Estou bem cansada... Retorno com escritas reflexivas em outro momento. Em breve, brevíssimo...Bjs
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Imagens
Estou bem cansada... Retorno com escritas reflexivas em outro momento. Em breve, brevíssimo...Bjs
domingo, 24 de outubro de 2010
Mas, olha só!!!
Pois quando assisti Diana falando de sua pesquisa senti como se estivesse falando de mim. E, um pouquinho, de certa forma, estava...
Quem diria, há anos atrás, que um trabalho de conclusão de uma pesquisadora do outro lado do país iria ser tão significativo para essa professora aqui do sul?
Que rede maravilhosa, hein?
sábado, 16 de outubro de 2010
Alegrando em Santo Antônio da Patrulha
Trabalhos da artista plástica, escritora e ilustradora Monika Papescu
terça-feira, 12 de outubro de 2010
parte B da quinta
A partir daí, muito aconteceu...
Depois de algum tempo, já não bastava apenas tirar as fotos, comecei editá-las, brincar com as imagens, adicionar textos, molduras, mexer com o brilho e nitidez. Fiz uso de diferentes programas de edição de imagens.
fotos
Paralelamente, eu criara o blog Lucenorges, na escola em que trabalho e começaraa registrar através de texto e imagens, várias atividades realizadas.
De inicio, minhas colegas brincavam com o fato da escola ter um blog, riam quando ouviam-me falar em "postar" e demonstravam sua confusão quando eu irformava que deixara determinado arquivo no desktop: "desquioquê?"
Três anos mais tarde, em 2010, nosso blog é acompanhado por familiares, alunos e professores.
Na biblioteca, minha antiga turma Ct3, além dos livros, utiliza o computador. Alguns alunos com maior habilidade digitam no blog, pequenas postagens, entram no blog de outras escolas, deixam recados, descobrem informações sobre seus cantores e grupos preferidos, navegam no google earth...
O fato de fotografar e filmar vários momentos, em sala de aula, me possibilitava, através da retomada do material, refletir sobre a minha prática, rever posturas e analisar os diferentes funcionamentos de meus alunos. Com a máquina em sala de aula, qualifiquei minhas ações.
E então, um dia...percebi o olhar interessado de um de meus alunos, no momento em que eu fotografava um de seus colegas.Este aluno procurava o isolamento, demonstrava mau-humor e, por vezes, agressividade. Quando fiz a pergunta não acreditava que ele me respondesse tão prontamente: "quer tirar uma foto?"
Este foi o início de uma bela aprendizagem e de um trabalho que norteou as ações de minha turma durante todo o ano de 2008.
Daqui a pouco, eu conto o resto....
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
"olhos brilhando"

Se todo o curso fosse um TCC acredito que algumas das minhas palavras chaves seriam: evidências, argumentos, Projetos de Aprendizagem, CMap Tools, Stress, Distress, Eustresse, perguntas, cooperação, investigação, redes, Arquiteturas Pedagógicas e "olhos brilhando..."
Uma das propostas mais instigantes(adoro essa palavra) se refere à construção de nosso primeiro PA em grupo.
Depois do choque inicial causado pela Professora Íris ao relatar-me que já vira muitas vezes filhotes de pomba e que, por conseguinte , minha sugestão de aprofundarmos o que sabíamos sobre os bichinhos não renderia muito, busquei com meu grupo, outro tema. Na verdade, fomos encontradas por ele": estávamos estressadas e o próprio stress se transformou em nosso objeto de pesquisa. Foi muito bom!
Dúvidas, certezas provisórias... nosso trabalho gerou conhecimento, cooperação, conflitos e superação.
Hoje, quando falo ou ouço a palavra stress faço inúmeras associações que antes nem imaginava: cortisol, eustresse, distresse. O meu stress, agora, é carregado de significados e de conceitos entrelaçados em rede.
Diverti-me nos relatos do trabalho e reconheci o bom-humor como fundamental em minha vida. Bom humor é um excelente remédio.
O trabalho com mapas conceituais se instalou em minha rotina. Além da faculdade, é no planejamento de meu trabalho que o utilizo com frequência.
Através deste PA, entramos em contato com a Dra. Hilda Alevato que, gentilmente, respondeu-nos algumas questões sobre o tema estudado por nosso grupo. Ao final do email que nos enviou, a Dra Hilda relembrava Ligia Fagundes Teles: 
Em Estudos Sociais, cada atividade proposta , ao ser encerrada, deixava uma expectativa: "o que será de bom, que vem , agora?"
Será que não existem outras formas de percepção do EU e que podem se expressar em um “mero estar”, dispondo-se ao movimento do universo? Talvez seja isso que teus alunos querem nos mostrar. Porém, a escola, para construir esse conhecimento, esse currículo, criou um conceito de normalidade, excluindo tudo e todos que saem dos seus parâmetros de pretensa homogeneidade."
"Lendo teu trabalho me perguntei: e se o certo é o que consideramos errado? Concordo que Estudos Sociais tem que ter a temática da vida, o tempo e o espaço que é constituído e constituinte de cada sujeito que ali está. E creio que esse Estudos Sociais se expressa nas belas atividades que exemplificam a tua proposta: 1) o varal de fotos; 2) o grande calendário; 3) o dialogar com o silêncio e muito mais, suportar o silêncio. Bia, nos encontraremos mais adiante, na interdisciplina que discute as questões étnico-raciais, situação em que retomaremos novamente esse tema e, talvez, questionados por outras diferenças, ver como tudo isso se implica com os Estudos Sociais na escola."
(transcrito do webfólio de Estudos Sociais)
Que pena não tê-la reencontrado na outra disciplina...
Mas sua postura,suas propostas, seu diálogo e respeito com os alunos são inesquecíveis.
Em Ciências, durante algum tempo, dialoguei através de emails com o professor, que também gosta de Filosofia e de Música, sobre minha diferente realidade com alunos PNEE. Gostei.
Retomando minhas lembranças percebo o quanto estas 3 disciplinas, através de suas propostas e de seus professores foram importantes para mim. Em meu trabalho, buscava cada vez mais resignificar minha prática.Naquele semestre, tive a impressão inicial de que , com certa surpresa, alguns professores percebiam que não só suas alunas deveriam resignificar sua prática a partir da vivência de seus grupos mas, também eles...a partir de uma diferente vivência de uma professora de Educação Especial..
Escrevi muito neste semestre e relembro, com carinho, da postagem Surfista de Pátios.
Diferentes disciplinas e professores...e eu conseguia enxergar relações entre as propostas e questionamentos.
E com certeza, uma coisa posso afirmar : Bea, Íris, Maria Aparecida, José, Eliane, Maura... todos eles tinham os olhos brilhando!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Passagem por onde não queria
sábado, 2 de outubro de 2010
Parte QUATRO em 2008
Analisar 2008 é relembrar a pergunta de um aluno sobre os motivos de ser como é, relembrar de professores inesquecíveis e aqueles inesquecíveis para lembrar de "como não ser", falas ingênuas, evidências, o ofício de escrever...é falar de números, idéias românticas sobre trabalho com alunos especiais, redescobrir e relembrar de um estudo de caso com a ajuda de Naruto e, amorosamente, recordar de meu grande companheiro de adolescência e idade adulta: Beethoven. ..é relembrar do BatPostePreto, de como cursei e porque abandonei a Faculdade de Letras, é , acima de tudo, refletir sobre qual o meu papel, nesta vida e sobre segundas chances...Pois então, vamos lá...
Faz pouquinho, acordei com a imagem vista em alguns filmes de ficção: abertura de um portal.
Sabe aqueles filmes em que um Portal do Tempo se abre, permitindo que alguns personagens saiam de sua dimensão e vão para outra? Pois é...

Se eu usar este artifício de imagem posso afirmar que , em 2008, tive a possibilidade de me tornar uma pessoa...digamos, melhor. Um portal se abriu...
Mas para explicar isso devo relembrar de agora, 2010, quando estava no Laboratório de Informática com os meus alunos do estágio. (alunos que revejo todas as terças feiras, por conta de meu voluntariado na escola)
Estava sentada entre dois alunos, buscando entender o que um deles me dizia. Com dificuldade de fala, o adolescente repetia pausadamente o título de uma novela que muito o comovera. Queria rever imagens e ouvir a trilha sonora. Depois de algumas tentativas e questionamentos de nossa parte, chegamos a conclusão (eu e a outra aluna) de que a novela era do SBT e falava de irmãs gêmeas que trocaram de lugar e de vidas. Com a ajuda do Google descobrimos: Cúmplice de um Resgate.
Eu nunca ouvira falar de tal novela mas, naquele momento, assisti interessada o quanto ela mobilizava meu aluno que, visivelmente emocionado, observava as cenas de abertura, no youtube.

Enquanto eu pensava que teria de pesquisar mais a respeito para entendê-lo melhor , mais um portal se abriu... o rapaz desviou os olhos da tela e me buscou perguntando:
Bia, por que a gente é assim?
Hã? Assim, como?
Assim como eu, Bia...deficiente!
Pronto! A resposta e conversa que tivemos eu vou contar. Mas antes, fui sugada pelo portal... Relembrar 2008 é escrever sobre algumas disciplinas que me mobilizaram positivamente e nem tanto. Inicio por uma "nem tanto": Matemática.
Mas para dissecá-la, retorno a outra disciplina e seu professor, desta vez na Faculdade de Letras...
Estávamos no meio do semestre e o professor solicitara uma monografia sobre determinado assunto.
A maior parte dos alunos, no primeiro semestre daquela faculdade nunca fizera uma monografia. Alguns nunca tinham ouvido falar.
Inicialmente curiosa, eu aguardava que o professor nos indicasse um caminho. Apenas ouvimos "Pesquisem..." e assistimos o seu movimento característico: voltar os olhos para um livro.
Em suas aulas eu assistia o interesse que ele tinha pelos livros, pelo que continham e a dificuldade que possuia de enxergar além dos mesmos: de enxergar seus alunos.
Àqueles que eram considerados alunos exemplares, que já haviam lido os mesmos livros, pensado igual e que demonstravam isso facilmente, o professor dedicava um pouco de seu tempo. Aos outros, relembrava as tarefas colocadas no quadro . O interessante é que , aquele professor era uma grande referência: tinha livros publicados e reconhecidos nacionalmente, fora mestre de muitos dos professores da própria faculdade e participava de palestras e debates sobre a sua área em várias cidades do estado. Representava muito bem, a faculdade, portanto.
Alguns colegas e eu o procuramos, durante o intervalo, para perguntarmos sobre o trabalho: apressado, dísse-nos que fízéssemos o nosso melhor e que só depois de entregue, faria comentários. Mas não desejávamos comentários, queríamos ajuda. Dias depois, surge um aluno de outro semestre com a solução para muitos: "copiem do livro tal, páginas x, x, x e y... ele nem vai perceber...pede a mesma coisa todo o ano e acho que nem lê. Eu copiei tudo e tirei A!"
Fiquei horrorizada!
Mas o fato é que, pouco tempo mais tarde, eu abandonava a disciplina. Muitos colegas fizeram o sugerido e passaram. Sem nenhum louvor.
Durante anos eu refleti sobre aquele "famoso mestre escritor de livros" que tinha dificuldade de enxergar seus alunos, de vê-los não apenas como peças de uma pesquisa mas, como pessoas, que necessitavam interagir com ele. O conteúdo de sua disciplina era mais importante que o seu grupo...
Fiz, na época da Faculdade de Letras, algo que não teria coragem para fazer novamente: assistia todas as aulas das disciplinas cujos mestres eu admirava,mesmo não tendo conseguido vaga para tal. Explico-me relembrando de uma professora que tinha paixão por sua disciplina e profundo respeito por seus alunos: Maria da Glória Bordini. Suas aulas eram muito disputadas e, por conseguinte, as inscrições para sua disciplina encerravam logo. A outra oferta era muito parecida com o professor que eu descrevi anteriormente. Então, mesmo inscrita em outra turma, eu buscava aqueles que considerava em nível de excelência admirável. Fui reprovada em algumas disciplinas por não ter assiduidade: estava na sala ao lado.
A disciplina a Representação do Mundo através da Matemática trouxe-nos uma "avalanche de atividades e prazos a cumprir". Ainda hoje, lembro das palavras da professora, na primeira presencial, dizendo que ela e sua equipe haviam preparado um material com muito carinho , para o grupo. Realmente, todo o conteúdo estava matematicamente organizado, preparado, elaborado, pensado e repensado. Início, meio e fim. Prazos para isso, para aquilo, postagem nesta página, outro tipo na outra... E a densidade do material não previa,inicialmente, atrasos...
Inegável a competência da professora e sua equipe. E mesmo assim, faltava, no meu caso, alguma coisa.
Enquanto eu me perdia em atividades que, para mim, não faziam o melhor, digo, menor sentido (fazendo referência ao meu contexto de trabalho em uma escola especial com alunos com TGD) pensava que, em outros tempos, já teria desistido da disciplina e buscado outra referência. Mas não desisti. Apenas, ressignifiquei, apresentando a Matemática vivida em meu contexto.
A partir de uma experiência nada agradável eu viria a realizar uma interessante produção: a escrita sobre meu trabalho e sobre de que forma interajo com meus alunos.
E, neste momento, não posso deixar de relembrar uma palavra trazida por Paulo Freire: AMOROSIDADE.
Se você não sabe o que é, se não consegue vivenciar o que a palavra nos sugere, pode até ser a maior referência em determinado assunto...mas faltará , sempre, alguma coisa que o tornaria bem melhor.
A questão das evidências já vinha sendo amplamente trabalhada com as professoras Íris e Bea, no SI... Por isso, a curiosidade se transformava em algo mais concreto:
Por que a disciplina me trazia tanto desprazer?
Quais as evidências que comprovariam as minhas críticas?
A primeira se refere ao fato que a disciplina tão bem formatada, planejada, não previra um detalhe: entre todos os alunos da turma havia uma que tinha "clientela" diferente dos demais. O que era ótimo para a maioria não se adequava ao meu contexto. Meus alunos vivenciavam a Matemática de outra forma.
A professora e sua equipe haviam pensado sobre isso? Não. E então, enquanto eu trabalhava com alunos que possuiam dificuldade nas AVD (atividades de vida diária como vestir-se, sentar-se, levar à boca um talher, higienizar-se), deveria apresentar propostas para trabalhar com geoplano, no computador. A maior parte de minha turma nem conseguia associar o objeto computador à algumas de suas possibilidades. Portanto, havia alguém, naquela turma que não se beneficiava inicialmente com muitas das propostas oferecidas. Era eu.
Mas que interessante! Essa foi a possibilidade encontrada para que eu escrevesse o Vide Bula e o Resignificando, dois textos que muito me auxiliaram no sentido de que algumas pessoas pudessem enxergar que existem vários tipos de alunos, vários contextos e, portanto, a necessidade de termos mais de um plano na manga. (Bea e Íris diriam "o Plano B"...)
Outra evidência diz respeito "ao material preparado com tanto carinho":
Mas todos aprendemos com segundas chances, não é?
O que eu não conseguira aprender com aquele renomado mestre, viria a exercitar na disciplina de Matemática: não aceitar tudo o que é proposto apenas porque É proposta já definida organizada, formatada; criticar a partir da busca de evidências que sustentem a própria crítica, reconhecer o que nunca pretenderei ser e reconhecer quando outra chance é oferecida.
"Nossa! Quanta matemática! Quanto trabalho de educador, esse, que vai além de qualquer divisão de área de conhecimento! Aqui, eu encontrei atividades CS, NO e EF! tudo em uma única página e, talvez, sem intencionalidade, como tu dizes algumas vezes no teu texto. Com certeza, conhecer mais a tua turma e o teu trabalho só tem a me acrescentar, pois, como a Bea, eu também não tenho [espero poder dizer 'tinha' em seguida ;o)] familiaridade com a Educação Especial. Parece que nos encontramos!"
Comentário realizado pela professora da disciplina no wiki de Bia Guterres
Ao mesmo tempo em que a professora, finalmente, enxergava uma diferente aluna em sua turma e conseguia, associar as vivências que a mesma trazia, com suas propostas de trabalho eu reconhecia e constatava que independentemente da função que realizemos, estaremos sempre aprendendo com o outro. Não havia mágoas, apenas compreensão e a certeza de que "tudo passa".
Ah...mas foi através da disciplina de Seminário Integrador e a sua proposta de PIE que encontrei espaço para reflexão, prazer, conhecimento e aprendizagem. Tudo junto e entrelaçado! Maravilha!

Com o PIE, tive oportunidade de conhecer e desvendar alguns segredos de um de meus alunos. Através de um universo desconhecido até então ( mangás, animês sobre o personagem Naruto) realizei um estudo de caso que muito me auxiliou na aproximação e construção de vínculos com um dos adolescentes de minha turma.
Através das provocações e comentários das professoras da disciplina eu viria a construir a minha admiração pelas mesmas, pelas propostas que traziam e pela forma com que interagiam com seus alunos, sabendo estimulá-los, cobrando quando necessário e, acima de tudo, dialogando. Amorosamente.
Dia desses recebi deste aluno, que foi foco de meu PIE, oseguinte recado, através de um email:
" bia meis que vem quero voce na ct3" Tiago (nome fictício)
Receber este email de um aluno como este é saber que vínculos foram construídos, que de alguma forma ele expressa seu carinho e sua saudade (mesmo tendo grande dificuldade em fazê-lo).
Depois de recebido o email, recebi sua visita na biblioteca, para que me explicasse que ele me dava um prazo para voltar a ser sua professora. E para minha alegria ele não propunha uma troca: sua professora deste ano sair para que eu voltasse. Ele queria um acréscimo: mais uma professora (eu) em sua turma. Evidência que os vínculos com minha colega também estão sendo constrídos positivamente.
O recebimento deste email e "carinho" é fruto de uma relação construída com muito cuidado , planejamento , pesquisa e reflexão. Tenho a certeza de que a disciplina do SI, através da proposta do PIE, muito me auxiliou neste aspecto.
Bem...mas comecei esta postagem relatando, entre outras coisas, a pergunta que meu aluno me fizera sobre o porquê ser deficiente.
Já está na hora de relembrar o que respondi.
domingo, 19 de setembro de 2010
Parte Três

O ano de 2007 trouxe fatos e descobertas importantes. Pessoalmente, fortalecia os vínculos com algumas das colegas do curso. Criávamos, na brincadeira, um nome para o encontro das colegas Lu Betat Lu Sobotyk, Kátia Diehl e eu: éramos as Mosqueteiras Pedagógicas cujo lema era o mesmo do quarteto famoso "Um por todos e todos por um!"
O apoio das colegas via skype, telefone e email foi fundamental , principalmente, nos primeiros semestres do curso. As madrugadas de estudo e pesquisa não eram solitárias. Além do grupo das Mosqueteiras, geralmente, encontrava a professora Íris.
Foi neste ano que escrevi uma das postagens pela qual tenho muito carinho: refletindo sobre meu processo de alfabetização, relacionei-o com outras questões significativas.
Acredito ter sido neste período que o meu prazer em fotografar se tornou ato mais sério: meu olhar para com o que era fotografado se modificou. Comecei a editar imagens, procurar o melhor ângulo para tirar uma foto, abandonei fotos de pose e busquei fotos mais naturais... Semestres mais tarde eu observaria minha turma de terceiro ciclo "debruçar-se sobre a fotografia," também.
Em meu Inventário de Aprendizagens do terceiro semestre, registro o fato de , a partir de uma proposta da interdisciplina de Artes Visuais, iniciar um trabalho com os familiares de meus alunos:
" a partir da proposta (...) sobre a releitura de um quadro de Velásquez, procurei oferecer aos alunos uma atividade um pouco diferente das habituais: com uma moldura e vários acessórios e roupas do armário de Teatro, nossa turma se produziu para "fazer poses"... (...) As mães e pais de outras turmas perguntaram se poderiam ser fotografados. Topei o pedido e sugeri que viessem em um dia em que eu teria duas aulas especializadas seguidas... Comecei contando histórias, mostrando reproduções de obras de outros pintores. Atualmente, todas as quintas-feiras, o grupo que está na entrada é convidado por mim a ir até a sala ouvir histórias. Depois de contar as escolhidas pelo grupo, pergunto se estão "a fim" de brincar. Geralmente, todo o grupo aceita participar de brincadeiras envolvendo Música, Expressão Corporal e Teatral."
Carly Simon - Coming Around Again live 1987
"Querida Bia, interessante que a tecnologia, que tanta gente acusa por facilitar a frieza e o individualismo, é capaz de fornecer um recurso para que as lembranças permaneçam arejadas, ao vento e ao sol. Isso significa compartilhar o que somos , de quem viemos e que caminhos estamos cruzando para que outros se emocionem conosco e se dêem conta de que a humanidade dos homens está nesse constante entendimento de si e dos outros. Quando As pessoas dizem que falta o olho no olho na ead fico pensando em como se enganam!! Não precisa a troca de olhar e sim a troca vinda da mente e do coração."
Professora Beatriz Magdalena no Blog SOGUTERRES
minha mãe JudithAlgumas pessoas dizem que tenho facilidade em estabelecer relações entre pessoas e fatos, que vou tecendo redes que vãoi alcançando inimagináveis distâncias. É verdade.
meu padrinho Alfredo

Ao reencontrar casualmente algumas fotos de minha infância, percebo de onde, talvez, tenham vindo dois de meus grandes interesses e motivos de meu prazer: nas fotos de minha mãe, sempre um mascote a acompanha. Em uma das fotos de meu padrinho revejo uma de suas paixões : a fotografia. Interessante isso... não me lembrava desse fato.
Como a querida Bea reforçou, que interessante o fato de ser através da Tecnologia que , finalmente, eu tenha conseguido reorganizar algumas de minhas emoções. A frieza de que alguns falam sobre a Tecnologia e as redes que constrói é um engano. Em todos os momentos que utilizei esta rede, que necessitei de auxílio, de conforto, de estímulo e acompanhamento , sempre encontrei. A rede virtual só é fria para quem não se dispõe a conhecer suas possibilidades. Através do blog, resgatei outro prazer há muito tempo adormecido: o de escrever e, principalmente, refletir sobre tal ato, "lapidar" um texto, soltá-lo na rede e acompanhar o impacto que é capaz de promover...
meus padrinhos Ilka e Alfredo e eu
minha mãe , eu( bebê e pré adolescente) e o cachorro Jaques
sábado, 11 de setembro de 2010
Antecedendo a parte três
" Nos primeiros semestres do curso meu domínio com as tecnologias era precário mas a disposição para aprender , gigantesca. Perguntas me acompanhavam e cada descoberta era ponto de partida para outras dúvidas e mais aprendizagem.
Percebo que conseguia, de uma forma não tão " lapidada" quanto a atual, fazer conexões entre o que "via" no curso e minha prática docente .
Mas o que o músico Yo Yo Ma tem a ver com isso?
Ao fazer a postagem deste vídeo, procurei satisfazer minha curiosidade sobre o músico que acompanhava Astor Piazzolla. Foi então, que li , entre outras coisas como Yo Yo Ma era admirado: por seu talento musical e algo que eu viria a, algum tempo depois, descrever como uma das qualidades fundamentais de um educador: sua humildade, pela capacidade que possuia de trabalhar em grupo, de, mesmo tendo talento extraordinário, ser capaz de abandonar o solo e permitir que seus parceiros permanecessem em destaque.
Lembro que ao ler reportagens a seu respeito pensei na confiança e generosidade que faziam parte desse francês. Tornei-me sua fã.
Então, lá estava eu refletindo sobre valores e formação do ser...
A reflexão continua...mas, se antes disso, quer ouvir uma boa música e assistir uma bela parceria, clique na imagem de Yo Yo Ma. ele não é a personagem em destaque, no vídeo, mas seguramente a qualidade da apresentação passa por seu talento.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
PARTE DOIS

Apesar de termos uma disciplina, em 2006, chamada de Tecnologias da Informação foi ao longo de todo o curso, de acordo com as necessidades surgidas que o domínio de diferentes Tecnologias e mídias se configurou. Desde o primeiro semestre, as professoras Íris e Bea muito auxiliaram também nesse aspecto. e aqui, ao falar nessas duas mestras relembro outra questão que me é muito importante...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Absurdamente adeus


De certa forma, as professoras Bea e Íris propõem algo semelhante...

A primeira lembrança em relação ao ano de 2006 e ao PEAD está relacionada a esta colega e amiga: Luciana Betat

Revisitando os espaços virtuais daquele primeiro semestre da faculdade, reencontrei os vídeos em que todos os alunos retratavam, de alguma forma, o que pensavam de um curso à distancia.
Casualmente, mas não tanto, o título escolhido por meu grupo se chamava Compartilhar. Surgia aí, a primeira referência que antecedia uma competência muito trabalhada durante o curso e, especialmente enfocada em meu estágio curricular: a cooperação.
A idéia do blog como espaço de registro de reflexões veio ao encontro de algo que eu gostava : o registro de idéias. a possibilidade de contar alguma coisa.
Surpreendi-me ao constatar que, naquela época, para corrigir um erro de grafia eu pensava ser necessário realizar outra postagem retomando o erro e, aí sim, o corrigindo. Não havíamos ainda conhecido as possibilidades de configuração, de postagem e edição de imagens e texto. Na verdade, nem imaginava o que seriam...
Palmilhando o primeiro semestre do blog, percebo que minhas postagens iniciais eram breves e emocionais (relacionadas à satisfação de fazer parte do novo grupo). Uma questão que me acompanharia até o final do curso e, tenho certeza, mais além ainda não se manifestara: a estética do Blog. Estava eu vivenciando um encantamento ao aprender a selecionar, copiar e postar imagens e escrever com cores diferentes cada texto. Em setembro deste ano, percebo um indício da questão estética ao observar que a cor das letras da postagem combinava com a imagem. Entretanto, ainda não conseguia relacionar a estética da imagem, da cor das letras com o todo da ferramenta. Só muito tempo depois eu optaria em favor de uma estética onde o elemento principal seria o conteúdo do que fora escrito. Encontrar gifs, postá-los, mexer nas configurações do blog ainda me atraía muito.
As ferramentas oferecidas ao grupo de alunos eram o blog, o espaço ROODA e todas as suas possibilidades e o pbwiki.
Um dos primeiros e mais importantes textos no primeiro semestre foi a entrevista da doutora em Educação Andrea Ramal, disponibilizada no Rooda. Segundo ela, mais do que recursos sofisticados, o essencial é a qualidade das relações entre as personagens da Educação. Utilizar as tecnologias a favor de uma aprendizagem que respeite valores, diferenças e semelhanças:
"É preciso melhorar a qualidade das relações. Muitas pessoas criticam a educação a distância porque se perde o contato físico. Mas já vi inúmeras aulas presenciais que são mais distância do que muitos cursos desta modalidade. Isto porque o distanciamento entre professor e aluno é grande e o nível de afetividade é zero. Acho que a sala de aula do futuro vai ser um lugar comunicativo, o espaço da polifonia, da diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir conhecimento."
A partir desse texto e de sua análise, escrevi que tipo de professora eu buscava ser. E a escrita organizada no fórum, naquele agosto de 2006 se tornou eco de minhas ações durante toda a trajetória neste curso e, especialmente, em meu estágio realizado em 2010 com uma turma de EJA de alunos Portadores de Necessidades Especiais.
domingo, 29 de agosto de 2010
Aos que sabem, de alguma forma, voar
E, finalmente, que nós que aqui ficamos, lembremos de sua alegria, curiosidade e vontade de ser o que, na verdade, sempre foi: uma linda criatura.
Para toda a família, colegas e amigos da Gabi, um grande beijo.
Bia
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Dias melhores
No PEAD, reencontrar pessoas queridas foi reconfortante.
Acho que esta deve ser a música-tema de um semestre repleto de despedidas...
sábado, 21 de agosto de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Descanso
terça-feira, 6 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Encerrando...
Coletamos imagens, escolhemos as entrevistas mais significativas e , há pouquinhos minutos, encerrei o trabalho no moviemaker.
A turma optou por fazer um coquetel para as famílias. Vamos comer docinhos, tomar refri, assistir às produções, olhar blog e Livrão da Turma e conversar sobre as aprendizagens do semestre.
Continuaremos com o trabalho no blog, com as fotos e edição de imagens pois estarei de volta como voluntária da escola, especialmente desta turma.
domingo, 30 de maio de 2010
Quando está em mim...
Neste ano, por um período, a Música me abandonou. Foi um tempo de incerteza, muita raiva e um gigantesco sentimento de impotência. Até um determinado momento...diferente jornada.

A maioria já traçara muitos caminhos pela vida. Talvez, não tivéssemos o vigor da juventude, quando a voz é potente e límpida.
Provavelmente, alguns já estivessem um pouco roucos...
Interessante como o tempo se transforma e nos transforma. Mas, na verdade, precisamos querer, desejar, apostar e acreditar.
Olho um dos vídeos atuais do Joe Cocker e vejo aquilo que chamo de experiência. E com ela, vejo as mudanças tecnológicas que foram surgindo de Woodstock para cá. O aparato que cerca o artista em seus últimos shows vem dos benefícios tecnológicos, através dos tempos.
Dosar o tempo, a experiência, com o novo, com diferentes possibilidades.
E aqui está o velho Joe Cocker, agora acompanhado de dois "alunos", do novo... Joe entrosado e, aparentemente, feliz.

Foi durante o período de estágio que me surpreendi ao confirmar algo que muito me diziam: meu olhar não é apenas para os alunos mas, principalmente, para seus mestres. É através deles ou a partir deles que portas são abertas ou fechadas.
Acho que daqui a algum tempo, vou saber a hora de parar e trocar de lugar (na verdade, retomar caminhos já trilhados).
Que o semestre encerre e com ele, escorram todas as dificuldades encontradas. Estejamos preparados para outros desafios.
sábado, 29 de maio de 2010
Ao que é belo
E estes momentos, felizmente se vão, mas a genialidade de uma melodia, a performance do intérprete podem permanecer conosco por anos, nos acalentando, nos fazendo felizes, simplesmente por presenciar o que é belo.
Bom proveito!






