Na verdade, acredito ter sido com Don Mclean. Mas não posso negar o crédito ao real compositor.
Da biografia de Roy, chama minha atenção o fato de ter sido um geólogo, trabalhando, por algum tempo, em campos petrolíferos. E , durante a noite, cantava...
Pois é dele a melodia que ouvi no carro de minha colega que, insistentemente, sugeria que eu fechasse os olhos para descansar, antes de chegar.
Todas as tardes, quando encerramos nossas atividades na escola, esta colega, pacientemente, modifica seu trajeto e me leva em seu carro até a escola em que estou "realizando estágio". Tenho meia hora para deslocar-me do Jardim Itú Sabará até a outra escola. Com sua ajuda, consigo chegar poucos minutos antes do início da aula.
Fora uma tarde "pesada" em alguns aspectos: enquanto corria com fantoches de lobo atrás de alunos na biblioteca, que tentavam se esconder nas "árvores", um de meus ex- alunos , entrava na sala com uma postura indicando surto. A situação foi controlada com tranquilidade mas não sem o receio que sempre nos acompanha em situações como esta. Mas, retomadas e encerradas as brincadeiras dramatizadas, recebi uma turma e mais outra. Com a última turma fizemos uma "caça aos livros", pela escola... (atividade que chamo de "desafio de pistas")
No carro, minha colega insistia: Fecha os olhos, relaxa enquanto não chega... a tarde foi cansativa pra todas nós... ouve a música."
Não consigo, só consigo ouvir a música...
Tá, então ouve a música de olho aberto e sem relaxar. Mas fica quieta!
Sorri e ouvi a música...
Da biografia de Roy, chama minha atenção o fato de ter sido um geólogo, trabalhando, por algum tempo, em campos petrolíferos. E , durante a noite, cantava...
Pois é dele a melodia que ouvi no carro de minha colega que, insistentemente, sugeria que eu fechasse os olhos para descansar, antes de chegar.
Todas as tardes, quando encerramos nossas atividades na escola, esta colega, pacientemente, modifica seu trajeto e me leva em seu carro até a escola em que estou "realizando estágio". Tenho meia hora para deslocar-me do Jardim Itú Sabará até a outra escola. Com sua ajuda, consigo chegar poucos minutos antes do início da aula.
Fora uma tarde "pesada" em alguns aspectos: enquanto corria com fantoches de lobo atrás de alunos na biblioteca, que tentavam se esconder nas "árvores", um de meus ex- alunos , entrava na sala com uma postura indicando surto. A situação foi controlada com tranquilidade mas não sem o receio que sempre nos acompanha em situações como esta. Mas, retomadas e encerradas as brincadeiras dramatizadas, recebi uma turma e mais outra. Com a última turma fizemos uma "caça aos livros", pela escola... (atividade que chamo de "desafio de pistas")
No carro, minha colega insistia: Fecha os olhos, relaxa enquanto não chega... a tarde foi cansativa pra todas nós... ouve a música."
Não consigo, só consigo ouvir a música...
Tá, então ouve a música de olho aberto e sem relaxar. Mas fica quieta!
Sorri e ouvi a música...
Engraçado como, em certos momentos, independente da idade que temos, das experiências que vivemos, só precisamos de um colo ,uma palavra , ou aceno para nos tornarmos mais fortes.
E, enquanto não recebemos esse "colo", essa palavra ou aceno,enquanto não nos sentimos aconchegados, protegidos e, principalmente, compreendidos, não ficamos bem.
Algumas vezes, encontramos essa compreensão no sorriso e afago de um amigo, no silêncio e respeito do marido, na casa de nossa mãe... E aí, fica fácil, teoricamente.
Outras vezes, o lugar onde você , certamente, encontraria a palavra e o gesto que consideraria certos e essenciais já não existe.
Então, você busca o auxílio da memória ...
Nos minutos que antecediam minha chegada à outra escola, ouvindo a música, de olhos bem abertos , relembrei um passeio ao Zoológico com minha mãe. Como quase toda criança naquela época, eu não percebia o sentido da palavra cativeiro e, por isso, só via o belo nos contornos e movimentos dos animais.
Comentei, ao avistar o tigre dormindo, que gostaria de fazer carinho no bicho pois o achara lindo.
Rapidamente, segurando minha mão, ela respondeu que eu nunca poderia fazer isso, nem com aquele ou outros animais. Retruquei "mas ele tá dormindo, mãe...".
"Ele está descansando, Doca. E se acordar, pode machucar quem está perto. Parece manso, mas não é..."
A criança que eu era ficou muito impressionada.
Muitos anos mais tarde, passada minha adolescência, minha mãe, em uma de suas raras lembranças, trazia de volta, aquele momento. E acrescentava que o tigre dormia porque não lhe restava outra coisa: sua rotina dependia das pessoas que o prendiam ali. Mas que ninguém duvidava de sua ferocidade, quando desperto.
"Filha, quando se sentir presa, fecha os olhos e pensa, pensa muito, até dormir. Quando acordar vai se sentir mais forte..."
Interessante... ela fechou os olhos e ficou pensando muito tempo, antes de partir. Talvez viajasse pra outros lugares em busca do melhor, onde, finalmente desembarcaria. Quando encontrou, se foi e chegou lá bem forte...
Mas, minha vida é aqui e agora. Uma vida em que pouco durmo, muito trabalho e, por vezes, descanso. Opção minha, como outras a que tenho direito.
Os alunos da EJA já estavam na entrada da escola. Ao cumprimentá-los falei que iríamos fazer um passeio diferente. Já na sala, nos organizamos para caminharmos pelas ruas do bairro e observarmos comércio local, pessoas, prédios, paradas de ônibus...
Como já é de costume, minha máquina fotográfica foi circulando entre vários deles, que tiravam fotos de si, dos colegas e das ruas. Saímos às 18h20, ainda dia, e voltamos depois das 19h acompanhados pela noite.
No retorno, relembramos em conjunto, tudo o que vimos, conversamos sobre os 78 anos que a escola estará realizando no dia 19 e realizamos um desenho sobre o passeio destacando o que mais fora significativo.
Próxima semana tentarei disponibilizar o Google Earth nos computadores e levar a turma para realizar um passeio virtual sobre a escola e as ruas próximas. De qualquer forma, as imagens impressas serão entregues e trabalhadas com o grupo.


Crédito das fotos: Alunos EJA IIE, enquanto não recebemos esse "colo", essa palavra ou aceno,enquanto não nos sentimos aconchegados, protegidos e, principalmente, compreendidos, não ficamos bem.
Algumas vezes, encontramos essa compreensão no sorriso e afago de um amigo, no silêncio e respeito do marido, na casa de nossa mãe... E aí, fica fácil, teoricamente.
Outras vezes, o lugar onde você , certamente, encontraria a palavra e o gesto que consideraria certos e essenciais já não existe.
Então, você busca o auxílio da memória ...
Nos minutos que antecediam minha chegada à outra escola, ouvindo a música, de olhos bem abertos , relembrei um passeio ao Zoológico com minha mãe. Como quase toda criança naquela época, eu não percebia o sentido da palavra cativeiro e, por isso, só via o belo nos contornos e movimentos dos animais.
Comentei, ao avistar o tigre dormindo, que gostaria de fazer carinho no bicho pois o achara lindo.
Rapidamente, segurando minha mão, ela respondeu que eu nunca poderia fazer isso, nem com aquele ou outros animais. Retruquei "mas ele tá dormindo, mãe...".
"Ele está descansando, Doca. E se acordar, pode machucar quem está perto. Parece manso, mas não é..."
A criança que eu era ficou muito impressionada.
Muitos anos mais tarde, passada minha adolescência, minha mãe, em uma de suas raras lembranças, trazia de volta, aquele momento. E acrescentava que o tigre dormia porque não lhe restava outra coisa: sua rotina dependia das pessoas que o prendiam ali. Mas que ninguém duvidava de sua ferocidade, quando desperto.
"Filha, quando se sentir presa, fecha os olhos e pensa, pensa muito, até dormir. Quando acordar vai se sentir mais forte..."
Interessante... ela fechou os olhos e ficou pensando muito tempo, antes de partir. Talvez viajasse pra outros lugares em busca do melhor, onde, finalmente desembarcaria. Quando encontrou, se foi e chegou lá bem forte...
Mas, minha vida é aqui e agora. Uma vida em que pouco durmo, muito trabalho e, por vezes, descanso. Opção minha, como outras a que tenho direito.
Os alunos da EJA já estavam na entrada da escola. Ao cumprimentá-los falei que iríamos fazer um passeio diferente. Já na sala, nos organizamos para caminharmos pelas ruas do bairro e observarmos comércio local, pessoas, prédios, paradas de ônibus...
Como já é de costume, minha máquina fotográfica foi circulando entre vários deles, que tiravam fotos de si, dos colegas e das ruas. Saímos às 18h20, ainda dia, e voltamos depois das 19h acompanhados pela noite.
No retorno, relembramos em conjunto, tudo o que vimos, conversamos sobre os 78 anos que a escola estará realizando no dia 19 e realizamos um desenho sobre o passeio destacando o que mais fora significativo.
Próxima semana tentarei disponibilizar o Google Earth nos computadores e levar a turma para realizar um passeio virtual sobre a escola e as ruas próximas. De qualquer forma, as imagens impressas serão entregues e trabalhadas com o grupo.
Sinto um enorme descompasso entre a forma como o curso de Pedagogia EAD foi conduzido, nestes quatro anos e a forma como o estágio curricular se apresenta. Percebo até a incoerência em relação a um curso voltado para tecnologias inovadoras e um grupo responsável pelo estágio, não tão apropriado dessas tecnologias. Pla -ne - ja- men-to. Que antecede, que reflete e pensa sobre o que pode e poderá acontecer. Há pessoas, como eu, em estágio, sem um documento que me habilite para realizar o mesmo? Pla-ne-ja-men-to! An-te-ci-pa-do. Organização e agilidade.
E, quando falo e escrevo isso, não me dirijo aos supervisores de estágio que, certamente, procurarão fazer o melhor dentro de suas possibilidades. Também não me refiro às incansáveis professoras Coordenadoras de nosso Pólo, seguramente, grandes responsáveis pelo que a palavra "inovador" representou e representa em nosso curso. Assim como nós e o tigre, estão trabalhando dentro do que se apresenta.
Nesta semana, conversei com a responsável pelos fonos , da SEC, que me relatou e esclareceu sobre como alguns encaminhamentos foram e estão sendo realizados pela universidade e pela própria SEC.
Pois é chegada a minha hora de fechar os olhos e , pacientemente, ressonar...
Enquanto isso, ofereço o meu melhor ,no lugar onde estou e para aqueles que me cercam.
E, quando falo e escrevo isso, não me dirijo aos supervisores de estágio que, certamente, procurarão fazer o melhor dentro de suas possibilidades. Também não me refiro às incansáveis professoras Coordenadoras de nosso Pólo, seguramente, grandes responsáveis pelo que a palavra "inovador" representou e representa em nosso curso. Assim como nós e o tigre, estão trabalhando dentro do que se apresenta.
Nesta semana, conversei com a responsável pelos fonos , da SEC, que me relatou e esclareceu sobre como alguns encaminhamentos foram e estão sendo realizados pela universidade e pela própria SEC.
Pois é chegada a minha hora de fechar os olhos e , pacientemente, ressonar...
Enquanto isso, ofereço o meu melhor ,no lugar onde estou e para aqueles que me cercam.













