segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

ECS 10 - FINAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
PÓLO DE ALVORADA
PROFESSORA VERA CORAZZA



A oportunidade de refletirmos sobre nosso cotidiano e sobre nossa prática, através dos pensamentos de Paulo Freire é essencial. Através de sua leitura percebemos como é complexa nossa tarefa.
Dentro do contexto em que vivemos, observando as desigualdades existentes, acompanhando a trajetória de políticos, por nós eleitos, surge a necessidade de, cada vez mais, trabalharmos de forma que nossos alunos consigam refletir, agir com criticidade e autonomia.
Paulo Freire salienta que teoria e prática devem ser coerentes uma com a outra e que o professor é referência e influência, para seus alunos. O processo educativo, muitas vezes, através de quem o conduz, torna-se um instrumento de dominação-submissão. Suas características mais visíveis são um controle rígido e autoritário e o descaso para com o diálogo entre todos os personagens deste processo.

Tenho a certeza que educar é um grande desafio. Na área em que atuo percebo a necessidade de diálogo e formação de maiores vínculos, principalmente, com as famílias.
Há algumas décadas, não enxergávamos pelas ruas pessoas cadeirantes, portadoras de deficiências, pessoas especiais com transtornos diferenciados. Portadores de Síndrome de Down eram os mais visíveis. Mas onde estavam os outros? Não existiam?
As outras pessoas especiais estavam em casa. Muitas, escondidas, muitas, abandonadas em instituições. Como circular por uma cidade despreparada para os cadeirantes, por exemplo? Como atravessar uma rua? Como entrar em um ônibus?
Há um ditado que diz que “quem não é visto, não é lembrado”. Infelizmente, se não lembrado, para alguns, deixa de existir.
Atualmente, as políticas públicas procuram através de leis e projetos contemplar as necessidades das pessoas especiais. Há um longo caminho a ser trilhado, mas algumas conquistas podem ser registradas.
Uma das primeiras coisas que fazemos é saber da história pessoal e clínica de nossos alunos e de seus familiares. Trabalhar com alunos que trazem comportamentos muito diferenciados e, por vezes, inesperados é uma grande escola para mim. Sinto a necessidade de romper os muros de nosso espaço educacional. Embora, em meu caso, a escola seja um ambiente maravilhoso, com espaço físico privilegiado, com salas de oficinas, computadores, diversos equipamentos no pátio e em salas percebo que precisamos sair. Pegar um ônibus, visitar museus, ir a shoppings, praças, visitar outras escolas, outras pessoas. E isso tenho feito com os meus alunos e com seus familiares.

Pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento também precisam ser vistas, lembradas, pois existem, deixam sua marca na vida e têm a capacidade de tornar mais sensíveis, mais críticas e ,espero, muito mais amorosas, quem com elas, interaje.
Procuro fazer a minha parte e contribuir para que deixem a sua marca . Não é fácil e reconheço que muito tenho ainda que aprender e crescer como pessoa e profissional. Ah...mas estou no caminho!
Para finalizar (pelo menos esta tarefa) saliento que as leituras oportunizadas nesta atividade foram excelentes. Como já disse anteriormente, o que não gostei,
neste caso, foi a proposta de trabalhar com a wikistórias. Achei confuso, exigiu muito mais tempo do que se pensava e frustrante na medida em que produções foram deletadas e precisávamos recorrer a auxílio, várias vezes, para realizar atividades diversas. Talvez uma atividade que não oferecesse uma multiplicidade de propostas, como essa, fosse mais apreciada e melhor realizada.

Entretanto, gostei muito de conversar na sala sobre EducaçãoEspecial.
Analisando mais um pouco, percebo que o conteúdo (as leituras ofertadas e as reflexões sobre) foi de extrema importância, para mim. Agora, sinto a necessidade de ler mais sobre alguns autores como Marx e Engels
Bem... É Natal, os sinos tocam e os anjos dizem “continue, continue, continue...” Amém.

2 comentários:

Vera disse...

Oi Bia, como foi o natal?
O ano está terminando e o semestre também, estou conferindo as atividades. Está faltando o relato final da ECS11, no blog colaborativo e o link no teu blog. Parabéns pela tua caminhada, foi uma prazer te acompanhar até aqui...
Um Feliz 2007 para ti e toda tua família! Até dia 3 em Alvorada, beijo, Ver@

Izolete disse...

Olá Bia, desejo que teu Ano Novo seja maravilhoso, cheio de alegrias e muitas conquistas!
Beijos.