. We. Can. (Sim. Nós.Podemos)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Por onde ando?


Na verdade, não ando. Danço, canto, pinto, modelo,estudo e me divirto.

Estou fazendo um Curso Intensivo de Arte-Educação no CDE.
Estou adorando!!!