domingo, 26 de outubro de 2008

Mais uma dança

Circula pela rede uma carta que teria sido escrita por Fernanda Torres, sobre seu pai.
Transcrevo-a. Os créditos da foto são de Antônio Guerreiro.


A DANÇA DA MORTE

"A peça Seria Cômico Se Não Fosse Sério, de Friedrich Dürrenmatt, foi o melhor espetáculo teatral que meus pais produziram em anos e anos de parceria. Baseada na Dança da Morte, do dramaturgo sueco August Strindberg, ela se passa no início do século passado e conta a história de um general aposentado, Edgar, e sua esposa, Alice, que vivem às turras, isolados em um farol. Um dia, o casal recebe a visita de um primo mafioso, que se esconde com eles no alto da torre. Depois de desassossegar a vida dos dois por doze vertiginosos rounds, o primo cafajeste se manda, devolvendo o par à sua mais derradeira solidão.
Jamais vou esquecer meu pai com barbas de Matusalém, vestido de general da I Guerra, dançando furiosamente a Dança dos Boiardos. Era sensacional. Lá pelo fim do espetáculo, Edgar se levantava louco, altivo, e dizia:
– Agora vou dançar a Dança dos Boiardos!
E começava uma coreografia ensandecida, meio russa, meio gaúcha, pulando em torno de uma espada no chão. Querendo exibir vigor ao primo escroque da esposa, Edgar dança até o limite de suas forças e acaba sofrendo um AVC. A peça termina com Edgar numa cadeira, seqüelado pelo derrame, e Alice arrumando a desordem da casa por causa da passagem do primo.
Era de uma beleza terrível, cortante, teatro com T maiúsculo. Quem viu sabe. Como com teatro não se brinca, havia ali o prenúncio de algo que viria a acontecer com meus pais anos depois, só que de maneira muito mais doce, amorosa e redentora. Minha mãe cuidaria dele, e ele dela; mais ela dele, por problemas de saúde, no terço final de seus 57 anos de casados. Uma amiga gostava de dizer que meu pai ainda estava vivo porque minha mãe e ele queriam assim.
Em 1986 meu pai sofreu um primeiro derrame, não detectado, durante a representação da tragédia grega Fedra. Ele esqueceu o texto em cena e, como a neurologia ainda engatinhava, levamos anos para entender que não era um problema psíquico, mas físico, o início de sua dança da morte, que levou vinte anos para acontecer.
Meu pai é um mistério tão grande para mim que fica difícil falar dele numa crônica. Mas, como estou chegando à conclusão de que todo pai é um mistério para os filhos, ao contrário das mães, que são desabridas, arrisco aqui um modesto perfil.
Dono de um humor cortante, que seria cômico se não fosse sério, doce e sádico, careta e maluco, velho e criança, meu pai foi produtor, diretor e ator, um homem dedicado a todas as facetas do teatro. Teve coragem de largar a medicina, enfrentando o pai médico e político dos tempos da política do café-com-leite, para fazer parte dessa profissão etérea. Dizem que o estalo se deu no trote da faculdade, quando em plena Cinelândia ele gritou: 'Fiat Lux!'. E as luzes da praça se acenderam numa sincronicidade cósmica. Foi ali, logo de cara, que perdemos um médico e ganhamos um diretor. Devo a ele toda a minha curiosidade científica, devo a ele dizer o que penso, devo a ele o cinema, a infância, Veneza, Machu Picchu, Buenos Aires e as montanhas russas. Devo ao meu pai tudo o que sou que não é ser atriz, e certamente devo ao meu pai a promessa de alguma serenidade diante da velhice e da morte.
Como ele adoeceu há muito tempo, as lembranças do homem de teatro, do pai jovem e doidão, do barbudo enraivecido pela censura de Calabar se misturam fortemente com as do Fernando de saúde frágil com quem convivi nos últimos tempos. É muito difícil para um filho lidar com a doença de seu pai. Por isso, gostaria de agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram nesse período, em especial à Roberta, sua fisioterapeuta, aos enfermeiros Jorge e Cristiano e, acima de todos, à doutora Lúcia Braga, do Hospital Sarah Kubitscheck, que deu ao meu pai cinco, seis, dez anos a mais de vida, libertando-o dos especialistas em doenças, cortando catorze medicamentos e colocando no lugar o teatro, os barcos, o pingue-pongue e a vida; e à doutora Claudia Burlá, geriatra, especialização cuja profundidade só fui entender na noite em que meu pai morreu, em casa, conosco em torno dele, e com ela. Sem tubos, sem CTIs, sem prolongadores artificiais de respiração ou batimentos cardíacos. Foi ela que mandou chamar a mim e ao meu irmão, foi ela quem nos ajudou. A morte do meu pai foi uma experiência tão caseira, humana, pacífica e acolhedora, apesar do sofrimento e da dor, que me fez por alguns segundos achar que esse absurdo que é a morte, afinal de contas, pode fazer parte da vida.
Um salva de palmas para ele. Foi um guerreiro discreto, forte e corajoso. Espero conseguir ser assim quando chegar a hora de eu dançar a minha Dança dos Boiardos."

(Fernanda Torres)

domingo, 19 de outubro de 2008

Coincidências

Recebi, agorinha, de uma pessoa muito querida chamada Rejane Dubois. Compartilho.


Quando eles começam a dizer adeus

Volta e meia lembro das palavras da professora Íris ao afirmar que, depois do término do curso, poderíamos, através dos blogs, percorrer nossa caminhada acadêmica, profissional e pessoal. Espero voltar e relembrar com muita nitidez todos os anos e meses.
Estamos em outubro de 2008 e quero relembrar que é um mês eleitoral, estamos escolhendo nossos prefeitos e vereadores. Em POA, vamos ao segundo turno para decidir quem governará nossa cidade.
Já eleitos alguns, podemos aguardar e acompanhar a construção de trajetórias de sucesso ou, ao contrário, lamentar trajetórias e posturas baseadas em ignorância, atrapalhação, autoritarismo ou má-fé.
Em outubro também assistimos, estupefados, o desequilíbrio e a doença no seu auge, ceifando a caminhada de uma adolescente chamada Eloá. Um ex-namorado manteve a menina refém em um apartamento em Santo André, SP. O desfecho foi infeliz: Eloá em coma, sua melhor amiga ferida e, no mínimo, três famílas tragicamente abaladas.
Estamos no quinto semestre do PEAD e acredito ser o trabalho com os Projetos de Aprendizagem o grande foco do semestre. Participo de dois grupos com os temas Stress e Aposentadoria.
Através da pesquisa com minhas colegas, descobri coisas interessantes como "que o stress não é sempre negativo, que existe o Distresse e , ele sim, é a parte que nos traz malefícios que podem ser emocionais ou orgânicos". A afirmação o stress mata, não é verdadeira pois o stress, pode trazer benefícios dependendo da forma como é "recebido pelas pessoas"; o que pode matar são as consequências de uma situação estressora que se transforma em Distresse, quando o corpo e/ou a mente entram em colapso.
Podemos controlar nosso stress, podemos resignificá-lo de forma saudável. Podemos buscar maior qualidade de vida , através de nossas ações. Podemos... e é aí, que entra outra parte: Queremos? Sabemos o que queremos?
Na busca de materiais para o trabalho relativo à aposentadoria, encontrei um vídeo em que Paulo Freire fala da Evolução do Ser. Segundo ele, somos seres inacabados e estamos sempre em busca do SER MAIS. E, algumas vezes, neste processo de busca, nos perdemos. Ocorre um outro processo, o de Desumanização. E Paulo afirma que esta desumanização nada mais é do que a distorção da busca anterior, um "trágico acidente a que nós estamos sujeitos no processo de buscar."





Neste outubro, motivadas pelo trabalho sobre aposentadoria, conversamos com a colega Marion e com a professora Bea, que nos ofertaram seus depoimentos. Foi bem legal.

Pessoalmente, acredito que neste mês tive várias oportunidades de presenciar buscas bem e mal-sucedidas em direção ao SER MAIS. Infelizmente, muitos ainda confundem o SER com o TER, o ser dono, tomar posse, não aceitar o outro... escrevo relembrando o provável sentimento de posse que um rapaz de 22 anos tinha sobre a vida de uma menina de 15 anos. Relembro também da fala despreocupada de um senhor de 78 anos, que incomodado com seu cachorro, arrastou-o acorrentado em um carro.

Paulo Freire tem razão...

E é embalada pelas palavras de Paulo Freire que relembro de outras passagens, de amigos, de parentes, de palavras acalentadoras oferecidas em diferentes momentos. Enquanto escrevo, aos meus pés, em seu almofadão, Beethoven ressona. Em fevereiro de 2009 ele faria 19 anos...ou fará, ainda não sei. O fato é que meu companheiro canino começa a se despedir.

E é acompanhando sua marcha trôpega, seus latidos enfraquecidos e a ausência do brilho em seus olhos que, mais uma vez, aguardo o momento de decidir sobre a partida de um de meus amigos . Mas enquanto os remédios e a veterinária garantem uma qualidade de vida ainda razoável , vou desfrutando de sua amizade e de sua companhia. Vou relembrando, junto a ele, de nossas corridas e brincadeiras pelo campo aqui perto de casa, das suas fugas em dias de chuva, de seu salto em um lago em dia de verão, das suas orelhas compridas balançando enquanto corria ou fugia levando um brinquedo na boca e da manhã em que, protegendo-me, frustrou uma tentativa de assalto. Agora, ele levanta a cabeça e cheira em minha direção, certificando-se de minha presença. Suspira e retorna ao sono.
Outro mestre (desta vez, literário) escreveu um livro que muito admiro. Graciliano Ramos tornou a cadelinha Baleia inesquecível para muitos. Tenho uma amiga que escreve contos e crônicas . Uma vez, disse-me que ainda escreveria um conto que desse vida à personagem Baleia, que de alguma forma faria com que seu desfecho fosse outro. Minha amiga, até hoje, tem bronca com Graciliano Ramos por causa do Vidas Secas.


Eu gosto de pensar no que Baleia teria vislumbrado: outra possibilidade de viver de forma mais feliz. E é pensando assim que todos os dias, ao sair de casa, me despeço de Beethoven. Meu amigo começa a me dizer adeus e entendo a sua necessidade de partir. Acredito que em breve ele estará entre folhas e arbustos, cheirando tudo com seu olfato recuperado e se preparando para uma corrida sem cansaço.

Torna-se mais difícil, entretanto, aceitar o adeus de quem não se sabia partindo, de quem ainda estava construindo uma trajetória...
Através de Maturana podemos compreender a importância do que tivemos na infância e , também, das escolhas que fazemos ao longo de nossa vida.
Neste outubro, confirmo o que penso, ao valorizar amigos, momentos e recordações. Um beijo e abraços do Lu, conversas e risadas com Mosqueteiras, Abelhudas, Aposentadas e todas as outras pessoas que me fazem bem, despedidas bem elaboradas, saudades... tudo isso me preenche , me prepara para essa grande tarefa de passar pelo mundo e, quem sabe, também para a hora de , algum dia, começar a dizer adeus.


domingo, 12 de outubro de 2008

Confiantemente, sem stress

Neste, como em outros semestres, o Seminário Integrador propõe mais uma atividade instigante: os Projetos de Aprendizagem.
Inicialmente, o grupo esteve confuso em relação ao foco de pesquisa. Mas com o tempo, sentímo-nos mais seguras e capazes de trilhar outra nova jornada. Nosso foco é o Stress e a pergunta inicial é "O stress pode ser saudável?"
É evidente que a resposa não será fornecida aqui mas, posso tecer algumas considerações sobre este trabalho. Uma de nossas maiores conquistas, no grupo, se refere, certamente, à sintonia demonstrada entre suas participantes. Desde o início, o "tom" do trabalho foi registrado com bom-humor. As relações entre as participantes são de confiança e partilha. Rimos bastante durante nossas conferências. Por sinal, uma ótima dica para administrar o stress é rir , sorrir, praticar atividades que nos tragam prazer e procurar ter contato com pessoas que nos façam acreditar que a vida vale a pena... apesar de muita coisa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

JOMEEX

Dia 27 passou. Deixa saudades, novamente. A cada ano, nossos alunos se emocionam, nos emocionam e se superam.

Durante semanas, nas aulas de Ed. Física e em outros cantos da escola o assunto é o mesmo: o reencontro no SESC com ex-colegas, professores, com suas turmas, seus amigos... o desfile, a banda, as competições.


Todos que competem ganham suas medalhas, sobem no pódium, tiram fotos e sentem imenso orgulho. Uma de minhas alunas ao receber sua medalha, no sábado, só foi retirá-la do pescoço na segunda-feira, depois da aula.
Todos nós, professores, gritamos, torcemos e aguardamos nossos competidores na linha de chegada para cumprimentá-los e falarmos de nosso orgulho.

O JOMEEX é uma festa!


domingo, 28 de setembro de 2008

"tenho sonhado muito estranho"

Estou em fase de dieta...
Meus sonhos estão muito estranhos... mas, pensando bem, se justifica. A animação abaixo mostra qual o meu foco imaginário.

sábado, 13 de setembro de 2008

Quando "menos é mais"

Já faz um tempo que tenho a idéia de escrever sobre como vejo e organizo o meu blog. Ou, os meus blogs. Com a insistência de uma amiga em saber como penso, o que coloco ou não, resolvi abandonar a decisão de "um dia eu escrevo".
Vamos por partes: gosto muito de cores, especialmente lilás . Penso que o blog deve ser atraente para quem o lê, começando por mim.
Não gosto de luzinhas piscando, florzinhas e outros "inhas". Blog muito colorido, no meu caso, me atrapalharia. Afinal, o que é mais importante? O conteúdo ou a embalagem? Respondo que a embalagem é importante mas não deve se sobressair ao que escrevo.


No blog Interdisciplinas, procuro manter um ar mais formal. Sendo um instrumento utilizado, principalmente, com fins de acompanhamento de minha história acadêmica (somada à vida profissional e pessoal) tenho um cuidado maior com a seleção de conteúdos e com a ortografia, concordância, etc.
Minhas eternas vilãs, as Vírgulas, sempre me acompanham pregando algumas peças em meus escritos. Mas, sobrevivo.
Apenas um gif permanece no layout de meu blog: Mutley , o cachorro personagem do desenho Corrida Maluca. Sua presença me traz boas recordações de infância e indica um gosto pessoal: gosto de animais, especialmente cachorros. (Ah! também tenho o gif do relógio que, atualmente, faz parte ...)
Continuando... escolhi a cor preta para ser a base de minhas postagens. Na escrita, procuro escolher sempre a mesma cor ou suas tonalidades de forma que haja uma certa harmonia. Jamais coloco vermelho sobre o preto, pois acho difícil de visualizar.
Agora lembrei do Melvin! No primeiro semestre do PEAD coloquei, copiando uma das colegas, um gif do mago Merlin em meu wiki. Assim que minha página era acessada, ele aparecia, fazia um movimento de bater na tela e voava por toda a página. Sempre acompanhado de sons característicos, claro. O que eu achava uma gracinha, inicialmente, tornou-se um tormento, tempos depois: já não aguentava ouví-lo batendo em uma porta imaginária, dizendo "Helloooo" e voando sobre as postagens que eu tentava ler. Como todo o mago, este era temperamental e, ao tentar excluí-lo de minha tela, não conseguia. Com a ajuda de uma das professoras "despachei-o" para os tempos da Távola Redonda.
Nos primeiros meses de PEAD, ao percorrer por outras páginas, conheci o blog de um cara legal, chamado Sérgio Lima. Ao conversar, via comentários de post, falei de meu desejo de colocar música em meu blog. Eu, que adoro música, não poderia deixar de colocar músicas que gosto no meu espaço. Foi então que li como resposta "Bia, menos é mais". Gentilmente, ele me indicou alguns links para que eu pudesse me apropriar e colocasse uma trilha em meu blog. Entretanto, demonstrou que isso, talvez, não fosse tão importante e que meu blog poderia ser mais atrante se menos recursos tecnológicos tivesse. Naquela época, concordei parcialmente. Argumentei que "menos é mais, quando se sabe como faz". Aprendi a usar o recurso mas não coloquei.
E, agora, faço um parênteses: gosto muito de Música. Gosto de MPB, música instrumental, new age, algumas clássicas, Glenn Miller, Pavarotti, Djavan, Engenheiros...Gosto de tangos, música celta, trilhas de filmes... Eu gosto. Eu. Entretanto, meu blog é um convite, espero que outras pessoas venham e permaneçam um tempo em sua leitura. Quando entro em um blog cuja música compete com o texto e ganha,desisto de permanecer. Descobri com o tempo que música no blog precisa levar em conta os visitantes e, também, a mensagem que ela traz. (se há alguma, lógico) Músicas de funk, com letras tendensiosas e agressivas sempre me gritam "vá embora, correndo". E, salvo algumas exceções, geralmente vou.
Mas, com a possibilidade de colocar vídeos de música que só tocam se o leitor quiser, considerei-me satisfeita.
Minha amiga novamente me pergunta agora, aqui em casa, o que ela deve considerar. Acho que a melhor resposta foi a que dei anteriormente: pense que o blog está sendo feito para ser exibido, para que outros leiam....não dificulte o trabalho das visitas. Mas, se colorir, colocar milhares de florzinhas, gifs, mensagens diversas for de sua vontade...Faça. Só o tempo vai dizer o que é bom... e você precisa acreditar que aquele recurso, aquela palavra, aquela imagem tem uma razão de estar onde está...e que isso contribui para o que você deseja. O resto, é o resto.
Mas não esqueça... às vezes, MENOS É MAIS.

sábado, 23 de agosto de 2008

Luto pombal e cia


Pois é... acho que estou em "estado de choque pombalístico".

Desde pequena observo as pombas caminhando audaciosamente próximo a pneus de carros e procurando comida nas calçadas. Sempre pensei: "mas onde estão os filhotes de pomba?"

Alguém já viu um filhote de pomba?

Nunca perguntei a ninguém até conhecer meu marido. (não sei qual a relação...) A ele, entre uma conversa e outra eu perguntava: "Lu, já viu um filhote de pomba?" "Não, nunca, Bibi..."

O Google surgiu em nossas vidas e, nada. Jamais pesquisei sobre o assunto. Algo me impedia. Mas no fundo, eu teorizava romanticamente: "hum, as pombinhas são mães muito zelosas. Escondem e protegem seus filhotes até a fase adulta."

E falando em fases e em adulta devo confessar que meu choque pombalístico começou através de uma intervenção de nossa querida Íris. Sim, graças a ela fui arrancada da fase romântica sobre os bichinhos.

Na aula presencial, ao verificar as questões que Iliana e eu escolheramos para o PA, questionou a relevância das mesmas já respondendo a pergunta que eu sempre guardara sem respostas: " ora, quem não viu é porque não estava no lugar certo! Eu estou cansada de ver filhotes de pombas que caem dos ninhos, perto de minha casa.."

Percebem o meu choque? Íris não só respondeu à pergunta como disse que já vira, não uma, mas MUITAS VEZES, filhotes de pomba!!!
Fiquei olhando para ela e ouvindo-a, conversando e analisando sua face tranquila que demonstrava não ter captado a importância daquele momento: saí da infância pombalar para a fase adulta pombalística! Alguém vira os filhotes de pombas muitas vezes e dissera que eu nunca estivera no lugar certo para vê-los... E pior!!! Que estava cansada de vê-los!!! Pensam que ficou só nisso? "Nananinanãoooo!"

Nossa colega Rosária também "matou" minha curiosidade ao contar-me que sua avó tinha criação de pombas e que ela também vira muitos filhotes. Contou-me que eram muito feínhos e que tinham uma plumagem muita escassa, por isso, ficavam "protegidos" por bastante tempo...

Tanta gente querendo me ajudar e eu só pensava "será que mais alguém viu? Será que a Íris e a Rosária não são as únicas remanescentes de uma espécie em extinção: AQUELES QUE VIRAM OS FILHOTES DE POMBAS? "











Mas, ainda havia a questão das abelhas...

"É verdade que as abelham morrem depois de darem uma ferroada?"
Facilmente, Iliana encontrou a resposta, em sua casa. Mas, tendo abandonado os filhotes de pomba, tentávamos ficar com as abelhas.
Nossa "Poderosa Íris" entrou em ação e lá íamos nós outra vez, à procura de uma questão que nos mobilizasse de verdade. Mas, enquanto essa nova e ainda desconhecida curiosidade está adormecida, procurei, finalmente, fotos de filhotes de pomba e curiosidades mais específicas sobre a abelha rainha.
Li que a abelha rainha ao ficar velha e incapaz de procriar era substituída pelas abelhas operárias. "Como assim? Elas se voltam contra a Rainha e matam a coitadinha?"
Alguns textos falavam em substituição mas não entravam nos detalhes mais perversos. "Garimpei" e encontrei esta resposta na wikipédia:

Substituição é o processo pelo qual uma rainha, normalmente muito velha ou doente, é substituida por outra. Com o avanço da idade, a rainha para de produzir seu feromônio inibidor.
A substituição pode ser forçada por uma operária. Ela pode, por exemplo, cortar uma das patas dianteiras ou do meio da rainha, que não consegue mais se apoiar corretamente e para de colocar os ovos na posição correta. Tal fato é percebido pelas operárias, que iniciam imediatamente a produção de novas células de rainha. Quando uma nova rainha já está madura e fértil as operárias matam a anterior por sufocamento, se sobrepondo umas as outras sobre a rainha, até que ela morra por excesso de temperatura (método também utilizado para matar vespas predatórias).


Considero muito luto de uma vez só: o luto pela saída de uma fase infantil para outra, o luto pelas pombinhas que caem dos ninhos perto da casa da Íris, o luto pela abelha Rainha(tadinha...) e por todas as operárias que morrem ao picarem alguém... minha nossa, se demorar mais, sou capaz de chorar pela morte da "bananeira que morre depois de dar cacho", se isso for verdade, lógico.
É, esse semestre promete...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Nos caminhos de Alvorada

Brincando com um poema conhecido , posso dizer que


No meio do caminho tem Alvorada

tem Alvorada no meio do caminho

tem Alvorada

no meio do caminho tem Alvorada


Lembro todos os dias

através da minha rotina acadêmica tão sonhada

lembro que no meio do caminho tem Alvorada

tem Alvorada

e não é pedra, é felicidade conquistada.

Mosqueteiras Pedagógicas


"imagem é tudo..."


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Agosto à gosto na segunda parte

Além do incômodo em partilhar, com um grande número de pessoas minha rotina pessoal, ficava retumbando em minha mente um verso ou frase: "Sou dona do meu tempo".
Tento explicar: sou dona do meu tempo e ele, senhor de meus momentos. Construo minha rotina com imprecisão e decisão. Durmo pouco, acordo mal, sinto sono, acordo, leio, construo, passeio quase nada. Percebo que meu lazer é uma piada. Mas o tempo e como é administrado não deixará de ser resultado de minha constante reflexão.
Retomo a frase "sou dona..." e penso sobre o motivo de relembrá-la e de por que minha irritação.
Na verdade, quando somos confrontados com nossas falhas, podemos reagir com raiva, aceitação, teimosia, culpa, bom-humor...
Enquanto escrevo, converso com a Kátia pelo Skype, ouço a porta da frente bater, indicando que o Lu chegou e penso" só mais uns minutos, só mais um pouquinho..."
Acho que a frase correta vem das vozes do grupo Roupa Nova e diz "sou dona do meu coração".
Fui buscar a música e li versos muito interessantes. " as pessoas se convencem de que a sorte me ajudou, plantei cada semente que o meu coração desejou..."
Que interessante... leio outros versos e enxergo coisas de minha mãe; "eu não me permito chorar, já não vai adiantar e recomeço do nada..."
Outros versos, no meu caso , são inverdades: " jamais me desespero..."
Mas gosto desta música, apesar de sentí-la raspando em algumas paredes internas.
Bem, já é tarde. Desejo a todos um semestre com muita persistência, saúde e equilíbrio.
Inté...daqui a pouco.

Agosto, à gosto...

Comecei em agosto... na verdade, recomecei, com o RE bem grande.
No dia 5, junto com minha colega e amiga Kátia, retornei ao Hospital Santo Antônio para contar histórias e participar da Hora do Contador.
O "caminho" até o hospital pode apresentar obstáculos (cansaço, atrasos, um aluno que surta, uma carona perdida, um ônibus que atrasa e outras coisinhas) mas, quando chego nos quartos e começo a contar histórias ...esqueço tudo e fico feliz. O cansaço vai embora, a dor no pé... Gosto disso. Durante algum tempo, as intempéries do caminho reduziram minhas forças. Mas, como cantava o Oswaldo Montenegro, "sempre não é todo dia".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Champagnat da Juventude" e uma história de Jardim


Lá pela metade da década de 80, fui professora de um menino que adorava ouvir histórias e arregalava os olhos de felicidade ao assistir teatro e manipular fantoches. Lembro dele com um blusão vermelho... tinha 5 anos, cabelo bem lisinho e acastanhado em um corte tipo pagem.
Bem... há alguns anos, tive a felicidade de reencontrá-lo e observá-lo no "exercício de sua profissão e de seu prazer"...
Hoje relembrei de um tempo de histórias, teatros, caminhadas pela cidade universitária com os alunos, de jovens pais, de seus filhos promissores. Fui buscar registros na web e dei de cara com a Cia A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos. Olhando as fotos reencontrei aquele que fora meu aluno. Bem, o agasalho não é o mesmo, evidentemente, mas é vermelho...
Muito orgulho deste "menino": Rafael Rossa.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

domingo, 6 de julho de 2008

Se

Pela voz, pela musicalidade, por duas ou três palavras, por alguns versos, pela imagem... se, neste momento, eu estivesse fechando as portas do semestre, usaria esta música para me despedir, para desejar bom descanso nas férias, para desejar que acalentasse o sono de quem precisa dormir, que distraísse a mente de quem a tem ocupado em demasia, para que acompanhasse as mãos dadas de quem esteve afastado, para atenuar a dor de quem tem sofrido...para abraçar, acalentar, entrar dentro do peito e, ali, se aninhar...pulsando, pulsando, pulsando... buscando vida...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quase sempre assim...

Pois é mesmo quase sempre assim... preciso encontrar a música que encaixe com relativa perfeição no meu momento de refletir e escrever. Duas músicas têm me acompanhado por diferentes e semelhantes motivos. Compartilho, antes da entrega do trabalho final de ES e do Portfólio.

domingo, 15 de junho de 2008

Finalizando o infindável



Talvez deva começar com a descrição de uma nova casa. À esquerda, um convite para entrar, para conhecer e, quem sabe, desvelar. Logo abaixo, lembranças musicais, admiração pela crítica construída a partir do criativo, do belo e instigante exercício da contestação fundamentada. Acima, à direita, atualmente, a mais preciosa aquisição: voz, arranjo e visual cuidadoso: Paciência...
Descendo se observa o contraste vindo da inquietude, do enfrentamento e disposição para a violência. “O mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós...”.
Lenine afirma que, enquanto o tempo acelera e pede pressa, ele se recusa... e vai “na valsa”.
Naruto, tenso, engessado em um pseudo-uniforme ninja, distribui seus golpes, se defende e/ou ataca.
Esta casa é virtual e se chama
wiki. Paradoxalmente, traz a possibilidade real de transformar meu presente e minhas ações no futuro. Crio esta nova página com objetivo de falar sobre meu aluno Tiago e refletir sobre os movimentos realizados durante seu período de adaptação na escola. Na verdade, procuro finalizar uma tarefa com a certeza da continuidade de um trabalho de resgate e descobertas.

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

Iniciei minha pesquisa sobre Naruto tentando descobrir um pouco mais da história de Tiago. Tiago que acredita ser Naruto, que acredita ser um ninja vingador e que sente uma força estranha e incômoda dentro de si.
Confesso que, desde o início, antipatizei com o personagem da série. Sua figura estava associada, em minha opinião, à violência, vinganças, incompreensão... Entretanto, foi através da história de Naruto que começamos o resgate de Tiago para o convívio com novas pessoas, novas possibilidades e verdades. Falamos com Tiago, inicialmente, através de Naruto; identificando o que era semelhante a ele: as dúvidas e os receios em relação a uma história familiar nebulosa.
Hoje, percebemos que a forma que Tiago encontrou para falar de si foi entrelaçar-se com o personagem.
Fingimos “que isso tudo é normal” e buscamos paciência para acompanhar um processo não tão natural.
Através de um jogo de perguntas, de entrevistas realizadas por Tiago, com as pessoas da escola e sua família, pudemos conversar sobre o que é Ficção Científica, Ficção e Realidade. Algo muito desafiador para alguém com o diagnóstico de psicose. O que é real? O que é imaginário?
Entretanto, aprendo todo o dia que, muitas vezes, caminhamos sem cessar e não chegamos a um destino conhecido ou desejado. A caminhada se torna o objeto mais importante, o processo mais elaborado.
Tiago se relacionou conosco, inicialmente, através da recusa em ser nosso aluno, em permanecer na sala de aula ou junto a seus colegas. Sua fala era rápida, por vezes incoerente, utilizava o corpo para empurrar professores e colegas e a intensidade da voz para intimidar quem se aproximasse.
Embora notássemos o gosto de Tiago por jogos e brincadeiras violentas como Naruto, começamos a perceber que o mais relevante no personagem da ficção era o desejo de ser amado, de resgatar uma história incompreendida e, a partir daí, reescrevê-la.
O personagem de nossa realidade também tem este desejo e procura, com as falas de Naruto contar sua angústia, raiva e incompreensão. Tiago lê, escreve, classifica, sequencia, soma, multiplica... mas não consegue se relacionar no grupo sem o apoio de suas professoras: foge da sala quando se sente questionado ou repreendido, desconfia que todos o perseguem e querem o seu mal.
Mas foi, há poucos dias, numa tarde chuvosa que, sentada ao seu lado, recebi um gratificante retorno:
Tiago começara a explicar-me as regras de um confuso jogo de cartas do Naruto que eu comprara de um camelô. Estava eufórico com a surpresa trazida e gozava de minha dificuldade em gravar nomes de novos personagens e truques e golpes apresentados nas cartas. O aparecimento da raposa de nove caudas sempre gerava em Tiago, agitação e preocupação por minha parte: ao mesmo tempo que acreditava ser uma oportunidade de falar sobre alguns desejos relacionados à vingança, que Tiago trazia, corria o risco de facilitar-lhe a entrada no imaginário, a colar-se ainda mais em uma história com semelhanças e, também, muitas diferenças. Este dia, a raposa foi observada e ignorada. A conversa foi, mais ou menos, assim:

Os marcianos trocam a cabeça das pessoas e colocam as cabeças de outras pessoas...
É? Por que tu achas isso?
Por que...eles dão mordidas...
Quem dá mordida?
O marciano! E coloca o veneno com as próprias mãos!
Tu viste isso, onde?
No filme...
No filme...então isto é...
Eu sei! É ficção.
Ah, legal...
Só que a única maneira de destruir os marcianos e matá-los é água! O marciano sucumbiu com a água. Os vampiros vendem sua alma... chupam sangue...
Nossa! Tu já viste algum vampiro antes?
Já sim, na televisão. Eu gosto de ver o Jason...
O Jason do filme? Aquele de terror?
Sim...ele se vingou das crianças que gozaram dele...

Aqui, vale uma nova pausa para novo resgate: Jason, personagem do filme de terror, também foi incompreendido e busca, através da violência, vingança. Assim como Naruto, em alguns momentos, se sente. Assim como Tiago pensa que deve agir, buscando a semelhança e continuidade de ações com os personagens.
Perguntei:

Olha só, Tiago... tu não achas que o Jason seria bem mais feliz se percebesse que, em vez de se vingar, poderia achar pessoas que gostassem dele?
Nesse momento, ficou em silêncio. Depois de alguns segundos levantou-se da cadeira e debruçou-se sobre a classe, ficando de costas para mim. Começou a falar com a cabeça escondida entre um dos braços:
Tu e a Sílvia (minha colega, também professora de Tiago)
me ganharam...
Como assim?
Você sabe que eu não queria ficar aqui, ser aluno de vocês...
Ah...
Mas eu sei que vocês gostam muito de mim.
Sabe? Como?
(Provoquei, porque sabia a resposta.)
Por que vocês me falam isso. E eu sei que isso não é ficção.
Isso é verdade, Tiago. A gente gosta muito de ti e quer te ajudar. Mesmo quando te dizemos Não, continuamos gostando de ti.
Sei...compreendo...isso é verdade... E, agora, que conheço vocês, não posso deixá-las... Bia, posso ir pro recreio, agora, sem meus colegas?
Não, não pode.
Ah...qualééeé...
Esta fala foi uma grande demonstração de carinho e confiança. Mesmo que efêmera, como tantas outras ações de alunos com transtornos, é uma possibilidade: Tiago que, em alguns momentos, já fala de Naruto com distância conseguindo desvincular fantasia de realidade, que se recusava a sentar perto de um “aluno com Down” e hoje, auxilia o mesmo colega a deslocar-se até a assembléia. Aprimora a ironia e implicância à medida que gestos e falas violentas se atenuam...

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma... a vida não pára...”

Percebo que Naruto exerce um fascínio em jovens, adultos e crianças. Surpresa, ouvi de um camelô, na Assis Brasil, que Naruto lhe ajudara a fazer um puxadinho nos fundos de sua casa. Ao perceber minha surpresa explicou-me que, com as vendas das Cartas de Naruto, faturou muito. O camelô nem tem idéia de quem seja o personagem...mas o adora.
Não me sinto seduzida pelo animê. Menos ainda, por algum mangá do personagem. Sentimentos como raiva, inveja, dissimulação e atos de violência se sobressaem ao meu olhar. Porém, reconheço o auxílio que o animê proporcionou e proporciona a Tiago: blinda-o, protege-o e, ao mesmo tempo, em um interessante paradoxo, o expõe.

Tiago tem se permitido brincar: brinca de esconde-esconde, na entrada, fazendo com que uma de nós o procure pela escola e o traga, de braços dados, com o capuz de seu casaco, escondendo todo o rosto, para a sala. Ao ser saudado com palmas e brincadeiras ri e disfarça rapidamente o contentamento. Há dias, falou de seu padrasto sem manifestar raiva. Sabemos que o conquistado em um dia, pode se perder no outro... Mas insistimos pois é nosso trabalho, nossa crença e nossa paixão.


Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

A questão trazida através das professoras do Seminário Integrador e dos textos disponibilizados me acompanha: como proporcionar que a capacidade criadora e crítica seja cada vez mais estimulada? Dando respostas imediatas e prontas é que não é...
Desacomodar nosso aluno começa pelo processo de nossa própria desestabilização: do reconhecimento que pouco sabemos e que temos muito a aprender, inclusive COM os nossos alunos. Aceitar que não sabemos tudo e, principalmente, que nossa matéria-prima nos desafia e nos convida a refletir, por vezes, é difícil.
“Será que é tempo que falta pra perceber?”
Percebo que muitos de nós temos a tendência a formatar, a classificar nossos alunos dentro de uma mesma perspectiva, procurando facilitar planejamentos, planilhas , sem pensarmos nas diferenças. É mais fácil aplicar uma mesma prova do que pensar e avaliar os diferentes tipos de aprendizagens e conquistas de cada um, no grupo, não é? Será?
“De concreto, o que podemos fazer para erradicar essa postura da nossa sala de aula?”
Talvez a resposta esteja em Tiago e em seus colegas. Talvez eu consiga perceber que além de perguntar, com a turma que tenho, em alguns momentos, preciso silenciar... e escutar o que não é dito, mas é mostrado. Talvez eu aprenda ainda mais se não comparar desempenhos, se enxergar possibilidades...
Buscar respostas para perguntas feitas, para perguntas não pronunciadas e, principalmente, perceber que a busca é mais valiosa que a resposta entregue facilmente.

As atividades realizadas com Tiago e seus colegas ainda serão relatadas. Entretanto, pelo cumprimento de prazo e metas, adiciono esta página ao PIE. Interessante é a maneira com que lido, atualmente, com um recurso que trouxe muita angústia. Mexer, editar , escrever no wiki, no primeiro semestre eram atividades desagradáveis. Hoje, percebo que o desagrado estava diretamente ligado ao desconhecido: na medida em que me apropriava de todas as ferramentas, o que era complicado se tornou positivo.

“A vida não pára... a vida é tão rara”
“Vamos na valsa”, como Lenine ou “girando cada vez mais veloz”, como Naruto. Mas, vamos...

domingo, 25 de maio de 2008

Viagem no tempo

Bom... não construí nenhuma máquina, não entrei em um túnel...mas viajei no tempo. Hoje o domingo foi de Queen, Freddie Mercury,Elton John, George Michael, Lenine e Pato Fu.


Leitura de e-mails, textos, wiki...Optei por fazer tudo ao som Música. Bom, muito bom...

sábado, 24 de maio de 2008

VIDA TEMPO

Encontrei no Youtube e achei interessante...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Pare e pense 2008

A ONG Parceiros Voluntários e o Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo realizam em Porto Alegre a 4ª edição do Seminário Internacional Pare Pense, com palestrantes internacionais e nacionais:
Don Beck, norte-americano, criador da Dinâmica da Espiral; Amit Goswami, indiano, doutor em Física Quântica, relaciona as aplicações da mecânica quântica ao problema da relação mente-corpo;
Uma Krishnamurthy Goswami, indiana, psiquiatra, mestre em ioga, aborda aspectos da Filosofia Iogue na busca da cura e da transformação das emoções
Moacir Costa de Araújo Lima, brasileiro, físico e autor dos livros: Afinal, quem somos? Quântica – Espiritualidade e Sucesso.

O evento terá a mediação de Laís Wollner, brasileira, Doutora em Física, palestrante internacional, ministra cursos sobre Processo Criativo e Metodologia e Comportamento Quântico e a Dança do Tao. O evento acontecerá no dia 26 de maio de 2008, no Salão de Atos da PUCRS, Av. Ipiranga, 6681, Porto Alegre-RS, das 8h30 às 12h30.
O ingresso é a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis – imprescindível – que será recolhido e distribuído a organizações da sociedade civil pelo Banco de Alimentos.Alimentos solicitados: leite em pó, óleo de soja, massa, arroz e feijão.
Sua participação é muito importante para nós!

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