domingo, 12 de outubro de 2008

Confiantemente, sem stress

Neste, como em outros semestres, o Seminário Integrador propõe mais uma atividade instigante: os Projetos de Aprendizagem.
Inicialmente, o grupo esteve confuso em relação ao foco de pesquisa. Mas com o tempo, sentímo-nos mais seguras e capazes de trilhar outra nova jornada. Nosso foco é o Stress e a pergunta inicial é "O stress pode ser saudável?"
É evidente que a resposa não será fornecida aqui mas, posso tecer algumas considerações sobre este trabalho. Uma de nossas maiores conquistas, no grupo, se refere, certamente, à sintonia demonstrada entre suas participantes. Desde o início, o "tom" do trabalho foi registrado com bom-humor. As relações entre as participantes são de confiança e partilha. Rimos bastante durante nossas conferências. Por sinal, uma ótima dica para administrar o stress é rir , sorrir, praticar atividades que nos tragam prazer e procurar ter contato com pessoas que nos façam acreditar que a vida vale a pena... apesar de muita coisa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

JOMEEX

Dia 27 passou. Deixa saudades, novamente. A cada ano, nossos alunos se emocionam, nos emocionam e se superam.

Durante semanas, nas aulas de Ed. Física e em outros cantos da escola o assunto é o mesmo: o reencontro no SESC com ex-colegas, professores, com suas turmas, seus amigos... o desfile, a banda, as competições.


Todos que competem ganham suas medalhas, sobem no pódium, tiram fotos e sentem imenso orgulho. Uma de minhas alunas ao receber sua medalha, no sábado, só foi retirá-la do pescoço na segunda-feira, depois da aula.
Todos nós, professores, gritamos, torcemos e aguardamos nossos competidores na linha de chegada para cumprimentá-los e falarmos de nosso orgulho.

O JOMEEX é uma festa!


domingo, 28 de setembro de 2008

"tenho sonhado muito estranho"

Estou em fase de dieta...
Meus sonhos estão muito estranhos... mas, pensando bem, se justifica. A animação abaixo mostra qual o meu foco imaginário.

sábado, 13 de setembro de 2008

Quando "menos é mais"

Já faz um tempo que tenho a idéia de escrever sobre como vejo e organizo o meu blog. Ou, os meus blogs. Com a insistência de uma amiga em saber como penso, o que coloco ou não, resolvi abandonar a decisão de "um dia eu escrevo".
Vamos por partes: gosto muito de cores, especialmente lilás . Penso que o blog deve ser atraente para quem o lê, começando por mim.
Não gosto de luzinhas piscando, florzinhas e outros "inhas". Blog muito colorido, no meu caso, me atrapalharia. Afinal, o que é mais importante? O conteúdo ou a embalagem? Respondo que a embalagem é importante mas não deve se sobressair ao que escrevo.


No blog Interdisciplinas, procuro manter um ar mais formal. Sendo um instrumento utilizado, principalmente, com fins de acompanhamento de minha história acadêmica (somada à vida profissional e pessoal) tenho um cuidado maior com a seleção de conteúdos e com a ortografia, concordância, etc.
Minhas eternas vilãs, as Vírgulas, sempre me acompanham pregando algumas peças em meus escritos. Mas, sobrevivo.
Apenas um gif permanece no layout de meu blog: Mutley , o cachorro personagem do desenho Corrida Maluca. Sua presença me traz boas recordações de infância e indica um gosto pessoal: gosto de animais, especialmente cachorros. (Ah! também tenho o gif do relógio que, atualmente, faz parte ...)
Continuando... escolhi a cor preta para ser a base de minhas postagens. Na escrita, procuro escolher sempre a mesma cor ou suas tonalidades de forma que haja uma certa harmonia. Jamais coloco vermelho sobre o preto, pois acho difícil de visualizar.
Agora lembrei do Melvin! No primeiro semestre do PEAD coloquei, copiando uma das colegas, um gif do mago Merlin em meu wiki. Assim que minha página era acessada, ele aparecia, fazia um movimento de bater na tela e voava por toda a página. Sempre acompanhado de sons característicos, claro. O que eu achava uma gracinha, inicialmente, tornou-se um tormento, tempos depois: já não aguentava ouví-lo batendo em uma porta imaginária, dizendo "Helloooo" e voando sobre as postagens que eu tentava ler. Como todo o mago, este era temperamental e, ao tentar excluí-lo de minha tela, não conseguia. Com a ajuda de uma das professoras "despachei-o" para os tempos da Távola Redonda.
Nos primeiros meses de PEAD, ao percorrer por outras páginas, conheci o blog de um cara legal, chamado Sérgio Lima. Ao conversar, via comentários de post, falei de meu desejo de colocar música em meu blog. Eu, que adoro música, não poderia deixar de colocar músicas que gosto no meu espaço. Foi então que li como resposta "Bia, menos é mais". Gentilmente, ele me indicou alguns links para que eu pudesse me apropriar e colocasse uma trilha em meu blog. Entretanto, demonstrou que isso, talvez, não fosse tão importante e que meu blog poderia ser mais atrante se menos recursos tecnológicos tivesse. Naquela época, concordei parcialmente. Argumentei que "menos é mais, quando se sabe como faz". Aprendi a usar o recurso mas não coloquei.
E, agora, faço um parênteses: gosto muito de Música. Gosto de MPB, música instrumental, new age, algumas clássicas, Glenn Miller, Pavarotti, Djavan, Engenheiros...Gosto de tangos, música celta, trilhas de filmes... Eu gosto. Eu. Entretanto, meu blog é um convite, espero que outras pessoas venham e permaneçam um tempo em sua leitura. Quando entro em um blog cuja música compete com o texto e ganha,desisto de permanecer. Descobri com o tempo que música no blog precisa levar em conta os visitantes e, também, a mensagem que ela traz. (se há alguma, lógico) Músicas de funk, com letras tendensiosas e agressivas sempre me gritam "vá embora, correndo". E, salvo algumas exceções, geralmente vou.
Mas, com a possibilidade de colocar vídeos de música que só tocam se o leitor quiser, considerei-me satisfeita.
Minha amiga novamente me pergunta agora, aqui em casa, o que ela deve considerar. Acho que a melhor resposta foi a que dei anteriormente: pense que o blog está sendo feito para ser exibido, para que outros leiam....não dificulte o trabalho das visitas. Mas, se colorir, colocar milhares de florzinhas, gifs, mensagens diversas for de sua vontade...Faça. Só o tempo vai dizer o que é bom... e você precisa acreditar que aquele recurso, aquela palavra, aquela imagem tem uma razão de estar onde está...e que isso contribui para o que você deseja. O resto, é o resto.
Mas não esqueça... às vezes, MENOS É MAIS.

sábado, 23 de agosto de 2008

Luto pombal e cia


Pois é... acho que estou em "estado de choque pombalístico".

Desde pequena observo as pombas caminhando audaciosamente próximo a pneus de carros e procurando comida nas calçadas. Sempre pensei: "mas onde estão os filhotes de pomba?"

Alguém já viu um filhote de pomba?

Nunca perguntei a ninguém até conhecer meu marido. (não sei qual a relação...) A ele, entre uma conversa e outra eu perguntava: "Lu, já viu um filhote de pomba?" "Não, nunca, Bibi..."

O Google surgiu em nossas vidas e, nada. Jamais pesquisei sobre o assunto. Algo me impedia. Mas no fundo, eu teorizava romanticamente: "hum, as pombinhas são mães muito zelosas. Escondem e protegem seus filhotes até a fase adulta."

E falando em fases e em adulta devo confessar que meu choque pombalístico começou através de uma intervenção de nossa querida Íris. Sim, graças a ela fui arrancada da fase romântica sobre os bichinhos.

Na aula presencial, ao verificar as questões que Iliana e eu escolheramos para o PA, questionou a relevância das mesmas já respondendo a pergunta que eu sempre guardara sem respostas: " ora, quem não viu é porque não estava no lugar certo! Eu estou cansada de ver filhotes de pombas que caem dos ninhos, perto de minha casa.."

Percebem o meu choque? Íris não só respondeu à pergunta como disse que já vira, não uma, mas MUITAS VEZES, filhotes de pomba!!!
Fiquei olhando para ela e ouvindo-a, conversando e analisando sua face tranquila que demonstrava não ter captado a importância daquele momento: saí da infância pombalar para a fase adulta pombalística! Alguém vira os filhotes de pombas muitas vezes e dissera que eu nunca estivera no lugar certo para vê-los... E pior!!! Que estava cansada de vê-los!!! Pensam que ficou só nisso? "Nananinanãoooo!"

Nossa colega Rosária também "matou" minha curiosidade ao contar-me que sua avó tinha criação de pombas e que ela também vira muitos filhotes. Contou-me que eram muito feínhos e que tinham uma plumagem muita escassa, por isso, ficavam "protegidos" por bastante tempo...

Tanta gente querendo me ajudar e eu só pensava "será que mais alguém viu? Será que a Íris e a Rosária não são as únicas remanescentes de uma espécie em extinção: AQUELES QUE VIRAM OS FILHOTES DE POMBAS? "











Mas, ainda havia a questão das abelhas...

"É verdade que as abelham morrem depois de darem uma ferroada?"
Facilmente, Iliana encontrou a resposta, em sua casa. Mas, tendo abandonado os filhotes de pomba, tentávamos ficar com as abelhas.
Nossa "Poderosa Íris" entrou em ação e lá íamos nós outra vez, à procura de uma questão que nos mobilizasse de verdade. Mas, enquanto essa nova e ainda desconhecida curiosidade está adormecida, procurei, finalmente, fotos de filhotes de pomba e curiosidades mais específicas sobre a abelha rainha.
Li que a abelha rainha ao ficar velha e incapaz de procriar era substituída pelas abelhas operárias. "Como assim? Elas se voltam contra a Rainha e matam a coitadinha?"
Alguns textos falavam em substituição mas não entravam nos detalhes mais perversos. "Garimpei" e encontrei esta resposta na wikipédia:

Substituição é o processo pelo qual uma rainha, normalmente muito velha ou doente, é substituida por outra. Com o avanço da idade, a rainha para de produzir seu feromônio inibidor.
A substituição pode ser forçada por uma operária. Ela pode, por exemplo, cortar uma das patas dianteiras ou do meio da rainha, que não consegue mais se apoiar corretamente e para de colocar os ovos na posição correta. Tal fato é percebido pelas operárias, que iniciam imediatamente a produção de novas células de rainha. Quando uma nova rainha já está madura e fértil as operárias matam a anterior por sufocamento, se sobrepondo umas as outras sobre a rainha, até que ela morra por excesso de temperatura (método também utilizado para matar vespas predatórias).


Considero muito luto de uma vez só: o luto pela saída de uma fase infantil para outra, o luto pelas pombinhas que caem dos ninhos perto da casa da Íris, o luto pela abelha Rainha(tadinha...) e por todas as operárias que morrem ao picarem alguém... minha nossa, se demorar mais, sou capaz de chorar pela morte da "bananeira que morre depois de dar cacho", se isso for verdade, lógico.
É, esse semestre promete...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Nos caminhos de Alvorada

Brincando com um poema conhecido , posso dizer que


No meio do caminho tem Alvorada

tem Alvorada no meio do caminho

tem Alvorada

no meio do caminho tem Alvorada


Lembro todos os dias

através da minha rotina acadêmica tão sonhada

lembro que no meio do caminho tem Alvorada

tem Alvorada

e não é pedra, é felicidade conquistada.

Mosqueteiras Pedagógicas


"imagem é tudo..."


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Agosto à gosto na segunda parte

Além do incômodo em partilhar, com um grande número de pessoas minha rotina pessoal, ficava retumbando em minha mente um verso ou frase: "Sou dona do meu tempo".
Tento explicar: sou dona do meu tempo e ele, senhor de meus momentos. Construo minha rotina com imprecisão e decisão. Durmo pouco, acordo mal, sinto sono, acordo, leio, construo, passeio quase nada. Percebo que meu lazer é uma piada. Mas o tempo e como é administrado não deixará de ser resultado de minha constante reflexão.
Retomo a frase "sou dona..." e penso sobre o motivo de relembrá-la e de por que minha irritação.
Na verdade, quando somos confrontados com nossas falhas, podemos reagir com raiva, aceitação, teimosia, culpa, bom-humor...
Enquanto escrevo, converso com a Kátia pelo Skype, ouço a porta da frente bater, indicando que o Lu chegou e penso" só mais uns minutos, só mais um pouquinho..."
Acho que a frase correta vem das vozes do grupo Roupa Nova e diz "sou dona do meu coração".
Fui buscar a música e li versos muito interessantes. " as pessoas se convencem de que a sorte me ajudou, plantei cada semente que o meu coração desejou..."
Que interessante... leio outros versos e enxergo coisas de minha mãe; "eu não me permito chorar, já não vai adiantar e recomeço do nada..."
Outros versos, no meu caso , são inverdades: " jamais me desespero..."
Mas gosto desta música, apesar de sentí-la raspando em algumas paredes internas.
Bem, já é tarde. Desejo a todos um semestre com muita persistência, saúde e equilíbrio.
Inté...daqui a pouco.

Agosto, à gosto...

Comecei em agosto... na verdade, recomecei, com o RE bem grande.
No dia 5, junto com minha colega e amiga Kátia, retornei ao Hospital Santo Antônio para contar histórias e participar da Hora do Contador.
O "caminho" até o hospital pode apresentar obstáculos (cansaço, atrasos, um aluno que surta, uma carona perdida, um ônibus que atrasa e outras coisinhas) mas, quando chego nos quartos e começo a contar histórias ...esqueço tudo e fico feliz. O cansaço vai embora, a dor no pé... Gosto disso. Durante algum tempo, as intempéries do caminho reduziram minhas forças. Mas, como cantava o Oswaldo Montenegro, "sempre não é todo dia".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Champagnat da Juventude" e uma história de Jardim


Lá pela metade da década de 80, fui professora de um menino que adorava ouvir histórias e arregalava os olhos de felicidade ao assistir teatro e manipular fantoches. Lembro dele com um blusão vermelho... tinha 5 anos, cabelo bem lisinho e acastanhado em um corte tipo pagem.
Bem... há alguns anos, tive a felicidade de reencontrá-lo e observá-lo no "exercício de sua profissão e de seu prazer"...
Hoje relembrei de um tempo de histórias, teatros, caminhadas pela cidade universitária com os alunos, de jovens pais, de seus filhos promissores. Fui buscar registros na web e dei de cara com a Cia A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos. Olhando as fotos reencontrei aquele que fora meu aluno. Bem, o agasalho não é o mesmo, evidentemente, mas é vermelho...
Muito orgulho deste "menino": Rafael Rossa.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

domingo, 6 de julho de 2008

Se

Pela voz, pela musicalidade, por duas ou três palavras, por alguns versos, pela imagem... se, neste momento, eu estivesse fechando as portas do semestre, usaria esta música para me despedir, para desejar bom descanso nas férias, para desejar que acalentasse o sono de quem precisa dormir, que distraísse a mente de quem a tem ocupado em demasia, para que acompanhasse as mãos dadas de quem esteve afastado, para atenuar a dor de quem tem sofrido...para abraçar, acalentar, entrar dentro do peito e, ali, se aninhar...pulsando, pulsando, pulsando... buscando vida...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quase sempre assim...

Pois é mesmo quase sempre assim... preciso encontrar a música que encaixe com relativa perfeição no meu momento de refletir e escrever. Duas músicas têm me acompanhado por diferentes e semelhantes motivos. Compartilho, antes da entrega do trabalho final de ES e do Portfólio.

domingo, 15 de junho de 2008

Finalizando o infindável



Talvez deva começar com a descrição de uma nova casa. À esquerda, um convite para entrar, para conhecer e, quem sabe, desvelar. Logo abaixo, lembranças musicais, admiração pela crítica construída a partir do criativo, do belo e instigante exercício da contestação fundamentada. Acima, à direita, atualmente, a mais preciosa aquisição: voz, arranjo e visual cuidadoso: Paciência...
Descendo se observa o contraste vindo da inquietude, do enfrentamento e disposição para a violência. “O mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós...”.
Lenine afirma que, enquanto o tempo acelera e pede pressa, ele se recusa... e vai “na valsa”.
Naruto, tenso, engessado em um pseudo-uniforme ninja, distribui seus golpes, se defende e/ou ataca.
Esta casa é virtual e se chama
wiki. Paradoxalmente, traz a possibilidade real de transformar meu presente e minhas ações no futuro. Crio esta nova página com objetivo de falar sobre meu aluno Tiago e refletir sobre os movimentos realizados durante seu período de adaptação na escola. Na verdade, procuro finalizar uma tarefa com a certeza da continuidade de um trabalho de resgate e descobertas.

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

Iniciei minha pesquisa sobre Naruto tentando descobrir um pouco mais da história de Tiago. Tiago que acredita ser Naruto, que acredita ser um ninja vingador e que sente uma força estranha e incômoda dentro de si.
Confesso que, desde o início, antipatizei com o personagem da série. Sua figura estava associada, em minha opinião, à violência, vinganças, incompreensão... Entretanto, foi através da história de Naruto que começamos o resgate de Tiago para o convívio com novas pessoas, novas possibilidades e verdades. Falamos com Tiago, inicialmente, através de Naruto; identificando o que era semelhante a ele: as dúvidas e os receios em relação a uma história familiar nebulosa.
Hoje, percebemos que a forma que Tiago encontrou para falar de si foi entrelaçar-se com o personagem.
Fingimos “que isso tudo é normal” e buscamos paciência para acompanhar um processo não tão natural.
Através de um jogo de perguntas, de entrevistas realizadas por Tiago, com as pessoas da escola e sua família, pudemos conversar sobre o que é Ficção Científica, Ficção e Realidade. Algo muito desafiador para alguém com o diagnóstico de psicose. O que é real? O que é imaginário?
Entretanto, aprendo todo o dia que, muitas vezes, caminhamos sem cessar e não chegamos a um destino conhecido ou desejado. A caminhada se torna o objeto mais importante, o processo mais elaborado.
Tiago se relacionou conosco, inicialmente, através da recusa em ser nosso aluno, em permanecer na sala de aula ou junto a seus colegas. Sua fala era rápida, por vezes incoerente, utilizava o corpo para empurrar professores e colegas e a intensidade da voz para intimidar quem se aproximasse.
Embora notássemos o gosto de Tiago por jogos e brincadeiras violentas como Naruto, começamos a perceber que o mais relevante no personagem da ficção era o desejo de ser amado, de resgatar uma história incompreendida e, a partir daí, reescrevê-la.
O personagem de nossa realidade também tem este desejo e procura, com as falas de Naruto contar sua angústia, raiva e incompreensão. Tiago lê, escreve, classifica, sequencia, soma, multiplica... mas não consegue se relacionar no grupo sem o apoio de suas professoras: foge da sala quando se sente questionado ou repreendido, desconfia que todos o perseguem e querem o seu mal.
Mas foi, há poucos dias, numa tarde chuvosa que, sentada ao seu lado, recebi um gratificante retorno:
Tiago começara a explicar-me as regras de um confuso jogo de cartas do Naruto que eu comprara de um camelô. Estava eufórico com a surpresa trazida e gozava de minha dificuldade em gravar nomes de novos personagens e truques e golpes apresentados nas cartas. O aparecimento da raposa de nove caudas sempre gerava em Tiago, agitação e preocupação por minha parte: ao mesmo tempo que acreditava ser uma oportunidade de falar sobre alguns desejos relacionados à vingança, que Tiago trazia, corria o risco de facilitar-lhe a entrada no imaginário, a colar-se ainda mais em uma história com semelhanças e, também, muitas diferenças. Este dia, a raposa foi observada e ignorada. A conversa foi, mais ou menos, assim:

Os marcianos trocam a cabeça das pessoas e colocam as cabeças de outras pessoas...
É? Por que tu achas isso?
Por que...eles dão mordidas...
Quem dá mordida?
O marciano! E coloca o veneno com as próprias mãos!
Tu viste isso, onde?
No filme...
No filme...então isto é...
Eu sei! É ficção.
Ah, legal...
Só que a única maneira de destruir os marcianos e matá-los é água! O marciano sucumbiu com a água. Os vampiros vendem sua alma... chupam sangue...
Nossa! Tu já viste algum vampiro antes?
Já sim, na televisão. Eu gosto de ver o Jason...
O Jason do filme? Aquele de terror?
Sim...ele se vingou das crianças que gozaram dele...

Aqui, vale uma nova pausa para novo resgate: Jason, personagem do filme de terror, também foi incompreendido e busca, através da violência, vingança. Assim como Naruto, em alguns momentos, se sente. Assim como Tiago pensa que deve agir, buscando a semelhança e continuidade de ações com os personagens.
Perguntei:

Olha só, Tiago... tu não achas que o Jason seria bem mais feliz se percebesse que, em vez de se vingar, poderia achar pessoas que gostassem dele?
Nesse momento, ficou em silêncio. Depois de alguns segundos levantou-se da cadeira e debruçou-se sobre a classe, ficando de costas para mim. Começou a falar com a cabeça escondida entre um dos braços:
Tu e a Sílvia (minha colega, também professora de Tiago)
me ganharam...
Como assim?
Você sabe que eu não queria ficar aqui, ser aluno de vocês...
Ah...
Mas eu sei que vocês gostam muito de mim.
Sabe? Como?
(Provoquei, porque sabia a resposta.)
Por que vocês me falam isso. E eu sei que isso não é ficção.
Isso é verdade, Tiago. A gente gosta muito de ti e quer te ajudar. Mesmo quando te dizemos Não, continuamos gostando de ti.
Sei...compreendo...isso é verdade... E, agora, que conheço vocês, não posso deixá-las... Bia, posso ir pro recreio, agora, sem meus colegas?
Não, não pode.
Ah...qualééeé...
Esta fala foi uma grande demonstração de carinho e confiança. Mesmo que efêmera, como tantas outras ações de alunos com transtornos, é uma possibilidade: Tiago que, em alguns momentos, já fala de Naruto com distância conseguindo desvincular fantasia de realidade, que se recusava a sentar perto de um “aluno com Down” e hoje, auxilia o mesmo colega a deslocar-se até a assembléia. Aprimora a ironia e implicância à medida que gestos e falas violentas se atenuam...

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma... a vida não pára...”

Percebo que Naruto exerce um fascínio em jovens, adultos e crianças. Surpresa, ouvi de um camelô, na Assis Brasil, que Naruto lhe ajudara a fazer um puxadinho nos fundos de sua casa. Ao perceber minha surpresa explicou-me que, com as vendas das Cartas de Naruto, faturou muito. O camelô nem tem idéia de quem seja o personagem...mas o adora.
Não me sinto seduzida pelo animê. Menos ainda, por algum mangá do personagem. Sentimentos como raiva, inveja, dissimulação e atos de violência se sobressaem ao meu olhar. Porém, reconheço o auxílio que o animê proporcionou e proporciona a Tiago: blinda-o, protege-o e, ao mesmo tempo, em um interessante paradoxo, o expõe.

Tiago tem se permitido brincar: brinca de esconde-esconde, na entrada, fazendo com que uma de nós o procure pela escola e o traga, de braços dados, com o capuz de seu casaco, escondendo todo o rosto, para a sala. Ao ser saudado com palmas e brincadeiras ri e disfarça rapidamente o contentamento. Há dias, falou de seu padrasto sem manifestar raiva. Sabemos que o conquistado em um dia, pode se perder no outro... Mas insistimos pois é nosso trabalho, nossa crença e nossa paixão.


Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

A questão trazida através das professoras do Seminário Integrador e dos textos disponibilizados me acompanha: como proporcionar que a capacidade criadora e crítica seja cada vez mais estimulada? Dando respostas imediatas e prontas é que não é...
Desacomodar nosso aluno começa pelo processo de nossa própria desestabilização: do reconhecimento que pouco sabemos e que temos muito a aprender, inclusive COM os nossos alunos. Aceitar que não sabemos tudo e, principalmente, que nossa matéria-prima nos desafia e nos convida a refletir, por vezes, é difícil.
“Será que é tempo que falta pra perceber?”
Percebo que muitos de nós temos a tendência a formatar, a classificar nossos alunos dentro de uma mesma perspectiva, procurando facilitar planejamentos, planilhas , sem pensarmos nas diferenças. É mais fácil aplicar uma mesma prova do que pensar e avaliar os diferentes tipos de aprendizagens e conquistas de cada um, no grupo, não é? Será?
“De concreto, o que podemos fazer para erradicar essa postura da nossa sala de aula?”
Talvez a resposta esteja em Tiago e em seus colegas. Talvez eu consiga perceber que além de perguntar, com a turma que tenho, em alguns momentos, preciso silenciar... e escutar o que não é dito, mas é mostrado. Talvez eu aprenda ainda mais se não comparar desempenhos, se enxergar possibilidades...
Buscar respostas para perguntas feitas, para perguntas não pronunciadas e, principalmente, perceber que a busca é mais valiosa que a resposta entregue facilmente.

As atividades realizadas com Tiago e seus colegas ainda serão relatadas. Entretanto, pelo cumprimento de prazo e metas, adiciono esta página ao PIE. Interessante é a maneira com que lido, atualmente, com um recurso que trouxe muita angústia. Mexer, editar , escrever no wiki, no primeiro semestre eram atividades desagradáveis. Hoje, percebo que o desagrado estava diretamente ligado ao desconhecido: na medida em que me apropriava de todas as ferramentas, o que era complicado se tornou positivo.

“A vida não pára... a vida é tão rara”
“Vamos na valsa”, como Lenine ou “girando cada vez mais veloz”, como Naruto. Mas, vamos...

domingo, 25 de maio de 2008

Viagem no tempo

Bom... não construí nenhuma máquina, não entrei em um túnel...mas viajei no tempo. Hoje o domingo foi de Queen, Freddie Mercury,Elton John, George Michael, Lenine e Pato Fu.


Leitura de e-mails, textos, wiki...Optei por fazer tudo ao som Música. Bom, muito bom...

sábado, 24 de maio de 2008

VIDA TEMPO

Encontrei no Youtube e achei interessante...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Pare e pense 2008

A ONG Parceiros Voluntários e o Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo realizam em Porto Alegre a 4ª edição do Seminário Internacional Pare Pense, com palestrantes internacionais e nacionais:
Don Beck, norte-americano, criador da Dinâmica da Espiral; Amit Goswami, indiano, doutor em Física Quântica, relaciona as aplicações da mecânica quântica ao problema da relação mente-corpo;
Uma Krishnamurthy Goswami, indiana, psiquiatra, mestre em ioga, aborda aspectos da Filosofia Iogue na busca da cura e da transformação das emoções
Moacir Costa de Araújo Lima, brasileiro, físico e autor dos livros: Afinal, quem somos? Quântica – Espiritualidade e Sucesso.

O evento terá a mediação de Laís Wollner, brasileira, Doutora em Física, palestrante internacional, ministra cursos sobre Processo Criativo e Metodologia e Comportamento Quântico e a Dança do Tao. O evento acontecerá no dia 26 de maio de 2008, no Salão de Atos da PUCRS, Av. Ipiranga, 6681, Porto Alegre-RS, das 8h30 às 12h30.
O ingresso é a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis – imprescindível – que será recolhido e distribuído a organizações da sociedade civil pelo Banco de Alimentos.Alimentos solicitados: leite em pó, óleo de soja, massa, arroz e feijão.
Sua participação é muito importante para nós!

Clique aqui para saber mais e fazer a sua inscrição

sábado, 10 de maio de 2008

Sempre em meus pensamentos

Em um de seus comentários em meu blog, a Professora Bea trouxe uma questão que me fascina e intriga: "o que será que tem algumas músicas ou qualquer outro tipo de comunicação que passa através dos tempos e encanta gente de várias idades que vivem em mundos completamente mudados? No que ela é especial?"
Bem, fiquei pensando nisso, na linha do tempo proposta pela professora Cida e pela Eliana, nas reflexões sobre a disciplina de Ciências e no meu PIE... por um momento visualizei a ampulheta postada pela Izolete em seu blog, com o movimento da areia a escorrer...
Em meu caso, muito mais as melodias do que algumas letras me chamam a atenção. Mas, na realidade, acredito que a Música transcenda, ultrapasse gerações por causa da genialidade de seus compositores e de seus intérpretes.
Em uma época em que Mulheres Melancia, criaturas dançando e cantando o tal do Créu são admiradas por muitos fico pensando no que passa na cabeça de alguns fãs. Tanto a mulher que, aparentemente, se julga incapaz de oferecer alguma coisa a mais do que pedaços do seu corpo e o homem que simula um ato sexual com sua "coreografia" são passageiros, facilmente serão abandonados no baú do esquecimento. Talvez ouvir uma melodia, escutar uma letra e, além disso, estabelecer relações a partir daí, seja um exercício complicado para alguns. O que é lamentável.
Fui buscar em alguns escritos (os famosos diários adolescentes, daquela época) algo que eu registrara sobre a Música . O ano era 1976 e várias flores desenhadas
com canetinhas enfeitavam a página. Mas eu escrevi isso:
"não sei porque a mãe e a dinda implicam com a minha mania de ouvir música, sentada no banheiro! Gosto da música em todos os lugares, até quando faço xixi, ora! Ouvir música é como se eu fosse pra outros lugares e voltasse só na hora do almoço. A música entra em mim e eu fico feliz, , lembro de coisas boas. Eu me imagino nas Olimpíadas, ganhando uma medalha ou nadando pra salvar um monte de gente que caiu no mar. Eu ainda não sei nadar mas ouvindo música parece que eu sei e sou capaz. Acho que vou pedir pro Tata me colocar nas aulas de natação. Quem faz música deve ser bem mais feliz do que quem não faz. ou, então senta no banheiro e pensa que nem eu...Droga! já tão batendo na porta do banheiro! E agora é o Neco que quer ouvir rádio também! quero um rádio só pra mim!"


Ouço a música cantada no vídeo acima e lembro da voz de Elvis Presley, de momentos de sua vida, registrados pela mídia, penso em toda a sua genialidade e em suas escolhas, suas opções que , muito provavelmente, tenham abreviado sua história. Seguindo outra linha de tempo sou capaz de emocionar-me com Willie Nelson, admirar-me com sua voz... e associado a tudo isso, a figura de Bon Jovi. Mas quem foi Elvis Presley, quem é Willie Nelson e este, agora não mais jovem, Bon Jovi?
Ouvir música pode ser estar aberto a pesquisar , estabelecer relações, não somente se encantar.
Bem, mas aí entra outra questão que relembro: criativos intérpretes. Falo criativos pela capacidade que alguns possuem de "trocar a roupagem" de algumas músicas. (Alguém já ouviu Adriana Calcanhoto interpretando Caminhoneiro, do Roberto Carlos?Bah!)



Mais uma vez, em seu comentário, a Professora Bea desata alguns nós : "Esse seria um dos papéis da escola não? Apurar o gosto e a sensibilidade dos alunos para todos os tipos de comunicação, na busca de uma maior aproximação entre pessoas."
Há alguns anos, na FAPA, assisti a um filme estrelado pela Jodie Foster, chamado Nell.
Nell vive até os 30 anos, afastada do contato com outras pessoas. Por conseguinte, não fala , nem se comunica, como a maioria. Desenvolveu uma linguagem própria. Fico pensando nas diferentes linguagens de nossos jovens e na capacidade ou incapacidade que temos de nos aproximarmos, traduzirmos e ofertarmos outras coisas além de funks com letras duvidosas e coreografias que estão bem para além do sensual....
Em um mundo em que o Imediato é cultuado, que a velocidade é admirada...o espaço para uma mudança de marcha precisa ser conquistado por nós, educadores. Resgatar diferentes histórias, a minha, a sua, a do colega, de meus alunos é importante. Entender como podemos, através de ações impensadas, abreviar a história do planeta, é imprescindível. Sempre foi.
Acho que precisamos descobrir os códigos de acesso de nossos alunos, de nossos pares, de nossos namorados, maridos, filhos...precisamos, por vezes, relembrar dos nossos próprios códigos.


O tema escolhido no meu PIE tem trazido alguns questionamentos e , por vezes, a incômoda sensação de ignorância. Conhecer o Universo Naruto não é tão simples, nem imediato. Mas estou tentando, arduamente.
Há poucos dias estive com alunos de ensino médio falando sobre como administro meus blogs. Em determinado momento, ao enxergarem no telão, um gif sobre o personagem Naruto manifestaram expressões de reconhecimento e satisfação. Foi como se eu tivesse, finalmente, acessado a senha de identificação com aquele grupo... a partir daquele momento eu era um deles, ingressara em outro seleto grupo. Interessante e passível de muita reflexão.



O fato é que estamos na "busca de uma maior aproximação entre as pessoas". Diferentes caminhos e obstáculos... mas quem sabe, um dia, tenhamos todos a mesma intensa determinação de sermos melhores pessoas com metas enfocando paz, felicidade, justiça, fé, criatividade e vontade.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Abram alas!

Jhony Fiapo, Flori, Pinta e Picasso,

Sacudam o pêlo, agitem as caudas, endireitem os focinhos e corram até a entrada do céu! Uivem de alegria, cheirem todos os tufos celestes e "abram alas"! Recebam Samanta Elisa. Sua página foi traçada e, aqui, conosco, cumpriu sua parte. Lambam suas orelhas, cheirem seu pescoço e lhe contem qual seu novo caminho...

Samanta Elisa

Sua passagem foi breve mas, intensa.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mais sobre o Naruto

Naruto é filho de Minato Namikaze, o quarto Hokage, e Kushina Uzumaki. Logo após seu nascimento, o demônio raposa de nove caudas, a Kyuubi, atacou a sua cidade natal de “Konohagakure”, o vilarejo de Konoha, deixando um rastro de destruição por onde passou. Para parar o ataque da raposa Minato Namikaze selou a Kyuubi dentro do corpo de Naruto, dando a Naruto acesso ao seu grande poder mas isso custou a sua própria vida, e logo após selar a Kyuubi em Naruto o quarto Hokage morreu. Antes de sua morte, Minato Namikaze solicitou que Naruto fosse visto como um herói da vila, em vez de uma recipiente para a raposa/Kyuubi. Muitos moradores preferiram ignorar este pedido, levando à criação de uma lei que proibia qualquer pessoa de falar de Naruto por ele ser o hospedeiro da raposa. Isso é frequentemente citado como uma das principais razões pela qual Naruto nunca teve amigos e cresceu completamente isolado.

A personalidade de Naruto é, em larga medida, de natureza infantil. Kishimoto frequentemente tenta mostrar isso quando desenha Naruto, como ele fazendo mimica para imitar uma tartaruga como somente um criança poderia fazer. A alimentação é um componente importante da vida de Naruto, com lámen sendo a sua comida favorita. Na verdade, lámen, geralmente, é praticamente a única coisa que Naruto come no anime e no mangá e ele pode ser freqüentemente encontrado jantando no “Ichiraku Lámen” em Konoha, seu restaurante predileto quando ele não fora em uma missão. Ele possui uma série de tendências “perversas” mas ainda infantis, de tal modo que o seu primeiro jutsu original é O “Sexy no Jutsu”, que o transforma numa atraente mulher nua que ele utiliza para conquistar os homens. A caracterísca que mais demonstra a sua infantilidade é o fato de Naruto ser muito cabeça dura e sua lentidão para detectar o que é óbvio para Outros. Isso é fácil de se perceber na sua relação com
Hyuuga Hinata, Hinata sempre esteve paquerando Naruto, desde a primeira vez que foram para a academia ninja juntos. Apesar dos sentimentos de Hinata para de Naruto serem óbvios para a maioria dos outros personagens, Naruto apenas considera a tendência dela para ficar vermelha junto dele como algo “estranho”.
HabilidadesComo o hospedeiro do
bijuu de nove caudas, a Kyuubi, Naruto tem acesso às suas grandes reservas chakra. Além de permitir que Naruto recupere-se rapidamente de ferimentos e lesões, a raposa permite que Naruto execute alguns jutsus que alguém de seu nível de habilidade e ranking seriam normalmente incapazes de usar, como por exemplo o Kage Bushin no Jutsu. Como partes do chakra da Kyuubi estarem sempre se misturando com o chakra de Naruto, ele consegue usar grandes quantidades de chakra em momentos de necessidade. Isto geralmente ocorre quanto Naruto se enfurece e permite que o poder da Kyuubi se liberte e passe a consumi-lo. A medida que a influência da Kyuubi cresce, o seu chakra assume uma forma de raposa que rodeia Naruto, chamada de “manto da raposa demônio” ou “manto da Kyuubi”. Este “manto” pode possuir entre uma e nove caudas, que vão aparecendo de acordo com o grau de domínio da Kyuubi sobre Naruto. A cada cauda que aparece, o poder de Naruto aumenta drasticamente, tanto que com apenas quatro caudas ele quase matou Jiraiya durante um treinamento e é páreo para ninjas poderosos como Orochimaru. Consequentemente a personalidade violenta da Kyuubi começa a se sobrepor à personalidade de Naruto a medida que o poder da Kyuubi é liberado e o número de caudas do “manto” aumenta. Chegando a um ponto ponto em que ele não é mais capaz de distinguir entre amigos e inimigos, se tornando um perigo para todos.

Por causa do perigo que ele representa para seus companheiros nestas situações, Naruto tem de limitar a utilização do poder da Kyuubi.
Uma das primeiras ocasiões em que Naruto se aproveita do chakra da
Kyuubi é com a técnica dos clones das sombras (Kage Bushin). Esta técnica cria um grande número de cópias físicas do usuário. Como os níveis de chakra do ninja são distribuídos igualmente entre todas as cópias, a maior parte dos ninjas se limita a criar apenas alguns poucos clones para manter suas próprias reservas de chakra. Já que Naruto tem acesso ao enorme chakra da Kyuubi, ele é capaz de criar centenas de cópias suas com o Kage Bushin de uma só vez, sem se preocupar em ficar sem chakra por causa disto. Naruto usa suas cópias de várias maneiras, desde sobrepor um inimigo em número até patrulhar uma grande área em pouco tempo. Além disto, a capacidade de Naruto de convacar sapos durante a batalha depende em parte do chakra da raposa, pois ele só é capaz de convocar sapos grandes como o Gamabunta com a ajuda do chakra da Kyuubi.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Universo Naruto


Gifs Animados
Nunca fui apreciadora dos desenhos japoneses. Pelo contrário. Entretanto, atualmente, entrar no universo de animês e mangás, se faz necessário. Conhecer um pouco a história de um dos personagens fictícios talvez seja uma possibilidade de conhecer um pouco mais da história e relações de um de meus alunos. Por isso, meu PIE trata de Mangás, animês e , especialmente, da série NARUTO.
Em breve, disponibilizarei maiores informações.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Valores de Páscoa

Esse grupo se transformou na Família Coelho, no dia de Valores de Páscoa, no Hospital Santo Antônio. A "apresentação" nos quartos foi muuuuito legal. Interessante que nem todos puderam se reunir presencialmente, mas deram idéias através de e-mail e telefone. E deu certo!


terça-feira, 22 de abril de 2008

Números

"Onde há números em sua vida?"
"Para que você os usa?"


Há números em minha idade, nos meses, nos dias, nos anos, nos minutos, nos segundos.
Há números no meu cartão de crédito, na minha conta, na minha identidade.
Há números na frente do meu prédio, em cada porta dos apartamentos, nas placas de velocidade, há números nos relatórios, nos escritórios, há números na minha balança ( números que vejo sem vontade).
Há números nos grupos, na linguagem html, nos códigos, no conta-gotas, no relógio, no celular, há números em toda parte, em todo lugar.
Eu os uso para agrupar, selecionar, quantificar, ilustrar, separar.
Uso para contar os anos, pensar no tempo, verificar no Google a velocidade do vento.
Uso os números para organizar o meu tempo presente, para recordar há quantos anos alguém está ausente.
Uso os números para sonhar e planejar o meu futuro.
Posso pensar que sendo UMA, sou um número...
E, agora, sendo 12, sou 47. 12/04/61.
Nasci.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Obrigada, Lú!

Pois esta madrugada está sendo muito divertida. Pelo Skype, Lú Sobotyk e eu, até pintar, pintamos! Muito legal o papo, os trabalhos e as pinturas! Beijocas pra Chaine, pra Kátia e Daiane, que também apareceram.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mário

"Todos esses que atravancam meu caminho... eles passarão. Eu passarinho."
Mário Quintana

domingo, 13 de abril de 2008

Outras segundas chances

Há muitos anos, no auge do Alzheimer de minha mãe, olhei para os lados e descobri que estava sozinha. E, também, cansada. E,triste. E, apática. Já não conseguia pensar direito. Olhei todas as coisas materiais que eram significativas pra mim: discos, um xale bordado com fitas de cetim lilás, um cálice de estanho, a biografia de Gandhi, um violão velho e encharcado de histórias, uma pedra que ganhara de presente de um dos meus alunos, uma caixa contendo os primeiros bilhetes de minha primeira turma de alfabetização... Nos dias seguintes, fui me despedindo de cada uma dessas coisas: o violão, doei a um colega de trabalho, que era responsável por um grupo de escoteiros, o cálice e o xale foram para Isabela, uma colega que não abraçava ninguém, e não esperava receber nada, também. A biografia de Gandhi, deixei no banco de uma lotação e os discos, em uma caixa na biblioteca do prédio onde trabalhava. A pedra e os bilhetinhos ficaram comigo. Bem, mesmo sendo discreta e realizando minhas doações espaçadamente, chamei a atenção de uma colega , que falou com outra, que encontrou alguém que ganhara um xale, que falara com outro que recebera um violão... E, numa tarde que encabeçava o final de semana, fui chamada na sala de minha coordenadora. Lá encontrei sete pessoas que viriam, nos meses e anos seguintes , a ser meu apoio e conforto até o falecimento de minha mãe. Do grupo, três permanecem muito próximas e se transformaram em valiosas amigas. Através delas percebi que eu não estava sozinha...apenas me isolara em um castelo de problemas e não falara com ninguém.



Decidi desgostar dos escritos futuros de Lya Luft em 2004. Não que eu discorde totalmente do que ela escreveu em um de seus artigos. Mas, ainda acho que certas comparações não são cabíveis, ainda acredito que pessoas se comovendo ao ver uma baleia encalhada e tentando ajudá-la, são bem melhores do que quem critica, escreve, e nada faz. O que me impede de ajudar um animal e TAMBÉM ajudar pessoas? Hoje, ler seu nome nas páginas da Veja é indicativo de "passar para outro artigo".

Mas não consigo esquecer de um de seus livros, A asa esquerda do anjo. Lembro-me da expressão "rasgando tecidos"; e também da sensação que isso me provocou: eu sabia exatamente como era sentir algo subindo pela garganta, arranhando-a, como era engolir o choro, engolir a dor, lutar contra eles e enviá-los de volta ao seu recomeço. Identifiquei-me , na época, com algumas coisas da personagem. Mas o tempo passa e, se você é "saudável", consegue reelaborar muita coisa e seguir em frente: as personagens nos acompanham por um tempo necessário..depois vão embora, para que a gente consiga viver nossa realidade. Tenho medo de reler a Asa esquerda e pensar "nossa, quanta bobagem... " Então, apenas recordo as sensações.


Pois, olha só: acabei de ouvir o poema de Jaime Caetano Braun, que a disciplina de Ciências nos ofertou. E acho que há muito relacionado com que eu escrevia, nessa postagem. Trabalhamos e vivemos pelas segundas chances, não é? E pelas terceiras e quartas, e quintas e sextas...
A personagem do poema teve outra chance que a vida lhe deu: mudou o seu olhar sobre aquele animal que, em suas lembranças infantis, sofria com suas brincadeiras de mau gosto. ("e na maldade campeira que identifica os piazotes, vivia te dando trotes, que hoje, recordo com mágoa...)
"Só há morte onde existe vida..."
Então... há um tempo atrás, eu me dei outra chance... outras pessoas também.
Em meu colo, acompanhando, interessada e sonolenta, o movimento da tela do micro, há outra personagem que recebeu uma segunda chance: batizei-a de Samanta. Ela foi abandonada lá na Restinga por um grupo de meninos, frente a uma casa, onde seu morador, de forma ineficaz, triste e solitária abriga mais de cem animais. Samanta ficou dois dias no pequeno pátio desta casa, embolada com outros filhotes que vieram a falecer. Agora, está comigo e com o Lú, aqui na Zona Norte. Tem aproximadamente dois meses , está subnutrida, anêmica, tem uma hérnia...enfim... Acho que depois de sentir o calor e aconchego de outro corpo, está lutando pra sobreviver. Samanta terá outra chance e outra vida.
Com pesar, relembro dos meninos que a largaram... gostaria que tivessem outra chance...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Reflexões sobre Déjà Vu, Disciplinas e o que Rosaura pede



Em um dos semestres passados, houve uma disciplina que absorveu muito de nossa atenção, testou nossos limites (de compreensão, tolerância) e nos deixou lembranças pouco positivas. Lembro-me, com desprazer, de vários e-mails que a turma recebeu de um dos professores de outro Pólo, que viera "contribuir" com sua colega de disciplina. O conteúdo e título de um deles, algo como "Agora, sim, o blog da colega será o mais visitado"(depois que o professor, nele escreveu),volta e meia, me assombra.

Relembro que, em uma das atividades solicitadas falei sobre a importância dos responsáveis por sua disciplina refletirem sobre duas questões:

A primeira se refere ao fato de que existem outras disciplinas que também necessitam de nossa atenção. Colocar na lista, a todo momento, que o prazo está se esgotando, que observemos as datas, etc, etc ...por vezes, é complicado, pois faz com que dediquemos mais tempo ao que pensamos estar sendo solicitado, que voltemos diversas vezes para confirmar o que foi feito...(Meu ponto de vista, lógico!)

Há uma linha muito tênue que indica"Ei, não se esqueça que os alunos precisam fazer as tarefas de outras disciplinas... Quem sabe não é possível dar um espaço para elas, também?"

Particularmente, a forma como as disciplinas são estruturadas e o modo como as atividades são solicitadas e organizadas em nossos diversos ambientes virtuais chamam minha atenção.

A segunda, posso considerar um desmembramento da primeira: O fato do curso ser à distância nos proporciona otimização de tempo e energia. Acho muito satisfatório o número de presenciais organizadas em nosso curso. Entretanto, quando outras atividades indicam que precisaremos marcar datas de encontro para trabalho em grupo, realmente, eu não gosto.

Neste exato momento eu reflito triplamente e acho justo mencionar que, por me considerar uma pessoa com facilidade para se atrapalhar, eu vivo buscando a minha organização.( talvez, o Poeta dissesse que "o organizado é um atrapalhado disfarçado") Então, procuro observar atentamente prazos e atividades. Quanto mais a disciplina é apresentada de forma objetiva e organizada, melhor.

Voltando ao presente e relacionando-o com o que ficou para trás, a Disciplina de Matemática tem...digamos... ocupado bastante de meus pensamentos. E até considero um pouco injusto pois , na ânsia de clicar em todos os links, ir do wiki individual para o coletivo, mandar e-mail, ir para o mural, etc, etc... deixei de lado algumas das outras disciplinas. Falta de organização? Pode ser. Mas será só isso? Penso bastante e lembro de nossa presencial onde professora e tutoras enfatizaram o carinho e a preocupação em (uma grande equipe) preparar atividades e materiais interessantes para o grupo. Penso na oferta de auxílio a qualquer momento e na disponibilidade em nos responder de imediato. Com carinho e, certo arrependimento, até, relembro das conversas com a tutora Paula via Skype. Com arrependimento porque, no momento em que busquei sua escuta, estava muito irritada. E, com carinho, pela tranquilidade, presteza e atenção dedicados. Novamente, agradeço.
Pois bem, se há tantas coisas legais, por que ainda tenho essa sensação de incômodo?
Não tenho problema em relação à conteúdo, enfatizo. Mas , respondendo a questionamento feito, sim, tenho dificuldades. Vivo com dificuldades (como todos nós). E as vezes a dificuldade é tão complicada que nem conseguimos identificá-la precisamente.
E, "já indo para os finalmentes" (pois preciso ler material de Estudos Sociais, Ciências e organizar material para o Seminário Integrador) retomo as palavras da nossa Rosaura que, gentilmente, me perguntou se "a inspiração" acabara. (Em relação ao número mínimo de postagens no blog.)
Bem, a inspiração não acabou...
Hoje, consegui tirar um turno para que pudesse ficar em casa . Então, aqui estou.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ontem tivemos nossas aulas presenciais . Foi lá pelo final da noite que eu pude confirmar que além de cansada eu estava tremendamente irritada. Nossa aula de Estudos Sociais foi muito boa e saí da mesma com o propósito de escrever um texto sobre como vivencio os Estudos Sociais com meus alunos com Transtornos.
Já na outra sala , com o professor de Ciências, a proposta foi legal mas eu não estava mais em sintonia: embora brincasse com as colegas, tenha falado sobre turmas de jardim e como vivenciei o trabalho com o estudo de alguns animais....internamente eu sentia a minha irritação crescer. Queria estar a quilômetros dali, em minha casa. E realmente, bem longe dali, mais tarde, esperando a lotação da Kátia que recebi, dela, o meu diagnóstico: "é, Bia, estás chateada por causa da tua aluna, não é? "


Eu e minha colega temos um aluno em especial que gosta dessa melodia. Descobri isto o ano passado, no pátio da escola, quando eu procurava desviar sua atenção de seu próprio corpo: ele tentava morder suas mãos e dedos do pé. Ao agachar-me em sua frente e segurá-lo, cantarolei essa música que me acompanhava há alguns dias. Ele demonstrou interesse e relaxou os braços. Ao perceber, continuei a cantarolar e assim ficamos por um bom tempo. Ainda hoje, no pátio, sentados no balanço vai-e-vem eu e minha colega cantarolamos essa melodia para o mesmo aluno, que voltou muito mal, do seu período de férias. O que nós consideramos um período de descanso, para muitas famílias e muitos de nossos alunos é o contrário: sem a escola alguns deles ficam trancados em casa, surtam, são internados, algumas mães ficam extramamente cansadas e irritadiças. O retorno à Escola e às atividades é, por vezes, muito difícil. E foi em um momento bem complicado que essa música retornou e acalentou, por alguns instantes, as ondas enfurecidas que atormentam nosso aluno. Ele não se comunica verbalmente mas ao observar seu sorriso e seus olhos nos buscando temos muitas respostas.

Mas há em nossa turma uma adolescente que tem demonstrado, já há muito tempo, um crescimento: é organizada, meiga conosco, suas professoras, com seus colegas e até com visitas na turma. Compreende tudo que é falado e, embora só fale "mãe", minha", "naaaaãooo"...comunica-se perfeitamente através de gestos e expressões. Ajuda os colegas que necessitam e está geralmente de bom humor. Claro que está em nossa escola por muitos motivos. É especial.
Pois essa aluna passou as férias com sua mãe que, no retorno à escola, disse que não aguentava mais e ia fazer alguma coisa. Fez. Com a justificativa de que surtara em uma parada de ônibus, nossa aluna foi internada em um hospital psiquiátrico.
Há alguns dias, tínhamos notícias da mãe que dizia visitá-la, sempre. Ontem, pela manhã, a orientadora da escola e eu fomos até o hospital. Ficamos sabendo muitas coisas e relatamos outras.
Mas foi no salão onde a encontramos que aquilo que se transformara em irritação à noite, começou a surgir. Quando a porta foi aberta e ela nos enxergou, veio correndo nos abraçar. As outras internas faziam perguntas "tua mãe?" ,"vai te levar?". Outras, se aproximavam e ficavam apenas observando. Minha aluna me puxava pela mão, mostrando-me a algumas internas, me abraçando, beijando e repetindo "minha, minha", enquanto batia em seu peito .
Logo fomos , com ela, para uma outra sala. Ali, ficamos por 10 minutos conversando , falando que sentíamos sua falta e que a esperávamos na turma. Mas o mais importante era abraçá-la, ser abraçada e repetir "nós gostamos muito de ti." (o tempo todo eu pensava "Por quê? Logo com ela... que não precisaria estar aqui... Por quê?")
Procuramos fazer com que aqueles minutos fossem motivos para boas lembranças, enquanto ela aguarda a sua alta.
Passando pelo salão de mãos dadas ela olhou para nós, sorriu, abraçou-nos e foi sentar frente à TV, com outras internas: sabia que permaneceria mais tempo. Perguntara várias vezes por sua mãe.
O momento mais relaxante, eu diria, foi quando uma das internas puxou o meu braço e disse: "colega, vai sair hoje?" No que eu, surpresa, respondi afirmativamente ela disse "então deixa eu te dar um beijo. Boa sorte, viu?" E me abraçou e beijou.
Ainda olhei para trás e recebi o aceno de minha aluna, como a me tranquilizar.
Voltamos para a Escola, fizemos relatos necessários, recebi minha a turma à tarde, cantei, brinquei e sorri. Ao final da tarde, enquanto o grupo de colegas ficava em reunião, eu me dirigia até Alvorada. Mas já estava entrando no auge da irritação... Relembrava a informação dada pela assistente social: eu e minha colega foramos as primeiras visitas recebidas por minha aluna, desde sua internação. (A noite ia ser bem longa.)


Pois é... à noite, "quando os gatos são pardos" e eu deveria estar em casa ... não estava. Mas foi bom rever colegas e, mesmo com um humor bem diferente(embora eu saiba que consigo disfarçar muito bem), assistir às presenciais. Sentei junto à Solange, na segunda parte, e com ela e outras colegas (Neusa, kátia e Lu) me diverti bastante e também contei um pouco do que me afligia. Receber um beijo da Alexandra foi legal, conversar com a Tati, também. Voltar para POA, no carro da Neusa, com ela dirigindo e o grupo rindo é outro capítulo que vale muito a pena
É...eu precisava estar ali ...
Mas de ontem, vou lembrar com carinho, da perspicácia da nossa querida tutora Grace. Gentilmente aproximou-se de mim e me abraçou dizendo que ficara me observando na chegada, que eu fora até o cantinho (bem na ponta, no último computador da fila) e parecia estar..."cansada?" Respondi brincando e sorrindo mas lembrei de meus alunos que não conseguem falar mas, mesmo assim, a gente consegue escutar.

sábado, 22 de março de 2008

Novamente "Salada de Frutas" ou "Se precisar de socorro, na dúvida, grite FOGO!"

A Páscoa sempre me reserva situações incomuns. No ano passado, foi a perda do Xirú.
Estou em fase de "salada de frutas", misturando tudo. Começo com a solicitação das professoras Bea e Íris sobre nossos portfólios de 2007, com uma postagem que intitulei de "clique" e com um comentário posterior também da professora Bea, com uma triste notícia vinda da amiga Mosqueteira Lú sobre um aluno seu e com a história de quem tenta fazer o bem mesmo quando nada tem.

Ah! Para acrescentar uma "pitada" a mais, um comentário feito por meu marido há alguns anos: segundo ele, que trabalhou algum tempo na área de Segurança, uma das formas de conseguir ajuda de alguém, utilizando o grito, não é pedir socorro mas sim, gritar FOGO! A lógica é que as pessoas têm medo, procuram não se envolver ou arriscar. Ajudar algum desconhecido que grita por socorro pode, talvez, transformar quem se dispõe a socorrer, em vítima. Mas já o FOGO passa outra mensagem e mexe com a curiosidade. Quantas vezes vimos alguém observando um incêndio, realizando comentários, solidarizando-se com as vítimas e observando outras pessoas correrem os riscos que se apresentam?

Há uma história que gosto de contar chamada "Tico e os Lobos Maus". Nela, um coelhinho grita por socorro, quando imagina um bando de lobos à sua espreita. Sua mãe chega para afastar seus receios, sempre que necessário. Quando conto esta história, no momento em que o personagem grita, eu empresto minha voz e grito "Socorro!!!" Lembro que, há muitos anos, contando a história em uma formação de educadores de uma creche comunitária eu gritei a palavra e, poucos segundos depois, estavam abrindo a porta a cozinheira e o dirigente da instituição. Demos risadas pois, além do susto em quem ouvia a história, percebemos o susto em quem correu para tentar auxiliar. O tempo passa... Na apresentação de meu portfólio contei essa história e, novamente gritei por socorro. Fiquei intrigada quando ouvi o comentário que, em outra sala ouviram o grito e, por um momento, todos permaneceram quietos até que alguém falou " isso é coisa da Bia". Realmente , era. Mas lembrei do que o Lu dissera...

Quando falamos em evidências, também tocamos em finalidades, em metas, objetivos. Aprendi com uma querida líder comunitária a não pensar pequeno em relação as minhas metas. O que eu desejo, estudando? O que espero alcançar? Que diferença vou fazer? Eu espero e trabalho no sentido de que meus alunos, seus familiares e outros alunos que virão saibam fazer a diferença. Quero contribuir para que existam pessoas mais humanitárias, que consigam descentrar-se, que pensem em si e, também no coletivo. (embora, concorde que nem sempre é possível e necessário...) Acredito que devemos, sim, não pensar somente em coisas ruins mas saber que existem e, se necessário, procurar enfrentá-las.
(Novamente, volto no tempo, e relembro das crianças da Creche João Paulo...) Quero me tornar uma pessoa melhor, ciente de meus defeitos, aceitando alguns e procurando alterar outros. Quero ter coragem de ouvir um verdadeiro grito de socorro e conseguir me arriscar. Fácil? Que nada! Dificílimo, eu diria. Mas com clareza de objetivos e busca incessante de evidências acho que vou construindo um bom caminho.

"Ó vida, ó dor"... como diria o Dr. Smith... "Na dúvida, eu tenho quase certeza" de que insistiria no "Socorro".

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
GRUPO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO INFANTIL - GEIN

CICLO DE PALESTRAS GEIN 2008

A educação dos infantis
7 abril
As cores da infância: raça e educação infantil. Profa. Dra. Gládis Kaercher

5 maio
Discutindo diferentes lugares da infância. Profa. Dra. Leni Dornelles Mestrandas Carine Weber e Fernanda Morais

2 junho
Espaço: parceiro pedagógico do educador infantil. Profa. Dra. Maria da Graça Souza Horn

7 julho
Notas sobre o amor romântico: gênero e literatura na educação infantil. Profa. Dra. Jane Felipe Doutoranda Suyan Pires

LOCAL – FACED/ sala 101, 9:00 da manhã.
Valor do ciclo: R$ 20,00 com Certificado de Extensão UFRGS
O pagamento poderá ser feito com antecedência no Banco do Brasil, posteriormente enviaremos o número da conta do Ciclo de Palestras, outra opção é realizar o pagamento no dia da palestra, na agência do BB na UFRGS.Nosso e-mail: gein_ufrgs@yahoo.com.br